{"id":12719,"date":"2016-11-26T14:28:22","date_gmt":"2016-11-26T17:28:22","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=12719"},"modified":"2016-12-18T02:19:11","modified_gmt":"2016-12-18T05:19:11","slug":"um-revolucionario-incomparavel-fidel-um-aquiles-comunista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/12719","title":{"rendered":"Um revolucion\u00e1rio incompar\u00e1vel. Fidel, um Aquiles comunista*"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" height=\"310\" width=\"400\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.globalresearch.ca\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/fidel-castro-400x310.jpg?resize=400%2C310\" alt=\"imagem\" \/>Miguel Urbano Rodrigues<\/p>\n<p>O grande revolucion\u00e1rio j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 fisicamente presente. O seu exemplo her\u00f3ico n\u00e3o \u00e9 pessoalmente repet\u00edvel, mas a espantosa energia e determina\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria que mobilizou \u2013 que construiu o primeiro Estado socialista no hemisf\u00e9rio ocidental, capaz de h\u00e1 quase seis d\u00e9cadas resistir \u00e0 agress\u00e3o imperialista \u2013 constitui um exemplo e um patrim\u00f3nio inapag\u00e1vel para os trabalhadores e os povos de todo o mundo.<!--more--><\/p>\n<p>Este texto de Miguel Urbano Rodrigues, escrito em vida de Fidel, pode ser tamb\u00e9m lido como a comovida homenagem de <a href=\"http:\/\/odiario.info\" target=\"_blank\">odiario.info<\/a> a El Comandante en Jefe.<\/p>\n<p><strong>Querido povo de Cuba:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Compare\u00e7o com profunda dor para informar o nosso povo e os nossos amigos da Am\u00e9rica e do mundo que hoje, 25 de Novembro, \u00e0s 10:29 horas da noite, faleceu o Comandante em Chefe da Revolu\u00e7\u00e3o Cubana Fidel Castro Ruz. Em cumprimento da vontade expressa do Companheiro Fidel, os seus restos ser\u00e3o cremados. \u00c0s primeiras horas de manh\u00e3 de s\u00e1bado 26 a comiss\u00e3o organizadora dos funerais dar\u00e1 ao nosso povo uma informa\u00e7\u00e3o detalhada sobre a organiza\u00e7\u00e3o da Homenagem p\u00f3stuma que ser\u00e1 feita ao fundador da Revolu\u00e7\u00e3o Cubana.<br \/>\n\u00a1At\u00e9 \u00e0 vit\u00f3ria sempre!<\/strong><\/p>\n<p><strong>Raul Castro<\/strong><\/p>\n<p>Em meados dos anos 60, encerrando o XII Congresso dos Trabalhadores Cubanos, em Havana, Fidel formulou um desejo: \u00abque no futuro poucos homens, ou mesmo ningu\u00e9m, tenham a autoridade que tivemos no in\u00edcio da Revolu\u00e7\u00e3o, porque \u00e9 perigoso que seres humanos disponham de tanta autoridade\u00bb.<br \/>\nO revolucion\u00e1rio cubano n\u00e3o podia ent\u00e3o prever que essa situa\u00e7\u00e3o, que o preocupava, iria manter-se por muitas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>A doen\u00e7a que o levou agora a transferir a chefia do Estado e do Partido para o irm\u00e3o desencadeou a n\u00edvel mundial uma avalanche de opini\u00f5es contradit\u00f3rias sobre o homem e a sua interven\u00e7\u00e3o na Hist\u00f3ria. Raramente em vida de um estadista c\u00e9lebre se escreveu e falou tanto sobre ele como agora sobre Fidel.<br \/>\nEle foi na segunda metade do s\u00e9culo XX o dirigente do Terceiro Mundo que maior influ\u00eancia exerceu pela palavra e pela ac\u00e7\u00e3o no rumo de acontecimentos que marcaram o processo da descoloniza\u00e7\u00e3o e as lutas contra o imperialismo.