{"id":12892,"date":"2016-12-12T23:33:30","date_gmt":"2016-12-13T02:33:30","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=12892"},"modified":"2016-12-29T19:36:04","modified_gmt":"2016-12-29T22:36:04","slug":"depois-da-audacia-a-burguesia-segura-o-folego-rumo-a-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/12892","title":{"rendered":"Depois da &#8220;aud\u00e1cia&#8221;: a burguesia segura o f\u00f4lego rumo a 2017"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/imguol.com\/c\/noticias\/69\/2016\/05\/23\/23mai2016---presidente-interino-michel-temer-com-o-ministro-do-planejamento-romero-juca-e-o-ministro-da-fazenda-henrique-meirelles-entregam-a-nova-meta-fiscal-de-2016-do-governo-para-o-presidente-do-1464034382858_615x300.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/>Por Gabriel Landi Fazzio<\/p>\n<p>\u00c0s portas da revolu\u00e7\u00e3o de outubro de 1917, Lenin insistia em repetir que <i>a insurrei\u00e7\u00e3o \u00e9 uma arte<\/i>. O mesmo poderia ser dito da contrarrevolu\u00e7\u00e3o, e talvez todo assalto ao poder. N\u00e3o causar\u00e1 estranhamento o paralelo entre a cita\u00e7\u00e3o de Marx, <!--more--><a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/lenin\/1917\/10\/14.htm\">destacada por Ilitch<\/a>, e o desenrolar dos eventos pol\u00edticos no Brasil de 2016:<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&#8220;<i>[&#8230;] uma vez iniciada a insurrei\u00e7\u00e3o, aja-se ent\u00e3o com a maior decis\u00e3o e tome-se a ofensiva. A defensiva \u00e9 a morte de todos os levantamentos armados; estes ficam perdidos ainda antes de se terem medido com o inimigo. Surpreenda os advers\u00e1rios, enquanto as suas tropas est\u00e3o dispersas, assegure diariamente novos \u00eaxitos, ainda que pequenos; conserve a preponder\u00e2ncia moral que o primeiro levantamento vitorioso te trouxe; chame a ti aqueles elementos oscilantes que seguem sempre o \u00edmpeto mais forte e se batem sempre do lado seguro; force os teus inimigos a recuar antes que possam reunir as suas for\u00e7as contra ti; em suma, nas palavras de Danton, at\u00e9 hoje o maior mestre conhecido da t\u00e1ctica revolucion\u00e1ria: &#8220;de l&#8217;audace, de l&#8217;audace, encore de l&#8217;audace&#8221;<\/i><\/p>\n<p>&#8220;Aud\u00e1cia, aud\u00e1cia, mais uma vez aud\u00e1cia&#8221;. Enquanto as for\u00e7as populares prendiam o f\u00f4lego e observavam, entre a incredulidade e o temor, a rea\u00e7\u00e3o avan\u00e7ou audaciosamente de manobra em manobra, resoluta. Parecia invenc\u00edvel e inabal\u00e1vel.<\/p>\n<p>Pode ser por isso mesmo que, logo ap\u00f3s vencida a fase do assalto ao poder, as hesita\u00e7\u00f5es do bloco burgu\u00eas se tornaram mais evidentes, suas divis\u00f5es se expuseram. A aura de firmeza inabal\u00e1vel que coroava o golpismo parlamentar se dissipou aos olhos da oposi\u00e7\u00e3o. Um dos elementos dessa profana\u00e7\u00e3o foi, sem d\u00favida, que a promessa de p\u00f4r fim \u00e0 estagna\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica n\u00e3o se cumpriu. O professor <a href=\"http:\/\/paraibatododia.com.br\/2016\/12\/05\/o-que-vira-no-pos-temer\/\">Jonas Duarte<\/a> tem sua raz\u00e3o quando afirma que:<\/p>\n<p>&#8220;<i>O prometido rem\u00e9dio amargo para a sociedade brasileira, para retirar o pa\u00eds da crise econ\u00f4mica n\u00e3o surtiu efeito. [&#8230;] Como vemos, eles erram muito em seus c\u00e1lculos e planos. A din\u00e2mica do processo social \u00e9 muito diferente do calculado em pal\u00e1cios, nos bastidores da pol\u00edtica. E cada dia se deteriora em maior velocidade o sustent\u00e1culo capitalista, criando espa\u00e7o para grandes embates. As massas trabalhadoras em geral tomam consci\u00eancia rapidamente do que representa esse Governo e compreende seus interesses.