{"id":12637,"date":"2016-11-16T20:54:53","date_gmt":"2016-11-16T23:54:53","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=12637"},"modified":"2016-12-02T21:39:00","modified_gmt":"2016-12-03T00:39:00","slug":"crise-capitalista-e-ofensiva-imperialista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/12637","title":{"rendered":"Crise capitalista e ofensiva imperialista"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/resistir.info\/grecia\/imagens\/marinos_hanoi_30out16.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/>por Giorgos Marinos*<\/p>\n<p>Caros camaradas,<\/p>\n<p>O Partido Comunista da Gr\u00e9cia sa\u00fada o 18.\u00ba Encontro Internacional dos Partidos Comunistas e Oper\u00e1rios e agradece calorosamente ao PC do Vietname a sua hospitalidade.<!--more--><\/p>\n<p><b> O nosso partido exprimiu a sua solidariedade internacionalista e, durante muitas d\u00e9cadas, manteve-se ao lado do povo vietnamita na sua luta contra o colonialismo franc\u00eas e japon\u00eas, contra a interven\u00e7\u00e3o imperialista e os crimes dos EUA. <\/b><\/p>\n<p><b> A gloriosa vit\u00f3ria da classe oper\u00e1ria, do povo do Vietname, sob a dire\u00e7\u00e3o do Partido Comunista e do seu l\u00edder, o camarada Ho Chi Minh, foi uma grande vit\u00f3ria de significado internacional e demonstrou que, quando o povo est\u00e1 determinado, bem organizado e armado, pode derrotar as dinastias oponentes mais fortes e quebrar a algemas da explora\u00e7\u00e3o e da opress\u00e3o. <\/b><\/p>\n<p>A hist\u00f3ria do movimento comunista est\u00e1 cheio de p\u00e1ginas heroicas e \u00e9 uma valiosa fonte de estudo e de retirada de conclus\u00f5es que emprestar\u00e3o for\u00e7a aos comunistas para poderem enfrentar as complexas condi\u00e7\u00f5es da luta de classes, lutando pelo derrube da explora\u00e7\u00e3o capitalista e pela constru\u00e7\u00e3o do socialismo-comunismo.<\/p>\n<p>Caros camaradas,<\/p>\n<p><b> A crise capitalista internacional e sincronizada da sobreacumula\u00e7\u00e3o do capital, que se manifestou em 2008-2009, deixa as suas marcas no desenvolvimento at\u00e9 hoje e as suas causas encontram-se na posse capitalista dos meios de produ\u00e7\u00e3o, no motivo do lucro que \u00e9 a for\u00e7a motriz de desenvolvimento an\u00e1rquico, na agudiza\u00e7\u00e3o da contradi\u00e7\u00e3o b\u00e1sica entre o car\u00e1cter social da produ\u00e7\u00e3o-for\u00e7a de trabalho e na apropria\u00e7\u00e3o capitalista dos seus resultados.<\/b><\/p>\n<p>As for\u00e7as burguesas e oportunistas mant\u00eam o sil\u00eancio sobre as verdadeiras causas da crise e apresentam outros fatores como sendo as suas causas, por exemplo, a gest\u00e3o neoliberal, os bancos e os banqueiros. Isto provoca a confus\u00e3o e cria ilus\u00f5es sobre o potencial de uma gest\u00e3o capitalista a favor do povo.<\/p>\n<p>A realidade \u00e9 que, quer o rebentar da crise esteja ligada a perturba\u00e7\u00f5es do sistema banca-finan\u00e7a, quer a &#8220;bolhas&#8221;, quer a outros fen\u00f3menos semelhantes, a crise nasceu no processo produtivo no terreno da explora\u00e7\u00e3o do trabalho assalariado pelo capital.<\/p>\n<p>Os estados-maiores das organiza\u00e7\u00f5es imperialistas, mais uma vez, est\u00e3o preocupados. A m\u00e1quina capitalista n\u00e3o avan\u00e7a, os estudos da burguesia est\u00e3o a rever os indicadores de crescimento a n\u00edveis mais baixos, a crise continua em pa\u00edses com uma posi\u00e7\u00e3o interm\u00e9dia no sistema imperialista, como a Gr\u00e9cia, assim como em pa\u00edses mais fortes, como a R\u00fassia e o Brasil. Assistimos \u00e0 estagna\u00e7\u00e3o nos EUA e na zona do euro, e ao abrandamento da economia chinesa.<\/p>\n<p>As avalia\u00e7\u00f5es para o pr\u00f3ximo per\u00edodo levam em considera\u00e7\u00e3o o impacto da competi\u00e7\u00e3o imperialista e das guerras, a situa\u00e7\u00e3o problem\u00e1tica das institui\u00e7\u00f5es financeiras (Deutsche Bank, bancos italianos, etc.), as consequ\u00eancias do Brexit.<\/p>\n<p>Nestas condi\u00e7\u00f5es complexas, a an\u00e1lise dos comunistas sobre as verdadeiras causas da crise, assim como do car\u00e1cter de classe do desenvolvimento do capital, adquire a maior import\u00e2ncia para a prepara\u00e7\u00e3o do movimento oper\u00e1rio e popular e o refor\u00e7o da luta de classes, para que a import\u00e2ncia da organiza\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o socialista seja compreendida pela classe oper\u00e1ria, que \u00e9 a \u00fanica forma de erradicar as causas da crise e da explora\u00e7\u00e3o capitalista.<\/p>\n<p>Caros camaradas,<\/p>\n<p>No nosso pa\u00eds, a crise capitalista (2009-2016) \u00e9 profunda e prolongada e durante a sua dura\u00e7\u00e3o tem sido implementada por todos os governos burgueses uma pol\u00edtica de gest\u00e3o que, em coopera\u00e7\u00e3o com a Uni\u00e3o Europeia (UE), o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI), mais conhecido por Troika, imp\u00f5e a carga da crise sobre a classe trabalhadora e os extratos populares, implementando a estrat\u00e9gia de aumentar a competitividade e a rendibilidade das grandes empresas.<\/p>\n<p>O partido liberal ND e o partido social-democrata PASOK implementaram os dois memorandos e medidas antipopulares muito duras que provocaram uma intensa indigna\u00e7\u00e3o popular. As ilus\u00f5es quanto a escolher um &#8220;mal menor&#8221; e as falsas expetativas que o SYRIZA alimentou aumentaram no contexto de pobreza e de alto desemprego. O SYRIZA, um partido oportunista, com uma etiqueta de &#8220;esquerdista&#8221;, \u00e9 um &#8220;misto&#8221; de renegados do movimento comunista e de funcion\u00e1rios do PASOK social-democrata e formou governo com o partido nacionalista ANEL (&#8220;Gregos Independentes&#8221;).