<\/p>\n<p>A medita\u00e7\u00e3o sobre a tem\u00e1tica do poder pessoal acompanha-o desde a juventude.<\/p>\n<p>Creio que foi sincero ao definir como perigoso o excesso de autoridade concentrada num dirigente. Foram as pr\u00f3prias circunst\u00e2ncias da Hist\u00f3ria que o investiram de um poder cada vez maior que n\u00e3o ambicionava.<\/p>\n<p>Fidel tinha lido na universidade os cl\u00e1ssicos do marxismo. Estudou-os depois na pris\u00e3o. Mas a sua op\u00e7\u00e3o pelo socialismo resultou do movimento, da dial\u00e9ctica da Hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>O atentado terrorista que fez explodir La Coubre e a invas\u00e3o mercen\u00e1ria de Playa Giron, ideada e financiada pelos EUA, ocorreram numa \u00e9poca em que o brado soy y ser\u00e9 marxista-leninista, que alarmou Washington, expressou mais a decis\u00e3o de defender a Revolu\u00e7\u00e3o situando-a no campo socialista, do que propriamente uma op\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Fidel insistiu muitas vezes no significado que sempre atribuiu \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o da correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as. Ao reconhecer que em Cuba foram cometidos muitos erros t\u00e1cticos na condu\u00e7\u00e3o do processo, conclui que n\u00e3o identifica um s\u00f3 erro estrat\u00e9gico importante. O m\u00e9rito, acrescentarei, \u00e9 seu.<\/p>\n<p>J\u00e1 na Sierra Maestra durante a luta armada, ele revelara dotes de um grande estratego. Mas foi posteriormente que, na confronta\u00e7\u00e3o permanente com o imperialismo, desenvolveu uma capacidade extraordin\u00e1ria de compreender o movimento da Hist\u00f3ria nos momentos em que o seu rumo se define.<\/p>\n<p><strong>Escolha dolorosa<\/strong><\/p>\n<p>Isso aconteceu concretamente na fase cr\u00edtica em que a Revolu\u00e7\u00e3o, numa guinada brusca, rompeu com o discurso e a praxis dos anos da utopia para fazer uma escolha dolorosa. Cuba estava \u00e0 beira do desastre econ\u00f3mico e o \u00fanico pa\u00eds que lhe estendeu a m\u00e3o foi a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica. Sem essa alian\u00e7a tudo se teria afundado. Naturalmente o pre\u00e7o foi muito alto. A Revolu\u00e7\u00e3o entrou num per\u00edodo cinzento \u2013 assim lhe chamaram \u2013 num processo de burocratiza\u00e7\u00e3o que atingiu duramente a intelligentsia, sufocou o debate de ideias e a criatividade em m\u00faltiplas frentes.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o havia alternativa.<\/p>\n<p>At\u00e9 o Che, o homem novo do futuro, na defini\u00e7\u00e3o de Fidel, o companheiro entre todos admirado e querido, que tinha sobre o mundo um olhar nem sempre coincidente, reconheceu na sua carta de despedida, ao partir para a aventura africana, que lamentava n\u00e3o se ter apercebido mais cedo das capacidades de lideran\u00e7a e de vis\u00e3o estrat\u00e9gica que faziam do comandante um revolucion\u00e1rio incompar\u00e1vel, \u00fanico.<\/p>\n<p>Lenine emergiu como um l\u00edder incontestado na mais brilhante gera\u00e7\u00e3o de revolucion\u00e1rios profissionais europeus do s\u00e9culo XX. Fidel n\u00e3o foi t\u00e3o afortunado, nem isso era poss\u00edvel.