{"id":12339,"date":"2016-10-12T21:35:20","date_gmt":"2016-10-13T00:35:20","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=12339"},"modified":"2016-11-04T16:09:43","modified_gmt":"2016-11-04T19:09:43","slug":"secundaristas-a-potencia-das-novas-ocupacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/12339","title":{"rendered":"Secundaristas: a pot\u00eancia das novas ocupa\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" height=\"288\" width=\"485\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/161009-Secundas-e1476018647479-485x288.png?resize=485%2C288\" alt=\"imagem\" \/><em>Em quatro Estados, dezenas de escolas ocupadas contra a Medida Provis\u00f3ria-746. Estudantes afirmam: Reforma do Ensino \u00e9 necess\u00e1ria, mas deve ter sentido emancipador, oposto ao pretendido pelo governo<\/em><!--more--><\/p>\n<p>Por <strong>Ma\u00edra Mathias<\/strong><\/p>\n<p>Desde a semana passada, jovens de v\u00e1rios cantos do pa\u00eds voltaram a ocupar escolas e ruas. Diferente da primeira leva de ocupa\u00e7\u00f5es, que come\u00e7ou em novembro do ano passado em S\u00e3o Paulo e se espalhou por v\u00e1rios estados contra as respectivas pol\u00edticas de educa\u00e7\u00e3o, a nova onda mira um alvo comum e tem pressa para derrub\u00e1-lo. Trata-se da Medida Provis\u00f3ria (MP) 746, que institui a reforma do ensino m\u00e9dio. Enviada pelo presidente Michel Temer ao Congresso Nacional em 22 de setembro, a MP tem 120 dias para ser votada. Contr\u00e1rios ao m\u00e9todo da mudan\u00e7a \u2013 considerado autorit\u00e1rio \u2013 e ao conte\u00fado da reforma, estudantes secundaristas apostam nessa estrat\u00e9gia como forma mais eficiente de pressionar governo e parlamento. Rio Grande do Norte, Goi\u00e1s, Distrito Federal e Paran\u00e1 j\u00e1 t\u00eam escolas estaduais e institutos federais ocupados.<\/p>\n<p>\u201cTodos os dias tem manifesta\u00e7\u00e3o, mas a ferramenta mais eficiente \u00e9 a ocupa\u00e7\u00e3o. Em \u00e2mbito nacional. Vai ser efeito domin\u00f3. Nosso objetivo \u00e9 derrubar a MP e fazer com que, se houver uma reforma no ensino m\u00e9dio, essa reforma seja articulada com estudantes, professores e sociedade\u201d, afirma Isabella Pereira, 18 anos, estudante do 3\u00ba ano do Centro de Ensino M\u00e9dio 414 de Samambaia, uma das cidades sat\u00e9lite de Bras\u00edlia. A escola foi a primeira ocupada no Distrito Federal, em 3 de outubro.<\/p>\n<p>\u201cPrimeiro a gente fez passeatas e outros manifestos que n\u00e3o incomodavam ningu\u00e9m. Ent\u00e3o a gente decidiu ocupar porque a\u00ed as aulas s\u00f3 voltam quando a Medida Provis\u00f3ria for cancelada. Os estudantes est\u00e3o na luta, a gente tem muitas escolas organizadas e vamos ocupar tudo\u201d, reitera \u2013 a 1,3 mil quil\u00f4metros dali, em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Pinhais, no Paran\u00e1 \u2013 Mariana da Silva. A menina, de 16 anos, estuda no Col\u00e9gio Estadual Pe. Arnaldo Jansen, primeiro a ser tomado no munic\u00edpio que fica na regi\u00e3o metropolitana de Curitiba \u2013 que at\u00e9 o dia 5 de outubro j\u00e1 tinha 20 escolas ocupadas. De acordo com Mariana, muitos jovens de outros estados t\u00eam procurado os estudantes paranaenses para saber como podem organizar ocupa\u00e7\u00f5es em suas unidades. Ela ressalta que s\u00e3o os pr\u00f3prios alunos que est\u00e3o \u00e0 frente do movimento. \u201cA maioria dos estudantes que est\u00e3o organizando s\u00e3o independentes. E todos s\u00e3o contra a Medida Provis\u00f3ria. Agora, se \u00e9 a favor de Dilma, de Temer ou de nenhum dos dois, a gente n\u00e3o est\u00e1 entrando nesse assunto\u201d.