{"id":12207,"date":"2016-09-27T18:28:30","date_gmt":"2016-09-27T21:28:30","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=12207"},"modified":"2016-10-18T13:26:16","modified_gmt":"2016-10-18T16:26:16","slug":"texto-sobre-o-aniversario-da-ait-ou-1a-internacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/12207","title":{"rendered":"152 anos da 1\u00aa Internacional"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/thumb\/2\/2a\/Marx_and_Engels_at_Hague_Congress.jpg\/300px-Marx_and_Engels_at_Hague_Congress.jpg\" alt=\"imagem\" \/><strong>PROLET\u00c1RIOS DE TODOS OS PA\u00cdSES, UNI-VOS!<\/strong><\/p>\n<p><strong>A ATUALIDADE E O LEGADO DA I\u00aa INTERNACIONAL.<\/strong><\/p>\n<p>F\u00e1bio Bezerra*<!--more--><\/p>\n<p>H\u00e1 152 anos, em 28 de setembro de 1864, em Londres, numa reuni\u00e3o p\u00fablica com diversos representantes de sindicatos e organiza\u00e7\u00f5es socialistas de pa\u00edses europeus, Karl Marx e Friederich Engels liam a mensagem que fundaria a Associa\u00e7\u00e3o Internacional dos Trabalhadores (AIT), a primeira organiza\u00e7\u00e3o de inspira\u00e7\u00e3o socialista que visava organizar e orientar a luta de classes nos pa\u00edses onde o capitalismo avan\u00e7ava.<\/p>\n<p>No manifesto lido por Marx e Engels, deve- se destacar duas quest\u00f5es fundamentais \u00e0 \u00e9poca e atuais para o devida compreens\u00e3o da classe trabalhadora no processo hist\u00f3rico.<\/p>\n<p>A 1\u00aa quest\u00e3o, merece o destaque ao rigor meticuloso com que Marx e Engels trataram os dados coletados a partir das notas do Governo Brit\u00e2nico sobre a economia e a distribui\u00e7\u00e3o de renda entre os ingleses, assim como o cuidado extremo em interla\u00e7ar esses dados aos efeitos da contradit\u00f3ria sociedade inglesa, demonstrando didaticamente, a inevitabilidade da concentra\u00e7\u00e3o de riqueza nas m\u00e3os da classe dominante, em detrimento das condi\u00e7\u00f5es de exist\u00eancia da classe trabalhador e , desbancando desse modo o mito liberal, muito propalado \u00e0 \u00e9poca, de que o progresso da ind\u00fastria e do com\u00e9rcio, proporcionaria inevitavelmente, a todos os cidad\u00e3os, melhores condi\u00e7\u00f5es de vida e desenvolvimento \u00e0 na\u00e7\u00e3o. O manifesto, que pode ser compreendido como um fiel diagn\u00f3stico de como se processa a l\u00f3gica acumulativa do Capital, exp\u00f5e outra fal\u00e1cia \u00e0 \u00e9poca, ou seja, de que n\u00e3o eram as ind\u00fastrias por si que geravam o volumoso crescimento econ\u00f4mico ingl\u00eas, mas a submiss\u00e3o cada vez mais aviltante a que milhares de trabalhadores(as) vinham sendo submetidos, com o aumento constante de explora\u00e7\u00e3o da mais-valia em conson\u00e2ncia com o aperfei\u00e7oamento tecnol\u00f3gico e a expans\u00e3o do poder econ\u00f4mico, que ao inv\u00e9s de reduzir a carga hor\u00e1ria e socializar o resultado da riqueza produzida, se aproveitava da pobreza e da mis\u00e9ria criada por esse mecanismo, para sustentar n\u00edveis cada vez mais aviltantes de explora\u00e7\u00e3o. Vejamos o trecho a seguir:<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;<b>Em todos os pa\u00edses da Europa, tornou-se agora uma verdade demonstr\u00e1vel a todo o esp\u00edrito sem preconceitos e apenas negada por aqueles cujo interesse est\u00e1 em confinar os outros a um para\u00edso de tolos que nenhum melhoramento da maquinaria, nenhuma aplica\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia \u00e0 produ\u00e7\u00e3o, nenhuns inventos de