{"id":12598,"date":"2016-11-09T20:34:10","date_gmt":"2016-11-09T23:34:10","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=12598"},"modified":"2017-11-09T16:57:07","modified_gmt":"2017-11-09T19:57:07","slug":"a-crise-brasileira-e-o-fracasso-do-reformismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/12598","title":{"rendered":"A crise brasileira e o fracasso do reformismo"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/hu5hLS8fLrF-nmRipNSjznvrsSqCZD3zaztsmE8oxQ5ul41d3Txnfa4VylRX_OSbuYyZPt_E6JUPiCDmnoc9gNcUOBl6vnXjzrlzpRiu5qftTNbuW2Kfrsk1f9JtVCqK7JpwMsGkxsW4tMmR0qQkQ0O1lWx5wDfkbYR2rderDh6YPcwOJ8sp8noJTkCAMBsk1jRqTDjYPFu_5ZYYwGSKezeABcy5BR50Du1RFPN3dUnFXaksV-U9vwpRbpowAo1Gk8h2H2V1Tb9XqiCkCoa4E8klczNPUd-txwsdKUPPMlt5AR1BASI-0IMBYoNp9G9WdsioBRbwEgWfshGs34Z9xa0i93wAei2vYkH1Qg0Qhr1xuXjhShnzj7k5ezyUbS8hSEhCnxwmgkjbjmopNX0au8vAeaHaFShbtdIJXPv1Hg1KVFStrIf5-tyPCHFfEXfKJnpAfbiksWMCMg73YJJZP0i2LNNzM8sBX6ikwgmRY80wsN5wXoH1DK6Q91BpoCB3rl2mCQjenn6rnkHFdZuSPIrXKmlAxJMcp4E8AH9tRPJhXVFU_-tAxHl0f6aRKuv9T2YmKUdjJhU2nzL4QsenMOaZ3qzm103zH2kX7MsHJTiZTJ2n=w1280-h838-no\" alt=\"imagem\" \/><strong><i>(Declara\u00e7\u00e3o do PCB no XVIII Encontro Mundial dos Partidos Comunistas e Oper\u00e1rios \u2013 Hanoi, Vietn\u00e3, 28 a 30 de outubro de 2016)<\/i><\/strong><\/p>\n<p>O Comit\u00ea Central do Partido Comunista Brasileiro (PCB) sa\u00fada a todos os partidos comunistas e revolucion\u00e1rios neste encontro internacional e cumprimenta o heroico Partido Comunista do Vietn\u00e3, organiza\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria que enche de orgulho todos os <!--more-->revolucion\u00e1rios do mundo, n\u00e3o s\u00f3 por ter derrotado a maior m\u00e1quina militar imperialista do planeta, mas tamb\u00e9m por ter resistido \u00e0 desagrega\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e continuar o processo de constru\u00e7\u00e3o do socialismo.<\/p>\n<p>Vivemos um momento complexo e dif\u00edcil para a humanidade: enquanto a crise sist\u00eamica global castiga o sistema capitalista h\u00e1 mais de 10 anos, sem que os gestores do capital consigam retomar o crescimento e a estabilidade econ\u00f4mica, o grande capital realiza uma brutal ofensiva contra direitos e garantias dos trabalhadores. Ao mesmo tempo, o imperialismo, ferido em suas entranhas, aprofunda a pol\u00edtica guerreira, invadindo na\u00e7\u00f5es soberanas, assassinando seus l\u00edderes pol\u00edticos e buscando desestabilizar todos os pa\u00edses que n\u00e3o seguem a pol\u00edtica imperialista.<\/p>\n<p>Essa crise econ\u00f4mica e social \u00e9 geral e atinge todas as economias ligadas ao Pa\u00eds ainda hegem\u00f4nico no campo do imperialismo. Isso pode ser observado mais claramente na Europa, onde esses fen\u00f4menos emergem de forma expl\u00edcita em praticamente todas as economias da regi\u00e3o, mas a crise tamb\u00e9m atinge o Jap\u00e3o, cuja economia vem h\u00e1 duas d\u00e9cadas em processo de estagna\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, e tamb\u00e9m os Estados Unidos, apesar da manipula\u00e7\u00e3o dos meios de comunica\u00e7\u00e3o no sentido de apresentar um quadro de estabilidade naquele Pa\u00eds. Os EUA possuem a maior d\u00edvida externa do mundo, sua infraestrutura est\u00e1 em frangalhos, a economia est\u00e1 estagnada e o desemprego efetivo \u00e9 muito maior do que as estat\u00edsticas oficiais anunciam.