<\/p>\n<p><b> O SYRIZA assumiu o governo em janeiro de 2015, com o apoio de poderosas sec\u00e7\u00f5es do grande capital e demonstrou, pela pr\u00e1tica, que \u00e9 um partido social-democrata que serve os interesses dos monop\u00f3lios, que implementa uma linha pol\u00edtica antipopular muito dura, que usa todos os meios ao seu dispor para iludir o nosso povo e \u00e9 apresentado no estrangeiro como sendo uma for\u00e7a de resist\u00eancia, tentando enganar os povos com falsos slogans esquerdistas. <\/b><\/p>\n<p>O governo SYRIZA-ANEL, com o apoio dos outros partidos burgueses, aprovou o 3.\u00ba memorando. Com este memorando, implementa a estrat\u00e9gia do capital, as restrutura\u00e7\u00f5es capitalistas reacion\u00e1rias da UE a fim de intensificar o ritmo de explora\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora, a destrui\u00e7\u00e3o dos agricultores e a bancarrota dos estratos m\u00e9dios urbanos.<\/p>\n<p>Recentemente, o governo aprovou no parlamento leis de austeridade antipopulares, que anularam os direitos dos trabalhadores e do povo, a fim de aprovar a avalia\u00e7\u00e3o do 3.\u00ba memorando pela Troika.<\/p>\n<p>Atacou o car\u00e1cter social da seguran\u00e7a social, reduziu drasticamente as pens\u00f5es, aumentou a idade da reforma.<\/p>\n<p>Lan\u00e7ou insuport\u00e1veis impostos diretos e indiretos sobre a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Privatizou portos, aeroportos e continua a privatizar empresas estrategicamente importantes na energia, na \u00e1gua, etc.<\/p>\n<p>Segue o caminho dos governos anteriores, mant\u00e9m as leis que aboliram os acordos coletivos de trabalho e reduziram drasticamente os sal\u00e1rios, apresenta medidas para abolir os direitos do trabalho, refor\u00e7a formas flex\u00edveis de trabalho, usa a repress\u00e3o contra as lutas dos trabalhadores.<\/p>\n<p>O desemprego \u00e9 superior a 25% e superior a 50% para os jovens. Em vez de apoiar os desempregados, atribui os benef\u00edcios disso aos empres\u00e1rios.<\/p>\n<p>Neste per\u00edodo, no enquadramento da 2.\u00aa avalia\u00e7\u00e3o do 3.\u00ba memorando, est\u00e1 a preparar-se para impor novas medidas de austeridade contra os trabalhadores, despedimentos em massa, <i> lock-outs <\/i> por empres\u00e1rios, restri\u00e7\u00f5es ao direito \u00e0 greve, etc.<\/p>\n<p>A linha pol\u00edtica do governo SYRIZA-ANEL, com base na classe, implica o financiamento das grandes empresas, novas isen\u00e7\u00f5es fiscais para o grande capital, etc.<\/p>\n<p>Neste per\u00edodo, est\u00e1 a usar a promo\u00e7\u00e3o de um desenvolvimento capitalista, alegadamente &#8220;justo&#8221;, como uma ferramenta para iludir o povo.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel que v\u00e1 haver um lento crescimento econ\u00f3mico, mas a ess\u00eancia \u00e9 que esse crescimento ser\u00e1 numa dire\u00e7\u00e3o antipopular, j\u00e1 que tem como crit\u00e9rio o aumento dos lucros monopolistas; ser\u00e1 baseado na destrui\u00e7\u00e3o de direitos e formar\u00e1 as condi\u00e7\u00f5es para uma nova crise econ\u00f3mica.<\/p>\n<p><b> Fazemos notar que as diretivas e as medidas antipopulares que est\u00e3o a ser implementadas na Gr\u00e9cia, atrav\u00e9s dos memorandos, fazem parte da estrat\u00e9gia antipopular mais gen\u00e9rica dos EUA, que est\u00e1 a ser promovida de diversas formas em todos os pa\u00edses da Europa, quer tenha sido imposto um memorando, quer n\u00e3o, independentemente de estarem no governo partidos liberais ou social-democratas. <\/b><\/p>\n<p>A propaganda burguesa sobre a <i> acquis communautaire <\/i> da UE \u00e9 desmentida pela realidade capitalista do alto desemprego, do subemprego e da pobreza, da intensifica\u00e7\u00e3o do trabalho, etc.<\/p>\n<p><b> O governo SYRIZA-ANEL tamb\u00e9m est\u00e1 a seguir uma pol\u00edtica externa muito perigosa. Est\u00e1 a promover os interesses dos monop\u00f3lios, envolvendo sistematicamente o pa\u00eds nos planos imperialistas, com a pol\u00edtica para o &#8220;refor\u00e7o geoestrat\u00e9gico da Gr\u00e9cia&#8221; como seu ve\u00edculo. <\/b><\/p>\n<p>Proporciona bases militares para as necessidades agressivas dos EUA e da NATO nas guerras na S\u00edria, na L\u00edbia e no Iraque. Mant\u00e9m for\u00e7as militares nas miss\u00f5es imperialistas no estrangeiro; desenvolve coopera\u00e7\u00e3o militar alargada com Israel; convidou for\u00e7as da NATO para o Mar Egeu; participa na implementa\u00e7\u00e3o das recentes decis\u00f5es extremamente perigosas da Cimeira da NATO em Vars\u00f3via.<\/p>\n<p>As guerras imperialistas arrancaram de casa milh\u00f5es de refugiados e imigrantes e encurralaram milhares de fam\u00edlias de pessoas perseguidas na Gr\u00e9cia, que est\u00e3o a viver em condi\u00e7\u00f5es miser\u00e1veis. T\u00eam outros pa\u00edses europeus como destino. Nestas condi\u00e7\u00f5es, o KKE mant\u00e9m uma posi\u00e7\u00e3o baseada em princ\u00edpios internacionalistas, combate as guerras imperialistas, condena as pol\u00edticas repressivas da UE, posiciona-se do lado dos refugiados e imigrantes, contribui para a organiza\u00e7\u00e3o da solidariedade dos povos, combate o racismo, a xenofobia e a organiza\u00e7\u00e3o fascista criminosa da &#8220;Aurora Dourada&#8221;.<\/p>\n<p><b> Mais uma vez, a experi\u00eancia da linha pol\u00edtica antipopular do SYRIZA confirmou que os chamados governos de esquerda-social-democratas s\u00e3o a op\u00e7\u00e3o do capital para o &#8220;trabalho sujo&#8221;, para implementar as pol\u00edticas que servem os interesses dos monop\u00f3lios e assimilam o movimento oper\u00e1rio-popular para os seus objetivos.