{"id":122,"date":"2009-09-27T23:03:13","date_gmt":"2009-09-27T23:03:13","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=122"},"modified":"2009-09-27T23:03:13","modified_gmt":"2009-09-27T23:03:13","slug":"unasur-alba-e-os-povos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/122","title":{"rendered":"UNASUR, ALBA E OS POVOS"},"content":{"rendered":"<\/p>\n<p>UNASUR \u00e9 um campo de batalha. \u00c9 o terreno escolhido por n\u00f3s para confrontar, em melhorescondi\u00e7\u00f5es, em condi\u00e7\u00f5es de unidade e de frente para os povos, contra os inimigos externos einternos. A favor\u00e1vel correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as alcan\u00e7ada nos \u00faltimos anos, o tecido de complexasalian\u00e7as e a habilidade dos condutores para implementar a estrat\u00e9gia, logrou atrair o inimigopara um cen\u00e1rio desvantajoso para seus interesses. Sobre isto est\u00e3o conscientes, tanto oimperialismo quanto as oligarquias nativas, e por isto eles trabalham para sair de sua atualposi\u00e7\u00e3o adversa, ou seja, provocar o fracasso da UNASUR.<\/p>\n<p>UNASUR \u00e9 um espa\u00e7o ganho na luta contra o imperialismo para agrupar for\u00e7as e formar umbloco de poder sulamericano aut\u00f4nomo.O tema da independ\u00eancia e da unidade de nossaAm\u00e9rica, como requisito b\u00e1sico para alcan\u00e7ar a liberta\u00e7\u00e3o nacional, \u00e9 o que est\u00e1 em jogo. E \u00e9por isso que o governo norteamericano e seus s\u00f3cios locais procuram anular a UNASUR.\u201c N\u00e3o esque\u00e7amos nunca, que o inimigo principal da revolu\u00e7\u00e3o \u00e9 o imperialismo ianque\u201d disse,em muitas oportunidades, o comandante Hugo Chavez; e esta verdade tem que estar no focode nossa an\u00e1lise. A UNASUR \u00e9 um obst\u00e1culo para as pretens\u00f5es imperialistas, ainda maisquando v\u00e1rios de seus principais protagonistas s\u00e3o os mesmos governos que enterraram aAlca, na memor\u00e1vel c\u00fapula de Mar Del Plata.<\/p>\n<p>Sem a unidade dos povos latinoamericanos e caribenhos, derrotar o imperialismo \u00e9 umaquimera. E essa unidade dever\u00e1 ser constru\u00edda em uma luta tenaz e constante contra esseinimigo principal e suas for\u00e7as aliadas. A tarefa hist\u00f3rica de construir uma verdadeiraConfedera\u00e7\u00e3o das Rep\u00fablicas Latinoamericanas e Caribenhas continua vigente, hoje mais doque nunca. E nessa dire\u00e7\u00e3o a cria\u00e7\u00e3o da UNASUR \u00e9 um passo importante.<\/p>\n<p>Correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as na UNASUR<\/p>\n<p>Os governos da Col\u00f4mbia e do Peru s\u00e3o os principais portavozes dos interesses imperialistas eolig\u00e1rquicos na regi\u00e3o, sobre isto n\u00e3o cabe a menor d\u00favida. Os governos da Venezuela,Equador e Bol\u00edvia s\u00e3o os que representam com decis\u00e3o as posi\u00e7\u00f5es patri\u00f3ticas,revolucion\u00e1rias e antiimperialistas. Entre estes dois p\u00f3los est\u00e3o localizados os demais pa\u00edses.As poderosas burguesias do Brasil, da Argentina e do Chile ficam pendulando, segundo seusinteresses particulares. Paraguai, Suriname e Uruguai se debatem, tomando posi\u00e7\u00f5esdiferentes em cada momento, segundo a correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as do momento.Uma vez mais, o tema da quest\u00e3o nacional latinoamericana-caribenha est\u00e1 no centro dodebate, assim como a identifica\u00e7\u00e3o de classe e os interesses que cada um dos governosrepresenta em particular.