{"id":123,"date":"2009-09-27T23:05:37","date_gmt":"2009-09-27T23:05:37","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=123"},"modified":"2009-09-27T23:05:37","modified_gmt":"2009-09-27T23:05:37","slug":"economia-mundial-corporacoes-transnacionais-e-economias-nacionais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/123","title":{"rendered":"Economia mundial, corpora\u00e7\u00f5es transnacionais e economias nacionais"},"content":{"rendered":"\n<p>Foto de Cesar Aponte. 1- O comportamento dos principais indicadores econ\u00f3micos e sociais permite afirmar que a economia capitalista mundial se encontra longe de retomar o caminho do crescimento, tal como se tem vindo a afirmar em informa\u00e7\u00f5es provenientes de centros de poder do capitalismo transnacional, divulgadas profusamente nos meios maci\u00e7os de comunica\u00e7\u00e3o e com aquelas em que se procura minimizar os alcances da crise e a severidade dos seus impactos \u00e0 escala planet\u00e1ria. Ainda que se esteja na presen\u00e7a de factos que se encontram em pleno processo de desdobramento e cujo desenvolvimento espec\u00edfico pode apresentar variados percursos, at\u00e9 ao momento nada indica que a crise tenha chegado ao fundo e menos ainda que tenha chegado ao seu fim. Se fosse esse o caso, a maioria das estimativas indicam que se assistir\u00e1 a um longo per\u00edodo depressivo, ou a uma recupera\u00e7\u00e3o muito lenta que no melhor dos casos permitir\u00e1 alcan\u00e7ar, em mais alguns anos, os n\u00edveis de produ\u00e7\u00e3o anteriores \u00e0 crise e s\u00f3 em meados da d\u00e9cada seguinte os n\u00edveis de emprego. Em mat\u00e9ria social, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 dram\u00e1tica e demonstra que os principais afectados s\u00e3o os trabalhadores e sectores sociais empobrecidos, pois mant\u00e9m-se a tend\u00eancia para o aumento do desemprego, \u00e0 deteriora\u00e7\u00e3o do rendimento e, em geral, \u00e0 precariza\u00e7\u00e3o dos trabalho e uma pauperiza\u00e7\u00e3o crescente que deteriora a qualidade de vida de milh\u00f5es de pessoas de menores rendimentos.<\/p>\n<p>2- A crise reafirma os fundamentos de uma reprodu\u00e7\u00e3o do capitalismo a n\u00edvel mundial baseada na explora\u00e7\u00e3o do trabalho e mostra \u2013 de forma nua e violenta \u2013 seus limites para dar resposta \u00e0s exig\u00eancias econ\u00f3micas, pol\u00edticas, sociais, ambientais e culturais do ser humano. Al\u00e9m disso, revela a sua gigantesca capacidade destruidora de riqueza material e imaterial. Dado o seu car\u00e1cter e seus alcances geogr\u00e1ficos e sectoriais, a crise actual p\u00f5e em evid\u00eancia que n\u00e3o se trata de uma simples disfuncionalidade transit\u00f3ria \u2013 sectorial ou geogr\u00e1fica \u2013 dos mecanismos de reprodu\u00e7\u00e3o do sistema. A crise contesta de forma certeira a possibilidade uma prosperidade capitalista indefinida, desmente a afirma\u00e7\u00e3o do desprestigiado Fundo Monet\u00e1rio Internacional que em 2007 assinalava lapidarmente: &#8220;O robusto crescimento mundial perdurar\u00e1&#8221; e liquida o dogma sobre o fim da hist\u00f3ria que se havia pretendido impor durante as \u00faltimas duas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>3- Ainda que o epicentro da crise tenha sido os Estados Unidos, seus efeitos estenderam-se muito rapidamente \u00e0 escala mundial e impactaram a totalidade das economias. Ao articular-se a crise com as diversas traject\u00f3rias regionais, nacionais e locais da acumula\u00e7\u00e3o capitalista, suas configura\u00e7\u00f5es espec\u00edficas s\u00e3o m\u00faltiplas e variadas. Estamos na presen\u00e7a de uma crise do capitalismo globalizado