<\/b><\/p>\n<p>Ficou demonstrado, pelo exemplo do SYRIZA e por muitos outros exemplos, que os alegados &#8220;governos de esquerda&#8221; s\u00e3o um aparelho para a gest\u00e3o e a reprodu\u00e7\u00e3o da explora\u00e7\u00e3o capitalista, para alimentar ilus\u00f5es sobre a humaniza\u00e7\u00e3o do capitalismo e uma perigosa expetativa de que os problemas do povo podem ser resolvidos, as necessidades populares podem ser satisfeitas nas condi\u00e7\u00f5es de explora\u00e7\u00e3o capitalista.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia demonstra que estes governos impedem o verdadeiro radicalismo da classe trabalhadora. V\u00e3o \u00e0 fal\u00eancia devido \u00e0 sua linha pol\u00edtica antipopular aos olhos do povo. Refor\u00e7am as opini\u00f5es de que &#8220;s\u00e3o todos iguais&#8221;, a sua linha pol\u00edtica fortalece as for\u00e7as conservadoras e leva ao regresso de governos de direita.<\/p>\n<p>Os exemplos de governos de &#8220;esquerda&#8221; na Europa, assim como nos pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, conformam esta avalia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><b> Os PC que participam nos governos de gest\u00e3o burguesa, ou os apoiam, fornecem um alibi \u00e0 social-democracia. A sua postura \u00e9 usada, de muitas formas, para encurralar a classe trabalhadora no enquadramento da gest\u00e3o capitalista, para reduzir as exig\u00eancias da popula\u00e7\u00e3o e atrasar a luta anticapitalista. <\/b><\/p>\n<p>Os PC, que apoiaram ou ainda apoiam o SYRIZA, assumem graves responsabilidades. A sua postura \u00e9 usada para ataque ao nosso povo e \u00e9 dirigida contra a luta do KKE e do movimento de classes.<\/p>\n<p><b> O KKE sempre defendeu o princ\u00edpio do internacionalismo oper\u00e1rio de forma muito respons\u00e1vel. Apoia a luta da classe oper\u00e1ria contra o capital e o capitalismo. Exprime a sua solidariedade internacionalista com os povos da Am\u00e9rica Latina, da \u00c1sia, de \u00c1frica, com os povos de todos os cantos do mundo.<\/b><\/p>\n<p>Hoje, podemos retirar conclus\u00f5es importantes quanto \u00e0 posi\u00e7\u00e3o de princ\u00edpio que o KKE manteve, denunciando o papel da nova social-democracia, real\u00e7ando o perigo e a corros\u00e3o que representa para um partido comunista participar num governo de gest\u00e3o burguesa.<\/p>\n<p>O KKE est\u00e1 na linha da frente duma luta dif\u00edcil e tenta, diariamente, refor\u00e7ar as suas liga\u00e7\u00f5es com a classe oper\u00e1ria, os agricultores pobres, os trabalhadores urbanos por conta pr\u00f3pria, as mulheres e os jovens das fam\u00edlias populares.<\/p>\n<p>As organiza\u00e7\u00f5es do partido, a organiza\u00e7\u00f5es da Juventude Comunista (KNE) desenvolvem constante atividade ideol\u00f3gico-pol\u00edtica, travam lutas nas f\u00e1bricas, nos locais de trabalho e nos bairros populares para organizar a luta oper\u00e1rio-popular. Dedicam-se em especial \u00e0 cria\u00e7\u00e3o do partido nas f\u00e1bricas, em setores da economia estrategicamente importantes. Confrontam-se com as suas fraquezas e defici\u00eancias.<\/p>\n<p>As for\u00e7as do partido, os amigos do partido, o KNE e seus amigos organizaram centenas de eventos de massas para o 100.\u00ba anivers\u00e1rio do KKE que ter\u00e1 lugar em 2018, foram organizados eventos muito importantes para o 70\u00ba anivers\u00e1rio da funda\u00e7\u00e3o do &#8220;Ex\u00e9rcito Democr\u00e1tico da Gr\u00e9cia&#8221; (DSE) e da sua heroica luta durante os confrontos contra a classe burguesa, o imperialismo brit\u00e2nico e norte-americano na guerra civil, na grandiosa luta armada de 1946-1949.<\/p>\n<p>Os homens e mulheres comunistas apoiam as lutas da Frente Militante de Todos os Trabalhadores (PAME), o movimento de classe em que participam dezenas de federa\u00e7\u00f5es, centros oper\u00e1rios e centenas de sindicatos e comiss\u00f5es de luta, milhares de sindicalistas.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma iniciativa particularmente importante das for\u00e7as de classe, atrav\u00e9s da qual centenas de organiza\u00e7\u00f5es sindicais est\u00e3o a organizar a sua luta para abolir medidas antioper\u00e1rias, por acordos coletivos de trabalho satisfat\u00f3rios, pela recupera\u00e7\u00e3o das perdas que os trabalhadores sofreram durante a crise.<\/p>\n<p>Os homens e mulheres comunistas est\u00e3o a desempenhar o papel dirigente na luta dos agricultores pobres e m\u00e9dios, dos trabalhadores urbanos por conta pr\u00f3pria, dos jovens e das mulheres.<\/p>\n<p>Uma quest\u00e3o b\u00e1sica \u00e9 que a luta ideol\u00f3gico-pol\u00edtica e a luta de massas se dirijam contra o inimigo real, a classe burguesa e o seu estado, e n\u00e3o se limitem a ter como alvo dos partidos e governos burgueses, a fim de contribuir para o desenvolvimento da consci\u00eancia de classe.<\/p>\n<p><b> Atrav\u00e9s da luta di\u00e1ria, das greves, das manifesta\u00e7\u00f5es, das ocupa\u00e7\u00f5es, das dezenas de mobiliza\u00e7\u00f5es multifacetadas, o movimento de classe mede os resultados em termos da organiza\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora. Contribui para o aumento do n\u00edvel das exig\u00eancias dos trabalhadores, para fortalecer a frente contra o capital e a linha pol\u00edtica antipopular do governo e de outras for\u00e7as burguesas e para refor\u00e7ar o confronto contra um sindicalismo dominado pelo governo-patronato e a perigosa no\u00e7\u00e3o no que se refere \u00e0 colabora\u00e7\u00e3o de classes e ao consenso entre exploradores e explorados.