{"id":1216,"date":"2011-02-15T14:47:22","date_gmt":"2011-02-15T14:47:22","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=1216"},"modified":"2011-02-15T14:47:22","modified_gmt":"2011-02-15T14:47:22","slug":"a-sombra-do-vulcao-egipcio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1216","title":{"rendered":"\u00c0 sombra do vulc\u00e3o (eg\u00edpcio)*"},"content":{"rendered":"\n<p>A festa \u2013 e que festa! \u2013 acabou. Agora \u00e9 tempo de ressaca \u2013 e que ressaca.<\/p>\n<p>Apresento-lhes o novo chef\u00e3o, ou o Fara\u00f3 reconstru\u00eddo em formato de Shiva: o Conselho Supremo das For\u00e7as Armadas. Se fosse no sudeste da \u00c1sia, j\u00e1 estariam repetindo que \u201ctudo igual, s\u00f3 que diferente\u201d.<\/p>\n<p>Em vez de estado policial, \u00e9 tempo de comunicados (<em>replay<\/em> dos anos 1970s). O presidente e o vice-presidente dissolveram o Parlamento (mas o primeiro-ministro Ahmed Shafiq indicado pelo Fara\u00f3 insiste que o atual \u201cKangaroo cabinet\u201d mant\u00e9m-se onde est\u00e1 para fazer a tal \u201ctransi\u00e7\u00e3o ordeira\u201d). A Constitui\u00e7\u00e3o foi suspensa. O ex\u00e9rcito tenta impor a no\u00e7\u00e3o de que comandar\u00e1 o Egito pelos pr\u00f3ximos seis meses. Esperam-se viol\u00eancias vagamente sinistras, para conter greves e \u201ccaos e desordem\u201d.<\/p>\n<p>O que mais pode fazer um Democrata, Pr\u00eamio Nobel e presidente dos EUA, al\u00e9m de apoiar um golpe militar? (Mais <em>replay<\/em> dos anos 1960s e 1970s). Recapitulando: a Casa Branca e o Departamento de Estado adorariam ver Hosni Mubarak pelas costas.<\/p>\n<p>Mas a Ar\u00e1bia Saudita, Israel e a CIA-EUA precisavam desesperadamente que Hosni Mubarak ficasse onde estava. Ao mesmo tempo Mubarak \u2013 vers\u00e3o <em>trash<\/em>, cabelos pintados cor acaju, de Luis XVI \u2013 lutava pela pr\u00f3pria sobreviv\u00eancia. O vice-presidente Omar \u201cSheikh al-Tortura\u201d Suleiman, apoiado por Washington e Bruxelas, lutava pela sobreviv\u00eancia do regime (a tal \u201ctransi\u00e7\u00e3o ordeira\u201d), e Washington lutava pela sobreviv\u00eancia de um dos pilares crucialmente importantes da \u201cestabilidade\u201d no Oriente m\u00e9dio. A rua, essa, lutava pela vida.<\/p>\n<p>F\u00e1cil explicar por que a CIA n\u00e3o previu coisa alguma. A ag\u00eancia pode ser \u00f3tima nos neg\u00f3cios de entregar prisioneiros para serem torturados pelo Sheikh al-Tortura, mas, sobretudo, vive presa num apertado espartilho ideol\u00f3gico, desde os anos Ronald Reagan. A CIA simplesmente n\u00e3o fala com viva alma se n\u00e3o com os vassalos; vale para o Ham\u00e1s e para a Fraternidade Mu\u00e7ulmana (com os quais os EUA-CIA n\u00e3o falam).<\/p>\n<p>Portanto, a CIA-EUA n\u00e3o t\u00eam como obter forma\u00e7\u00e3o de boa qualidade, viva, em campo, intelig\u00eancia que se aproveite. Os subterr\u00e2neos ferviam, no Egito, no m\u00ednimo desde 2005. A embaixada dos EUA no Cairo sequer tinha agente de liga\u00e7\u00e3o com a Fraternidade Mu\u00e7ulmana. E o homem no qual investiram tudo, Suleiman, n\u00e3o existe, \u00e9 n\u00e3o-entidade (visualizem Langley afogado num dil\u00favio de l\u00e1grimas).<\/p>\n<p>No final, a rua eg\u00edpcia resolveu o caso. Capangas miseravelmente pagos para armar confus\u00e3o dos infernos receberam ordens de atirar contra cidad\u00e3os desarmados e fizeram o que puderam. Discretos sindicalistas trabalharam anos na organiza\u00e7\u00e3o. Ju\u00edzes em passeata pelas ruas fizeram o que puderam. E grupos de juventude tamb\u00e9m fizeram o que puderam. Os jovens revolucion\u00e1rios do Movimento 25 de Janeiro rapidamente acordaram para a realidade.