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 importante ressaltar que h\u00e1 luta e resist\u00eancia dos trabalhadores contra o capital em todas as regi\u00f5es do planeta. Em toda a Europa vem ocorrendo manifesta\u00e7\u00f5es de ruas e greves gerais. Em outras partes do mundo tamb\u00e9m h\u00e1 resist\u00eancia dos trabalhadores e da juventude. Esses movimentos, ainda defensivos e sem uma dire\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria, apontam numa perspectiva de acirramento da luta de classes \u00e0 medida que a crise mundial se aprofunda.<\/p>\n<p>Em nossa Am\u00e9rica Latina, o imperialismo vem realizando grande ofensiva no sentido de reverter o terreno perdido nas \u00faltimas d\u00e9cadas, em fun\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 dos levantes populares e mobiliza\u00e7\u00f5es que resultaram nas elei\u00e7\u00f5es de governos progressistas em v\u00e1rios pa\u00edses, especialmente na Venezuela, Bol\u00edvia e Equador, mas especialmente em consequ\u00eancia do processo de integra\u00e7\u00e3o que vinha se realizando. Mesmo ainda nos marcos do capitalismo, a cria\u00e7\u00e3o da Unasul, da Celac, da ALBA, do Banco do Sul e um conjunto de iniciativas pol\u00edticas dos pa\u00edses da regi\u00e3o, deixaram profundamente incomodados os Estados Unidos.<\/p>\n<p>Diante dessa conjuntura, o imperialismo norte-americano vem realizando uma pol\u00edtica visando reconquistar suas posi\u00e7\u00f5es, tanto atrav\u00e9s dos acordos de livre com\u00e9rcio com v\u00e1rios pa\u00edses da regi\u00e3o, para ampliar sua \u00e1rea de influ\u00eancia, como iniciativas para depor institucionalmente dirigentes pol\u00edticos que contrariam ou n\u00e3o servem mais aos seus objetivos. Alia-se a essa ofensiva, a constru\u00e7\u00e3o de bases militares em pa\u00edses da regi\u00e3o e a reativa\u00e7\u00e3o da IV Frota como forma de intimida\u00e7\u00e3o ou mesmo de interven\u00e7\u00e3o nos pa\u00edses latino-americanos.<\/p>\n<p>Numa movimenta\u00e7\u00e3o articulada, o imperialismo norte-americano dedica-se nos \u00faltimos tempos a isolar e amea\u00e7ar militarmente a Venezuela &#8211; por conta de seu processo mais radicalizado de mudan\u00e7as e de suas abundantes reservas de petr\u00f3leo -, a aproximar-se demagogicamente de Cuba, com o objetivo (a nosso ver infrut\u00edfero) de promover a restaura\u00e7\u00e3o capitalista, ao mesmo tempo em que apoia os esfor\u00e7os para uma solu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica para o conflito colombiano, no intuito de tentar tornar obsoleto o direito de rebeli\u00e3o dos povos e transformar a Col\u00f4mbia numa grande base militar contra as lutas dos povos da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>Mas essas iniciativas do imperialismo n\u00e3o nos impedem de realizar um balan\u00e7o dos chamados governos progressistas da Am\u00e9rica Latina. Em grande parte a crise que atinge hoje a Am\u00e9rica Latina revela os limites e vacila\u00e7\u00f5es desses governos. Eleitos a partir das mobiliza\u00e7\u00f5es, greves e levantes contra as pol\u00edticas neoliberais, esses governos, na ess\u00eancia, realizaram uma pol\u00edtica que fortaleceu os interesses do grande capital, deixando para a popula\u00e7\u00e3o mais pobre apenas as pol\u00edticas de compensa\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>Boa parte desses governos, trabalharam no sentido da coopta\u00e7\u00e3o do movimento oper\u00e1rio e popular, do apassivamento das grandes massas e outros tantos realizaram medidas objetivas contra os pr\u00f3prios trabalhadores. Alguns deles, como no Brasil, foram descartados quando n\u00e3o mais serviram \u00e0 burguesia, tanto em fun\u00e7\u00e3o do aprofundamento da crise sist\u00eamica global quanto das pr\u00e1ticas desastrosas de pol\u00edtica interna.