com desenvolvidos desiguais e diferenciados, de diferente intensidade sectorial, geogr\u00e1fica e social. No caso da Am\u00e9rica Latina, s\u00e3o igualmente indiscut\u00edveis os seus efeitos. Para al\u00e9m de matizes, n\u00e3o h\u00e1 pa\u00eds da regi\u00e3o que tenha deles escapado. Os processos de neoliberaliza\u00e7\u00e3o impulsionados durante as \u00faltimas d\u00e9cadas acentuaram a depend\u00eancia e for\u00e7aram uma reestrutura\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica regressiva, provocando uma crescente vulnerabilidade frente ao comportamento da economia capitalista mundial. Naqueles pa\u00edses nos quais os projecto neoliberal conseguiu implantar-se com maior intensidade, escorando-se al\u00e9m disso com um correspondente marco jur\u00eddico-institucional de tipo neoliberal (Tratado de Livre Com\u00e9rcio com os EUA), os efeitos da crise sentiram-se antes e com maior severidade, sobretudo no emprego. Tal \u00e9 o caso do M\u00e9xico, Chile e Col\u00f4mbia.<\/p>\n<p>4- A alta depend\u00eancia de um n\u00famero importante de economias da regi\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o de produtos energ\u00e9ticos, mat\u00e9rias-primas, produtos ag r\u00edcolas gerou efeitos contradit\u00f3rios. Nos fins de 2008, o epicentro da crise mundial, a queda abrupta dos pre\u00e7os da maioria desses produtos parecia que imporia uma queda dr\u00e1stica da actividade econ\u00f3mica externa, uma deteriora\u00e7\u00e3o das balan\u00e7as de transac\u00e7\u00f5es correntes e de pagamentos, bem como um maior endividamento. Ao reverter relativamente essa tend\u00eancia, a severidades dos impactos da crise p\u00f4de ser atenuada (n\u00e3o evitada), quando se considera o comportamento de alguns indicadores macroecon\u00f3micos. Apesar disso, as finan\u00e7as p\u00fablicas mostram uma tend\u00eancia em franca deteriora\u00e7\u00e3o, a d\u00edvida p\u00fablica e privada continua a aumentar aceleradamente e, em geral, a actividade econ\u00f3mica encontra-se deprimida. Do ponto de vista social a crise acentuou as desigualdades e incrementou a pobreza e indig\u00eancia na regi\u00e3o. O desemprego continua em alta e a precariza\u00e7\u00e3o do trabalho acentua-se. No imediato, n\u00e3o parece contemplar-se, como j\u00e1 se disse, uma etapa de recupera\u00e7\u00e3o sustentada da economia mundial e regional.<\/p>\n<p>5- Dada a import\u00e2ncia que os recursos nacional adquiriram na nova geografia da acumula\u00e7\u00e3o capitalista a n\u00edvel mundial e considerando que a Am\u00e9rica Latina \u00e9 uma regi\u00e3o muito rica deles, a crise estabeleceu a import\u00e2ncia da luta por tais recursos, assim como a necessidade da defesa soberana deles. A luta pelos recursos inscreve-se no \u00e2mbito das aspira\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas dos trabalhadores e une-se \u00e0 exig\u00eancias de comunidades e povos ancestrais, ind\u00edgenas e afro descendentes, em defesa dos seus territ\u00f3rios e por uma reorienta\u00e7\u00e3o substancial da organiza\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica da sociedade. Enquanto em alguns pa\u00edses a maior parte das rendas que geram tais recursos s\u00e3o transferidas \u00e0s corpora\u00e7\u00f5es transnacionais, em outros iniciaram-se processos de apropria\u00e7\u00e3o e de manejo soberano que abrem novas possibilidades para pensa estrat\u00e9gias alternativas de desenvolvimento e integra\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>6- A intensidade da crise, assim como as tend\u00eancias de sa\u00edda da mesma, guardam uma estreita rela\u00e7\u00e3o com a situa\u00e7\u00e3o e a din\u00e2mica da luta social e de classes. Toda crise