{"id":1278,"date":"2011-03-10T22:07:57","date_gmt":"2011-03-10T22:07:57","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=1278"},"modified":"2011-03-10T22:07:57","modified_gmt":"2011-03-10T22:07:57","slug":"insurreicao-e-intervencao-militar-na-libia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1278","title":{"rendered":"Insurrei\u00e7\u00e3o e interven\u00e7\u00e3o militar na L\u00edbia"},"content":{"rendered":"\n<p>Os EUA e a OTAN est\u00e3o a apoiar uma insurrei\u00e7\u00e3o armada na L\u00edbia Oriental, tendo em vista justificar uma &#8220;interven\u00e7\u00e3o humanit\u00e1ria&#8221;.<\/p>\n<p>Isto n\u00e3o \u00e9 um movimento de protesto n\u00e3o violento como no Egipto e na Tun\u00edsia. As condi\u00e7\u00f5es na L\u00edbia s\u00e3o fundamentalmente diferentes. A insurrei\u00e7\u00e3o armada na L\u00edbia Oriental \u00e9 apoiada directamente por pot\u00eancias estrangeiras. A insurrei\u00e7\u00e3o em Benghazi imediatamente arvorou a bandeira vermelha, negra e verde com o crescente e a estrela: a bandeira da monarquia do rei Idris, a qual simbolizava o dom\u00ednio das antigas pot\u00eancias coloniais. (Ver Manlio Dinucci, Libya-When historical memory is erased , Global Research, Febraury 28, 2011)<\/p>\n<p>Conselheiros militares e for\u00e7as especiais dos EUA e OTAN j\u00e1 est\u00e3o no terreno. A opera\u00e7\u00e3o foi planeada para coincidir com o movimento de protesto em pa\u00edses \u00e1rabes vizinhos. A opini\u00e3o p\u00fablica foi levada a acreditar que o movimento de protesto havia-se espalhado espontaneamente da Tun\u00edsia e do Egipto para a L\u00edbia.<\/p>\n<p>A administra\u00e7\u00e3o Obama em consulta com os seus aliados est\u00e1 a ajudar uma rebeli\u00e3o armada, nomeadamente uma tentativa de golpe de Estado.<\/p>\n<p>&#8220;A administra\u00e7\u00e3o Obama est\u00e1 pronta a oferecer &#8220;qualquer tipo de assist\u00eancia&#8221; a l\u00edbios que procurem derrubar Moammar Kadafi, secret\u00e1ria de Estado Hillary Clinton [27 Fevereiro]. &#8220;Temos estado a estender a m\u00e3o a muito diferentes l\u00edbios que est\u00e3o a tentar organizar-se no Leste e para que a revolu\u00e7\u00e3o mova-se tamb\u00e9m em direc\u00e7\u00e3o Oeste&#8221;, disse Clinton. &#8220;Penso que \u00e9 demasiado cedo para dizer como isto vai terminar, mas temos de estar prontos e preparados para oferecer qualquer esp\u00e9cie de assist\u00eancia que algu\u00e9m pretenda ter dos Estados Unidos&#8221;. H\u00e1 esfor\u00e7os encaminhados para formar um governo provis\u00f3rio na parte Leste do pa\u00eds onde a rebeli\u00e3o come\u00e7ou em meados do m\u00eas.<\/p>\n<p>Os EUA, disse Clinton, est\u00e3o a amea\u00e7ar mais medidas contra o governo de Kadafi, mas n\u00e3o disse o que eram ou quando poderiam ser anunciadas.<\/p>\n<p>Os EUA deveriam &#8220;reconhecer algum governo provis\u00f3rio que eles estejam a tentar por de p\u00e9&#8230;&#8221; [McCain}<\/p>\n<p>Lieberman falou em termos semelhantes, urgindo &#8220;apoio tang\u00edvel, uma zona de interdi\u00e7\u00e3o de voo, reconhecimento do governo revolucion\u00e1rio, o governo de cidad\u00e3os e apoi\u00e1-los com assist\u00eancia humanit\u00e1ria e eu lhes forneceria armas&#8221;.