<\/p>\n<p>No que se refere \u00e0 Venezuela, Bol\u00edvia e Equador, onde os processos de mobiliza\u00e7\u00e3o popular foram mais avan\u00e7ados e se tomaram medidas efetivas de soberania nacional e antimperialistas, o resultado desses processos tamb\u00e9m n\u00e3o encaminhou seus povos no sentido das transforma\u00e7\u00f5es sociais profundas. Como n\u00e3o realizaram o controle da economia e da democracia popular, com a estatiza\u00e7\u00e3o dos setores estrat\u00e9gicos e o controle dos espa\u00e7os p\u00fablicos pelos Conselhos Populares, terminaram abrindo espa\u00e7o para a rearticula\u00e7\u00e3o da burguesia que, em alian\u00e7a com o imperialismo, est\u00e3o colocando em perigo as conquistas at\u00e9 ent\u00e3o realizadas por esses governos.<\/p>\n<p>Em termos pol\u00edticos, significa que o reformismo, tanto aquele de fachada, quanto os de car\u00e1ter social-democrata, n\u00e3o representam op\u00e7\u00f5es reais para a liberta\u00e7\u00e3o dos povos de nossa Am\u00e9rica Latina. O primeiro cria ilus\u00f5es institucionalista, confunde e desorienta o proletariado, despolitiza a sociedade e leva efetivamente a derrotas desmoralizantes, como ocorreu no Brasil. J\u00e1 o de segundo tipo, apesar de avan\u00e7os institucionais e medidas populares, ao n\u00e3o aprofundar o processo de transforma\u00e7\u00f5es, com o controle da economia e a institui\u00e7\u00e3o do poder popular, abre espa\u00e7o para a reorganiza\u00e7\u00e3o da burguesia e ao imperialismo desestabilizarem a economia e reverterem o processo de mudan\u00e7as.<\/p>\n<p>Para os comunistas do PCB, o caminho para as transforma\u00e7\u00f5es sociais de nossa Am\u00e9rica Latina \u00e9 o fortalecimento e unidade das organiza\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias do movimento oper\u00e1rio e popular e a constru\u00e7\u00e3o de um programa m\u00ednimo anticapitalista e antimperialistas capaz de colocar as amplas massas em movimento no sentido e derrotar as burguesias locais e o imperialismo e construir a democracia popular.<\/p>\n<p><b>A crise brasileira<\/b><\/p>\n<p>No Brasil a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 um pouco mais dram\u00e1tica em fun\u00e7\u00e3o das dimens\u00f5es geogr\u00e1ficas, populacionais e econ\u00f4micas do Pa\u00eds. Ap\u00f3s 13 anos de experi\u00eancia do governo do Partido dos Trabalhadores, o Pa\u00eds vive a sua mais grave nas \u00faltimas cinco d\u00e9cadas. Uma crise econ\u00f4mica profunda, a mais grave do \u00faltimo meio s\u00e9culo, uma crise social dram\u00e1tica, com mais de 12 milh\u00f5es de trabalhadores desempregados, e uma crise pol\u00edtica que resultou no <i>impeachmen<\/i>t da presidente Dilma Rousself e na tomada do poder por uma gang das oligarquias regionais e das oligarquias rentistas.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s 13 anos de governo, onde o Partido dos Trabalhadores realizou uma pol\u00edtica que favoreceu essencialmente ao grande capital, a burguesia e o imperialismo decidiram descart\u00e1-lo e constituir um governo puro sangue. Esse processo ocorreu em fun\u00e7\u00e3o do agravamento da crise mundial e suas repercuss\u00f5es no Brasil, dos erros desastrosos de pol\u00edtica interna, al\u00e9m do fato de que o PT j\u00e1 n\u00e3o estava conseguindo mais controlar os movimentos de massas: em 2013 amplos setores da juventude e do proletariado precarizado realizaram grandes manifesta\u00e7\u00f5es em mais de 600 cidades do Brasil, por fora das institui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e sindicais. Esses fatos acenderam a luz vermelha da burguesia, que resolveu assumir de vez o governo para implantar o ajuste predat\u00f3rio de maneira r\u00e1pida, medida que o PT vinha realizando de forma mais lenta.