<\/p>\n<p>De forma in\u00e9dita, os Institutos Federais \u2013 os antigos Cefets \u2013 tamb\u00e9m aderiram \u00e0 onda de ocupa\u00e7\u00f5es. O campus de Natal do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) foi o primeiro a ser ocupado no pa\u00eds, em 28 de setembro. No dia 29, os campi de Mossor\u00f3 e Ipangua\u00e7u seguiram o mesmo caminho e, na sequ\u00eancia, outros 11 paralisaram as atividades contra a reforma do ensino m\u00e9dio. \u201cAs ocupa\u00e7\u00f5es duraram at\u00e9 sexta-feira porque tivemos que liberar as unidades para a Justi\u00e7a Eleitoral. Mas vamos voltar a partir desta semana, com mais for\u00e7a\u201d, afirma Pedro Gorki, 15 anos, vice-presidente da Uni\u00e3o Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) no estado. Segundo ele, por l\u00e1 a pauta das ocupa\u00e7\u00f5es \u00e9 \u201cprimeiramente fora Temer\u201d e, al\u00e9m da Medida Provis\u00f3ria, abrange ainda a luta contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241 \u2013 que cria um teto para os gastos p\u00fablicos, afetando diretamente \u00e1reas como educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade \u2013 e contra \u201ca lei da morda\u00e7a\u201d, apelido dado ao projeto de lei Escola sem Partido.<\/p>\n<p>O campus de \u00c1guas Lindas do Instituto Federal de Goi\u00e1s (IFGO) tamb\u00e9m est\u00e1 ocupado desde 3 de outubro. \u201cN\u00f3s tivemos intensos debates, lemos a Medida Provis\u00f3ria e conclu\u00edmos que somos totalmente contra. \u00c9 a primeira MP na educa\u00e7\u00e3o. Consideramos isso um comportamento extremamente autorit\u00e1rio do governo. Eles falam que a reforma est\u00e1 sendo discutida desde 2012. Mas discutida com quem? N\u00e3o sabemos de nenhuma escola que tenha participado da discuss\u00e3o. Nenhum aluno, nenhum professor. O que nos leva a pensar: com quem eles estavam debatendo essa reforma?\u201d, questiona Isak Batista Serafim, que est\u00e1 no 3\u00ba ano do ensino m\u00e9dio integrado ao curso t\u00e9cnico em vigil\u00e2ncia em sa\u00fade.<\/p>\n<p><strong>Reforma por MP depois das ocupa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o passa despercebido aos estudantes um descompasso: embora o governo sustente que a reforma do ensino m\u00e9dio vem ao encontro dos interesses dos jovens, a proposta ignora o diagn\u00f3stico feito por eles pr\u00f3prios. Consideradas por muitos o maior movimento recente da educa\u00e7\u00e3o brasileira, as ocupa\u00e7\u00f5es come\u00e7aram em novembro de 2015, se estenderam (de forma intermitente) at\u00e9 julho e abarcaram em maior ou menor grau dez estados: S\u00e3o Paulo, Goi\u00e1s, Rio de Janeiro, Cear\u00e1, Rio Grande do Sul, Esp\u00edrito Santo, Paran\u00e1, Mato Grosso, Minas Gerais e Bahia. Levantaram uma s\u00e9rie de problemas, a maior parte vinculada ao sucateamento da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica decorrente da falta de investimentos, \u00e0 crescente privatiza\u00e7\u00e3o do ensino com a entrega da administra\u00e7\u00e3o de unidades para organiza\u00e7\u00f5es sociais (OSs) ou parcerias p\u00fablico-privadas (PPPs) e \u00e0 falta de democracia na gest\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cIncrivelmente, depois das ocupa\u00e7\u00f5es no pa\u00eds inteiro temos esse projeto que ataca diretamente a educa\u00e7\u00e3o como se fosse uma resposta aos jovens que queriam melhorias, que lutavam por coisas b\u00e1sicas. O que a gente fez nas ocupa\u00e7\u00f5es oferece um prato cheio sobre o modelo de educa\u00e7\u00e3o que queremos. E a resposta deles foi o Escola sem Partido, foi a Medida Provis\u00f3ria. Ent\u00e3o vai ter muita luta\u201d, garante Izabel Cat\u00e3o, 17 anos, diretora de comunica\u00e7\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o Municipal dos Estudantes Secundaristas (Ames) no Rio de Janeiro e estudante do Col\u00e9gio Estadual Souza Aguiar, que ficou ocupado entre abril e junho deste ano.