{"id":1269,"date":"2011-03-07T18:51:17","date_gmt":"2011-03-07T18:51:17","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=1269"},"modified":"2011-03-07T18:51:17","modified_gmt":"2011-03-07T18:51:17","slug":"o-que-foi-o-coneb-da-une","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1269","title":{"rendered":"O que foi o CONEB da UNE?"},"content":{"rendered":"\n<p align=\"JUSTIFY\">O 13\u00ba Conselho Nacional de Entidades de Base (CONEB) da Uni\u00e3o Nacional dos Estudantes (UNE), realizado entre os dias 15 a 17 de janeiro de 2011, ap\u00f3s o cancelamento do primeiro dia do evento, contou com um n\u00famero de estudantes bem abaixo do n\u00famero oficial anunciado pela diretoria da UNE. A principal pauta do encontro foi o Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o. A dispers\u00e3o na organiza\u00e7\u00e3o, a crescente despolitiza\u00e7\u00e3o nos debates e o tempo extremamente restrito para tais, transformaram o CONEB mais em uma mera oficializa\u00e7\u00e3o de algumas medidas do que um espa\u00e7o de discuss\u00e3o pol\u00edtica profunda do atual cen\u00e1rio da educa\u00e7\u00e3o e das universidades brasileiras. O que se viu no evento foram debates qualitativamente d\u00e9beis e pouco efetivos para os encaminhamentos das resolu\u00e7\u00f5es da entidade. \u00c9 preocupante o tom dado a alguns dos debates, limitados a um elogio ufanista do governo federal, demonstrando completa subordina\u00e7\u00e3o das pautas da UNE \u00e0 agenda pol\u00edtica palaciana. Essa aus\u00eancia de discuss\u00f5es e formula\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m faz parte do processo de amoldamento da UNE e outras entidades da sociedade civil brasileira \u00e0 ordem dominante. Isso se torna flagrante ao constatarmos o atual est\u00e1gio de atrelamento pol\u00edtico e financeiro da Uni\u00e3o Nacional dos Estudantes a governos. O CONEB, por exemplo, contou estruturalmente com o apoio do governo estadual do Rio de Janeiro, notavelmente conservador e com diversas a\u00e7\u00f5es de criminaliza\u00e7\u00e3o da pobreza e de v\u00e1rios movimentos sociais combativos.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">A UNE hoje, infelizmente, optou por interditar os debates que visavam \u00e0 cr\u00edtica permanente ao sistema educacional e a formula\u00e7\u00e3o de propostas alternativas e aut\u00f4nomas do movimento universit\u00e1rio. Ao fazer isso, aliou-se com a moderniza\u00e7\u00e3o conservadora \u2013 que n\u00e3o representa uma democratiza\u00e7\u00e3o substantiva do complexo econ\u00f4mico, pol\u00edtico e social da sociedade brasileira -, optou por uma pol\u00edtica de concilia\u00e7\u00e3o e se tornou uma entidade dependente do governo federal e, ao mesmo tempo, corrente de transmiss\u00e3o de sua pol\u00edtica. Neste mesmo sentido, as a\u00e7\u00f5es da entidade se deram de forma descolada de pr\u00e1ticas cotidianas junto \u00e0 base dos estudantes universit\u00e1rios brasileiros, fato que tem como conseq\u00fc\u00eancia um imobilismo permanente, que vai desde a organiza\u00e7\u00e3o de seus f\u00f3runs de debate e delibera\u00e7\u00e3o at\u00e9 a efetiva\u00e7\u00e3o (ou n\u00e3o efetiva\u00e7\u00e3o) de suas resolu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Ao mesmo tempo, pensamos que essa constata\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve levar a uma conclus\u00e3o simplista de que o problema da UNE passa exclusivamente por uma \u201ccrise de dire\u00e7\u00e3o\u201d. Essa an\u00e1lise tem levado muitos setores combativos a adotarem medidas exclusivamente t\u00e1ticas descoladas do conjunto das contradi\u00e7\u00f5es