<\/b><\/p>\n<p>Os homens e mulheres comunistas lutam para reagrupar o movimento oper\u00e1rio, a fim de fortalecer a linha da luta de classes, para dar caracter\u00edsticas de massa aos sindicatos e para adquirir bases fortes nos locais de trabalho, a fim de intensificar a luta com uma linha e reivindica\u00e7\u00f5es ligadas \u00e0s necessidades contempor\u00e2neas dos trabalhadores e da popula\u00e7\u00e3o, para alterar a correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as.<\/p>\n<p>Um forte movimento oper\u00e1rio ser\u00e1 o cerne duma grande alian\u00e7a social e popular da classe oper\u00e1ria, dos pobres e m\u00e9dios agricultores, dos trabalhadores urbanos por conta pr\u00f3pria. Uma alian\u00e7a que reunir\u00e1 e mobilizar\u00e1 for\u00e7as organizadas, intervir\u00e1 decisivamente nas lutas di\u00e1rias com uma dire\u00e7\u00e3o antimonopolista e anticapitalista, com o objetivo de derrotar a barb\u00e1rie capitalista e a conquista do poder pelos trabalhadores.<\/p>\n<p>O povo grego libertar-se-\u00e1 das algemas da explora\u00e7\u00e3o capitalista e dos sindicatos imperialistas, quando a classe oper\u00e1ria, em conjunto com os seus aliados, realize a revolu\u00e7\u00e3o socialista e prossiga na constru\u00e7\u00e3o do socialismo-comunismo.<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a revolucion\u00e1ria na Gr\u00e9cia ser\u00e1 socialista. \u00c9 necess\u00e1rio objetivamente. O facto de a correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as ser hoje negativa e haver um atraso no fator subjetivo n\u00e3o altera o car\u00e1cter da revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As for\u00e7as motrizes da revolu\u00e7\u00e3o socialista ser\u00e3o a classe oper\u00e1ria, enquanto for\u00e7a dirigente, os semiprolet\u00e1rios, os estratos populares urbanos oprimidos dos trabalhadores por conta pr\u00f3pria e os agricultores pobres.<\/p>\n<p><b> O KKE, em condi\u00e7\u00f5es n\u00e3o revolucion\u00e1rias, dedica as suas for\u00e7as \u00e0 prepara\u00e7\u00e3o do fator subjetivo, para poder corresponder aos seus deveres hist\u00f3ricos, quando se criar uma situa\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria \u2013 quando os que est\u00e3o no topo n\u00e3o consigam continuar a governar como antigamente e quando os que est\u00e3o em baixo deixarem de lhes estar sujeitos, etc.<\/b><\/p>\n<p>As opini\u00f5es (no interior do movimento comunista internacional) que subestimam a linha de luta antimonopolista e anticapitalista e a necessidade de uma prepara\u00e7\u00e3o abrangente para o derrube do capital n\u00e3o t\u00eam em conta o potencial dos desenvolvimentos para agudizar-se e o de uma situa\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria para se manifestar, e que, enquanto fen\u00f3meno objetivo, pode ser criada numa situa\u00e7\u00e3o de crise capitalista e guerra imperialista.<\/p>\n<p>Temos que aprender com a experi\u00eancia hist\u00f3rica que demonstrou que os PC n\u00e3o se encontravam preparados para as condi\u00e7\u00f5es da escalada da luta de classes e n\u00e3o conseguiram cumprir as suas tarefas hist\u00f3ricas.<\/p>\n<p>Caros camaradas,<\/p>\n<p>\u00c9 bem conhecido que o movimento comunista enfrenta uma crise ideol\u00f3gico-pol\u00edtica e organizativa, est\u00e1 gravemente afetado pela contrarrevolu\u00e7\u00e3o e o oportunismo tem uma importante influ\u00eancia nas suas fileiras.<\/p>\n<p>Depois da restaura\u00e7\u00e3o capitalista na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e nos estados de constru\u00e7\u00e3o socialista na Europa de Leste e Central, a domin\u00e2ncia das rela\u00e7\u00f5es capitalistas de produ\u00e7\u00e3o na China, o refor\u00e7o das rela\u00e7\u00f5es capitalistas no Vietname e em Cuba, as condi\u00e7\u00f5es na Rep\u00fablica Popular da Coreia, a situa\u00e7\u00e3o do movimento comunista internacional deteriorou-se.<\/p>\n<p><b> Nestas condi\u00e7\u00f5es, a luta para o reagrupamento do movimento comunista internacional \u00e9 uma tarefa de import\u00e2ncia decisiva e o KKE considera que \u00e9 necess\u00e1rio iniciar uma discuss\u00e3o sobre os graves problemas de estrat\u00e9gia-t\u00e1tica, dado que qualquer atraso piora a situa\u00e7\u00e3o e representa graves perigos.<\/b><\/p>\n<p>Primeiro, a quest\u00e3o do imperialismo deve ser considerada pelos comunistas, pois \u00e9 um ponto de an\u00e1lise mais gen\u00e9rico.<\/p>\n<p>A posi\u00e7\u00e3o leninista refere-se ao facto de que o imperialismo \u00e9 a fase mais elevada do capitalismo, no contexto de que est\u00e1 formado o dom\u00ednio dos monop\u00f3lios e do capital financeiro e que a exporta\u00e7\u00e3o de capital adquiriu uma import\u00e2ncia particular. Neste enquadramento, h\u00e1 uma luta entre os diversos monop\u00f3lios e estados capitalistas sobre a divis\u00e3o dos mercados.<\/p>\n<p><b> A posi\u00e7\u00e3o que limita o imperialismo \u00e0 agressiva pol\u00edtica externa dos EUA ou de outros poderosos estados capitalistas n\u00e3o toma em considera\u00e7\u00e3o a base econ\u00f3mica do sistema, na nossa \u00e9poca, os monop\u00f3lios e as grandes sociedades an\u00f3nimas que se desenvolveram e se est\u00e3o a desenvolver em todos os pa\u00edses. <\/b><\/p>\n<p>Cremos que esta posi\u00e7\u00e3o n\u00e3o considera o sistema imperialista (capitalista) em todas as suas dimens\u00f5es. Os estados capitalistas s\u00e3o as suas liga\u00e7\u00f5es, os quais t\u00eam diferen\u00e7as entre si devido ao desenvolvimento desigual e cada um deles tem uma posi\u00e7\u00e3o diferente no sistema, com rela\u00e7\u00f5es de interdepend\u00eancia desigual de acordo com a sua for\u00e7a econ\u00f3mica, militar e pol\u00edtica.