<\/p>\n<p>Podemos afirmar que os governos revolucion\u00e1rios representam os diferentes interesses deuma alian\u00e7a popular, formada pelo somat\u00f3rio das classes e setores sociais prejudicados pelaspol\u00edticas neoliberais de submiss\u00e3o \u00e0 explora\u00e7\u00e3o imperialista. Para ali confluem oper\u00b4rios,camponeses, pequenos produtores do campo e da cidade, desempregados, pequenaburguesia vinculada ao mercado interno, um setor das classes m\u00e9dias profissionais n\u00e3ocolonizadas mentalmente (inclui os militares), classe m\u00e9dia em geral, empregados comuns,trabalhadores por conta pr\u00f3pria, etc. Os presidentes Chavez, Correa e Morales mantiveraminquebrantavelmente o discurso antiimperialista e latinoamericano, em coer\u00eancia absoluta comos interesses das classes e setores sociais que eles representam.Por outro lado, no p\u00f3lo oposto, os governos da Col\u00f4mbia e do Peru t\u00eam sido fi\u00e9is portavozesdas pol\u00edticas imperialistas e das oligarquias nativas. As multinacionais, as burguesiastransnacionais com seus gerentes e executivos, os grandes donos de terra, uma fatiasignificativa de t\u00e9cnicos e profissionais colonizados (inclui os militares), a alta hierarquia daigreja, um setor da burguesia nacional e as classes m\u00e9dias acomodadas, s\u00e3o representadascabalmente pelos discursos de Alan Garcia e \u00c1lvaro Uribe.<\/p>\n<p>At\u00e9 aqui a quest\u00e3o est\u00e1 clara, pudemos assistir \u201cao vivo e a cores\u201d, na c\u00fapula de Bariloche.Mas, a que interesses respondem os governos de Lula da Silva, Cristina Fernandez deKirshner e Michelle Bachelet? Esta \u00e9 a quest\u00e3o chave para entender as posi\u00e7\u00f5es ambivalentesou \u201cmoderadas\u201d dos governos do Brasil, da Argentina e do Chile.<\/p>\n<p>Durante a d\u00e9cada de cinq\u00fcenta, os governos da Argentina, do Brasil e do Chile, presididosrespectivamente pelo general Juan Domingo Per\u00f3n, Get\u00falio Vargas e o general Carlos Iba\u00f1ez,planejaram a constru\u00e7\u00e3o de um acordo de integra\u00e7\u00e3o chamado ABC. O projeto era claro,analisando sob a perspectiva de cada um desses governos: ampliar os mercados para umcapitalismo nacional em pleno crescimento e fortalecer uma incipiente burguesia local queaproveitava o per\u00edodo de substitui\u00e7\u00e3o das importa\u00e7\u00f5es, sob a tutela de governos nacionalistascom amplo respaldo popular.<\/p>\n<p>Mas este velho projeto de avan\u00e7ar para um capitalismo aut\u00f4nomo, sob a lideran\u00e7a de umacondu\u00e7\u00e3o que assumia as tarefas hist\u00f3ricas da burguesia nacional \u2013 ainda invertebrada \u2013utilizando o estado como locomotiva de desenvolvimento, fracassou diante da press\u00e3o daalian\u00e7a olig\u00e1rquica-imperialista e da mesma claudicante burguesia aut\u00f3ctone. O \u201cEstado Novo\u201de a \u201cArgentina Pot\u00eancia\u201d, ao n\u00e3o transcenderem os limites hist\u00f3ricos do projeto nacionalburgu\u00eas, foram abaixo diante da ofensiva das classes tradicionais e do imperialismo. O modeloend\u00f3geno burgu\u00eas da periferia, n\u00e3o podia seguir os mesmos passos que o das burguesiasmetropolitanas em seu ascenso ao poder.A pol\u00edtica do desenvolvimento desigual e combinadoimposta ao mundo pelo imperialismo, n\u00e3o deixava espa\u00e7o para a liberta\u00e7\u00e3o dos pa\u00edsescoloniais e semicoloniais pela via do capitalismo aut\u00f4nomo. O ciclo das revolu\u00e7\u00f5es burguesastinha sido conclu\u00eddo e os movimentos nacionalistas no terceiro mundo, se n\u00e3o transcendessemos limites do democratismo burgu\u00eas, sucumbiam infalivelmente.