objetivas da sociedade brasileira. Assim, o problema do movimento estudantil se resumiria apenas a vontades, posturas e pr\u00e1ticas de um determinado grupo dirigente, que deveria ser trocado por outro \u201chonesto, combativo e de esquerda\u201d \u2013 seja na disputa interna da entidade ou na cria\u00e7\u00e3o de novas estruturas que, no fundo, refletem an\u00e1lises muito pr\u00f3ximas. Na verdade, os problemas do movimento estudantil perpassam o seu todo &#8211; desde as entidades de base at\u00e9 as entidades gerais &#8211; o que, em nossa avalia\u00e7\u00e3o,possui suas ra\u00edzes principalmente na aus\u00eancia de desenvolvimento de um projeto educacional alternativo ao vigente, ou de iniciativas que apontem para esse projeto. Isso faz reduzir as pol\u00edticas, pr\u00e1ticas e debates no ME \u00e0 esfera da pequena pol\u00edtica como, por exemplo, a disputa de cargos, o clientelismo, a troca de favores, entre outros. Embora esses pare\u00e7am o problema em si, s\u00e3o apenas algumas das conseq\u00fc\u00eancias de um dilema maior. Desse modo, embora reconhe\u00e7amos o esfor\u00e7o feito por diversos setores que atuam dentro ou fora da UNE em reorganizar o ME, acreditamos que essas disputas permanecer\u00e3o in\u00f3cuas se n\u00e3o avan\u00e7arem para a compreens\u00e3o da import\u00e2ncia do debate estrat\u00e9gico em nosso meio: a necessidade de romper completamente com o projeto educacional da ordem atual.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Universidade Popular: uma luta necess\u00e1ria<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Acreditamos que a an\u00e1lise e a cr\u00edtica \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es ocorridas no sistema educacional devem fazer parte da ordem do dia do Movimento Estudantil. No que diz respeito ao ensino superior, n\u00e3o \u00e9 de hoje que o ME tem buscado fomentar o debate acerca do car\u00e1ter da Universidade, bem como de suas contradi\u00e7\u00f5es, que se desdobram em potenciais transforma\u00e7\u00f5es. Exemplo cl\u00e1ssico dessa pr\u00e1tica foi a reivindica\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica da Reforma Universit\u00e1ria que, nos anos 1960, ap\u00f3s intensos debates e reflex\u00e3o te\u00f3rica, culminou em grandes mobiliza\u00e7\u00f5es nacionais. Tal processo de cr\u00edtica e mobiliza\u00e7\u00e3o se deu em um contexto onde o ME pautava, de maneira aut\u00f4noma, um projeto de universidade que superasse a l\u00f3gica do mercado no sentido do desenvolvimento e da produ\u00e7\u00e3o de conhecimento que fossem direcionados para a resolu\u00e7\u00e3o de necessidades essenciais das classes trabalhadoras. Superar o analfabetismo, viabilizar a reforma agr\u00e1ria, socializar os meios de produ\u00e7\u00e3o, impor uma democratiza\u00e7\u00e3o interna da universidade, eram apenas alguns dos objetivos indicados pelo movimento universit\u00e1rio \u00e0 \u00e9poca. Um fato bastante relevante, \u00e9 que essa elabora\u00e7\u00e3o da Reforma Universit\u00e1ria passou a ser inserida dentro do conjunto das \u201cReformas de Base\u201d, ganhando um aspecto de luta popular, indo para al\u00e9m do pr\u00f3prio movimento estudantil e universit\u00e1rio na \u00e9poca. Muitos erros foram cometidos pela esquerda na \u00e9poca[1], no entanto, com isso n\u00e3o devemos incorrer no erro de relegar aquela experi\u00eancia, que se demonstrou exitosa no sentido de comprovar a necessidade de elaborar um projeto estrat\u00e9gico junto aos processos de luta. A media\u00e7\u00e3o entre a disputa interna da universidade, a elabora\u00e7\u00e3o de um programa para ela, e a