&#8221;<\/i><\/p>\n<p>Um term\u00f4metro que n\u00e3o deixa d\u00favida quanto a essas afirma\u00e7\u00f5es \u00e9 a edi\u00e7\u00e3o online de 09\/12 do Valor Econ\u00f4mico, provavelmente a mais consciente e ilustrada m\u00eddia burguesa do pa\u00eds. O jornal parece ter o objetivo de alertar as classes propriet\u00e1rias para seu otimismo excessivo, atrav\u00e9s de reiteradas mat\u00e9rias. Em <a href=\"http:\/\/www.valor.com.br\/brasil\/4800395\/crise-politica-ainda-nao-assusta-economistas\">uma delas<\/a>, a menos abertamente pessimista, a manchete afirma que a &#8220;crise pol\u00edtica <i>ainda<\/i> n\u00e3o assusta economistas&#8221;:<\/p>\n<p>&#8220;<i>\u00c9 verdade que a deteriora\u00e7\u00e3o do quadro pol\u00edtico chama a aten\u00e7\u00e3o de bancos e consultorias, e h\u00e1 quem tenha reduzido a proje\u00e7\u00e3o de crescimento para 2017 por causa da piora desse cen\u00e1rio, como fez a Oxford Economics. A consultoria rebaixou a estimativa de expans\u00e3o de 0,8% para 0,4%, avaliando que um ambiente pol\u00edtico mais turbulento dever\u00e1 ter impacto s significativos sobre a economia, embora transit\u00f3rios.<\/i><\/p>\n<p><i>Boa parte dos analistas, por\u00e9m, tem adotado uma vis\u00e3o mais pragm\u00e1tica, como diz o economista-chefe da Mau\u00e1 Capital, Alexandre de \u00c1zara. Ele nota que as perspectivas hoje s\u00e3o de que o Congresso aprovar\u00e1 uma reforma da Previd\u00eancia em 2017, &#8220;com mais ou menos dor&#8221;. O projeto que limita o crescimento dos gastos da Uni\u00e3o, por sua vez, deve passar no segundo turno no Senado j\u00e1 na semana que vem, diz \u00c1zara.<\/i><\/p>\n<p><i>O economista-chefe do Banco Safra, Carlos Kawall, tamb\u00e9m destaca os avan\u00e7os ocorridos nos \u00faltimos seis meses em rela\u00e7\u00e3o ao andamento das reformas. &#8220;O quadro \u00e9 mais positivo do que se poderia imaginar&#8221;, diz ele, tamb\u00e9m destacando que o projeto do teto de gastos dever\u00e1 ser aprovado pelo Senado na pr\u00f3xima semana. &#8220;E o projeto de reforma da Previd\u00eancia j\u00e1 foi enviado ao Congresso.&#8221;<\/i><\/p>\n<p><i>Kawall avalia que, mesmo com o surgimento de crises como a que levou \u00e0 demiss\u00e3o de Geddel e o embate entre Renan e o STF, a agenda de medidas fiscais n\u00e3o deixou de andar no Congresso. No caso do conflito envolvendo o presidente do Senado, ele aponta uma &#8220;mobiliza\u00e7\u00e3o fort\u00edssima&#8221; do mundo pol\u00edtico e do pr\u00f3prio Supremo para superar o impasse e normalizar o funcionamento do Congresso. A ideia de que o Banco Central (BC) ser\u00e1 mais flex\u00edvel na condu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica monet\u00e1ria, depois da divulga\u00e7\u00e3o da ata do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom), tamb\u00e9m tranquilizou o mercado nesta semana, diz Kawall. [&#8230;]<\/i><\/p>\n<p><i>O que tem atrapalhado de fato a recupera\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica, segundo ele, <b>\u00e9 a deteriora\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho, que deve prosseguir ao longo do ano que vem<\/b>, e o processo de desalavancagem de empresas e fam\u00edlias ap\u00f3s o forte ciclo de expans\u00e3o de cr\u00e9dito que marcou a gest\u00e3o anterior. Diante dos dados ruins para o terceiro trimestre, Oreng revisou sua estimativa para o PIB em 2017, de uma alta de 0,5% para 0,2%.