<\/p>\n<p><b> Segundo, <\/b> estamos interessados na quest\u00e3o relacionadas com o car\u00e1cter da nossa era e o car\u00e1cter da revolu\u00e7\u00e3o. Esta \u00e9 uma quest\u00e3o de import\u00e2ncia decisiva.<\/p>\n<p>Vivemos no s\u00e9culo XXI, o poder burgu\u00eas derrubou o feudalismo h\u00e1 muitos s\u00e9culos. O capitalismo evoluiu e, na sua fase imperialista, levou a uma importante socializa\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o e da m\u00e3o-de-obra, cujos frutos s\u00e3o colhidos hoje pela classe burguesa.<\/p>\n<p>As principais empresas monopolistas t\u00eam bases e redes por todo o planeta, as ci\u00eancias, a tecnologia, muitas formas de infraestruturas evolu\u00edram.<\/p>\n<p><b> \u00c9 ineg\u00e1vel que as pr\u00e9-condi\u00e7\u00f5es materiais amadureceram, o que determina o car\u00e1cter da nossa era como a da passagem do capitalismo ao socialismo. Isto \u00e9 algo que \u00e9 mais necess\u00e1rio e atempado do que nunca para a classe oper\u00e1ria, para os estratos populares, para o futuro da juventude.<\/b><\/p>\n<p>A grande Revolu\u00e7\u00e3o Socialista de Outubro, que far\u00e1 100 ano em 2017, mostra-nos o caminho. Uma revolu\u00e7\u00e3o socialista no in\u00edcio do s\u00e9culo XX num pa\u00eds agr\u00edcola atrasado, em que o desenvolvimento do capitalismo criou as pr\u00e9-condi\u00e7\u00f5es materiais para a constru\u00e7\u00e3o da nova sociedade socialista, que deu \u00edmpeto ao desenvolvimento das for\u00e7as produtivas.<\/p>\n<p><b> A contra-revolu\u00e7\u00e3o e a mudan\u00e7a negativa na correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as n\u00e3o alteram o facto de que foi constru\u00eddo o socialismo, e n\u00e3o altera o car\u00e1cter da nossa era, que foi inaugurada pela Revolu\u00e7\u00e3o de Outubro, como a era da passagem do capitalismo para o socialismo. Intensificaram-se as condi\u00e7\u00f5es que sublinham a exaust\u00e3o dos limites hist\u00f3ricos do capitalismo (crises, guerras, desemprego, pobreza, etc) e o car\u00e1cter socialista da revolu\u00e7\u00e3o exprime a necessidade urgente de resolver as contradi\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas do sistema, entre o capital e a for\u00e7a de trabalho.<\/b><\/p>\n<p>O capitalismo gerou o seu coveiro, a classe oper\u00e1ria \u00e9 a classe dirigente da sociedade e o car\u00e1cter socialista da revolu\u00e7\u00e3o coloca especificamente a quest\u00e3o de que esta classe tem que lutar pelo poder e conquist\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Em muitas ocasi\u00f5es, faz-se refer\u00eancia \u00e0 posi\u00e7\u00e3o de Lenine sobre a &#8220;ditadura revolucion\u00e1ria-democr\u00e1tica do proletariado e do campesinato&#8221; a fim de substanciar a opini\u00e3o obsoleta sobre etapas interm\u00e9di\u00e1rias, mas deve esclarecer-se que esta posi\u00e7\u00e3o correspondia \u00e0s condi\u00e7\u00f5es da R\u00fassia czarista durante a revolu\u00e7\u00e3o de 1905, enquanto que, depois do derrube da autocracia, o partido bolchevique avan\u00e7ou e trabalhou nos sovietes com o objetivo da conquista revolucion\u00e1ria do poder pelos oper\u00e1rios, a ditadura do proletariado (Teses de Abril, 1917).<\/p>\n<p><b> Por consequ\u00eancia, a celebra\u00e7\u00e3o do 100\u00ba anivers\u00e1rio da grande Revolu\u00e7\u00e3o Socialista de Outubro tem que dar \u00edmpeto ao exame da estrat\u00e9gia dos PC, para poder ser adaptada \u00e0s necessidades da nossa era, na dire\u00e7\u00e3o leninista que exprimia a for\u00e7a da revolu\u00e7\u00e3o bolchevique e, como Lenine sublinhou &#8220;a aboli\u00e7\u00e3o do capitalismo e dos seus vest\u00edgios e a institui\u00e7\u00e3o dos fundamentos da ordem comunista englobam o conte\u00fado da nova era da hist\u00f3ria mundial que se instaurou&#8221;. (Lenine, Obras Escolhidas, volume 31, &#8220;Sobre a luta do Partido Socialista Italiano)<\/b><\/p>\n<p>Terceiro, os estados capitalistas participam em alian\u00e7as imperialistas para servirem eficazmente os interesses das classes burguesas na competi\u00e7\u00e3o capitalista internacional, para sustentar o poder do capital e lidar com o movimento oper\u00e1rio de forma coordenada.<\/p>\n<p>Estas alian\u00e7as entre estados n\u00e3o podem negar a organiza\u00e7\u00e3o do na\u00e7\u00e3o-estado e as contradi\u00e7\u00f5es inter-imperialistas que ainda se manifestam tamb\u00e9m dentro das pr\u00f3prias alian\u00e7as, visto que cada estado capitalista funciona na base de defender os interesses dos seus monop\u00f3lios.<\/p>\n<p><b> O KKE tem grande experi\u00eancia na luta contra a NATO, o bra\u00e7o armado do imperialismo contra os povos.<\/b><\/p>\n<p>O nosso partido h\u00e1 muitos anos que luta contra a Uni\u00e3o Europeia, a alian\u00e7a imperialista entre estados que exprime os interesses dos monop\u00f3lios europeus contra a classe trabalhadora, os agricultores pobres e outros estratos populares da Europa, um facto que denuncia as for\u00e7as da social-democracia e do oportunismo que embelezam o car\u00e1cter imperialista da UE, como faz o Partido de Esquerda Europeu (PEE).<\/p>\n<p>O KKE, por ocasi\u00e3o do referendo na Gr\u00e3-Bretanha e do Brexit, divulgou a sua posi\u00e7\u00e3o que sublinha as contradi\u00e7\u00f5es internas na UE, a desigualdade das suas economias e a luta entre os centros imperialistas, que se agudizaram nas condi\u00e7\u00f5es da recess\u00e3o econ\u00f3mica.