liga\u00e7\u00e3o deste com o programa da revolu\u00e7\u00e3o brasileira (corrigindo os erros do passado) \u00e9 uma tarefa de longo prazo e \u00e9 um desafio que est\u00e1 posto para as novas gera\u00e7\u00f5es, se a inten\u00e7\u00e3o for realmente a de reorganizar o movimento estudantil e colocar a universidade no fluxo das transforma\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Por isso, acreditamos que a educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o se descola do contexto social em que est\u00e1 inserida. Uma an\u00e1lise do sistema educacional n\u00e3o pode ser feita sem um diagn\u00f3stico da (des) ordem social vigente. Na sociedade capitalista a educa\u00e7\u00e3o \u00e9, nesse sentido, um dos mecanismos de reprodu\u00e7\u00e3o da l\u00f3gica da explora\u00e7\u00e3o tanto no \u00e2mbito do planejamento e controle do sistema produtivo (atrav\u00e9s da reprodutibilidade t\u00e9cnica de m\u00e3o de obra para o mercado de trabalho, bem como das pesquisas realizadas nas \u00e1reas de Ci\u00eancia e Tecnologia), quanto no \u00e2mbito da hegemonia ideol\u00f3gica (onde impera uma pedagogia da explora\u00e7\u00e3o e da competitividade em que os indiv\u00edduos s\u00e3o condicionados a uma vida regrada pelo consumo). Esse quadro vem se agravando, especialmente com a deflagra\u00e7\u00e3o da crise estrutural do sistema do capital nas \u00faltimas d\u00e9cadas, que apontam a incapacidade do sistema sociometab\u00f3lico do capital de deslocar suas contradi\u00e7\u00f5es do centro para a periferia. Isso faz com que as crises c\u00edclicas (e a atual crise \u00e9 emblem\u00e1tica nesse sentido), inseridas no contexto global de crise estrutural &#8211; e diferente das tradicionais crises c\u00edclicas setoriais -, sejam mais prolongadas, com menor tempo de recupera\u00e7\u00e3o, com manifesta\u00e7\u00f5es mais destrutivas e que atingem a totalidade do sistema.<\/p>\n<p>Diante desse cen\u00e1rio nefasto, a Juventude Comunista Avan\u00e7ando (JCA), a Uni\u00e3o da Juventude Comunista (UJC) e a Juventude Liberdade e Revolu\u00e7\u00e3o (LibRe), apresentaram no CONEB deste ano a proposta POR UMA UNIVERSIDADE POPULAR (ac\u00famulo de debates que v\u00eam sendo feitos desde o CONUNE de 2009), que foi plenamente defendida na plen\u00e1ria final, de forma a apresentar aos presentes no f\u00f3rum o indicativo de um debate estrat\u00e9gico acerca da constru\u00e7\u00e3o de Universidade Popular que esteja a servi\u00e7o da classe trabalhadora, visando contribuir para transforma\u00e7\u00f5es radicais na sociedade. Assim, pretendemos nos contrapor ao campo governista e fomentar a discuss\u00e3o sobre um projeto educacional que esteja pra al\u00e9m da l\u00f3gica do Capital.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Entendemos que, diante do quadro que \u00e9 apresentado pela sociedade em que vivemos, as transforma\u00e7\u00f5es na universidade t\u00eam importante papel a cumprir na luta pela emancipa\u00e7\u00e3o dos \u201cde baixo\u201d. \u00c9 necess\u00e1rio lutar pela democracia interna nas institui\u00e7\u00f5es de ensino superior, criar novos conhecimentos transformadores do mundo e pintar a universidade com as cores dos movimentos sociais. \u00c9 extremamente necess\u00e1rio lutar pela democratiza\u00e7\u00e3o do acesso, disputar o car\u00e1ter da ci\u00eancia direcionando para as demandas populares, construir um sistema de ensino emancipador que forme homens e mulheres cr\u00edticos e com participa\u00e7\u00e3o ativa na vida pol\u00edtica da sociedade. Estes s\u00e3o alguns de nossos principais pilares. Ao mesmo tempo, entendemos que