{"id":12614,"date":"2016-11-18T08:56:12","date_gmt":"2016-11-18T11:56:12","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=12614"},"modified":"2017-12-15T12:11:31","modified_gmt":"2017-12-15T15:11:31","slug":"reforma-no-ensino-medio-mais-um-golpe-contra-a-juventude-e-os-trabalhadores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/12614","title":{"rendered":"Reforma no ensino m\u00e9dio: mais um golpe contra a juventude e os trabalhadores"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/portalctb.org.br\/site\/images\/stores\/2015\/tempos-modernos-na-educaco-latuff-ctb.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/>O governo golpista de Temer mostrou mais uma vez a sua face autorit\u00e1ria e privatista ao apresentar a proposta de reforma no ensino m\u00e9dio, por meio de uma Medida Provis\u00f3ria, visando a aprofundar a pol\u00edtica de retirada de direitos da juventude e da classe trabalhadora.<!--more--><\/p>\n<p>Um dos pontos mais criticados por professores e estudantes contra a dita reforma \u00e9 a ado\u00e7\u00e3o de um curr\u00edculo m\u00ednimo a partir da metade do segundo ano do ensino m\u00e9dio, que passaria a ter apenas tr\u00eas mat\u00e9rias obrigat\u00f3rias \u2013 matem\u00e1tica, portugu\u00eas e ingl\u00eas \u2013 enquanto as outras disciplinas dependeriam de op\u00e7\u00f5es feitas pelos pr\u00f3prios estudantes. Ou seja, ficam de fora do curr\u00edculo m\u00ednimo obrigat\u00f3rio mat\u00e9rias como filosofia, sociologia, artes e educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica.<\/p>\n<p>Fica clara a inten\u00e7\u00e3o de oferecer aos alunos, especialmente aqueles que estudam nas escolas p\u00fablicas, n\u00e3o mais que o suficiente para uma forma\u00e7\u00e3o voltada a preparar indiv\u00edduos a estarem aptos a adentrar o mercado de trabalho. Nas condi\u00e7\u00f5es atuais, em que a crise econ\u00f4mica e as atitudes do empresariado e dos governos empurram para uma realidade ainda mais perversa de precariza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de trabalho e de ataques aos direitos sociais e trabalhistas, trata-se, na verdade, de tornar a escola mera oficina preparat\u00f3ria de m\u00e3o de obra barata a ser mo\u00edda na engrenagem capitalista.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, estrangula-se ainda mais o funil de entrada dos jovens oriundos de escolas p\u00fablicas para as universidades, enquanto, nas escolas particulares, os alunos continuar\u00e3o a ter todas as disciplinas necess\u00e1rias a uma forma\u00e7\u00e3o menos estreita. Aos filhos da classe trabalhadora apresenta-se apenas a alternativa dos cursos profissionalizantes e da oferta de forma\u00e7\u00e3o que inclui a experi\u00eancia pr\u00e1tica de trabalho no setor produtivo por meio de parcerias e de instrumentos de aprendizagem profissional. Com isso, evidencia-se de forma escandalosa a inten\u00e7\u00e3o de disponibilizar estudantes como for\u00e7a de trabalho a baixo custo para o empresariado.<\/p>\n<p>Outro ponto \u00e9 a ado\u00e7\u00e3o do ensino integral, um engodo, na verdade. A MP da reforma coloca um limite de 1200 horas, ou seja, metade da carga hor\u00e1ria atual (2.400h em 3 anos) para a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Al\u00e9m disso, como acreditar na implanta\u00e7\u00e3o de hor\u00e1rio integral nas escolas se os governos v\u00eam realizando cortes nos or\u00e7amentos e a MP 241 imp\u00f5e o congelamento das verbas para a Educa\u00e7\u00e3o pelos pr\u00f3ximos 20 anos? Pura engana\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p>Por fim, a possibilidade de contrata\u00e7\u00e3o de qualquer profissional para dar aulas no ensino m\u00e9dio, sem ser formado em alguma licenciatura, aquele dotado de \u201cnot\u00f3rio saber\u201d, \u00e9 uma iniciativa voltada a precarizar mais as j\u00e1 combalidas condi\u00e7\u00f5es de trabalho dos profissionais da educa\u00e7\u00e3o, rebaixando mais os sal\u00e1rios dos professores e tornando seus empregos descart\u00e1veis. \u00c9 a institucionaliza\u00e7\u00e3o de projetos como \u201cAmigos da Escola\u201d e outras medidas que j\u00e1 atentam contra os direitos dos trabalhadores, a exemplo da contrata\u00e7\u00e3o de tutores e concess\u00e3o de bolsas a monitores no ensino \u00e0 dist\u00e2ncia, para fugir das obriga\u00e7\u00f5es com a legisla\u00e7\u00e3o trabalhista.<\/p>\n<p>In\u00fameras ocupa\u00e7\u00f5es de escolas e manifesta\u00e7\u00f5es estudantis j\u00e1 acontecem pa\u00eds afora deixando claro que grande parte da juventude brasileira n\u00e3o aceita essa MP, que visa aprofundar o desmonte da escola p\u00fablica, as privatiza\u00e7\u00f5es e a precariza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de trabalho. Os jovens conscientes e cr\u00edticos entendem que, sim, h\u00e1 necessidade de uma reforma do ensino m\u00e9dio e da educa\u00e7\u00e3o brasileira como um todo. Os estudantes n\u00e3o querem mais o ensino pautado na decoreba de conte\u00fados para sistemas de avalia\u00e7\u00e3o que se baseiam na premissa do curr\u00edculo m\u00ednimo em prol do ranking das escolas, competi\u00e7\u00e3o voltada a favorecer apenas as institui\u00e7\u00f5es privadas. O verdadeiro caminho da mudan\u00e7a est\u00e1 na democracia direta nas escolas, na educa\u00e7\u00e3o para a liberdade e para a participa\u00e7\u00e3o na tomada de decis\u00f5es, na forma\u00e7\u00e3o de pensamento cr\u00edtico e em melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho e valoriza\u00e7\u00e3o dos profissionais da educa\u00e7\u00e3o. Vai ter luta!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O governo golpista de Temer mostrou mais uma vez a sua face autorit\u00e1ria e privatista ao apresentar a proposta de reforma no ensino \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/12614\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":true,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[140],"tags":[],"class_list":["post-12614","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c140-jornal-o-poder-popular"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-3hs","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12614","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12614"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12614\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12614"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12614"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12614"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}