<\/p>\n<p>Agora, j\u00e1 perceberam claramente que Washington optou pelo preju\u00edzo menor e est\u00e1 dando luz verde ao conceito onanista de golpe militar contra ditadura militar. OK, v\u00e3o-se os sonhos mais luminosos, mas pelo menos h\u00e1 um precedente que nos enche de esperan\u00e7as: a revolu\u00e7\u00e3o de 1974 em Portugal, levou, um ano depois, a uma democracia s\u00f3lida de tend\u00eancia socialista.<\/p>\n<p><strong>Meu comunicado \u00e9 maior que o seu<\/strong><\/p>\n<p>Que neg\u00f3cio de comunicados \u00e9 esse, em que o Conselho Supremo parece viciado? A rua sabe que n\u00e3o passam de empregados e vassalos de Mubarak, todos com mais de 70 anos, a come\u00e7ar pelo l\u00edder do golpe, ministro da Defesa marechal-de-campo Mohammed Hussein Tantawi, 75 anos \u2013 muito pr\u00f3ximo de Robert Gates do Pent\u00e1gono (detalhe crucial: Tantawi chegou ao comando supremo depois de est\u00e1gio na chefia do ex\u00e9rcito privado de Mubarak, os Guardas Republicanos).<\/p>\n<p>S\u00e3o todos acionistas, com o dinheiro que os EUA fornecem (os bilh\u00f5es de d\u00f3lares da \u201cajuda\u201d que chegam ao Egito anualmente) de uma vasta rede de neg\u00f3cios, cujos propriet\u00e1rios s\u00e3o a dinastia militar que controla setores inteiros da economia eg\u00edpcia. N\u00e3o h\u00e1 como trazer \u00e0 luz algum Egito novo, sem derrubar todo esse sistema. Conclus\u00e3o: a rua ainda n\u00e3o venceu o ex\u00e9rcito.<\/p>\n<p>Esperam-se grandes fogos de artif\u00edcio pela frente. Por hora, os advers\u00e1rios potenciais estudam-se. Sai a \u201ctransi\u00e7\u00e3o ordeira\u201d e entra \u2013 nas palavras do general Mohsen el-Fangari \u2013 \u201cuma pac\u00edfica transi\u00e7\u00e3o de poder\u201d, para permitir que \u201cum governo civil governe e construa um Estado democr\u00e1tico livre\u201d. Tudo soa como <em>Purple Haze<\/em> por Jimi Hendrix [ouve-se em <a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=z0dmPKYJiB8&amp;feature=related\" target=\"_blank\">http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=z0dmPKYJiB8&amp;feature=related<\/a>]. Esque\u00e7am sobre o ex\u00e9rcito passar o poder sem luta a governo civil de transi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na batalha de comunicados, pelo menos o comando do Movimento 25 de Janeiro sabe para que lado virar a cabe\u00e7a. Entre as principais exig\u00eancias \u2013 uma esp\u00e9cie de mapa do caminho dos desejos pol\u00edticos da rua \u2013 est\u00e1 o fim imediato do estado de emerg\u00eancia; liberta\u00e7\u00e3o imediata de todos os prisioneiros pol\u00edticos; cria\u00e7\u00e3o de um conselho interino coletivo de governo; forma\u00e7\u00e3o de um governo de transi\u00e7\u00e3o que inclua todas as tend\u00eancias nacionalistas independentes para organiza\u00e7\u00e3o e supervis\u00e3o de elei\u00e7\u00f5es livres e limpas; forma\u00e7\u00e3o de um grupo de trabalho para redigir proposta de nova constitui\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica, a ser legitimada por <em>referendum<\/em>; fim de todas as restri\u00e7\u00f5es \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o de partidos pol\u00edticos; liberdade de imprensa; liberdade para formar sindicatos e organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais, sem terem de ser aprovados pelo governo; e aboli\u00e7\u00e3o de todas as cortes militares.<\/p>\n<p>Quem acredita que os generais do Conselho Supremo v\u00e3o entregar tudo isso ao povo, deve viver no cume do Tibete.