<\/p>\n<p>\u201cAs ocupa\u00e7\u00f5es foram o reflexo da educa\u00e7\u00e3o que queremos. Uma educa\u00e7\u00e3o libert\u00e1ria, uma educa\u00e7\u00e3o que leve o estudante al\u00e9m. A reforma proposta n\u00e3o leva nada disso em considera\u00e7\u00e3o. A reforma \u00e9 um grande problema porque n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um retrocesso no ensino. \u00c9 o primeiro passo para a privatiza\u00e7\u00e3o das escolas, uma forma de aprofundar ainda mais o desmonte da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica no pa\u00eds\u201d, analisa Marcelo Rocha, 19 anos, aluno do 3\u00ba ano da Escola Estadual Profa. Maria Elena Colonia, localizada em Mau\u00e1, na regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo. A unidade foi ocupada no in\u00edcio do movimento, em 18 de novembro do ano passado, e voltou a ser ocupada em mar\u00e7o no contexto da press\u00e3o pela instaura\u00e7\u00e3o da CPI da merenda para apurar esquema de desvio que envolveu, segundo as investiga\u00e7\u00f5es apontam, altos funcion\u00e1rios da Casa Civil do governo Geraldo Alckmin (PSDB).<\/p>\n<p>Em S\u00e3o Paulo e no Rio, os estudantes organizaram protestos que reuniram centenas de pessoas no dia 30 de setembro. \u201cMas mais importante do que atos e manifesta\u00e7\u00f5es agora \u00e9 a conscientiza\u00e7\u00e3o. E a gente tem trabalhado muito nisso aqui em S\u00e3o Paulo. Conscientizar e mostrar para o aluno o que \u00e9 a reforma do ensino m\u00e9dio. O governo vai mostrar tudo como a coisa mais perfeita, mas a gente sabe que n\u00e3o \u00e9 bem assim\u201d afirma Marcelo.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00edticas \u00e0 reforma<\/strong><\/p>\n<p>A maior cr\u00edtica dos jovens \u00e0 reforma do ensino m\u00e9dio proposta pelo ministro da educa\u00e7\u00e3o Mendon\u00e7a Filho \u00e9 a ado\u00e7\u00e3o de um curr\u00edculo m\u00ednimo a partir da metade do segundo ano, composto por apenas tr\u00eas mat\u00e9rias obrigat\u00f3rias \u2013 matem\u00e1tica, portugu\u00eas e ingl\u00eas \u2013 enquanto as outras disciplinas dependeriam do itiner\u00e1rio formativo \u201cescolhido\u201d pelo jovem. Contudo, n\u00e3o est\u00e1 claro se esta ser\u00e1 uma escolha ou imposi\u00e7\u00e3o da realidade, j\u00e1 que, na forma como foi redigida a MP, as escolas n\u00e3o est\u00e3o obrigadas a oferecer os cinco itiner\u00e1rios: linguagens, matem\u00e1tica, ci\u00eancias da natureza, ci\u00eancias humanas e forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e profissional.<\/p>\n<p>\u201cA gente entrou num consenso de que a reforma quer tirar o nosso senso cr\u00edtico. Eles querem tirar a nossa chance de aprender a pensar com as mat\u00e9rias que s\u00e3o essenciais: sociologia, filosofia, hist\u00f3ria, geografia. E querem transformar a escola da periferia em produtora de m\u00e3o de obra barata. A juventude da periferia saberia perfeitamente apertar um parafuso, fazer uma conta [compat\u00edvel com a fun\u00e7\u00e3o] de caixa de mercado\u201d, pontua Isabella Pereira no DF. Em S\u00e3o Paulo, Marcelo Rocha faz coro: \u201cA obrigatoriedade s\u00f3 das disciplinas de matem\u00e1tica, portugu\u00eas e ingl\u00eas n\u00e3o \u00e9 flexibiliza\u00e7\u00e3o. \u00c9 pris\u00e3o. Porque se o aluno n\u00e3o tem conhecimento algum, ele n\u00e3o tem op\u00e7\u00e3o e vai seguir o fluxo do sistema capitalista. \u00c9 isso o que o governo federal quer hoje: n\u00e3o pense em crise, n\u00e3o pense na situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica: trabalhe\u201d, diz.<\/p>\n<p>Os jovens se preocupam com a cria\u00e7\u00e3o de um abismo entre gera\u00e7\u00f5es e o aprofundamento da desigualdade de oportunidades entre as classes sociais. \u201cOs jovens que est\u00e3o saindo j\u00e1 t\u00eam um posicionamento cr\u00edtico. Mas os jovens que est\u00e3o entrando n\u00e3o. E, com isso, ter\u00e3o menos condi\u00e7\u00f5es de lutar pelos seus direitos\u201d, acredita a paranaense Mariana da Silva. \u201cNas escolas particulares, os alunos continuar\u00e3o a ter sociologia, filosofia, hist\u00f3ria, geografia. E entrar\u00e3o na faculdade\u201d, prev\u00ea Isabella.