abre um amplo espectro de possibilidades aos diferentes projectos pol\u00edticos que decorrem na sociedade. Se a sa\u00edda da crise representa uma reafirma\u00e7\u00e3o e prolongamento dos projectos pol\u00edtico-econ\u00f3micos capitalistas, ou se desenvolve op\u00e7\u00f5es de projectos n\u00e3o capitalistas, democr\u00e1ticos e populares, ou inclusive socialistas, isso depende essencialmente da ac\u00e7\u00e3o colectiva organizada dos trabalhadores e dos povos, assim como das suas for\u00e7as sociais, culturais e pol\u00edticas. A experi\u00eancia recente da Am\u00e9rica Latina, anterior \u00e0 crise capitalista, indica que a luta social e popular pode produzir mudan\u00e7as pol\u00edticas e econ\u00f3micas significativas a favor das classes subalternas, como mostram as experi\u00eancias da Venezuela, Equador e Bol\u00edvia, que se unem \u00e0quela da revolu\u00e7\u00e3o cubana, com uma traject\u00f3ria de cinquenta anos de luta e resist\u00eancia her\u00f3ica.<\/p>\n<p>7- No in\u00edcio a crise parecia trazer consigo uma mudan\u00e7a na tend\u00eancia da pol\u00edtica econ\u00f3mica neoliberal predominante, a ponto de que se chegou a falar de transforma\u00e7\u00f5es estruturais na ordem internacional e do fim da hegemonia estado-unidense. Na medida em que n\u00e3o se observa at\u00e9 o momento uma mobiliza\u00e7\u00e3o social e popular importante que possa por em causa a estabilidade pol\u00edtica do sistema capitalista, as sa\u00eddas que parecem impor-se inscrevem-se dentro de uma linha de continuidade que, com medidas cosm\u00e9ticas e de engenharia financeira, com uma fort\u00edssima interven\u00e7\u00e3o estatal, busca estabilizar transitoriamente as condi\u00e7\u00f5es da acumula\u00e7\u00e3o capitalista e proporcionar a confian\u00e7a do grande capital transnacional. Nesse sentido devem compreender-se as opera\u00e7\u00f5es de salvamento do sector financeiro e de algumas transnacionais da produ\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses do capitalismo central levadas a cabo com recursos do or\u00e7amento p\u00fablico, recorrendo ao aumento explosivo do endividamento p\u00fablica e \u00e0 cont\u00ednua exac\u00e7\u00e3o de recursos provenientes dos pa\u00edses da periferia capitalista. A isto soma-se a decis\u00e3o pol\u00edtica de financiar a estabiliza\u00e7\u00e3o relativa do d\u00f3lar, bem como a ressurrei\u00e7\u00e3o do Fundo Monet\u00e1rio Internacional decretada pelo G-20. Tudo isso, junto com diferentes medidas nos \u00e2mbitos nacionais, deu um al\u00edvio conjuntural aos problemas da reprodu\u00e7\u00e3o capitalista, mas em momento algum significa que o sistema tenha conseguido consolidar uma sa\u00edda da crise e muito menos condi\u00e7\u00f5es est\u00e1veis e duradouras para um novo ciclo de acumula\u00e7\u00e3o e expans\u00e3o \u00e0 escala planet\u00e1ria. A crise produziu no imediato uma profunda reorganiza\u00e7\u00e3o do capital, acentuou os processos de concentra\u00e7\u00e3o e centraliza\u00e7\u00e3o do capital, expropriou os patrim\u00f3nios de milh\u00f5es de trabalhadores mo mundo e precarizou ainda mais o trabalho. As pol\u00edticas at\u00e9 agora implementadas apenas conseguem suavizar e adiar impactos mais severos da crise.