<\/p>\n<p><strong><em>Bomb me to democracy, babe<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Essa nunca foi revolu\u00e7\u00e3o conduzida s\u00f3 pelos jovens, e agora j\u00e1 \u00e9 movimento conduzido pelos movimentos da classe trabalhadora. Na pr\u00f3xima fase, a classe trabalhadora \u2013 e os camponeses \u2013 ser\u00e3o mais cruciais a cada momento. Como o blogueiro Hossam El-Hamalawy escreveu: \u201cAgora, as f\u00e1bricas t\u00eam de ocupar a pra\u00e7a Tahrir\u201d. O fim do regime aconteceu quando as greves come\u00e7aram a alastrar-se feito fogo em mato seco. H\u00e1 cada vez mais clara conceitua\u00e7\u00e3o do que seja democracia direta, de baixo para cima, que pode levar a um estado de revolu\u00e7\u00e3o permanente. O \u2018ocidente\u2019 treme em seus Ferragamos.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, a lideran\u00e7a do Movimento 25 de Janeiro sabe que Washington, Telavive e Riad \u2013 mais as classes <em>comprador<\/em> do mubarakismo \u2013 far\u00e3o absolutamente qualquer coisa para impedir o advento da democracia eg\u00edpcia. Valer\u00e1 tudo \u2013 de um Walhalla de subornos at\u00e9 a invis\u00edvel manipula\u00e7\u00e3o das leis e do processo eleitoral. Contem todos com pelo menos um general-candidato \u00e0 presid\u00eancia; com certeza n\u00e3o ser\u00e1 o hoje super escondido homem da CIA, o \u201cSheikh al-Tortura\u201d Suleiman, mas provavelmente ser\u00e1 o comandante do Estado-maior do Ex\u00e9rcito Sami Anan, 63, que tamb\u00e9m passou muito tempo nos EUA e \u00e9 mais \u00edntimo de muitos no Pent\u00e1gono, que Tantawi.<\/p>\n<p>Em pouco tempo, todos estar\u00e3o cortejando a Fraternidade Mu\u00e7ulmana, como se o fim do mundo estivesse pr\u00f3ximo; a Turquia (para ampliar seu papel como um farol de modera\u00e7\u00e3o no Oriente M\u00e9dio); o Ir\u00e3 (embora xiitas, para lembrar a Fraternidade Mu\u00e7ulmana da luta pela Palestina); os EUA (para manterem viva a ilus\u00e3o de que conseguir\u00e3o controlar um \u2018bra\u00e7o\u2019 <em>jihadista<\/em> que a Fraternidade Mu\u00e7ulmana nem tem); e a Ar\u00e1bia Saudita (com montanhas de dinheiro, para neutralizar as maquina\u00e7\u00f5es dos EUA).<\/p>\n<p>O <em>New York Times<\/em> comenta astutamente que \u201ca Casa Branca e o Departamento de Estado j\u00e1 discutem a cria\u00e7\u00e3o de novos fundos para estimular o surgimento de partidos pol\u00edticos seculares\u201d \u2013 j\u00e1 na luta para atrair todos os inteligentes e inteligent\u00edssimos, para o curral da agenda dos EUA.<\/p>\n<p>\u00c0 parte o fato de que a revolu\u00e7\u00e3o eg\u00edpcia \u2013 que ainda engatinha \u2013 \u00e9 o mais enormemente importante movimento estrat\u00e9gico que acontece no Oriente M\u00e9dio nos \u00faltimos 30 anos (desde que Israel invadiu o L\u00edbano em 1982), merece destaque a vasta fal\u00e1cia, t\u00e3o vasta quanto abjeta, que envolve tudo: da islamofobia e do reducionismo da teoria do \u201cchoque de civiliza\u00e7\u00f5es\u201d \u00e0 quimera que os neoconservadores chamam de \u201cGrande Oriente M\u00e9dio\u201d.<\/p>\n<p>A rua eg\u00edpcia abriu uma ampla estrada rumo \u00e0 democracia, em apenas duas semanas e meia. Comparem-se esse saber-fazer e os processos de democratiza\u00e7\u00e3o do Afeganist\u00e3o (h\u00e1 nove anos) e do Iraque (sete anos), comandados pelo Pent\u00e1gono.<\/p>\n<p>Nessa fase, n\u00e3o h\u00e1 como saber se o mubarakismo sobreviver\u00e1 s\u00f3 com maquiagem leve. Nem se o mubarakismo conseguir\u00e1 manipular as pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es, deixando o ex\u00e9rcito \u00e0 sombra. Nem se alguma revolu\u00e7\u00e3o social e pol\u00edtica real reorganizar\u00e1 mesmo, radicalmente, a estrutura da riqueza e do poder no Egito.