<\/p>\n<p>Com a posse desse governo ileg\u00edtimo e usurpador, come\u00e7ou uma nova etapa da luta de classes no Brasil. O ataque brutal que o governo vem realizando contra os trabalhadores, pensionistas e a popula\u00e7\u00e3o em geral tornou mais aberta a luta entre capital e trabalho. N\u00e3o h\u00e1 mais intermedi\u00e1rios para amortecer a luta social. Por um lado, a ofensiva do governo torna mais dif\u00edcil a luta dos trabalhadores. Mas, por outro, abre espa\u00e7o para a reconstru\u00e7\u00e3o do movimento sindical, popular e da juventude e reorganiza\u00e7\u00e3o da esquerda socialista.<\/p>\n<p>As medidas que este governo usurpador vem realizando, como o ajuste fiscal por 20 anos, a reforma na educa\u00e7\u00e3o, a reforma da Previd\u00eancia, a reforma trabalhista, a entrega dos campos de petr\u00f3leo do pr\u00e9-sal para as multinacionais representam um enorme retrocesso para a sociedade brasileira. Mas tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio esclarecer que quase todas essas medidas j\u00e1 vinham sendo implementadas pelo governo do Partido dos Trabalhadores. Os golpistas apenas aceleraram e aprofundaram um processo que j\u00e1 estava em curso.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo em que o governo ileg\u00edtimo realiza sua ofensiva, cresce tamb\u00e9m a indigna\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o contra essas medidas. Embora ainda difusa, isso pode ser facilmente constatado nas manifesta\u00e7\u00f5es de ruas que se espalham por todo o Pa\u00eds, nos protestos das torcidas nos est\u00e1dios de futebol, nos espet\u00e1culos musicais e teatrais e nos <i>escrachos<\/i> de parlamentares e ministros do governo nos aeroportos, dentro de avi\u00f5es, em eventos p\u00fablicos.<\/p>\n<p>Como essas medidas levar\u00e3o inevitavelmente ao acirramento da luta de classes e o aumento das manifesta\u00e7\u00f5es e protestos, \u00e9 fundamental alertarmos que este governo ileg\u00edtimo n\u00e3o hesitar\u00e1 em ampliar a repress\u00e3o contra os trabalhadores e a juventude (que tem cumprido um papel importante nesta etapa da luta), contra o movimento social e popular, e buscar\u00e1 restringir as liberdades democr\u00e1ticas para atingir seus objetivos.<\/p>\n<p>Queremos dizer aos camaradas que o nosso Partido esteve presente em todas as lutas de nosso povo nessa etapa dif\u00edcil de nossa hist\u00f3ria e continuar\u00e1 firme na luta, independentemente das dificuldades e sacrif\u00edcios que esta luta requerer. Temos uma milit\u00e2ncia guerreira, que vai para a rua com suas bandeiras e suas palavras de ordem. e que n\u00e3o se intimida diante do inimigo. Isso os camaradas poder\u00e3o constatar nas lutas que est\u00e3o acontecendo em nosso Pa\u00eds e nas que vir\u00e3o.<\/p>\n<p><b>Os desdobramentos da crise<\/b><\/p>\n<p>\u00c9 importante compreender que a crise econ\u00f4mica, social e pol\u00edtica brasileira ocorre num per\u00edodo em que est\u00e1 se esgotando um longo ciclo de lutas sociais no Brasil, processo que iniciou no final da d\u00e9cada de 70 com as greves oper\u00e1rias da regi\u00e3o industrial do ABC e que est\u00e1 se encerando dramaticamente com a sa\u00edda do PT do governo. Ao mesmo tempo est\u00e1 se iniciando embrionariamente um novo ciclo, que come\u00e7ou com as jornadas de junho de 2013 quando a juventude e o proletariado precarizado foram \u00e0s ruas, especialmente nas grandes metr\u00f3poles, por fora das institui\u00e7\u00f5es sindicais e pol\u00edticas brasileiras. .