<\/p>\n<p>O n\u00facleo de quadros revolucion\u00e1rios do Ex\u00e9rcito rebelde era insuficiente para enfrentar ap\u00f3s a vit\u00f3ria os desafios colocados pela Hist\u00f3ria. A gera\u00e7\u00e3o que acompanhou Fidel forjou-se em circunst\u00e2ncias muito adversas num pequeno pa\u00eds j\u00e1 bloqueado pelos EUA, v\u00edtima de uma guerra n\u00e3o declarada.<\/p>\n<p><strong>A excep\u00e7\u00e3o Fidel<\/strong><\/p>\n<p>Alguns historiadores criticam em Fidel um voluntarismo que nunca conseguiu dominar. Esse voluntarismo marcou-lhe ali\u00e1s a interven\u00e7\u00e3o nas lutas do seu povo desde os anos da Universidade. A pr\u00f3pria defini\u00e7\u00e3o que Fidel apresenta do \u00abmarxismo martiano\u00bb como s\u00edntese do materialismo dial\u00e9ctico e do idealismo que vinha de Luz Caballero y Varela confirma uma evid\u00eancia: a Revolu\u00e7\u00e3o Cubana configura um desafio \u00e0 l\u00f3gica da Hist\u00f3ria. Assim aconteceu com Moncada, com a aventura do Granma, a luta na Sierra, e o choque posterior com o imperialismo norte-americano. A decis\u00e3o de resistir e a coragem do povo cubano no combate que confirmou ser poss\u00edvel a resist\u00eancia ser\u00e3o recordadas pelo tempo adiante como acontecimentos \u00e9picos da Hist\u00f3ria da humanidade.<\/p>\n<p>Ora o \u00e9pico n\u00e3o pode ser explicado pela raz\u00e3o.<\/p>\n<p>Para compreendermos a excep\u00e7\u00e3o Fidel, os tratados de ci\u00eancia pol\u00edtica s\u00e3o insuficientes.<\/p>\n<p>Identifico nele uma s\u00edntese de her\u00f3is mitol\u00f3gicos e de her\u00f3is modernos que o inspiraram num batalhar que j\u00e1 se tornou Hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Fidel traz \u00e0 mem\u00f3ria Aquiles, Mart\u00ed e Bol\u00edvar.<\/p>\n<p>Do aqueu e do venezuelano herdou a coragem sobre-humana e a fome dos desafios ao imposs\u00edvel aparente. Mas a sede de gl\u00f3ria, que acompanhou Bol\u00edvar, nunca o fascinou e a desambi\u00e7\u00e3o foi sua companheira permanente. Contrariamente a Aquiles n\u00e3o atravessou o mar para destruir as Tr\u00f3ias contempor\u00e2neas. A sua gente atravessou um oceano mas para levar solidariedade a povos que se batiam pela liberdade.<\/p>\n<p>Do cubano Mart\u00ed aprendeu que revolu\u00e7\u00e3o alguma pode vencer sem fidelidade a uma concep\u00e7\u00e3o \u00e9tica da vida, sem amor pela humanidade. E, por humano, apresenta tamb\u00e9m alguns defeitos dos tr\u00eas.<\/p>\n<p>Ao escrever estas linhas recordo uma conhecida afirma\u00e7\u00e3o sua: o dever do revolucion\u00e1rio \u00e9 fazer a revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Poucos homens em mil\u00e9nios de Hist\u00f3ria colocaram com tanta coer\u00eancia a sua vida ao servi\u00e7o desse objectivo, erigido em infinito absoluto.<br \/>\nImagino-o na sua cama, no hospital, insens\u00edvel ao vendaval de cal\u00fanias desencadeado pela sua doen\u00e7a e tocado pelo furac\u00e3o simult\u00e2neo de afecto, respeito e admira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os revolucion\u00e1rios de todos os povos, onde quer que se encontrem, desejam-lhe um r\u00e1pido restabelecimento. Agradecem-lhe o que fez pela humanidade.<br \/>\nQuase carregou o Estado e o Partido \u00e0s costas em per\u00edodos de crise. E isso foi negativo. Por ter consci\u00eancia da lei da vida, sabe que exigiu de si muito mais do que podia e devia. Exagerou.