{"id":1268,"date":"2011-03-07T18:47:49","date_gmt":"2011-03-07T18:47:49","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=1268"},"modified":"2011-03-07T18:47:49","modified_gmt":"2011-03-07T18:47:49","slug":"a-contra-cultura-na-crise-de-civilizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1268","title":{"rendered":"A CONTRA CULTURA NA CRISE DE CIVILIZA\u00c7\u00c3O"},"content":{"rendered":"\n<p>Quando o homem no Neol\u00edtico criou as primeiras civiliza\u00e7\u00f5es na Mesopot\u00e2mia, no Egipto, na China, ocorreram crises cujo desfecho foi a destrui\u00e7\u00e3o da maioria.<\/p>\n<p>A \u00fanica grande civiliza\u00e7\u00e3o que, transformando-se, sobreviveu at\u00e9 \u00e0 actualidade foi a que surgiu e se desenvolveu na China.<\/p>\n<p>Todas as outras desapareceram, mas muitas deixaram sementes que floresceram numa multiplicidade de povos.<\/p>\n<p>As causas da morte das civiliza\u00e7oes, na acep\u00e7\u00e3o ampla e restrita da palavra suscitam pol\u00e9micas entre os historiadores. A decad\u00eancia de algumas prolongou-se ao longo de s\u00e9culos, marcada por crises devastadoras.<\/p>\n<p>Assim aconteceu com Roma e com outras cujas elites dirigentes foram incapazes de compreender que as suas crises end\u00e9micas se agravavam menos em consequ\u00eancia de amea\u00e7as exteriores do que pela pr\u00f3pria din\u00e2mica de rupturas sociais internas.<\/p>\n<p>Obviamente, as generaliza\u00e7\u00f5es s\u00e3o perigosas. Diferiram muito os processos de ruptura civilizacional na P\u00e9rsia Aquem\u00e9nida, o primeiro estado a aspirar ao dom\u00ednio do mundo conhecido, no subcontinente indiano, e na Europa Ocidental ap\u00f3s a desagrega\u00e7\u00e3o do Imp\u00e9rio Romano do Ocidente.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m na \u00c1sia, morto o maced\u00f3nio Alexandre, o seu imp\u00e9rio esfacelou-se quase imediatamente. Mas a civiliza\u00e7\u00e3o helen\u00edstica implantou-se numa \u00e1rea vastissima, do Mediterr\u00e2neo Oriental \u00e0s fronteiras da China e da \u00cdndia, deixando marcas profundas no caminhar dos povos.<\/p>\n<p>Na Europa Ocidental, a tomada de Roma pelos H\u00e9rulos, em meados do s\u00e9culo V, n\u00e3o significou o fim de uma civiliza\u00e7\u00e3o ao contr\u00e1rio do que afirmam muitos historiadores. Na Italia, nas G\u00e1lias, na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, a heran\u00e7a de Roma, golpeada, n\u00e3o desapareceu numa \u00e9poca de grande desordem. A Alta Idade Media, como afirmam Henri Pirenne e Marc Block, n\u00e3o foi um tempo de escurid\u00e3o, uma fase de regress\u00e3o absoluta. Ali\u00e1s, no Mediterr\u00e2neo Oriental, na \u00e1rea onde se falava grego, Biz\u00e2ncio continuou por mil anos a ser p\u00f3lo de uma grande civiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A no\u00e7\u00e3o de civiliza\u00e7\u00e3o confunde-se por vezes com a de cultura. Uma cultura nem sempre coincide com a exist\u00eancia de uma civiliza\u00e7\u00e3o. Os Mong\u00f3is que, na sua aventura irrepet\u00edvel dominaram o mundo por um tempo breve do Pacifico ao Adri\u00e1tico, sa\u00edram das estepes com uma cultura pr\u00f3pria, mas n\u00e3o criaram uma civiliza\u00e7\u00e3o. Nenhum outro povo cometeu, no espa\u00e7o de d\u00e9cadas, um genoc\u00eddio de propor\u00e7\u00f5es compar\u00e1veis. Na fase da conquista destru\u00edram tudo o que encontraram no mundo dos sedent\u00e1rios. Mas durou pouco a viol\u00eancia dos gengiskanidas. Na China sinizaram-se, no Ir\u00e3o islamizaram-se e foram absorvidos pela cultura persa. Em ambos os casos, o n\u00f3mada, assimilado pela cultura dos vencidos, tornou-se o seu maior defensor.