&#8221;<\/i><\/p>\n<p>O Valor deixa para a boca de dois entrevistados (<a href=\"http:\/\/www.valor.com.br\/financas\/4800253\/situacao-e-mais-grave-do-que-os-precos-de-mercado-estao-refletindo\">Luis Eduardo Assis<\/a> e <a href=\"http:\/\/www.valor.com.br\/cultura\/4800127\/regime-fiscal-pode-gerar-impasse-politico\">Nelson Marconi<\/a>) as not\u00edcias ainda mais pessimistas:<\/p>\n<p>&#8220;<i>A crise pol\u00edtica e institucional pela qual o pa\u00eds est\u00e1 passando \u00e9 t\u00e3o grave quanto a econ\u00f4mica &#8211; que, por sua vez, <b>\u00e9 a maior da hist\u00f3ria<\/b>. Mas <b>o mercado financeiro n\u00e3o est\u00e1 refletindo corretamente esse ambiente<\/b>. Para o economista Luis Eduardo Assis, ex-diretor do Banco Central, a situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica tende, nos pr\u00f3ximos meses, a contaminar o mercado, porque ficar\u00e1 claro que nada do que est\u00e1 sendo proposto at\u00e9 aqui ser\u00e1 suficiente para promover a recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. &#8220;A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito mais grave do que os pre\u00e7os de mercado est\u00e3o refletindo&#8221;, afirma. &#8220;O que consola o mercado \u00e9 que a PEC dos gastos est\u00e1 praticamente votada. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que a PEC dos gastos est\u00e1 longe de ser a solu\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/i><\/p>\n<p><i>Valor: A recente instabilidade pol\u00edtica colocou em xeque a melhora da confian\u00e7a do mercado no novo governo?<\/i><\/p>\n<p><i>Luis Eduardo Assis: Eu acho que isso tudo n\u00e3o \u00e9 exatamente uma surpresa. A ideia de que uma resolu\u00e7\u00e3o do impasse ap\u00f3s o impeachment provocaria uma recupera\u00e7\u00e3o da confian\u00e7a e que isso provocaria uma recupera\u00e7\u00e3o da economia \u00e9 uma ideia ing\u00eanua. O fato \u00e9 que a economia est\u00e1 numa situa\u00e7\u00e3o em que n\u00e3o h\u00e1 foco de dinamismo.<\/i><\/p>\n<p><i>Valor: No limite, para onde essa crise institucional pode nos levar?<\/i><\/p>\n<p><i>Assis: Eu acho que o maior risco \u00e9 de uma agenda populista em 2018. Esse \u00e9 um risco real. Uma agenda que simplifique os problemas, que privilegie o curto prazo, que procure de uma maneira maniqueista os culpados pela crise. Muito provavelmente, a campanha de 2018 vai ocorrer num ambiente de elevado desemprego. Essas propostas de reforma, que s\u00e3o absolutamente essenciais e positivas, n\u00e3o v\u00e3o surtir efeito sobre o crescimento at\u00e9 l\u00e1 a ponto das pessoas acharem que valeu a pena o sacrif\u00edcio. S\u00e3o reformas de longo prazo, que em primeiro lugar evitam um colapso.<\/i><\/p>\n<p><i>Valor: Diante dessas incertezas, os pre\u00e7os de mercado est\u00e3o no lugar certo?