<\/p>\n<p>Depois das infames d\u00e9cadas de neoliberalismo, em toda nossa Am\u00e9rica foi incrementada apresen\u00e7a do capital estrangeiro, mas tamb\u00e9m, um setor das burguesias locais, aliadas \u00e0sditaduras militares que vigoraram na regi\u00e3o, logrou escalar posi\u00e7\u00f5es em detrimento dasempresas estatais. As privatiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o beneficiaram somente o capital imperialista, mastamb\u00e9m a uma parcela de capitalistas nacionais que se apoderou do patrim\u00f4nio de importantesempresas p\u00fablicas. E assim chegamos ao s\u00e9culo XXI com a exist\u00eancia de burguesias locais j\u00e1associadas ao capital estrangeiro, majoritariamente exportadoras, com certo n\u00edvel decompetitividade, mas dependentes das vantagens que lhes possa outorgar o Estado, na horade fazer neg\u00f3cios. Da\u00ed o car\u00e1ter contradit\u00f3rio deste empresariado, j\u00e1 que se apresenta comonacional, para que o Estado facilite sua expans\u00e3o econ\u00f4mica, e antinacional posto que n\u00e3oest\u00e1 interessado no bem estar da popula\u00e7\u00e3o nem tampouco em defender a soberania emoutros n\u00edveis que n\u00e3o sejam aqueles que facilitam a expans\u00e3o de seus capitais.<\/p>\n<p>A ala nacionalista das for\u00e7as pol\u00edticas dos pa\u00edses em quest\u00e3o, por falta de id\u00e9ias, por falta deconfian\u00e7a no povo, por se negar a enfrentar o imperialismo e as oligarquias ou, simplesmente,por um covarde pragmatismo, preferiu optar pelos interesses de suas respectivas burguesias \u2013historicamente capituladoras \u2013 do que comprometer-se consequentemente com os interessesda na\u00e7\u00e3o. Uma esp\u00e9cie d e teoria da \u201cderrubada da ta\u00e7a de champagne\u201d, mas end\u00f3gena, temcaracterizado suas pol\u00edticas. \u201cSe nosso empresariado cresce e se desenvolve, o resto dasclasses do pa\u00eds ser\u00e1 beneficiado\u201d, observam os nacionalistas socialdemocratas. Nesta posi\u00e7\u00e3oest\u00e3o tanto o Kirshnerismo da Argentina, a Concerta\u00e7\u00e3o do Chile e o PT do Brasil.<\/p>\n<p>O Frio de Bariloche<\/p>\n<p>Esta caracteriza\u00e7\u00e3o se viu refletida claramente na \u00faltima c\u00fapula da UNASUR. Havia umacoincid\u00eancia entre os p\u00f3los que se enfrentavam: que os debates fossem televisionados ao vivo.Tanto os representantes da direita proimperialista quanto os da esquerda patri\u00f3tica, claros edefinidos em suas posi\u00e7\u00f5es, n\u00e3o manifestaram inconvenientes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 transmiss\u00e3o aovivo do evento. Por\u00e9m, o principal representante dos interesses da burguesia \u201cnacional\u201d, opresidente Lula da Silva, remarcou seu descontentamento e a inconveni\u00eancia de que adiscuss\u00e3o fosse travada a portas abertas, argumentando inclusive com os benef\u00edcios dedebater sem a incomoda presen\u00e7a das c\u00e2meras de TV.