comunica\u00e7\u00e3o, nenhumas novas <b>col\u00f4nias<\/b>, nenhuma emigra\u00e7\u00e3o, nenhuma abertura de mercados, nenhum com\u00e9rcio livre, nem todas estas coisas juntas, far\u00e3o desaparecer as mis\u00e9rias das massas industriosas; mas que, na presente base falsa, qualquer novo desenvolvimento das for\u00e7as produtivas do trabalho ter\u00e1 de tender a aprofundar os contrastes sociais e a agudizar os antagonismos sociais. A morte por fome, na metr\u00f3pole do Imp\u00e9rio Brit\u00e2nico, elevou-se quase ao n\u00edvel de uma institui\u00e7\u00e3o, durante esta \u00e9poca inebriante de progresso econ\u00f4mico. Essa \u00e9poca fica marcada nos anais do mundo pelo regresso acelerado, pelo \u00e2mbito crescente e pelo efeito mais mort\u00edfero da peste social chamada crise comercial e industrial&#8221;.<\/b><\/p><\/blockquote>\n<p>A 2\u00aa quest\u00e3o destac\u00e1vel no texto e relevante aos nossos dias, \u00e9 o fato de que Marx e Engels terem apontado a import\u00e2ncia da unidade da luta econ\u00f4mica \u00e0 luta pol\u00edtica e que estas constituem, na realidade objetiva, a mesma express\u00e3o de um processo de contradi\u00e7\u00f5es constante e latente entre o Capital e o Trabalho, que \u00e0quela \u00e9poca j\u00e1 se mundializava na forma de modo de produ\u00e7\u00e3o internacionalizando-se, derrubando antigas barreiras nacionais, unificando os interesses comuns da camarilha de exploradores dos mais extremos cantos do mundo; da R\u00fassia ao Oeste estadunidense, por exemplo e que deveria, por sua vez, tamb\u00e9m unificar a resist\u00eancia e a luta da classe trabalhadora a n\u00edvel mundial.<\/p>\n<p>A confian\u00e7a na organiza\u00e7\u00e3o e na disposi\u00e7\u00e3o em travar o devido esclarecimento sobre as reais condi\u00e7\u00f5es de desenvolvimento das for\u00e7as produtivas, eram condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para a retomada da luta das massas em um patamar que al\u00e7asse a conquista do Poder Pol\u00edtico, que s\u00f3 seria poss\u00edvel com o devido combate ideol\u00f3gico \u00e0s mistifica\u00e7\u00f5es de classe, o chauvinismo reacion\u00e1rio e as posturas conservadoras e conciliadoras muito comuns \u00e0quela \u00e9poca e desgra\u00e7adamente epid\u00eamicas em nossos dias.<\/p>\n<p>Eis as fun\u00e7\u00f5es pol\u00edticas \u00e0 qual a AIT ou a I\u00aa Internacional (como assim ficou conhecida historicamente) fundada a mais de 150 anos se predispunha, ou seja, \u00e0 devida unidade entre a compreens\u00e3o do processo de acumula\u00e7\u00e3o e expans\u00e3o do modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista, o combate de ideias e a organiza\u00e7\u00e3o prolet\u00e1ria, atrav\u00e9s da luta contra o poder do Capital, da solidariedade e da unidade de a\u00e7\u00e3o entre a classe trabalhadora mundial.<\/p>\n<p>Assim como a 150 anos, a frase final desse manifesto exprime a atualidade do gesto ousado dos revolucion\u00e1rios reunidos naquele 28 de Setembro de 1864, sendo por sua vez o eco mais preciso e a heran\u00e7a mais viva e atual \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias em todo o mundo:<\/p>\n<p>&#8220;<b>Prolet\u00e1rios de todos os pa\u00edses, uni-vos&#8221;!<\/b><\/p>\n<p>*F\u00e1bio Bezerra \u00e9 Professor de Ensino B\u00e1sico T\u00e9cnico e Tecnol\u00f3gico &#8211; IF Sudeste MG e membro do Comit\u00ea Central do PCB.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"PROLET\u00c1RIOS DE TODOS OS PA\u00cdSES, UNI-VOS! 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