<\/p>\n<p>8- Independentemente da insuficiente resposta das classes subalternas, a crise capitalista desenvolve objectivamente novas condi\u00e7\u00f5es para a produ\u00e7\u00e3o de subjectividades e contribui para a (re)constitui\u00e7\u00e3o de sujeitos pol\u00edticos para a mudan\u00e7a, o que se torna crucial para pensar e impulsionar alternativas. Na medida em que a crise interpela o capitalismo e torna evidentes os seus limites, apresentam-se novas possibilidades de instalar propostas pol\u00edtico-econ\u00f3micas. Nesse sentido, todas aquelas iniciativas tendentes a uma democratiza\u00e7\u00e3o da ordem econ\u00f3mica mundial possuem o maior significado e devem ser acompanhadas. Trata-se, por exemplo, de proposta que buscam contrapor-se \u00e0 hegemonia do d\u00f3lar ou defendem uma regula\u00e7\u00e3o dos fluxos de capital que imponha limites \u00e0 especula\u00e7\u00e3o financeira e \u00e0 extrac\u00e7\u00e3o de recursos da economias da periferia capitalista por parte do grande capital transnacional e que estimulam a participa\u00e7\u00e3o da comunidade internacional, por exemplo atrav\u00e9s do G-192. E, em geral, em m\u00faltiplas iniciativas surgidas em eventos acad\u00e9micos ou encontros de diversos sectores sociais e populares \u00e0 procura da constru\u00e7\u00e3o de projectos alternativos de sociedade.<\/p>\n<p>9- No caso da Am\u00e9rica Latina, as sa\u00eddas da crise encontram-se fortemente ligadas aos projectos pol\u00edtico-econ\u00f3micos de governo, em jogo durante a \u00faltima d\u00e9cada nos diferentes pa\u00edses da regi\u00e3o. Em primeiro lugar, encontram-se as pretens\u00f5es das classes dominantes e da direita latino-americana de utilizar a crise para impor um novo ciclo de reformas neoliberais, que permita aprofundar a transnacionaliza\u00e7\u00e3o e a desnacionaliza\u00e7\u00e3o das economias, impor um regime de incentivos extremos ao grande capital e prosseguir com processo de redistribui\u00e7\u00e3o regressiva de rendimentos, em detrimentos dos fundos de consumo dos trabalhadores. Estas pretens\u00f5es associam-se \u00e0 estrat\u00e9gia geopol\u00edtica dos Estados Unidos para a Am\u00e9rica Latina, orientada no sentido de recuperar as posi\u00e7\u00f5es perdidas durante a \u00faltima d\u00e9cada, recorrendo inclusive \u00e0 maior militariza\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o, tal como o demonstra o acordo para a utiliza\u00e7\u00e3o de sete bases militares da Col\u00f4mbia pelas for\u00e7as militares dos Estados Unidos. Essa \u00e9 a l\u00f3gica que explica o golpe militar em Honduras, que condenamos energicamente. Em segundo lugar, encontram-se os projectos pol\u00edticos dos governos que, sem pretender no substancial uma ruptura expl\u00edcita com as pol\u00edticas neoliberais, imp\u00f5em mudan\u00e7as de tom e nova \u00eanfase tanto em mat\u00e9ria social como em pol\u00edticas de produ\u00e7\u00e3o. Trata-se dos projectos p\u00f3s-neoliberais que se inscrevem dentro de uma linha neo-desenvolvimentista, confiam nas possibilidades do capitalismo produtivo e nacional, com altos incentivos ao investimento estrangeiro e sem compromissos a fundo com pol\u00edticas redistributivas. Em terceiro lugar, encontram-se os projectos pol\u00edticos econ\u00f3micos dos governos baseados numa importante mobiliza\u00e7\u00e3o social e popular, com uma vontade expressa de mudan\u00e7a, a favor de uma ruptura com as pol\u00edticas at\u00e9 agora imperantes, em defesa de um projecto de soberania, autodetermina\u00e7\u00e3o e de novo entendimento da economia e da integra\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o e dos povos. Em alguns destes pa\u00edses anunciou-se o empreendimento de transforma\u00e7\u00f5es rumo ao socialismo e avan\u00e7aram-se importantes medidas nesse sentido. O destino da Am\u00e9rica Latina depender\u00e1 de como o devir da luta social e de classes na regi\u00e3o canaliza as economias e sociedades latino-americanas numa ou outra direc\u00e7\u00e3o. Para os sectores progressistas \u00e9 do maior significado que se possa consolidar os projectos mais comprometidos com as transforma\u00e7\u00f5es e a mudan\u00e7a a favor das maiores populares.