<\/p>\n<p>Esta atitude do presidente Lula \u00e9 um testemunho da forma que o empresariadolatinoamericano prefere utilizar para discutir: de costas para o povo, priorizando seus neg\u00f3ciose n\u00e3o os interesses das maiorias. O incomodo do primeiro mandat\u00e1rio brasileiro \u00e9 umaexpress\u00e3o de sua posi\u00e7\u00e3o ambivalente: defender os interesses da regi\u00e3o sem ter que enfrentaro agressor imperialista, garantir a \u201cordem\u201d e o \u201cprogresso\u201d para facilitar o campo de neg\u00f3ciosdo empresariado, colocar limites \u00e0 voracidade imperialista, mas sempre no marco do di\u00e1logoinstitucional e das regras do jogo que imp\u00f5e a diplomacia capitalista internacional.No entanto, \u00e9 importante entender que, a n\u00edvel governamental, os principais aliados dos pa\u00edsescom governos revolucion\u00e1rios s\u00e3o precisamente o Brasil e a Argentina, como tamb\u00e9m oUruguai e o Paraguai. Nada pior para nossos povos do que deixar de lutar para ganhar estespa\u00edses, para posi\u00e7\u00f5es antiimperialistas cada vez mais decididas, como tamb\u00e9m saber manejaresta alian\u00e7a entendendo os limites que a natureza de classe imp\u00f5e a cada ator.Uribe ganhou em Bariloche? O bloco revolucion\u00e1rio ganhou? O setor moderado ganhou?Achamos que foi uma disputa na qual n\u00e3o houve vencedores nem perdedores, mas simmanobras e tentativas preparat\u00f3rias para outros cen\u00e1rios.<\/p>\n<p>A contraofensiva imperialista<\/p>\n<p>A contraofensiva imperialista tem golpeado nos \u00faltimos meses com contund\u00eancia. O golpe deestado em Honduras e a instala\u00e7\u00e3o das bases militares gringas na Col\u00f4mbia s\u00e3o parte daestrat\u00e9gia arquitetada pelo Pent\u00e1gono para debilitar a Alian\u00e7a Bolivariana para os Povos deNossa Am\u00e9rica. O imperialismo passou recibo do poder de fogo da ALBA na c\u00fapula deTrinidad.<\/p>\n<p>L\u00e1, na ilha caribenha aliada dos Estados Unidos e diante da presen\u00e7a do presidente BarakObama, os governantes da ALBA impuseram sua agenda. O tema da aus\u00eancia de Cubalevantado por Chavez, Evo, Ortega, Zelaya e Correa, antes da reuni\u00e3o da ALBA eacompanhados pela maioria dos pa\u00edses, botou contra a parede os representantes doimperialismo como poucas vezes se viu em eventos internacionais como este. Em San PedroSula o governo norteamericano teve que dar outro passo atr\u00e1s. A pr\u00f3pria OEA teve que sesentar no banco dos r\u00e9us e seus dias de sobreviv\u00eancia parecem contados. A OELAC (Organiza\u00e7\u00e3o de Estados Latinoamericanos e Caribenhos) surgia como uma possibilidade realpara ultrapassar o Grupo do Rio, com Cuba como membro ativo e criando umespa\u00e7o \u201cnuestramericano\u201d, sem a presen\u00e7a perturbadora dos Estados Unidos e do Canad\u00e1.Mas o golpe de estado em Honduras reativou a OEA (este era um dos principais objetivos doimperialismo) e a instala\u00e7\u00e3o das bases militares norteamericanas na Col\u00f4mbia se antecipou \u00e0forma\u00e7\u00e3o e ao funcionamento do Conselho de Defesa Sulamericano da UNASUR.A ALBA teria que ter realizado sua reuni\u00e3o antes do evento da UNASUR, para manter umaposi\u00e7\u00e3o unit\u00e1ria entre seus membros, n\u00e3o somente em rela\u00e7\u00e3o ao rep\u00fadio \u00e0 inger\u00eancianorteamericana, mas tamb\u00e9m na formula\u00e7\u00e3o de propostas diante do fato consumado dainstala\u00e7\u00e3o das bases militares, apresentada pela Col\u00f4mbia.