<\/p>\n<p>A ado\u00e7\u00e3o do ensino integral \u00e9 mais um elemento nessa equa\u00e7\u00e3o da iniquidade: \u201cA periferia necessita trabalhar, principalmente durante o ensino m\u00e9dio. N\u00e3o tem como se manter estudando das 7h \u00e0s 14h. Com isso, a gente prev\u00ea uma evas\u00e3o gigantesca. O ensino m\u00e9dio noturno fez com que os jovens conseguissem ter acesso ao mercado de trabalho e ao ensino m\u00e9dio regular. Vai ter gente criando estrat\u00e9gias de emprego na madrugada. Essa juventude menor de idade vai sofrer muito mais do que j\u00e1 sofre para conseguir manter sua renda em casa, ter o b\u00e1sico. Problema que a burguesia n\u00e3o tem\u201d, nota Marcelo.<\/p>\n<p>Isak Serafim, de Goi\u00e1s, elenca outros pontos negativos da MP: \u201cA quest\u00e3o de que qualquer um pode dar aula desde que tenha \u2018not\u00f3rio saber\u2019, que desqualifica as licenciaturas, os profissionais que se preparam muito para ser professores. A divis\u00e3o das mat\u00e9rias em blocos. N\u00e3o tem cabimento um professor de sociologia dar aula de geografia, hist\u00f3ria, filosofia. Ia precarizar muito o estudo. E a quest\u00e3o do itiner\u00e1rio. Estudantes de 14 anos n\u00e3o t\u00eam maturidade para decidir o seu futuro. Se o jovem que escolheu exatas se arrepender vai ter que voltar ao ensino m\u00e9dio?. Essa MP deixa muita brecha.\u201d, critica.<\/p>\n<p><strong>Precisa de reforma?<\/strong><\/p>\n<p>As ocupa\u00e7\u00f5es e manifesta\u00e7\u00f5es pa\u00eds afora deixam claro que grande parte da juventude brasileira n\u00e3o concorda com a medida provis\u00f3ria 746. Mas alguns acham que o ensino m\u00e9dio precisa, sim, de reforma. Os estudantes n\u00e3o querem s\u00f3 o feij\u00e3o com arroz e se insurgem contra o ensino m\u00e9dio pautado na decoreba de conte\u00fados para o Enem ou outros sistemas de avalia\u00e7\u00e3o de ensino que trabalham com a premissa do curr\u00edculo m\u00ednimo para ranqueamento.<\/p>\n<p>\u201cO modelo de educa\u00e7\u00e3o proposto pela reforma \u00e9 refor\u00e7ar essa viv\u00eancia de sala de aula com as fileiras, de olhar para a nuca, de n\u00e3o conversar e o professor \u00e0 frente como pessoa que transmite o conhecimento. A gente v\u00ea mais isso nas aulas de matem\u00e1tica, portugu\u00eas, que imp\u00f5em esse padr\u00e3o mais do que nas outras \u2013 filosofia, sociologia \u2013 onde a gente consegue fazer uma roda de debates, fomentar o senso cr\u00edtico. A gente v\u00ea a educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica at\u00e9 como uma recrea\u00e7\u00e3o. O futebol, o v\u00f4lei deixam a gente mais pr\u00f3ximo dos amigos. Na aula de artes o aluno consegue expressar as suas emo\u00e7\u00f5es seja atrav\u00e9s de uma pintura, teatro, dan\u00e7a. A reforma quer calar a gente\u201d, acredita Marcelo.<\/p>\n<p>Para os jovens, a reforma precisa ser \u2018mais\u2019: mais democr\u00e1tica, com mais recursos. \u201cO governo mostra sua contradi\u00e7\u00e3o quando quer ao mesmo tempo congelar o que chama de gastos com educa\u00e7\u00e3o aprovando a PEC 241 e passar uma medida que vai transformar o ensino m\u00e9dio em integral o que subentende mais investimentos\u201d, pontua Isak. \u201cEles s\u00f3 d\u00e3o a canetada. A gente \u00e9 que sabe o que est\u00e1 faltando. E est\u00e1 faltando ventilador, data show, audit\u00f3rio, lanche, passe livre. Mais professores \u2013 porque estamos com d\u00e9ficit grande \u2013 e professores bem pagos\u201d, lista Isabella.<\/p>\n<p><em>*Texto publicado originalmente no site da <a href=\"http:\/\/www.epsjv.fiocruz.br\/\" target=\"_blank\">Escola Polit\u00e9cnica de Sa\u00fade Joaqum Ven\u00e2ncio (Fiocruz)<\/a>, que o ofereceu gentilmente a Outras Palavras<\/em><\/p>\n<p>http:\/\/outraspalavras.net\/brasil\/secundaristas-a-potencia-das-novas-ocupacoes\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Em quatro Estados, dezenas de escolas ocupadas contra a Medida Provis\u00f3ria-746. 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