<\/p>\n<p>( Clinton: US ready to aid to Libyan opposition &#8211; Associated, Press , February 27, 2011, sublinhados do autor)<\/p>\n<p><strong>A INVAS\u00c3O PLANEJADA <\/strong><\/p>\n<p>Uma interven\u00e7\u00e3o militar \u00e9 agora contemplada pelas for\u00e7as dos EUA e OTAN sob um &#8220;mandato humanit\u00e1rio&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Os Estados Unidos est\u00e3o a mover for\u00e7as navais e a\u00e9reas na regi\u00e3o&#8221; para &#8220;preparar o conjunto completo de op\u00e7\u00f5es&#8221; na confronta\u00e7\u00e3o com a L\u00edbia: o porta-voz do Pent\u00e1gono, Cor. Dave Lapan, dos Fuzileiros Navais, fez este an\u00fancio [1 Mar\u00e7o]. Ele disse que &#8220;foi o presidente Obama que pediu aos militares para prepararem-se para estas op\u00e7\u00f5es&#8221;, porque a situa\u00e7\u00e3o na L\u00edbia est\u00e1 a ficar pior&#8221;. (Manlio Dinucci, Preparing for<\/p>\n<p>&#8220;Operation Libya&#8221;: The Pentagon is &#8220;Repositioning&#8221; its Naval and Air Forces&#8230; , Global Research, March 3, 2011, sublinhado do autor)<\/p>\n<p>O objectivo real da &#8220;Opera\u00e7\u00e3o L\u00edbia&#8221; n\u00e3o \u00e9 estabelecer democracia mas sim tomar posse das reservas de petr\u00f3leo l\u00edbias, desestabilizar a National Oil Corporation (NOC) e finalmente privatizar a ind\u00fastria petrol\u00edfera do pa\u00eds, nomeadamente transferir o controle e a propriedade da riqueza petrol\u00edfera da L\u00edbia para m\u00e3os estrangeiras. A National Oil Corporation (NOC) est\u00e1 classificada entre as 100 principais companhias de petr\u00f3leo ( A Energy Intelligence classifica a NOC no 25\u00ba lugar entre as 100 principais companhias do mundo. \u2013Libyaonline.com )<\/p>\n<p>A L\u00edbia est\u00e1 entre as maiores economias petrol\u00edferas do mundo com aproximadamente 3,5% das reservas de petr\u00f3leo globais, mais do que o dobro daquelas dos EUA. (para mais pormenores ver a Parte II deste artigo, &#8220;Opera\u00e7\u00e3o L\u00edbia&#8221; e a batalha pelo petr\u00f3leo)<\/p>\n<p>A planeada invas\u00e3o da L\u00edbia, que j\u00e1 est\u00e1 em curso, faz parte do conjunto mais vasto da &#8220;Batalha pelo petr\u00f3leo&#8221;. Cerca de 80 por cento das reservas petrol\u00edferas da L\u00edbia est\u00e3o localizadas na bacia do Golfo de Sirte da L\u00edbia Oriental. (Ver mapa abaixo)<\/p>\n<p>As concep\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas por tr\u00e1s da &#8220;Opera\u00e7\u00e3o L\u00edbia&#8221; recordam empreendimentos militares anteriores dos EUA-NATO na Jugosl\u00e1via e no Iraque.<\/p>\n<p>Na Jugosl\u00e1via, for\u00e7as dos EUA-NATO desencadearam uma guerra civil. O objectivo era criar divis\u00f5es pol\u00edticas e \u00e9tnicas, as quais finalmente levaram \u00e0 fragmenta\u00e7\u00e3o de todo um pa\u00eds. Este objectivo foi alcan\u00e7ado atrav\u00e9s do financiamento encoberto e do treino de for\u00e7as paramilitares armadas, primeiro na B\u00f3snia (Bosnian Muslim Army, 1991-95) e a seguir no Kosovo (Kosovo Liberation Army (KLA), 1998-1999). Tanto no Kosovo como na B\u00f3snia, a desinforma\u00e7\u00e3o dos media (incluindo mentiras rematadas e falsifica\u00e7\u00f5es) foram utilizadas para apoiar afirma\u00e7\u00f5es dos EUA-UE de que o governo de Belgrado havia cometido atrocidades, justificando dessa forma uma interven\u00e7\u00e3o militar com raz\u00f5es humanit\u00e1rias.