<\/p>\n<p>10- A crise capitalista reafirma a import\u00e2ncia para a Am\u00e9rica Latina de empreender transforma\u00e7\u00f5es estruturais que revertam d\u00e9cadas de pol\u00edtica neoliberal e canalizem a regi\u00e3o rumo \u00e0 melhoria das condi\u00e7\u00f5es de vida e de trabalho da sua popula\u00e7\u00e3o, que contribuam para impor uma organiza\u00e7\u00e3o da economia para atender as necessidades sociais, econ\u00f3micas, pol\u00edticas, culturais e s\u00f3cio-ambientais da popula\u00e7\u00e3o trabalhadora, em harmonia com o ser humano e a natureza, que impulsione processos de integra\u00e7\u00e3o tendentes a superar enfoques meramente comerciais e incorporem or\u00e7amentos de solidariedade, coopera\u00e7\u00e3o, complementaridade e internacionalismo, e contribuam para refor\u00e7ar as condi\u00e7\u00f5es de soberania e autodetermina\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o, bem como pela busca leg\u00edtima de uma nova ordem econ\u00f3mica internacional, democr\u00e1tica e inclusiva, e permita \u00e0 Am\u00e9rica Latina desenvolver uma maior capacidade de influ\u00eancia nas concep\u00e7\u00f5es da pol\u00edtica internacional. Nesse sentido, os 200 anos de luta pela emancipa\u00e7\u00e3o social e a independ\u00eancia adquirem novo conte\u00fado diante da experi\u00eancia de mudan\u00e7a pol\u00edtica que percorre a regi\u00e3o para enfrentar a crise capitalista revertendo a equa\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica de benefici\u00e1rios e prejudicados, assegurando soberania alimentar, energ\u00e9tica e exerc\u00edcio pleno da vontade popular.<\/p>\n<p>FIrmas: Alicia Gir\u00f3n (Brasil), Antonio El\u00edas (Uruguai), Carlos Eduardo Martins (Brasil), Claudio Katz (Argentina), Claudio Lara (Chile), Consuelo Silva (Chile), Daniel Munevar (Col\u00f4mbia), Federico Manch\u00f3n (M\u00e9xico), Gabriel R\u00edos (Chile), Gast\u00f3n Varesi (Argentina), Graciela Galarce (Chile), Jaime Estay (M\u00e9xico), Jairo Estrada (Col\u00f4mbia), Jorge Marchini (Argentina), Julio C. Gambina (Argentina), Luis Rojas Villagra (Paraguai), Marcelo Carcanholo (Brasil), Marisa Silva Amaral (Brasil), Orlando Caputo (Chile), Ren\u00e9 Arenas Rosales (M\u00e9xico), Sergio Papi (Argentina), Servando \u00c1lvarez (Venezuela), Theotonio dos Santos (Brasil).<\/p>\n<p>O original encontra-se em http:\/\/www.argenpress.info\/2009\/09\/declaracion-del-grupo-de-trabajo-de.html<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;At\u00e9 o momento nada indica que a crise tenha chegado ao fundo&#8221;\npor Grupo de Trabalho do CLACSO [*]\nOs integrantes do Grupo de Trabalho do Conselho Latino-Americano de Ci\u00eancias Sociais ( CLACSO ) sobre &#8220;Economia mundial, corpora\u00e7\u00f5es transnacionais e economias nacionais&#8221; reunidos na cidade de Buenos Aires durante os dias 2 e 3 de Setembro do ano em curso com a finalidade de analisar a Crise capitalista mundial, as propostas de supera\u00e7\u00e3o e seus impactos na Am\u00e9rica Latina, ap\u00f3s um intenso e frut\u00edfero interc\u00e2mbio de opini\u00f5es, manifestam:\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/123\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-123","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1Z","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/123","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=123"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/123\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=123"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=123"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=123"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}