<\/p>\n<p>UM FLAGELO CULTURAL<\/p>\n<p>As grandes crises europeias n\u00e3o desencadearam, desde o fim do Imp\u00e9rio Romano do Ocidente, crises de civiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A grande peste do s\u00e9culo XIV e a Guerra dos 30 Anos, que despovoou a Alemanha, a as hecatombes da I e II Guerras Mundiais, foram acontecimentos tr\u00e1gicos com consequ\u00eancias politicas, sociais e econ\u00f3micas que alteraram profundamente a vida na Europa. O mesmo se pode afirmar da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa de 1789 e da Revolu\u00e7\u00e3o Russa de Outubro de 1917. De ambas resultaram rupturas que destru\u00edram estruturas seculares, modificando drasticamente as rela\u00e7\u00f5es sociais.<\/p>\n<p>Mas aquilo a que se pode chamar o \u00abmodelo\u00bb civilizacional permaneceu, no essencial. O pr\u00f3prio Lenine sublinhou mais de uma vez que a R\u00fassia revolucion\u00e1ria n\u00e3o podia abdicar da heran\u00e7a cultural acumulada ao longo dos s\u00e9culos, incluindo a da burguesia. Para ele era fundamental a incorpora\u00e7\u00e3o na nova cultura desse legado da Hist\u00f3ria da humanidade.<\/p>\n<p>No \u00faltimo quartel do s\u00e9culo XX ocorreu um fen\u00f3meno com implica\u00e7\u00f5es, pouco estudadas, que passam ainda despercebidas a historiadores e soci\u00f3logos. A vida na Terra, em muitos aspectos, mudou mais em trinta anos do que nos duzentos anteriores.<\/p>\n<p>O homem realizou prodigiosas conquistas. Mas a revolu\u00e7\u00e3o t\u00e9cnico-cient\u00edfica, hegemonizada por um sistema de poder desumanizado, foi colocada a servi\u00e7o de um projecto imperialista que, para sobreviver, exige, na pr\u00e1tica, a transforma\u00e7\u00e3o do homem num ser passivo, robotizado.<\/p>\n<p>Esse objectivo \u00e9 uma consequ\u00eancia da crise estrutural do capitalismo. A resist\u00eancia dos povos \u00e0s guerras e crimes das ultimas d\u00e9cadas dela insepar\u00e1veis foi atenuada, quase neutralizada, pela imposi\u00e7\u00e3o, em escala planet\u00e1ria, de uma cultura &#8211; na realidade contra \u2013 cultura &#8211; que \u00e9 componente importante da crise de civiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O p\u00f3lo de tal cultura localiza-se nos Estados Unidos onde ela foi gerada e donde irradiou, contaminando o Canad\u00e1, a Europa, a Am\u00e9rica Latina, o Jap\u00e3o, a \u00c1sia Oriental, a Austr\u00e1lia e hoje a quase totalidade dos povos.<\/p>\n<p>A interac\u00e7\u00e3o entre os mecanismos do capitalismo e esse fen\u00f3meno cultural, epid\u00e9mico, \u00e9 subtil, sendo dif\u00edcil de identificar em muitas das suas manifesta\u00e7\u00f5es. O objectivo do capital \u00e9 a sua multiplica\u00e7\u00e3o ininterrupta; o acesso do homem \u00e0 felicidade poss\u00edvel n\u00e3o lhe interessa.<\/p>\n<p>A presen\u00e7a e os efeitos da contra-cultura estadounidense \u2013 qualificada de <em>mc world culture <\/em>por alguns soci\u00f3logos &#8211; s\u00e3o identific\u00e1veis em \u00e1reas muito diferenciadas, abrangendo, pode-se afirmar, a totalidade da vida.<\/p>\n<p>A ofensiva por vezes quase invis\u00edvel, mas com frequ\u00eancia avassaladora, manifesta-se nas frentes pol\u00edtica, social, econ\u00f3mica, militar e, evidentemente, na cultural.<\/p>\n<p>Sem o controlo quase absoluto dos meios de comunica\u00e7\u00e3o social e dos audiovisuais pelo sistema de poder a dissemina\u00e7\u00e3o epid\u00e9mica da contra cultura exportada pelos EUA, pa\u00eds onde, registe-se, coexiste em conflito com a cultura aut\u00eantica, seria imposs\u00edvel.<\/p>\n<p>A televis\u00e3o, o cinema, a r\u00e1dio, a imprensa escrita e, agora, sobretudo a internet cumprem um papel fundamental, imprescind\u00edvel, no avan\u00e7o de uma contracultura que nos pa\u00edses industrializados alterou profundamente nos \u00faltimos anos o quefazer dos povos e a sua atitude perante a exist\u00eancia. A mudan\u00e7a \u00e9 transparente actuando como um vendaval sobre adultos, adolescentes e crian\u00e7as.