<\/p>\n<p>As posi\u00e7\u00f5es que prop\u00f5em a mudan\u00e7a da divisa ou uma sa\u00edda da UE no enquadramento do capitalismo n\u00e3o podem servir objetivamente os interesses dos trabalhadores e do povo. Pelo contr\u00e1rio, levam \u00e0 perpetua\u00e7\u00e3o do regime de explora\u00e7\u00e3o do homem pelo homem; o poder mant\u00e9m-se nas m\u00e3os da classe burguesa, os meios de produ\u00e7\u00e3o mant\u00eam-se sob a posse capitalista.<\/p>\n<p><b> O nosso partido defende que a necess\u00e1ria condena\u00e7\u00e3o da UE e da NATO, para que seja eficaz a luta pela liberta\u00e7\u00e3o de cada pa\u00eds das organiza\u00e7\u00f5es imperialistas, tem que estar ligada ao necess\u00e1rio derrube do poder do capital pelo poder dos trabalhadores e povos. A alian\u00e7a social da classe oper\u00e1ria e dos outros estratos populares, o reagrupamento e fortalecimento do movimento comunista internacional s\u00e3o pr\u00e9-condi\u00e7\u00f5es para abrir caminho para esta proposta de esperan\u00e7a.<\/b><\/p>\n<p>As alian\u00e7as entre estados n\u00e3o se limitam \u00e0 NATO e \u00e0 UE nas condi\u00e7\u00f5es atuais.<\/p>\n<p>Ao lado delas, temos, por exemplo, os BRICS, a Organiza\u00e7\u00e3o de Coopera\u00e7\u00e3o de Xangai, a Organiza\u00e7\u00e3o do Tratado de Seguran\u00e7a Coletiva, as uni\u00f5es entre estados na Am\u00e9rica Latina, etc. As diferen\u00e7as que existem decorrem da posi\u00e7\u00e3o que os estados capitalistas possuem no sistema imperialista e dos objetivos das classes burguesas. Contudo, h\u00e1 uma base comum que \u00e9 determinada pelo facto de que os estados capitalistas, que representam os interesses dos monop\u00f3lios, participam nestas alian\u00e7as entre estados.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a base das contradi\u00e7\u00f5es dentro da UE ou entre os EUA e a UE, conforme se demonstra por uma s\u00e9rie de factos, como a gest\u00e3o da crise e da d\u00edvida capitalista, as negocia\u00e7\u00f5es sobre o TTIP antipopular, etc, ou pelas contradi\u00e7\u00f5es que se manifestaram em regi\u00f5es da \u00c1sia do Pac\u00edfico.<\/p>\n<p>O nosso partido acompanha muito cuidadosamente a evolu\u00e7\u00e3o no Mar do Sul da China, uma regi\u00e3o que \u00e9 uma importante passagem para a navega\u00e7\u00e3o internacional, \u00e9 rica em peixe e tamb\u00e9m \u00e9 rica em recursos energ\u00e9ticos. Importantes interesses monopolistas, tanto desta regi\u00e3o como de regi\u00f5es mais distantes (como se demonstra pelo permanente envolvimento e &#8220;interesse&#8221; dos EUA) concentraram-se na explora\u00e7\u00e3o destas enormes riquezas. O nosso partido acredita que os problemas de diferen\u00e7as territoriais entre estados (por ex., quanto ao estabelecimento de Zonas Econ\u00f3micas Exclusivas e outras), com a interven\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m dos movimentos populares, devem ser resolvidos pacificamente na base do direito mar\u00edtimo internacional e atrav\u00e9s de negocia\u00e7\u00f5es e decis\u00f5es multilaterais, quando estiverem envolvidos muitos pa\u00edses numa quest\u00e3o espec\u00edfica.<\/p>\n<p><b> Nos \u00faltimos anos, o chamado mundo &#8220;multipolar&#8221; tem sido propagandeado como um desenvolvimento pr\u00f3-popular, mas esta quest\u00e3o tem que ser examinada mais atentamente, porque, na ess\u00eancia, \u00e9 formado por &#8220;polos&#8221; capitalistas, que se formaram para defender os interesses das grandes empresas. \u00c9 uma express\u00e3o das contradi\u00e7\u00f5es inter-imperialistas.<\/b><\/p>\n<p>As tarefas dos PC \u00e9 avan\u00e7arem e abrirem um caminho para os povos a fim de que eles n\u00e3o sigam as bandeiras de qualquer classe burguesa, de qualquer alian\u00e7a imperialista, para que desenvolvam a sua luta em linha com os seus interesses e necessidades.<\/p>\n<p>Quarto, os \u00faltimos anos foram marcados pelas interven\u00e7\u00f5es e guerras da NATO, dos EUA e da UE na Jugosl\u00e1via, no Afeganist\u00e3o, no Iraque, na L\u00edbia, na S\u00edria, na Ucr\u00e2nia e em estados africanos.<\/p>\n<p><b> Um tra\u00e7o caracter\u00edstico das interven\u00e7\u00f5es e guerras imperialistas \u00e9 o uso de uma s\u00e9rie de pretextos, entre os quais est\u00e3o a luta contra o terrorismo, a organiza\u00e7\u00e3o criminosa do Estado Isl\u00e2mico e outras organiza\u00e7\u00f5es semelhantes, que s\u00e3o na verdade cria\u00e7\u00f5es imperialistas e apoiadas pelos EUA, pelos fortes estados da UE, pela Turquia, pelo Qatar e pela Ar\u00e1bia Saudita, a fim de promoverem os seus interesses no M\u00e9dio Oriente, no Norte de \u00c1frica e numa regi\u00e3o mais vasta.<\/b><\/p>\n<p>Temos o dever de sublinhar as verdadeiras causas das guerras. Essas causas encontram-se nas contradi\u00e7\u00f5es inter-imperialistas e na competi\u00e7\u00e3o que se manifesta por todo o planeta entre os EUA, a NATO, a UE, a R\u00fassia, a China, outros estados capitalistas, pelos recursos energ\u00e9ticos e pelas vias de transporte, pelas regi\u00f5es estrategicamente importantes e pelas rotas mar\u00edtimas, pelo controlo dos mercados.<\/p>\n<p>O M\u00e9dio Oriente, o Norte de \u00c1frica, o Sahel, o mar C\u00e1spio, o Golfo P\u00e9rsico, os Balc\u00e3s, o Mar Negro, o Mar do Sul da China e o \u00c1rtico s\u00e3o arenas particularmente importantes das contradi\u00e7\u00f5es imperialistas.<\/p>\n<p>A NATO est\u00e1 a transferir for\u00e7as militares significativas para bases militares e a criar novas bases nos pa\u00edses da Europa Central e de Leste. A Rom\u00e9nia e a Pol\u00f3nia s\u00e3o os centros para a instala\u00e7\u00e3o do sistema de m\u00edsseis norte-americanos visando a R\u00fassia. Mais de 60% da Marinha norte-americana passou para a regi\u00e3o do Pac\u00edfico.