<\/p>\n<p>Ironicamente, a &#8220;Opera\u00e7\u00e3o Jugosl\u00e1via&#8221; agora est\u00e1 nos l\u00e1bios dos feitores da pol\u00edtica externa estado-unidense: o senador Lieberman &#8220;comparou a situa\u00e7\u00e3o na L\u00edbia aos acontecimentos nos Balc\u00e3s na d\u00e9cada de 1990 quando, disse ele, os EUA &#8220;intervieram para travar um genoc\u00eddio contra os b\u00f3snios. E a primeira coisa que fizemos foi proporcionar-lhes as armas para defenderem-se. Isso \u00e9 o que penso que podemos fazer na L\u00edbia&#8221;. ( Clinton: US ready to aid to Libyan opposition &#8211; Associated , Press, February 27, 2011, emphasis added<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio estrat\u00e9gico seria pressionar rumo \u00e0 forma\u00e7\u00e3o e reconhecimento de um governo interino da prov\u00edncia secessionista, tendo em vista finalmente fragmentar o pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Esta op\u00e7\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 a caminho. A invas\u00e3o da L\u00edbia j\u00e1 come\u00e7ou. <\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Centenas de conselheiros militares estado-unidenses, brit\u00e2nicos e franceses chegaram \u00e0 Ciren\u00e1ica, a prov\u00edncia separatista do Leste,&#8230; Os conselheiros, incluindo oficiais de intelig\u00eancia, foram lan\u00e7ados de navios de guerra e navios de m\u00edsseis nas cidades costeiras de Benghazi e Tobruk&#8221; ( DEBKAfile, US military advisers in Cyrenaica , February 25, 2011)<\/p>\n<p>For\u00e7as especiais dos EUA e aliados est\u00e3o no terreno na L\u00edbia Oriental, proporcionando apoio encoberto aos rebeldes. Isto foi reconhecido quando comandos brit\u00e2nicos das For\u00e7as Especiais SAS foram presos na regi\u00e3o de Benghazi. Estavam a actuar como conselheiros militares para for\u00e7as de oposi\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>&#8220;Oito comandos de for\u00e7as especiais brit\u00e2nicas, numa miss\u00e3o secreta para colocar diplomatas brit\u00e2nicas em contacto com oponentes destacados do Cro. Muammar Kadafi na L\u00edbia, acabaram humilhados depois de terem apoiado for\u00e7as rebeldes na L\u00edbia Oriental&#8221;, informa o Sunday Times de hoje. Os homens, armados mas \u00e0 paisana, afirmaram que foram verificar as necessidades da oposi\u00e7\u00e3o e oferecer ajuda &#8220;. ( Top UK commandos captured by rebel forces in Libya: Report, Indian Express , March 6, 2011, sublinhado do autor)<\/p>\n<p>As for\u00e7as SAS foram presas quando escoltavam uma &#8220;miss\u00e3o diplom\u00e1tica&#8221; brit\u00e2nica a qual entrou ilegalmente no pa\u00eds (sem d\u00favida de um navio de guerra brit\u00e2nico) para discuss\u00f5es com l\u00edderes da rebeli\u00e3o. O Minist\u00e9rio dos Neg\u00f3cios Estrangeiros brit\u00e2nico reconheceu que &#8220;uma pequena equipe diplom\u00e1tica brit\u00e2nica foi enviada \u00e0 L\u00edbia Oriental para iniciar contactos com a oposi\u00e7\u00e3o rebelde&#8221;. U.K. diplomatic team leaves Libya &#8211; World &#8211; CBC News , March 6, 2011).<\/p>\n<p>Ironicamente, as reportagens n\u00e3o s\u00f3 confirmam a interven\u00e7\u00e3o militar ocidental (incluindo v\u00e1rias centenas de for\u00e7as especiais), como tamb\u00e9m reconhecem que a rebeli\u00e3o se opunha firmemente \u00e0 presen\u00e7a ilegal de tropas estrangeiras sobre o solo l\u00edbio:<\/p>\n<p>&#8220;A interven\u00e7\u00e3o da SAS enraiveceu figuras l\u00edbias da oposi\u00e7\u00e3o as quais ordenram que os soldados fossem trancados numa base militar. Oponentes de Kadafi temem que ele possa utilizar qualquer evid\u00eancia de interfer\u00eancia militar ocidental para congregr apoio patri\u00f3tico para o seu regime&#8221;. ( Reuters , March 6, 2011)<\/p>\n<p>O &#8220;diplomata&#8221; brit\u00e2nico capturado com soldados das for\u00e7as especiais era membro da intelig\u00eancia brit\u00e2nica, um agente do MI6 numa &#8220;miss\u00e3o secreta&#8221;. ( The