<\/p>\n<p>Muito al\u00e9m do inevit\u00e1vel confronto no Egito, entre explos\u00e3o demogr\u00e1fica e crise econ\u00f4mica, o que est\u00e1 literalmente enlouquecendo o ocidente \u00e9 que as elites ocidentais sabem perfeitamente o que a maioria dos eg\u00edpcios n\u00e3o quer: nenhum governo verdadeiramente democr\u00e1tico e soberano no Egito poder\u00e1 continuar a agir como escravo da pol\u00edtica exterior dos EUA.<\/p>\n<p>Pode acontecer, s\u00f3 para come\u00e7ar, de um novo governo levantar o s\u00edtio de Gaza e reexaminar as condi\u00e7\u00f5es de exporta\u00e7\u00e3o de g\u00e1s natural para Israel a pre\u00e7os subsidiados; pode acontecer de um novo governo reconsiderar os direitos de passagem livre da Marinha dos EUA pelo Canal de Suez; e pode, \u00e9 claro, acontecer de um novo governo afinal rediscutir o tema tabu, sacrossanto, santo entre santos: os acordos de Camp David, de 1979, com Israel.<\/p>\n<p>Daqui em diante, a liberdade do Egito s\u00f3 aumentar\u00e1 na exata propor\u00e7\u00e3o do medo que a revolu\u00e7\u00e3o inspire a Washington, Telavive e Riad.<\/p>\n<p>\u00c9 justo dizer que, na atual fase, a rua eg\u00edpcia guarda junto ao cora\u00e7\u00e3o todos que a apoiaram \u2013 grupo complexo que vai da rede al-Jazeera ao Hezbollah no L\u00edbano. E j\u00e1 sabe identificar perfeitamente todos os que a menosprezaram \u2013 da Casa de Saud e v\u00e1rios extremistas Wahhabistas, a Israel. Nenhum eg\u00edpcio jamais esquecer\u00e1 que o rei Abdullah da Ar\u00e1bia Saudita acusou a rua de \u201cintrometer-se na seguran\u00e7a e estabilidade do Egito \u00e1rabe e mu\u00e7ulmano\u201d.<\/p>\n<p>O slogan chave da revolu\u00e7\u00e3o eg\u00edpcia foi \u201cO povo quer derrubar o regime\u201d. E j\u00e1 se ouve a primeira adapta\u00e7\u00e3o dele, rimada, para espalhar-se pelo mundo: \u201cO povo quer libertar os palestinos\u201d. N\u00e3o percam os pr\u00f3ximos boletins meteorol\u00f3gicos e geol\u00f3gicos: a verdadeira irrup\u00e7\u00e3o do verdadeiro vulc\u00e3o ainda nem come\u00e7ou.<\/p>\n<p>Original: <a href=\"http:\/\/www.atimes.com\/atimes\/Middle_East\/MB15Ak01.html\" target=\"_blank\">http:\/\/www.atimes.com\/atimes\/Middle_East\/MB15Ak01.html<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/mail.google.com\/mail\/html\/compose\/static_files\/blank_quirks.html#_ftnref1\" target=\"_blank\">*<\/a> Orig. <em>Under the (egyptian) volcano<\/em>. \u201cUnder the volcano\u201d \u00e9 t\u00edtulo de romance, de 1947, de Malcolm Lowry, editado no Brasil como <em>\u00c0 sombra do vulc\u00e3o <\/em>(Porto Alegre, L&amp;PM Ed., 2002) (NTs).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: Asia Times Online\n\n\n\n\n\n\n\n\n15\/2\/2011, Pepe Escobar, Asia Times Online\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1216\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[71],"tags":[],"class_list":["post-1216","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c84-solidariedade"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-jC","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1216","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1216"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1216\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1216"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1216"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1216"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}