<\/i><\/p>\n<p><i>Assis: Estamos falando num momento tenso e curioso. O mercado reagiu de forma positiva [ao epis\u00f3dio da perman\u00eancia de Renan Calheiros como presidente do Senado]. Mas essa percep\u00e7\u00e3o vai mudar nas pr\u00f3ximas semanas. O pa\u00eds n\u00e3o vai derreter, n\u00e3o vamos entrar numa crise da qual n\u00e3o possamos sair, mas na minha opini\u00e3o a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito mais grave do que os pre\u00e7os de mercado est\u00e3o refletindo. A tend\u00eancia \u00e9 olhar as quest\u00f5es que afetam o curto prazo<b>. O que consola o mercado \u00e9 que a PEC dos gastos est\u00e1 praticamente votada. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que a PEC dos gastos est\u00e1 longe de ser a solu\u00e7\u00e3o. At\u00e9 porque, se a reforma da Previd\u00eancia n\u00e3o for aceita, a PEC dos gastos ser\u00e1 inviabilizada<\/b>.&#8221;<\/i><\/p>\n<p>&#8220;<b>Ineficaz no curto prazo e invi\u00e1vel no longo<\/b>, o &#8220;novo regime fiscal&#8221; proposto na PEC 55 tenta reduzir radicalmente o papel do Estado na economia brasileira, mas vai gerar um grande impasse pol\u00edtico, segundo o economista Nelson Marconi, da Escola de Economia de S\u00e3o Paulo, da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (Eesp\/FGV-SP). Press\u00e3o de servidores para aumentar aumentar sal\u00e1rios, como ocorreu neste ano com o Judici\u00e1rio, compromete ainda mais a efic\u00e1cia da emenda constitucional.<\/p>\n<p>Marconi simulou os efeitos da PEC sobre o resultado prim\u00e1rio e o endividamento p\u00fablico e chegou a resultados desanimadores: <b>s\u00f3 ap\u00f3s seis anos vir\u00e1 um super\u00e1vit prim\u00e1rio e, ao fim, a capacidade de investimento do governo evapora, n\u00e3o apenas nas \u00e1reas j\u00e1 apontadas da sa\u00fade e da educa\u00e7\u00e3o. O presidente Michel Temer (PMDB), por\u00e9m, est\u00e1 em posi\u00e7\u00e3o confort\u00e1vel: no pr\u00f3ximo ano, a infla\u00e7\u00e3o declinante permite aumento real dos gastos<\/b>. [&#8230;]<\/p>\n<p>Valor: Um conflito t\u00e3o rigoroso atinge politicamente o governo?<\/p>\n<p>Marconi: A quest\u00e3o \u00e9 que esse conflito n\u00e3o vai cair no colo de Temer, mas do pr\u00f3ximo presidente. Hoje, a infla\u00e7\u00e3o est\u00e1 caindo; o projeto prev\u00ea controlar os gastos pela infla\u00e7\u00e3o do ano anterior. Se neste ano vai ser 7% e no ano que vem cai para 4,5%, o gasto pode subir 7%, um aumento real. O verdadeiro conflito come\u00e7a quando a infla\u00e7\u00e3o se estabilizar. A situa\u00e7\u00e3o de Temer \u00e9 confort\u00e1vel, o pr\u00f3ximo \u00e9 que vai receber o abacaxi. Vai ter que mexer nessa regra e vai ouvir de algu\u00e9m que \u00e9 expansionista, gastador. Politicamente, est\u00e1 sendo gerado um problema muito s\u00e9rio. [&#8230;]<\/p>\n<p>Valor: Cuja reforma acaba de ser enviada ao Congresso.<\/p>\n<p>Marconi: A reforma da Previd\u00eancia \u00e9 mais dif\u00edcil de ser aprovada, porque de fato as pessoas sentem no bolso. Al\u00e9m disso, a situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica \u00e9 complicada e est\u00e1 se degradando rapidamente. V\u00e3o ter muita dificuldade em aprovar. Outra coisa \u00e9 que precisa ser feita, mas n\u00e3o gera resultados no curto prazo&#8221;<\/p>\n<p>Ou seja: as for\u00e7as pol\u00edticas que governam o Estado em favor das classes dominantes, por mais que afirmem suas certezas, na verdade n\u00e3o t\u00eam a menor condi\u00e7\u00e3o