<\/p>\n<p>O Grupo do Rio era o espa\u00e7o para discutir o tema das bases militares ianques, j\u00e1 que aamea\u00e7a n\u00e3o seria somente para os pa\u00edses sulamericanos, mas alcan\u00e7ava toda regi\u00e3o. Aprovoca\u00e7\u00e3o n\u00e3o era direcionada somente para a Venezuela e o Equador, mas tamb\u00e9m para aNicar\u00e1gua e Cuba (n\u00e3o se pode esquecer que a Nicar\u00e1gua tem uma disputa de fronteiras coma Col\u00f4mbia). Por sua vez, no Grupo do Rio teria sido poss\u00edvel desenvolver com maior precis\u00e3oa rela\u00e7\u00e3o direta existente entre o golpe de Honduras e a instala\u00e7\u00e3o das bases militaresnorteamericanas na Col\u00f4mbia. Tamb\u00e9m se poderia dar continuidade \u00e0 reuni\u00e3o realizada emSanto Domingo, sobre o bombardeio colombiano em territ\u00f3rio equatoriano.<\/p>\n<p>Esta falta de reflexos fez crescer o presidente Uribe que realizou uma rodada de visitas av\u00e1rios pa\u00edses para chegar em Bariloche com uma vis\u00e3o pr\u00e9via da situa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o foi pro acasoque o pe\u00e3o do imp\u00e9rio tenha aceitado as inspe\u00e7\u00f5es das bases militares, mas com a presen\u00e7ada OEA.<\/p>\n<p>Como desequilibrar a favor dos povos?<\/p>\n<p>No avan\u00e7o em dire\u00e7\u00e3o da unidade \u201cnuestramericana\u201d , as for\u00e7as revolucion\u00e1rias contam comuma ferramenta de grande potencialidade: a ALBA. Mas esta ferramenta deve ser utilizada coma maior precis\u00e3o.<\/p>\n<p>Dizia Le\u00f3n Trotsky que n\u00e3o bastava ter uma boa espada para combater, era necess\u00e1rio que aespada estivesse bem afiada. E que tampouco era suficiente que a espada estivesse bemafiada, mas tamb\u00e9m era necess\u00e1rio saber us\u00e1-la.<\/p>\n<p>A ALBA \u00e9 a arma principal com que contam os governos revolucion\u00e1rios para avan\u00e7ar na lutapela unidade de Nossa Am\u00e9rica, sendo esta uma verdadeira preocupa\u00e7\u00e3o para os interessesimperialistas. Mas esta ferramenta, como a espada de Trotsky, deve estar bem afiada e empoder de m\u00e3os h\u00e1beis.<\/p>\n<p>Um motor est\u00e1 funcionando plenamente na Alian\u00e7a, o motor dos governos revolucion\u00e1rios. Masfalta, com urg\u00eancia, ligar o outro motor que dar\u00e1 \u00e0 ALBA uma pot\u00eancia superlativa: o motor dopovo.<\/p>\n<p>A constitui\u00e7\u00e3o do Conselho de Movimentos Sociais da ALBA \u00e9 um passo fundamental que aAlian\u00e7a tem que dar imediatamente. Este conselho ter\u00e1 for\u00e7as para desequilibrar o espa\u00e7oregional e ele ser\u00e1 o apoio que os presidentes revolucion\u00e1rios necessitam.Pela primeira vez na hist\u00f3ria de Nossa Am\u00e9rica se conseguiu formar um espa\u00e7o de unidade,uma verdadeira alian\u00e7a entre pa\u00edses que avan\u00e7am na dire\u00e7\u00e3o do socialismo. Socialismomartiano, bolivariano, alfarista, tupacatarista, sandinista&#8230; socialismo latinoamericanocaribenho.Somente pela via do socialismo, com os povos como principais protagonistas,alcan\u00e7aremos a unidade e a independ\u00eancia da Am\u00e9rica Latina e do Caribe. As burgueias\u201cnacionais\u201d ou seus representantes de plant\u00e3o, j\u00e1 demonstraram que n\u00e3o s\u00e3o capazes de levarat\u00e9 as \u00faltimas conseq\u00fc\u00eancias a luta antiimperialista. Portanto, somente uma sa\u00eddaanticapitalista, popular e democr\u00e1tica poder\u00e1 terminar a obra inconclusa dos libertadores.E a\u00edest\u00e1 o perigo que representa a ALBA para o governo norteamericano eseus s\u00f3cios locais. N\u00e3o\u00e9 a UNASUR, nem o Grupo do Rio, nem o Mercosul que tiram o sono do imp\u00e9rio. \u00c9 a ALBA.Porque esses espa\u00e7os se fortalecem e se transformam em inst\u00e2ncias de conflito, desde que aALBA esteja presente atrav\u00e9s de alguns pa\u00edses que a integram. De outro modo, caso a ALBAn\u00e3o existisse, esses espa\u00e7os n\u00e3o significariam mais do que c\u00fapulas est\u00e9reis.Uma caracter\u00edstica essencial da ALBA \u00e9 seu esp\u00edrito construtivo, solid\u00e1rio e irredut\u00edvel e isto acoloca necessariamente na ofensiva. Diante das agress\u00f5es contra-revolucion\u00e1rias,imediatamente deve surgir a resposta adequada.