Sun , March 7, 2011)<\/p>\n<p>Declara\u00e7\u00f5es dos EUA e OTAN confiram que est\u00e3o a ser fornecidas armas \u00e0s for\u00e7as de oposi\u00e7\u00e3o. H\u00e1 indica\u00e7\u00f5es, embora n\u00e3o prova clara at\u00e9 agora, de que foram entregues armas aos insurgentes antes do desencadeamento da rebeli\u00e3o. Com toda probabilidade, conselheiros militares e de intelig\u00eancia dos EUA e NATO tamb\u00e9m estavam no terreno antes da insurrei\u00e7\u00e3o. Este foi o padr\u00e3o aplicado no Kosovo: for\u00e7as especiais apoiando e treinando o Kosovo Liberation Army (KLA) nos meses que antecederam a campanha de bombardeamento de 1999 e a invas\u00e3o da Jugosl\u00e1via.<\/p>\n<p>Tal como os acontecimentos se desdobram, contudo, for\u00e7as do governo l\u00edbio recuperaram controle sobre posi\u00e7\u00f5es rebeldes:<\/p>\n<p>&#8220;A grande ofensiva das for\u00e7as pr\u00f3-Kadafi lan\u00e7adas [4 Mar\u00e7o] para arrebatar das m\u00e3os dos rebeldes o controle das cidades e centros petrol\u00edferos mais importantes da L\u00edbia resultou [5 Mar\u00e7o] na recaptura da cidade chave de Zawiya e da maior parte das cidades petrol\u00edferas em torno do Golfo de Sirte. Em Washington e Londres, a conversa da interven\u00e7\u00e3o militar ao lado da oposi\u00e7\u00e3o l\u00edbia foi emudecida pela percep\u00e7\u00e3o de que a intelig\u00eancia de campo de ambos os lados do conflito l\u00edbio era demasiado incompleta para servir de base \u00e0 tomada de decis\u00f5es &#8220;. (Debkafile, Qaddafi pushes rebels back. Obama names Libya intel panel , March 5, 2011, sublinhado do autor)<\/p>\n<p>O movimento da oposi\u00e7\u00e3o est\u00e1 fortemente dividido quanto \u00e0 quest\u00e3o da interven\u00e7\u00e3o estrangeira.<\/p>\n<p>A divis\u00e3o \u00e9 entre o movimento das bases por um lado e os &#8220;l\u00edderes&#8221; apoiados pelos EUA da insurrei\u00e7\u00e3o armada que s\u00e3o a favor da interven\u00e7\u00e3o militar estrangeira por &#8220;raz\u00f5es humanit\u00e1rias&#8221;.<\/p>\n<p>A maioria da popula\u00e7\u00e3o l\u00edbia, tanto os apoiantes como os oponentes do regime, \u00e9 fortemente oposta a qualquer forma de interven\u00e7\u00e3o externa.<\/p>\n<p><strong>DESINFORMA\u00c7\u00c3O DA M\u00cdDIA<\/strong><\/p>\n<p>Os vastos objectivos estrat\u00e9gicos subjacentes \u00e0 invas\u00e3o proposta n\u00e3o s\u00e3o mencionados pelos media. A seguir a uma campanha enganosa dos media, em que not\u00edcias eram literalmente falsificadas sem rela\u00e7\u00e3o com o que realmente estava a acontecer no terreno, um amplo sector da opini\u00e3o p\u00fablica internacional concedeu o seu firme apoio \u00e0 interven\u00e7\u00e3o estrangeira, por raz\u00f5es humanit\u00e1rias.<\/p>\n<p>A invas\u00e3o est\u00e1 na prancheta do Pent\u00e1gono. Est\u00e1 destinada a ser executada independentemente dos desejos do povo da L\u00edbia incluindo o dos oponentes do regime, os quais t\u00eam exprimido a sua avers\u00e3o \u00e0 interven\u00e7\u00e3o militar estrangeira em desrespeito da soberania da na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>POSICIONAMENTO DA FOR\u00c7A NAVAL E A\u00c9REA <\/strong><\/p>\n<p>Caso esta interven\u00e7\u00e3o militar fosse executada resultaria numa guerra geral, uma blitzkrieg, implicando o bombardeamento tanto de alvos militares como civis.<\/p>\n<p>A este respeito, o general James Mattis, comandante do U.S. Central Command (USCENTCOM), declarou que o estabelicimento de uma &#8220;zona de interdi\u00e7\u00e3o de voo&#8221; envolveria de facto uma campanha de bombardeamento geral, que alvejasse entre outras coisas o sistema de defesa a\u00e9rea da L\u00edbia.