n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel constituir plenamente a Universidade Popular (nos marcos de nossa luta) dentro do modelo de sociedade regido pelo Capital, onde prevalecem princ\u00edpios do lucro, aliena\u00e7\u00e3o, desigualdade; fundados em uma base social de produ\u00e7\u00e3o onde prevalece a propriedade privada e a explora\u00e7\u00e3o do homem pelo homem, pois, os pr\u00f3prios pilares qualitativos e quantitativos do projeto de universidade popular se chocam com o desenvolvimento e demandas do capital. Quer dizer, trata-se de um projeto de universidade que ao mesmo tempo afirma a necessidade de um modo de produ\u00e7\u00e3o e controle social socialista atrav\u00e9s da aglutina\u00e7\u00e3o de setores, grupos, organiza\u00e7\u00f5es e pessoas que v\u00eaem que o problema da educa\u00e7\u00e3o em nossa sociedade, perpassa a necessidade concreta de ir al\u00e9m dos marcos de organiza\u00e7\u00e3o da vida pautada pelo capital. Entendemos que nossa luta contribuir\u00e1 para formar homens e mulheres comprometidos com o povo e que ser\u00e3o multiplicadores da transforma\u00e7\u00e3o radical e revolucion\u00e1ria de nossa realidade social. O que defendemos aqui \u00e9 que os movimentos ligados \u00e0 educa\u00e7\u00e3o (de secundaristas, universit\u00e1rios, professores do ensino b\u00e1sico e universit\u00e1rio, e trabalhadores das institui\u00e7\u00f5es educacionais) n\u00e3o devem ficar passivos diante do que se v\u00ea. Devem, em suma, corroborar dialeticamente com a acelera\u00e7\u00e3o das transforma\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias e globais da sociedade em que est\u00e3o inseridos.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Igualmente, devemos reconhecer que o campo que se op\u00f5e \u00e0s correntes governistas,onde estamos inseridos, tem dado uma resposta ao avan\u00e7o da moderniza\u00e7\u00e3o conservadora com pouca ades\u00e3o de massas por conta de sua atual situa\u00e7\u00e3o conjuntural: em fun\u00e7\u00e3o da popularidade das pol\u00edticas federais, tem se limitado a posicionar-se reativamente ante a inevit\u00e1vel retirada de direitos que tal moderniza\u00e7\u00e3o traz consigo. Esse engessamento tem como principal problema a falta de um projeto alternativo que n\u00e3o seja subordinado \u00e0 l\u00f3gica do Capital. Sabe-se muito contra o qu\u00ea lutar, ao mesmo tempo em que se sabe pouco em favor de qu\u00ea lutar. Esse \u00e9 mais um dos motivos pelos quais julgamos essencial construir e lutar por um projeto de Universidade Popular.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">A constru\u00e7\u00e3o de outro projeto de universidade ainda \u00e9 insatisfatoriamente trabalhada pelo movimento universit\u00e1rio, que, no atual cen\u00e1rio de refluxo dos movimentos pol\u00edticos e sociais, vem sendo absorvido por disputas pequenas e muitas vezes fratricidas, que na maioria das vezes n\u00e3o acumulam para um horizonte de transforma\u00e7\u00e3o radical da realidade social. Para que possamos construir um projeto estrat\u00e9gico para a transforma\u00e7\u00e3o da universidade, estamos convocando organiza\u00e7\u00f5es, coletivos, partidos e indiv\u00edduos a se somarem na prepara\u00e7\u00e3o e realiza\u00e7\u00e3o do I Semin\u00e1rio Nacional sobre Universidade Popular, no segundo semestre de 2011. Ap\u00f3s a primeira reuni\u00e3o de organiza\u00e7\u00e3o, constru\u00edmos junto a diversos coletivos e entidades o texto \u201cRumo ao 1\u00b0 Semin\u00e1rio Nacional sobre Universidade Popular\u201d, com os primeiros apontamentos consensuais e a indica\u00e7\u00e3o de uma nova reuni\u00e3o de organiza\u00e7\u00e3o