<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica estamos em meio \u00e0quele momento hist\u00f3rico em que o velho est\u00e1 morrendo e o novo est\u00e1 nascendo, mais ainda n\u00e3o se consolidou. Nesse vazio aparecem conjunturas imponder\u00e1veis e at\u00e9 bizarras, mas tamb\u00e9m esse \u00e9 um per\u00edodo cheio de oportunidades, pois a crise est\u00e1 for\u00e7ando um processo de reorganiza\u00e7\u00e3o da esquerda socialista A pr\u00f3pria conjuntura de acirramento da luta de classes vai empurrar a todos nessa dire\u00e7\u00e3o. Quem seguir pelo caminho da arrog\u00e2ncia, do sectarismo autoproclamat\u00f3rio est\u00e1 condenado ao isolamento e a um papel insignificante no novo ciclo que se abre.<\/p>\n<p>O pr\u00f3ximo per\u00edodo ser\u00e1 de intensa reorganiza\u00e7\u00e3o da esquerda e de decad\u00eancia das velhas organiza\u00e7\u00f5es que cresceram e se desenvolveram com o ciclo que est\u00e1 morrendo. N\u00f3s estamos participando de todas as iniciativas de frentes populares e pol\u00edticas anticapitalistas que est\u00e3o sendo organizadas em nosso Pa\u00eds, como a <i>Frente Povo Sem Medo<\/i>, O <i>Espa\u00e7o de Unidade e A\u00e7\u00e3o<\/i>, o <i>Bloco da Esquerda Socialista<\/i>. S\u00e3o iniciativas ainda modestas, mas que possuem um grande potencial para se tornar refer\u00eancias para os trabalhadores e a juventude neste per\u00edodo de luta que se abre com o governo usurpador.<\/p>\n<p>Nosso partido est\u00e1 trabalhando com a ideia da realiza\u00e7\u00e3o de um grande encontro nacional das classes trabalhadoras e do movimento popular, que re\u00fana as organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e os movimentos sociais anticapitalistas e classistas e que seja constru\u00eddo a partir das bases, visando a elabora\u00e7\u00e3o de um programa m\u00ednimo capaz de colocar o proletariado, a juventude e o povo pobre dos bairros em movimento pelas transforma\u00e7\u00f5es sociais no Brasil. H\u00e1 em nosso Pa\u00eds um grande espa\u00e7o para a constru\u00e7\u00e3o de uma ferramenta social e pol\u00edtica que rejeite a pol\u00edtica de concilia\u00e7\u00e3o de classes e a pol\u00edtica neoliberal, que abra espa\u00e7o para a constru\u00e7\u00e3o do poder popular.<\/p>\n<p>Ousar lutar, ousar vencer.<\/p>\n<p>Comit\u00ea Central do PCB<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"(Declara\u00e7\u00e3o do PCB no XVIII Encontro Mundial dos Partidos Comunistas e Oper\u00e1rios \u2013 Hanoi, Vietn\u00e3, 28 a 30 de outubro de 2016) O \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/12598\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":true,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[242],"tags":[],"class_list":["post-12598","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-eipco"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-3hc","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12598","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12598"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12598\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12598"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12598"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12598"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}