<\/p>\n<p>O perigo de conflitos regionais generalizados est\u00e1 a aumentar. Preocupamo-nos mesmo com a possibilidade duma guerra imperialista generalizada.<\/p>\n<p><b> O movimento comunista enfrenta importantes tarefas e tem que alargar a discuss\u00e3o sobre a posi\u00e7\u00e3o dos comunistas contra as guerras imperialistas, para especificar os crit\u00e9rios e o importante papel das justas guerras revolucion\u00e1rias. <\/b><\/p>\n<p>O KKE d\u00e1 a sua contribui\u00e7\u00e3o para a organiza\u00e7\u00e3o da luta contra as interven\u00e7\u00f5es e as guerras imperialistas, contra o envolvimento dos governos gregos, a favor da retirada das for\u00e7as militares gregas das miss\u00f5es imperialistas, <b> a favor do encerramento das bases euro-atl\u00e2nticas. <\/b><\/p>\n<p><b> O nosso partido defende que a luta pela defesa das fronteiras, pelos direitos soberanos da Gr\u00e9cia, na perspetiva da classe oper\u00e1ria e dos estratos populares est\u00e1 inextricavelmente ligada \u00e0 luta pelo derrube do poder do capital. De qualquer modo, seja qual for a forma de participa\u00e7\u00e3o que a Gr\u00e9cia assuma numa guerra imperialista, o KKE tem que estar preparado para liderar a organiza\u00e7\u00e3o independente da resist\u00eancia oper\u00e1ria-popular e lig\u00e1-la \u00e0 luta pela derrota da classe burguesa, tanto a nacional como a estrangeira, enquanto invasora.<\/b><\/p>\n<p>Quinto, o KKE, no enquadramento do seu longo estudo relativo \u00e0 an\u00e1lise das causas e fatores que levaram ao derrube do socialismo, concluiu que a contra-revolu\u00e7\u00e3o na URSS proveio &#8220;do interior e de cima&#8221;, em resultado da muta\u00e7\u00e3o oportunista do PC e da correspondente dire\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do poder sovi\u00e9tico, num ambiente de interven\u00e7\u00f5es multifacetadas do imperialismo, que levaram ao desenvolvimento do oportunismo e da sua evolu\u00e7\u00e3o para uma for\u00e7a contra-revolucion\u00e1ria.<\/p>\n<p>O derrube do socialismo esteve relacionado com o uso de instrumentos capitalistas a fim de lidar com problemas da constru\u00e7\u00e3o socialista.<\/p>\n<p><b> A constru\u00e7\u00e3o socialista come\u00e7a com a conquista revolucion\u00e1ria do poder pela classe oper\u00e1ria e o modo comunista de produ\u00e7\u00e3o cria-se atrav\u00e9s da socializa\u00e7\u00e3o dos meios de produ\u00e7\u00e3o concentrados, do planeamento central, da forma\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es sob o controlo oper\u00e1rio. <\/b><\/p>\n<p>A luta de classes da classe oper\u00e1ria continua noutras condi\u00e7\u00f5es e com outras formas, tanto no per\u00edodo em que se instalam as funda\u00e7\u00f5es da nova sociedade como durante o desenvolvimento do socialismo, numa luta permanente para erradicar todas as formas de propriedade de grupo e privadas, para alargar a propriedade social e fortalecer o planeamento central, as rela\u00e7\u00f5es comunistas de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><b> \u00c9 nossa convic\u00e7\u00e3o inabal\u00e1vel que as posi\u00e7\u00f5es que falam de diversos &#8220;modelos de socialismo&#8221; em nome de especificidades nacionais, n\u00e3o funcionam dentro do enquadramento dos princ\u00edpios do socialismo cient\u00edfico e das leis da constru\u00e7\u00e3o socialista.<\/b><\/p>\n<p>Infelizmente, isto n\u00e3o est\u00e1 relacionado apenas com a moldura pequeno-burguesa\/social-democrata do chamado socialismo do s\u00e9culo XXI, que alimenta ilus\u00f5es quanto \u00e0 humaniza\u00e7\u00e3o do capitalismo e perpetua o poder burgu\u00eas e a explora\u00e7\u00e3o capitalista, conforme demonstrado pelos desenvolvimentos, por exemplo, na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 mais profundo.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma tentativa de substituir a necessidade da revolu\u00e7\u00e3o socialista pela via do parlamentarismo burgu\u00eas, com o ve\u00edculo da gest\u00e3o de &#8220;governos de esquerda&#8221;. Um sistema de economia mista com empresas capitalistas substitui a socializa\u00e7\u00e3o dos meios de produ\u00e7\u00e3o. A interven\u00e7\u00e3o do estado para regulamentar o mercado capitalista substitui o planeamento central.<\/p>\n<p>Estas posi\u00e7\u00f5es nada t\u00eam a ver com os restos do antigo sistema (capitalista) na nova economia socialista, ou com a pequena produ\u00e7\u00e3o de mercadorias que pode continuar a existir por algum tempo (e \u00e9 uma for\u00e7a para a manuten\u00e7\u00e3o ou ressurgimento do capitalismo), mas est\u00e3o relacionadas com uma linha pol\u00edtica espec\u00edfica que se afasta das leis do socialismo \u2013 encabe\u00e7ada pela perigosa posi\u00e7\u00e3o que diz que o socialismo pode ser constru\u00eddo na presen\u00e7a de empresas capitalistas e do capital, que \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o social de explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Caros camaradas,<\/p>\n<p><b> A grande Revolu\u00e7\u00e3o Socialista de Outubro \u00e9 um marco hist\u00f3rico, uma magn\u00edfica cria\u00e7\u00e3o da classe oper\u00e1ria, da luta de classes.<\/b><\/p>\n<p>O socialismo que foi constru\u00eddo no s\u00e9culo XX, apesar das fraquezas, dos erros, das influ\u00eancias oportunistas e dos desvios, caracteriza-se pelo feito hist\u00f3rico da aboli\u00e7\u00e3o da explora\u00e7\u00e3o do homem pelo homem, gra\u00e7as ao poder oper\u00e1rio, \u00e0 socializa\u00e7\u00e3o dos meios de produ\u00e7\u00e3o, do planeamento central e do controlo oper\u00e1rio, \u00e0 participa\u00e7\u00e3o de milh\u00f5es de trabalhadores na constru\u00e7\u00e3o da nova sociedade.