<\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o do homem formatado principia na inf\u00e2ncia e exige uma ruptura com o emprego tradicional dos tempos livres. O conv\u00edvio tradicional, incluindo o do ambiente familiar, \u00e9 substitu\u00eddo por ocupa\u00e7\u00f5es l\u00fadicas frente \u00e0 televis\u00e3o e ao computador, com prioridade para jogos violentos e filmes que difundem a contracultura.<\/p>\n<p>As horas dedicadas \u00e0 leitura de obras que transformam o conhecimento em cultura passaram a ser escassas ou inexistentes. Com a peculiaridade de os escritores de qualidade, que formam, serem trocados por romancistas <em>light,<\/em>alguns apresentadores de televis\u00e3o, e pelas revistas de fofocas.<\/p>\n<p>No projecto de vida, a maioria dos jovens tem hoje como meta o sucesso medi\u00e1tico, ser colun\u00e1vel, ganhar uma celebridade ef\u00e9mera mesmo que para tal abdiquem da dignidade.<\/p>\n<p>As novelas da TV desempenham neste panorama um papel importante como factor de embrutecimento do esp\u00edrito.<\/p>\n<p>A contracultura actua intensamente no terreno da m\u00fasica, da can\u00e7ao, das artes pl\u00e1sticas. Apreciar uma sinfonia de Beethoven, um concerto de Bach tornou-se atitude rara. A contra musica que empolga hoje multid\u00f5es juvenis \u00e9 a de estranhas personagens que gritam e gesticulam exibindo roupas ex\u00f3ticas em gigantescos palcos, numa atmosfera ensurdecedora, em rebeldia abstracta contra o v\u00e1cuo.<\/p>\n<p>O jornalismo degradou-se. Transmite-se a mensagem de uma falsa objectividade para ocultar que os <em>media, <\/em>ao servi\u00e7o da engrenagem do poder, s\u00e3o, com raras excep\u00e7\u00f5es, instrumentos de difus\u00e3o da ideologia dominante. A mediocridade dos jornalistas reflecte ali\u00e1s a queda do n\u00edvel cultural.<\/p>\n<p>No caso portugu\u00eas, o 25 de Abril abriu as portas do ensino secund\u00e1rio e universit\u00e1rio a centenas de milhares de jovens. Mas a instru\u00e7\u00e3o n\u00e3o gera automaticamente cultura. Ao sistema somente interessa formar quadros que sirvam com docilidade o capital. Das universidades saem anualmente fornadas de mo\u00e7os que em mat\u00e9ria de saber s\u00e3o analfabetos com diploma.<\/p>\n<p>Obviamente, o homem formatado \u2013 que traz \u00e0 mem\u00f3ria os robotizados das utopias de Huxley e Orwell- n\u00e3o tem consci\u00eancia da sua condi\u00e7\u00e3o de indiv\u00edduo manipulado. Quase se orgulha de ser muito diferente das gera\u00e7\u00f5es que o precederam<\/p>\n<p>REESCREVER A HISTORIA<\/p>\n<p>A contra cultura estadounidense, dominadora, n\u00e3o poderia ter-se implantado em escala mundial sem uma campanha, paralela, desenvolvida simultaneamente. Em Washington os ide\u00f3logos do sistema perceberam que era indispens\u00e1vel reescrever a Hist\u00f3ria. Por outras palavras, falsifica-la. Uma m\u00e1quina medi\u00e1tica gigantesca empreendeu essa tarefa. O cinema, a televis\u00e3o, a imprensa, a internet, com a cumplicidade de intelectuais das grandes universidades, das For\u00e7as Armadas, de uma legi\u00e3o de jornalistas, de membros do Congresso e de destacadas personalidades da Finan\u00e7a, foram os instrumentos utilizados para ocultar ou deformar a Historia profunda de que nos fala Lucien F\u00e8bvre, e substitui-la por uma Historia inventada, ficcional, que corresponda ao interesse e fins do capital.<\/p>\n<p>A falsifica\u00e7\u00e3o &#8211; \u00e9 a palavra adequada &#8211; principia pelas antigas civiliza\u00e7\u00f5es mediterr\u00e2nicas. Em filmes famosos, Hollywood apresentou da Gr\u00e9cia de P\u00e9ricles, da P\u00e9rsia de D\u00e1rio, da Roma de C\u00e9sar, her\u00f3is que transmitem sobre a democracia, a liberdade, a viol\u00eancia, o progresso econ\u00f3mico, at\u00e9 o amor, conceitos e ideias supostamente progressistas, usando o discurso do americano \u00abideal\u00bb do s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p>Essa agress\u00e3o \u00e0 Historia \u00e9 particularmente nociva e perigosa para as massas quando incide sobre temas e personagens