{"id":1280,"date":"2011-03-12T16:55:04","date_gmt":"2011-03-12T16:55:04","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=1280"},"modified":"2011-03-12T16:55:04","modified_gmt":"2011-03-12T16:55:04","slug":"8-de-marco-dia-internacional-da-mulher","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1280","title":{"rendered":"8 DE MAR\u00c7O &#8211; DIA INTERNACIONAL DA MULHER"},"content":{"rendered":"\n<p>\u201c<em>O dia da mulher ou dia da mulher trabalhadora \u00e9 um dia de solidariedade internacional e um dia para relembrar sua for\u00e7a e sua organiza\u00e7\u00e3o\u201d. Alexandra Kollontai<\/em><\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>Em 1910, na II Confer\u00eancia Internacional das Mulheres Socialistas a professora comunista Clara Zetkin apresentou a proposta de se fixar um dia espec\u00edfico para destacar as lutas e o protagonismo hist\u00f3rico das mulheres. No entanto, \u00e9 s\u00f3 a partir de 1922 que o 8 mar\u00e7o vai se constituir como data unit\u00e1ria mundial, referenciada na greve das oper\u00e1rias t\u00eaxteis de Petrogrado em 1917, que tomaram as ruas exigindo p\u00e3o e paz. Esta luta das oper\u00e1rias russas inaugura um ciclo revolucion\u00e1rio na R\u00fassia czarista que culminar\u00e1 no maior acontecimento pol\u00edtico do s\u00e9culo XX, a revolu\u00e7\u00e3o sovi\u00e9tica. O 8 de mar\u00e7o, Dia Internacional da Mulher assinala pois, a grandeza de nossa participa\u00e7\u00e3o e a positividade de nossas lutas, reafirmadas por nossa coragem, ousadia e irrever\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>Presente<\/strong><\/p>\n<p>A primeira divis\u00e3o do trabalho teve como base a divis\u00e3o sexual do trabalho, onde o homem foi direcionado \u00e0 ca\u00e7a e a mulher \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o e aos cuidados da casa. No capitalismo, a divis\u00e3o do trabalho adquire uma nova dimens\u00e3o: a explora\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora pela classe dos capitalistas, a classe burguesa. Homens, mulheres e crian\u00e7as, ent\u00e3o absolutamente livres de capital, precisam entregar-se a ele para sobreviverem. Mas esta entrega n\u00e3o foi, e n\u00e3o \u00e9, uma entrega volunt\u00e1ria, ao contr\u00e1rio, realiza-se mediante a coer\u00e7\u00e3o e a viol\u00eancia organizadas pelo estado capitalista e suas institui\u00e7\u00f5es, ao que respondemos com nossa luta.<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio dos anos 90 a correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as na luta de classes tem sido t\u00e3o favor\u00e1vel aos capitalistas quanto dram\u00e1tica para o conjunto da classe trabalhadora. Enquanto mulheres e m\u00e3es testemunhamos isto diariamente, ao vermos como as exig\u00eancias do capital dificultam nossa vida familiar e como desorganizam a vida escolar de nossos filhos, ao recrut\u00e1-los prematura e covardemente para o mercado de trabalho. Enquanto trabalhadoras e companheiras percebemos a regress\u00e3o acelerada dos nossos direitos, sofremos com o desemprego e a constante degrada\u00e7\u00e3o salarial. Por isto, adotar-se a reivindica\u00e7\u00e3o por direitos iguais entre homens e mulheres como foco central de nossa luta, como quer o feminismo liberal, n\u00e3o \u00e9 outra coisa sen\u00e3o exigir que nos conformemos com a precariza\u00e7\u00e3o da vida, que nos basta ser t\u00e3o escravas quanto os nossos companheiros, enfim, que nos resignemos com a generaliza\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o assalariada.