de saberem se, efetivamente, as duras batalhas que t\u00eam lutado trar\u00e3o uma solu\u00e7\u00e3o definitiva \u00e0 crise pela qual passa o vive. O que n\u00e3o significa dizer que tais medidas trar\u00e3o vultuosos lucros para as fra\u00e7\u00f5es dominantes da burguesia brasileira, como aponta o progn\u00f3stico do <a href=\"http:\/\/www.dci.com.br\/financas\/previdencia-privada-deve-ter-atuacao-forte-e-produtos-em-2017%3Cbr%3E-id593140.html\">DCI<\/a>, celebrando os lucros do setor de previd\u00eancia privada. Mas que significa, sim, que cada vez mais Temer ter\u00e1 de recorrer a medidas pontuais e esparsas, que produzir\u00e3o toda a sorte de contradi\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil prever, por exemplo, as potencialidades explosivas das medidas que o governo vem estudando, conforme anunciou a <a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mercado\/2016\/12\/1839790-governo-estuda-liberar-fatia-do-fgts-para-trabalhador-pagar-dividas.shtml\">Folha<\/a>:<\/p>\n<p>&#8220;<i>A autoriza\u00e7\u00e3o do saque de uma parcela do FGTS para que trabalhadores possam quitar empr\u00e9stimos com bancos est\u00e1 sendo estudada pelo governo Michel Temer para tentar acelerar a recupera\u00e7\u00e3o da economia brasileira. <\/i>[Leia-se: espoliando os recursos dispon\u00edveis para os trabalhadores quando se vejam desempregados, em favor dos lucros banc\u00e1rios e da redu\u00e7\u00e3o da inadimpl\u00eancia]<\/p>\n<p><i>Outra medida sob an\u00e1lise do Pal\u00e1cio do Planalto \u00e9 a libera\u00e7\u00e3o de recursos que os grandes bancos depositam obrigatoriamente no Banco Central, os dep\u00f3sitos compuls\u00f3rios, para us\u00e1-los no refinanciamento de pessoas jur\u00eddicas e f\u00edsicas&#8221;.<\/i>]<\/p>\n<p>Conforme o governo Temer sofra derrotas em suas contrarreformas, ou que mesmo suas vit\u00f3rias se demonstrem <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Vit%C3%B3ria_p%C3%ADrrica\">p\u00edrricas<\/a>, maiores ser\u00e3o as condi\u00e7\u00f5es subjetivas e objetivas de resist\u00eancia e retomada da ofensiva da classe trabalhadora e da esquerda revolucion\u00e1ria. Se nem as classes dominantes, ap\u00f3s todas suas vit\u00f3rias de 2016, tomam por dado seu sucesso em 2017, n\u00e3o dever\u00e3o ser os comunistas a faz\u00ea-lo. A luta de classes segue e se acirra, no ano do centen\u00e1rio da Revolu\u00e7\u00e3o Socialista russa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Por Gabriel Landi Fazzio \u00c0s portas da revolu\u00e7\u00e3o de outubro de 1917, Lenin insistia em repetir que a insurrei\u00e7\u00e3o \u00e9 uma arte. O \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/12892\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":true,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[190],"tags":[],"class_list":["post-12892","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-fora-temer"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-3lW","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12892","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12892"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12892\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12892"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12892"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12892"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}