<\/p>\n<p>As principais vantagens do socialismo encontram-se na elimina\u00e7\u00e3o do desemprego e da salvaguarda planeada do trabalho para toda a gente, no alto n\u00edvel do ensino livre e dos cuidados de sa\u00fade, na coexist\u00eancia de diferentes nacionalidades, no apoio da luta dos povos contra a agress\u00e3o e as guerras imperialistas, na aboli\u00e7\u00e3o do colonialismo e muito mais coisas.<\/p>\n<p>O poder oper\u00e1rio na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e os sacrif\u00edcios do povo sovi\u00e9tico deixaram a sua marca na vit\u00f3ria contra o eixo fascista na II Guerra Mundial.<\/p>\n<p><b> A contribui\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do socialismo para o progresso social, assim como o estudo das verdadeiras causas que levaram ao seu derrube, deve motivar os PC, os comunistas de todo o mundo, a fim de elevar o n\u00edvel de exig\u00eancias e responder decisivamente \u00e0s for\u00e7as da rea\u00e7\u00e3o anticomunista e do oportunismo que aplaudiram e apoiaram a contra-revolu\u00e7\u00e3o, como fizeram as for\u00e7as que, posteriormente, fundaram o Partido da Esquerda Europeia (PEE) e outras redes semelhantes.<\/b><\/p>\n<p>Os comunistas acreditam na for\u00e7a da classe oper\u00e1ria, na luta de classes que \u00e9 a for\u00e7a motriz do desenvolvimento social e que o car\u00e1cter internacional da luta de classes exige que fa\u00e7amos os maiores esfor\u00e7os poss\u00edveis e formemos as bases para adquirir unidade program\u00e1tico-ideol\u00f3gica e uma estrat\u00e9gia revolucion\u00e1ria unida em conflito com o capital e o sistema de explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As dificuldades da nossa luta s\u00e3o muitas. A press\u00e3o burguesa e oportunista \u00e9 forte. Mas os comunistas est\u00e3o obrigados a demonstrar grande resist\u00eancia e determina\u00e7\u00e3o na defesa da perspetiva marxista-leninista, para desempenhar um papel de lideran\u00e7a todos os dias nas lutas oper\u00e1rias-populares, na luta antimonop\u00f3lios-anticapitalista, para tentar conseguir a liga\u00e7\u00e3o em todas as condi\u00e7\u00f5es entre as atividades di\u00e1rias e a luta pelo poder oper\u00e1rio revolucion\u00e1rio.<\/p>\n<p>O KKE, com o sentido da responsabilidade internacionalista, desempenhou um papel de lideran\u00e7a no in\u00edcio dos Encontros Internacionais de Partidos Comunistas e Oper\u00e1rios (EIPCO), contribuiu e contribui para manter o seu car\u00e1cter como local de encontro para os PC, em oposi\u00e7\u00e3o a posi\u00e7\u00f5es que visam a participa\u00e7\u00e3o de forma\u00e7\u00f5es social-democratas que s\u00e3o etiquetadas como sendo &#8220;anti-imperialistas&#8221;, &#8220;de esquerda&#8221;, ou for\u00e7as &#8220;progressistas&#8221;.<\/p>\n<p>O nosso partido clarificou, j\u00e1 h\u00e1 muito, que o que \u00e9 \u00fatil hoje \u00e9 uma substancial troca de opini\u00f5es no interior dos EIPCO, a an\u00e1lise ideol\u00f3gico-pol\u00edtica e o debate de quest\u00f5es fundamentais de estrat\u00e9gia-t\u00e1tica, assim como a atividade comum que podemos desenvolver pelos interesses e direitos da classe oper\u00e1ria.<\/p>\n<p>O KKE dedicar\u00e1 todas as suas for\u00e7as nesta dire\u00e7\u00e3o e, ao mesmo tempo, continuar\u00e1, em conjunto com dezenas de outros PC, os esfor\u00e7os para coordenar a sua atividade de muitas formas, na Europa, nos Balc\u00e3s, numa regi\u00e3o mais alargada e apoiar\u00e1 ainda mais os passos s\u00e9rios que t\u00eam sido dados com a forma\u00e7\u00e3o da Iniciativa Comunista Europeia, em que um n\u00famero significativo de partidos comunistas e oper\u00e1rios da Europa participam, com a publica\u00e7\u00e3o da Revista Comunista Internacional, que estuda quest\u00f5es te\u00f3ricas contempor\u00e2neas.<\/p>\n<p><b> Hanoi, 28-30\/outubro\/2016 <\/b><\/p>\n<p><b>*Membro da Comiss\u00e3o Pol\u00edtica do CC do KKE. Discurso no 18\u00ba Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Oper\u00e1rios, sob o tema &#8220;Estrat\u00e9gia e T\u00e1tica na luta pela paz. Pelos direitos dos trabalhadores e dos povos, pelo socialismo&#8221;.<\/b><\/p>\n<p>A vers\u00e3o em ingl\u00eas encontra-se em <a href=\"http:\/\/inter.kke.gr\/en\/articles\/SPEECH-of-Giorgos-Marinos-member-of-the-PB-of-the-CC-of-the-KKE\/\" target=\"_new\"> inter.kke.gr\/&#8230;<\/a> . Tradu\u00e7\u00e3o de Margarida Ferreira.<\/p>\n<p><b> Este documento encontra-se em<b> http:\/\/resistir.info\/grecia\/marinos_30out16_p.html<\/b><\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Giorgos Marinos* Caros camaradas, O Partido Comunista da Gr\u00e9cia sa\u00fada o 18.\u00ba Encontro Internacional dos Partidos Comunistas e Oper\u00e1rios e agradece calorosamente \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/12637\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":true,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[37],"tags":[],"class_list":["post-12637","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c42-comunistas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-3hP","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12637","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12637"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12637\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12637"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12637"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12637"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}