<\/p>\n<p>Estas duas \u00faltimas d\u00e9cadas foram muito dolorosas, mas tamb\u00e9m muito ricas em li\u00e7\u00f5es. Aprendemos que no capitalismo n\u00e3o h\u00e1 direito assegurado de antem\u00e3o; que mesmo com a luta, muitas vezes os resultados s\u00e3o insatisfat\u00f3rios; que o nosso trabalho di\u00e1rio, que parece correr para o ralo, \u00e9 de fato o que sustenta a corrup\u00e7\u00e3o e engorda multinacionais e banqueiros. Estas li\u00e7\u00f5es demonstram que para compreendermos o mundo, condi\u00e7\u00e3o essencial para transform\u00e1-lo, precisamos enxergar as contradi\u00e7\u00f5es que est\u00e3o al\u00e9m das diferen\u00e7as de g\u00eanero. De fato, o antagonismo essencial do capitalismo est\u00e1 nas diferen\u00e7as de classe, nas diferen\u00e7as entre os trabalhadores, que produzem as riquezas, e os capitalistas, que se apropriam delas por deterem os meios de produ\u00e7\u00e3o. As feministas socialistas sabem a quem interessa que mulheres e homens se consumam numa luta intermin\u00e1vel entre si. Por isso, o movimento feminista socialista afirma que \u00e9 integrando as lutas de mulheres e homens que seremos capazes destruir o poder do capital, abolir as classes e de vencer os desafios colocados pela vida.<\/p>\n<p><strong>Futuro<\/strong><\/p>\n<p>Vivemos a \u00e9poca da globaliza\u00e7\u00e3o imperialista, da integra\u00e7\u00e3o monopolista, da supremacia de uma poderosa oligarquia financeira internacional, cujos tent\u00e1culos abarcam todo o planeta. A aplica\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria das f\u00f3rmulas neoliberais, que conhecemos bem, \u00e9 o sinal mais evidente da exist\u00eancia de um governo dos governos, acima de povos e na\u00e7\u00f5es. Os princ\u00edpios da soberania e da auto-determina\u00e7\u00e3o foram j\u00e1 redefinidos: tornaram-se soberania e auto-determina\u00e7\u00e3o do capital financeiro. Nesta nova ordem, os povos e pa\u00edses que a contestaram foram catalogados como pertencentes ao \u201cEixo do Mal\u201d, e constam de uma lista de espera pela ira do senhor&#8230; a guerra imperialista.<\/p>\n<p>A entrega da soberania pelos governos nacionais, uma vez que os torna ainda mais incapazes de responder \u00e0s demandas de seus povos, implicar\u00e1 a utiliza\u00e7\u00e3o, com freq\u00fc\u00eancia crescente, da repress\u00e3o e da fraude contra as trabalhadoras e os trabalhadores, atrav\u00e9s da pol\u00edcia e da m\u00eddia. No capitalismo \u00e9 este o futuro que nos espera!<\/p>\n<p>Companheiras! A luta das mulheres s\u00f3 pode ser uma luta revolucion\u00e1ria, uma luta contra os monop\u00f3lios, contra o imperialismo e suas guerras. Reafirmamos tamb\u00e9m as bandeiras levantadas pelas mulheres na II Internacional Socialista: pelo direito \u00e0 creche, a sal\u00e1rios iguais, pelo direito de decis\u00e3o sobre o nosso corpo (aborto legal e seguro) e pelo fim da viol\u00eancia dom\u00e9stica e sexual. A nossa luta \u00e9 a luta de todas as mulheres do mundo, a nossa luta \u00e9 internacional. A emancipa\u00e7\u00e3o plena da mulher s\u00f3 ser\u00e1 alcan\u00e7ada na sociedade socialista.<\/p>\n<p>Nossa solidariedade \u00e0s mulheres trabalhadoras de todo o mundo!<\/p>\n<p><strong>Ousar lutar, ousar vencer!<\/strong><\/p>\n<p>Coletivo Ana Montenegro &#8211; Unidade Classista-RS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: 4.bp.blogspot.com\n\n\n\n\n\n\n\n\nColetivo Ana Montenegro &#8211; Unidade Classista-RS\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1280\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[20],"tags":[],"class_list":["post-1280","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c1-popular"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-kE","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1280","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1280"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1280\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1280"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1280"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1280"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}