para os dias 12 e 13 de Mar\u00e7o de 2011, na cidade de Porto Alegre. Essa ser\u00e1 uma grande oportunidade para potencializarmos e qualificarmos nossa atua\u00e7\u00e3o como for\u00e7a progressista na disputa por uma universidade para al\u00e9m dos marcos do capital: cr\u00edtica, criadora de ci\u00eancia e tecnologia para a supera\u00e7\u00e3o das mazelas sociais e para a emancipa\u00e7\u00e3o humana; e popular, em sua forma \u2013 sendo aberta a todos que hoje n\u00e3o tem acesso a uma educa\u00e7\u00e3o superior p\u00fablica e de qualidade \u2013 e em seu conte\u00fado \u2013 no sentido de se identificar com os anseios dos explorados e oprimidos de nossa terra, e solid\u00e1ria a todos os povos em luta por transforma\u00e7\u00f5es sociais.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Juventude Comunista Avan\u00e7ando (JCA)<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><a href=\"http:\/\/www.cclcp.org\/jca\" target=\"_blank\">www.cclcp.org\/jca<\/a><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><a href=\"mailto:jca@cclcp.org\" target=\"_blank\">jca@cclcp.org<\/a><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Uni\u00e3o da Juventude Comunista (UJC)<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><a href=\"http:\/\/www.uniaodajuventudecomunista.blogspot.com\/\" target=\"_blank\">http:\/\/www.uniaodajuventudecomunista.blogspot.com\/<\/a><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><a href=\"mailto:ujcbrasil@yahoo.com.br\" target=\"_blank\">ujcbrasil@yahoo.com.br<\/a><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Juventude Liberdade e Revolu\u00e7\u00e3o (LibRe)<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><a href=\"http:\/\/www.juventudelibre.blogspot.com\/\" target=\"_blank\">www.juventudelibre.blogspot.com\/<\/a><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><a href=\"mailto:juventudelibre@yahoo.com.br\" target=\"_blank\">juventudelibre@yahoo.com.br<\/a><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">[1] Caberia analisar que a Reforma Universit\u00e1ria era reivindicada dentro de um contexto onde a esquerda brasileira tinha uma elabora\u00e7\u00e3o equivocada do car\u00e1ter da Revolu\u00e7\u00e3o Brasileira. A an\u00e1lise de que a democratiza\u00e7\u00e3o da sociedade brasileira e a supera\u00e7\u00e3o da depend\u00eancia e do subdesenvolvimento viria com o desenvolvimento de um capitalismo aut\u00f4nomo, inseriu a reforma universit\u00e1ria dentro de um contexto de cauda pol\u00edtica de supostos \u201csetores progressistas\u201d da burguesia nacional. A hist\u00f3ria demonstrou que essa formula\u00e7\u00e3o estava equivocada: n\u00e3o s\u00f3 o capitalismo j\u00e1 havia se desenvolvido, como j\u00e1 havia entrado em um processo de transi\u00e7\u00e3o de sua fase competitiva para sua fase monopolista entre as d\u00e9cadas de 50 e 60<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: UJC\n\n\n\n\n\n\n\n\nCARTA CONJUNTA\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1269\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[27],"tags":[],"class_list":["post-1269","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c27-ujc"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-kt","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1269","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1269"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1269\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1269"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1269"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1269"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}