<\/p>\n<p>&#8220;Seria uma opera\u00e7\u00e3o militar \u2013 n\u00e3o seria suficiente dizer \u00e0s pessoas para n\u00e3o voarem com avi\u00f5es. Teria de ser removida a capacidade de defesa a\u00e9rea a fim de estabelecer uma zona de interdi\u00e7\u00e3o de voo, que n\u00e3o haja ilus\u00f5es quanto a isto &#8220;. ( U.S. general warns no-fly zone could lead to all-out war in Libya , Mail Online, March 5, 2011, sublinhado do autor).<\/p>\n<p><strong>Uma for\u00e7a naval dos EUA e de aliados foi posicionada ao longo da costa l\u00edbia. <\/strong><\/p>\n<p>O Pent\u00e1gono est\u00e1 a mover os seus vasos de guerra para o Mediterr\u00e2neo. O porta-avi\u00f5es USS Enterprise transitou atrav\u00e9s do Canal de Suez poucos dias ap\u00f3s a insurrei\u00e7\u00e3o. ( http:\/\/www.enterprise.navy.mil )<\/p>\n<p>Os navios anf\u00edbios dos EUA, USS Ponce e USS Kearsarge, tamb\u00e9m foram posicionados no Mediterr\u00e2neo.<\/p>\n<p>Foram despachados 400 fuzileiros navais dos EUA para a ilha grega de Creta &#8220;antes do seu posicionamento em navios de guerra ao largo da L\u00edbia&#8221; ( Operation Libya&#8221;: US Marines on Crete for Libyan deployment , Times of Malta, March 3, 2011).<\/p>\n<p>Enquanto isso, a Alemanha, Fran\u00e7a, Gr\u00e3-Bretanha, Canad\u00e1 e It\u00e1lia est\u00e3o no processo de posicionar vasos de guerra ao longo da costa l\u00edbia.<\/p>\n<p>A Alemanha posicionou tr\u00eas navios de guerra utilizando o pretexto da assist\u00eancia na evacua\u00e7\u00e3o de refugiados sobre a fronteira L\u00edbia-Tun\u00edsia. &#8220;A Fran\u00e7a decidiu enviar o Mistral, o seu porta-helic\u00f3pteros, os quais, segundo o Minist\u00e9rio da Defesa, contribuir\u00e3o para a evacua\u00e7\u00e3o de milhares de eg\u00edpcios&#8221;. ( Towards the Coasts of Libya: US, French and British Warships Enter the Mediterranean , Agenzia Giornalistica Italia, March 3, 2011). O Canad\u00e1 despachou (2 Mar\u00e7o) a fragata HMCS Charlettetown.<\/p>\n<p>Entretanto, a US 17th Air Force, chamada US Air Force Africa, baseada na Ramstein Air Force Base, na Alemanha, est\u00e1 a assistir na evacua\u00e7\u00e3o de refugiados. As instala\u00e7\u00f5es da for\u00e7a a\u00e9rea EUA-OTAN na Gr\u00e3-Bretanha, It\u00e1lia, Fran\u00e7a e M\u00e9dio Oriente est\u00e3o em prontid\u00e3o.<\/p>\n<p>Parte II: A &#8220;Opera\u00e7\u00e3o L\u00edbia&#8221; e a batalha pelo petr\u00f3leo<\/p>\n<p>O original encontra-se em http:\/\/www.globalresearch.ca\/index.php?context=va&amp;aid=23548<\/p>\n<p>Este artigo encontra-se em <a href=\"http:\/\/resistir.info\/chossudovsky\/libia_07mar11.html\" target=\"_blank\">http:\/\/resistir.info<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: Resistir.info\nInsurrectos exibindo a bandeira da antiga Monarquia\n\n\n\n\n\n\n\n\npor Michel Chossudovsky\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1278\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-1278","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-kC","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1278","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1278"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1278\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1278"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1278"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1278"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}