contempor\u00e2neos. A vers\u00e3o estadounidense da II Guerra Mundial, por exemplo, \u00e9 uma grosseira deturpa\u00e7\u00e3o da Historia. E o objectivo foi em grande parte atingido. Mundo afora centenas de milh\u00f5es de pessoas cr\u00eaem que foram os Estados Unidos, em defesa da liberdade e da civiliza\u00e7\u00e3o, quem, em batalhas \u00e9picas, enfrentou e destruiu o poder militar da Alemanha nazi. O papel desempenhado pela Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica teria sido secundar\u00edssimo. A mentira \u00e9 tamanha que epis\u00f3dios irrelevantes nos combates da Sic\u00edlia ou numa ofensiva do general Patton s\u00e3o guindados a epopeias da humanidade, enquanto as batalhas de Stalinegrado \u00e9 Kursk merecem aten\u00e7\u00e3o m\u00ednima.<\/p>\n<p>O anticomunismo prim\u00e1rio tem sido ao longo de d\u00e9cadas uma prioridade nessa permanente ofensiva do sistema do capital para reescrever a Historia.<\/p>\n<p>A satanizar\u00e3o do socialismo e a apologia do capitalismo como sistema supostamente democr\u00e1tico, e at\u00e9 progressista, s\u00e3o ingredientes b\u00e1sicos no massacre medi\u00e1tico orientado para a formata\u00e7\u00e3o de um tipo de homem alienado, inofensivo para a engrenagem do poder.<\/p>\n<p>Em Portugal a classe dominante tem-se comportado como disc\u00edpula aplicada dos mestres do imperialismo estadounidense e europeu.<\/p>\n<p>Diariamente os canais de televis\u00e3o promovem mesas redondas que falsificam grosseiramente a Hist\u00f3ria. Uma corte de \u00abanalistas\u00bb, apresentados como especialistas em mat\u00e9rias que, afinal, ignoram, palram sobre a totalidade do conhecimento humano, desde a actual rebeli\u00e3o do mundo \u00e1rabe \u00e0s cruzadas pela \u00abdemocratiza\u00e7\u00e3o\u00bb do Afeganist\u00e3o e do Iraque, passando pelo buraco do ozono e a polui\u00e7\u00e3o dos oceanos.<\/p>\n<p>Seria um erro subestimar os efeitos negativos dessa torrente de disparates e mentiras. Ela contribui para confundir, e enganar uma parcela significativa do povo portugu\u00eas.<\/p>\n<p>Sem a anestesia da consci\u00eancia social seria impens\u00e1vel que no pais do 25 de Abril a mem\u00f3ria do general Vasco Gon\u00e7alves seja rotineiramente insultada por colunistas de lugar cativo dos grandes di\u00e1rios, enquanto aventureiros da politica e cavalheiros da extrema direita receberam a Gr\u00e3 Cruz da Ordem da Liberdade de sucessivos Presidentes da Republica.<\/p>\n<p>Que fazer, ent\u00e3o, perante um panorama desolador, numa \u00e9poca de crise quando uma criatura com o Primeiro-ministro, porta-voz oficial da contra cultura, ofende a palavra democracia exibindo-se como seu defensor e int\u00e9rprete?<\/p>\n<p>Lutar, lutar, lutar, em Portugal e no vasto mundo, sem sermos condicionados pelo calend\u00e1rio da vit\u00f3ria distante.<\/p>\n<p>A humanidade resistir\u00e1 \u00e0 contra cultura que a amea\u00e7a. No caminhar da Hist\u00f3ria, o capitalismo contem as sementes da sua pr\u00f3pria destrui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Vila Nova de Gaia, Mar\u00e7o de 2011<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: ODi\u00e1rio.info\n\n\n\n\n\n\n\n\nPor Miguel Urbano Rodrigues\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1268\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[50],"tags":[],"class_list":["post-1268","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c61-cultura-revolucionaria"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-ks","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1268","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1268"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1268\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1268"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1268"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1268"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}