<\/p>\n<p>Recuperada a sa\u00fade, poder\u00e1 ser ainda por longos anos uma consci\u00eancia actuante da humanidade revolucionaria se, distanciado de esgotantes tarefas do quotidiano, utilizar o tempo para transmitir ao seu povo e ao mundo o saber e a experi\u00eancia acumulados, a sua li\u00e7\u00e3o de moderno Aquiles, de disc\u00edpulo de Bol\u00edvar.<\/p>\n<p><strong>El comandante<\/strong><\/p>\n<p>Vivi oito anos em Cuba. Mais de uma vez, escutando durante muitas horas os seus discursos na Pra\u00e7a da Revolu\u00e7\u00e3o em Havana, ou em comemora\u00e7\u00f5es do 26 de Julho noutras cidades da Ilha, me interroguei sobre a contradi\u00e7\u00e3o entre um poder pessoal enorme, minimamente partilhado a n\u00edvel decis\u00f3rio, e o humanismo de quem o exercia, identific\u00e1vel no amor pelas crian\u00e7as e na solidariedade com os oprimidos e exclu\u00eddos de todo o planeta.<\/p>\n<p>Comportam-se como hip\u00f3critas conscientes aqueles que por \u00f3dio ou fanatismo ideol\u00f3gico qualificam Fidel de ditador brutal e sanguin\u00e1rio, de tirano feroz.<br \/>\n<strong>Sabem que a acusa\u00e7\u00e3o \u00e9 falsa<\/strong><\/p>\n<p>Quem conhece um pouco Cuba n\u00e3o ignora que existe ema rela\u00e7\u00e3o de afecto profundo entre o povo cubano e el comandante en jefe. Ele \u00e9 amado pela esmagadora maioria dos seus compatriotas. Depositam nele uma confian\u00e7a absoluta. \u00c9 um sentimento que n\u00e3o cultivou e talvez o inquiete por estar consciente de que qualquer dirigente, por mais dotado e s\u00e1bio que seja, n\u00e3o pode substituir o colectivo como sujeito transformador da Hist\u00f3ria.<br \/>\nN\u00e3o h\u00e1 cal\u00fania medi\u00e1tica que resista \u00e0 prova da vida. Definir como ditador um dirigente amado por um povo que governa h\u00e1 quase meio s\u00e9culo \u00e9 um absurdo maldoso. O consenso entre o governante e a sua gente ridiculariza a diatribe forjada pelos seus inimigos.<\/p>\n<p>A grandeza de Fidel teria obviamente de desencadear campanhas de \u00f3dio. Mas n\u00e3o fez surgir somente inimigos e caluniadores. \u00c9 insepar\u00e1vel tamb\u00e9m do aparecimento de uma gera\u00e7\u00e3o de ep\u00edgonos. Em Cuba e pelo mundo afora eles apareceram. Ora a tend\u00eancia para a glorifica\u00e7\u00e3o incondicional dos grandes homens \u00e9 sempre negativa. Porque n\u00e3o h\u00e1 governante perfeito. E Fidel sabe disso e n\u00e3o gosta que vejam nele um super-homem.<\/p>\n<p>Ele \u00e9 o que \u00e9, um ser mortal, modelado por uma vontade de a\u00e7o, uma intelig\u00eancia excepcional, e uma fome insaci\u00e1vel de humaniza\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria da vida, mas com uma l\u00facida percep\u00e7\u00e3o das limita\u00e7\u00f5es da condi\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n<p><em>Este texto foi publicado no \u201cAvante!\u201d N.\u00ba 1706, 10.Agosto.2006. Foi tamb\u00e9m publicado no \u201cGranma\u201d.<\/em><\/p>\n<p>http:\/\/www.odiario.info\/um-revolucionario-incomparavel-fidel-um-aquiles\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Miguel Urbano Rodrigues O grande revolucion\u00e1rio j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 fisicamente presente. 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