{"id":12305,"date":"2016-10-10T18:10:54","date_gmt":"2016-10-10T21:10:54","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=12305"},"modified":"2016-11-04T16:08:38","modified_gmt":"2016-11-04T19:08:38","slug":"remocoes-violentas-sao-praticas-comuns-no-rio-de-janeiro-mesmo-apos-megaeventos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/12305","title":{"rendered":"Remo\u00e7\u00f5es violentas s\u00e3o pr\u00e1ticas comuns no Rio de Janeiro, mesmo ap\u00f3s megaeventos"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/farm6.staticflickr.com\/5077\/29862011690_2732fd80fe_z.jpg?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"imagem\" \/>Na \u00faltima semana, mais de 200 fam\u00edlias foram despejadas de um terreno vazio, que pertence ao estado do Rio de Janeiro<!--more--><\/p>\n<p>Mariana Pitasse<\/p>\n<p>Rio de Janeiro (RJ), 06 de Outubro de 2016 \u00e0s 16:43<\/p>\n<p>No \u00faltimo s\u00e1bado (1), mais de 200 fam\u00edlias foram despejadas de um terreno vazio, que pertence ao estado do Rio de Janeiro, no Alem\u00e3o. As fam\u00edlias organizadas, com a ajuda do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), ocuparam o mesmo local onde j\u00e1 haviam sido expulsas anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p>Em meio a a\u00e7\u00e3o violenta da Pol\u00edcia Militar, que teve in\u00fameros disparos de bombas e tiros, muitos perderam seus documentos, dinheiro, rem\u00e9dios e outros pertences pessoais. Al\u00e9m disso, Victor Guimar\u00e3es, do MTST, Rene Silva e Renato Moura, jornalistas do ve\u00edculo alternativo\u00a0Voz das Comunidades, foram levados sob cust\u00f3dia de forma arbitr\u00e1ria para uma delegacia pr\u00f3xima e s\u00f3 liberados ap\u00f3s press\u00e3o de advogados e pol\u00edticos, na noite de s\u00e1bado (1).<\/p>\n<p>Um dos detidos e atingidos pelas balas de borracha, Vitor Guimar\u00e3es, apresentou quadro de infec\u00e7\u00e3o no ferimento e ap\u00f3s realiza\u00e7\u00e3o de tomografia constatou a bala ainda alojada na perna esquerda. Realizou uma cirurgia na manh\u00e3 de quarta-feira (5) no Hospital Miguel Couto e passa bem.<\/p>\n<p>Para o MTST, isso evidencia mais uma vez que as chamadas armas n\u00e3o-letais apresentam riscos \u00e0 vida dos manifestantes. \u201cEvidencia tamb\u00e9m a resposta que o Estado e a Pol\u00edcia Militar de v\u00e1rios estados do Brasil tem dado ao povo que luta: ao inv\u00e9s do direito \u00e0 manifesta\u00e7\u00e3o a resposta tem sido \u2018tiro, porrada e bomba\u2019.\u00a0 A despreparada e desastrosa opera\u00e7\u00e3o do \u00faltimo s\u00e1bado, que teve dezenas de feridos, foi comandada pelo Major Leonardo Zuma, que recebeu pr\u00eamio de Comandante de UPP Revela\u00e7\u00e3o um dia antes da opera\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou a organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, em nota.<\/p>\n<p>Por 12 anos, aproximadamente 500 fam\u00edlias constru\u00edram suas casas nos galp\u00f5es de uma antiga f\u00e1brica da Skol, o que tornou o grupo conhecido como \u201cFavelinha da Skol\u201d. Ap\u00f3s um acordo com o governo do estado, foram removidas em momentos diferentes, em 2006, 2009 e 2010. Os galp\u00f5es foram demolidos para que as moradias fossem constru\u00eddas no pr\u00f3prio terreno e durante as obras, que durariam um ano e meio, as fam\u00edlias receberiam o aluguel social, em mensalidades de R$ 400.<\/p>\n<p>Apesar de todas as promessas, mais de seis anos depois, o terreno continuava vazio. At\u00e9 que as fam\u00edlias resolveram se organizar e reocupar seu antigo espa\u00e7o de moradia. \u201cNunca tivemos resposta do governador e depois da crise do estado tudo piorou. Nosso dinheiro do aluguel social n\u00e3o tem mais data certa para cair, estamos devendo e podemos ficar na rua a qualquer momento. Ent\u00e3o decidimos organizar essa ocupa\u00e7\u00e3o para pressionar e cobrar respostas\u201d, explica a dona de casa Camila Aparecida Santos, 31 anos.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, a ocupa\u00e7\u00e3o durou menos de um dia. Ap\u00f3s uma den\u00fancia, um grupo de policiais militares colocou fogo nos acampamentos. Depois da a\u00e7\u00e3o policial, as fam\u00edlias resolveram reerguer os acampamentos, mas os policiais voltaram, desta vez em maior n\u00famero, cerca de 50 oficiais, e mais violentos.<\/p>\n<p>\u201cEles chegaram jogando g\u00e1s de pimenta e atirando. Foi um ataque muito covarde e nem tinham o mandato de reintegra\u00e7\u00e3o de posse do terreno\u201d, explica a estudante Fabiana Chavier, 25 anos, militante do MTST. \u201cSou nascida e criada no Alem\u00e3o, j\u00e1 vivenciei coisas terr\u00edveis, mas esse ataque foi fora do normal\u201d, conclui Camila Aparecida.<\/p>\n<p>Ilustra\u00e7\u00e3o: No Alem\u00e3o, mais de 200 fam\u00edlias foram despejadas de um terreno vazio \/ M\u00eddia Ninja<\/p>\n<p>https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2016\/10\/06\/remocoes-violentas-sao-praticas-comuns-no-rio-de-janeiro-mesmo-apos-megaeventos\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Na \u00faltima semana, mais de 200 fam\u00edlias foram despejadas de um terreno vazio, que pertence ao estado do Rio de Janeiro\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/12305\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":true,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-12305","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s8-brasil"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-3ct","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12305","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12305"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12305\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12305"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12305"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12305"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}