<\/p>\n<p>E uma resposta adequada diante da atual agress\u00e3o ianque sugere que seja ligado o segundomotor. \u00c9 necess\u00e1rio retomar a ofensiva impregnando a ALBA de povo. Abrindo a ALBA para asorganiza\u00e7\u00f5es sociais e para as pol\u00edticas revolucion\u00e1rias de toda nossa Am\u00e9rica e convidandoos governos locais ajuntar-se \u00e0 proposta unionista. O movimento popular dos pa\u00edses da ALBAdever\u00e1 urgentemente constituir o Conselho de Movimentos Sociais, incorporar-se \u00e0s MesasT\u00e9cnicas, assim como realizar uma campanha massiva de propaganda sobre a ALBA e aunidade latinoamericana-caribenha.<\/p>\n<p>Como dizia Mari\u00e1tegui: \u201cOs brindes pacatos da diplomacia n\u00e3o v\u00e3o unir estes povos. A uni\u00e3ovir\u00e1 no futuro, atrav\u00e9s dos votos hist\u00f3ricos das multid\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>* Fernando Ram\u00f3n Bossi \u00e9 o Secret\u00e1rio do Congresso Bolivariano dos Povos<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Fernando Ram\u00f3n Bossi *\nQualquer an\u00e1lise sobre a UNASUR, deve ser feita no marco da mudan\u00e7a da correla\u00e7\u00e3o defor\u00e7as que aconteceu na Am\u00e9rica do Sul a partir da chegada ao poder de for\u00e7as progressistase revolucion\u00e1rias. Sem esta condi\u00e7\u00e3o, a UNASUR simplesmente n\u00e3o existiria. A UNASUR, aALBA e a revitaliza\u00e7\u00e3o do Grupo do Rio s\u00e3o conseq\u00fc\u00eancias diretas desta nova correla\u00e7\u00e3o defor\u00e7as. A simples exist\u00eancia da UNASUR deve ser considerada como um avan\u00e7o significativopara os interesses de nossa regi\u00e3o, ainda que fosse somente um espa\u00e7o para o debate.Mas, ser\u00edamos ing\u00eanuos se acredit\u00e1ssemos que as for\u00e7as neoliberais, olig\u00e1rquicas estejamderrotadas. \u00c9 sempre bom recordar aquela frase do grande revolucion\u00e1rio russo, Lenin,quando assinalava: \u201cSe os exploradores s\u00e3o derrotados somente em um pa\u00eds, e este \u00e9,naturalmente o caso t\u00edpico, porque a revolu\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea em v\u00e1rios pa\u00edses constitui umaexce\u00e7\u00e3o rara, seguir\u00e3o sendo, n\u00e3o obstante, mais fortes que os explorados\u201d. Na Am\u00e9rica doSul se deu o caso de que os exploradores est\u00e3o sendo derrotados somente em tr\u00eas pa\u00edses(Venezuela, Equador e Bol\u00edvia); nos demais, em menor ou maior medida, seguem exercendoseu poder hegem\u00f4nico. \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/122\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[23],"tags":[],"class_list":["post-122","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c29-organizacao"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1Y","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/122","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=122"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/122\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=122"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=122"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=122"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}