{"id":12985,"date":"2016-12-21T23:37:15","date_gmt":"2016-12-22T02:37:15","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=12985"},"modified":"2017-01-05T09:39:53","modified_gmt":"2017-01-05T12:39:53","slug":"ieltsin-e-a-sua-luta-contra-a-russia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/12985","title":{"rendered":"Ieltsin e a sua luta contra a R\u00fassia"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.odiario.info\/b2-img\/Ieltsin.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/><strong>Mem\u00f3rias de um contra-revolucion\u00e1rio<\/strong><br \/>\nMiguel Urbano Rodrigues<\/p>\n<p>Ieltsin foi ao mesmo tempo um ator e uma consequ\u00eancia do processo de degenera\u00e7\u00e3o da URSS. As suas \u201cmem\u00f3rias\u201d d\u00e3o o retrato de um per\u00edodo em que os elementos dessa enorme trag\u00e9dia se misturam com a a\u00e7\u00e3o de personagens moral e pessoalmente abjetos, aspecto em que, evidentemente, se destaca.<!--more--><\/p>\n<p>Na contra-capa das mem\u00f3rias de Boris Ieltsin*, a editora Livros do Brasil insere a opini\u00e3o de um historiador ingl\u00eas, Geoffrey Hosking, segundo o qual o ex- presidente da R\u00fassia escreveu \u00abuma obra extraordinariamente interessante\u00bb, por ser \u00abmuito honesta\u00bb.<\/p>\n<p>Mente. \u00c9 desonesta e desinteressante.<\/p>\n<p>Pretende ser um Di\u00e1rio. N\u00e3o \u00e9. Foi escrito entre agosto de 1991 e outubro de 1993. Depois parou. Alguns cap\u00edtulos s\u00e3o datados; outros n\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas dificilmente o livro pode enquadrar-se no g\u00eanero mem\u00f3rias.<\/p>\n<p>Tudo \u00e9 mau nele. A reflex\u00e3o sobre a Hist\u00f3ria, as opini\u00f5es sobre militares, ministros, amigos, advers\u00e1rios e inimigos. A evoca\u00e7\u00e3o do passado em diferentes \u00e9pocas interrompe abruptamente o relato de crises em desenvolvimento.<\/p>\n<p>O t\u00edtulo da obra na tradu\u00e7\u00e3o portuguesa \u00e9 \u00abA Luta pela R\u00fassia\u00bb, mas a maioria dos leitores ter\u00e1 motivos de sobra para concluir que o t\u00edtulo \u00abA Luta contra a R\u00fassia\u00bb seria muito mais adequado.<br \/>\nOs primeiros cap\u00edtulos s\u00e3o dedicados aos acontecimentos de agosto de 1991 e ao fracassado putsch cujo desfecho foi a secess\u00e3o das rep\u00fablicas que constitu\u00edam a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica.<\/p>\n<p>Anos depois, j\u00e1 com Ieltsin instalado na presid\u00eancia da R\u00fassia, conheci Anatoly Lukyanov, presidente do Soviete Supremo durante o governo de Gorbatchov.<\/p>\n<p>Encontrava-me en Moscou em dezembro de 1993 como membro da Assembleia da Rep\u00fablica convidada a acompanhar as elei\u00e7\u00f5es para o Assembleia Federal russa, um parlamento bicameral.<br \/>\nA atmosfera era incompat\u00edvel com uma consulta democr\u00e1tica.<\/p>\n<p>A elei\u00e7\u00e3o seria regulamentada pela nova Constitui\u00e7\u00e3o, mas o povo desconhecia esse texto, que fora publicado pelo Pravda horas antes do in\u00edcio da vota\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os partidos distribu\u00edam propaganda nas se\u00e7\u00f5es de voto e registei que marido e mulher entravam simultaneamente nas cabinas de vota\u00e7\u00e3o. Transmiti como observador numa se\u00e7\u00e3o o meu protesto ao presidente da mesa e ele respondeu que, sendo marido e mulher, \u00abdormindo na mesma cama, n\u00e3o havia motivo para n\u00e3o votarem juntos\u00bb.<\/p>\n<p>Recordo que eu e um deputado comunista grego, num plen\u00e1rio de observadores internacionais realizado na embaixada da Fran\u00e7a, fomos os \u00fanicos entre centenas a declarar que as elei\u00e7\u00f5es careciam de credibilidade m\u00ednima.<\/p>\n<p>Anatoly Lukyanov contou-me que Gorbatchov j\u00e1 estava totalmente desprestigiado na R\u00fassia muito antes do putsch de 91. Teimava em fazer a apologia da perestroika mas mal o ouviam. A maioria dos membros do Politburo, quando ele falava, olhava para Alexandr Yakovledv que fora o ide\u00f3logo da chamada reestrutura\u00e7\u00e3o e era o mentor intelectual do secret\u00e1rio-geral do Partido.<\/p>\n<p>A atmosfera era de descontentamento generalizado. As massas encaravam com apreens\u00e3o o futuro imediato.<\/p>\n<p>A economia, em vez de aumentar, afundara-se. Nos supermercados havia escassez de alimentos e de outros produtos essenciais.<\/p>\n<p>Ieltsin, meses antes, exigira a demiss\u00e3o de Gorbatchov, mas depois entendera-se com ele para promoverem a substitui\u00e7\u00e3o da URSS por uma \u00abconfedera\u00e7\u00e3o de estados soberanos\u00bb. O projeto n\u00e3o teve pernas para andar e quando o grupo que concebeu o putsch anunciou que Gorbatchov estava doente e incapacitado para exercer as suas fun\u00e7\u00f5es, Ieltsin deu uma cambalhota.<\/p>\n<p>Os mais destacados l\u00edderes putschistas &#8211; Yanaiev, o general Yazov e Kyuchkov, chefe do KGB &#8211; atuaram como novi\u00e7os em pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Decretaram o estado de emerg\u00eancia em Moscou, assumiram o controle da televis\u00e3o e da r\u00e1dio e mobilizaram importantes for\u00e7as militares que cercaram o edif\u00edcio da chamada Casa Branca, onde ent\u00e3o funcionava o governo da R\u00fassia. Mas esqueceram-se de cortar o telefone do gabinete de Ieltsin.<\/p>\n<p>Este p\u00f4de falar com altas patentes militares e sair da Casa Branca sem ser detido, subir para um tanque, arengar dali o povo num discurso inflamado e regressar tranquilamente ao seu gabinete de trabalho. Conversou depois pelo telefone com Yanaiev e outros putschistas.<\/p>\n<p>Lukyanov, na conversa que mantivemos, esbo\u00e7ou um quadro da situa\u00e7\u00e3o muito diferente daquele que Ieltsin e os governantes e media do Ocidente apresentaram ao mundo. Segundo ele, os moscovitas sa\u00edram \u00e0s ruas numa atitude de expectativa. N\u00e3o apoiaram o putsch, mas tamb\u00e9m n\u00e3o aclamaram Ieltsin.<br \/>\nA Casa Branca estava indefesa e podia ter sido ocupada, segundo o pr\u00f3prio Ieltsin, por um simples comando de tropas especiais. Mas n\u00e3o houve ataque.<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio, o golpe assumiu contornos de com\u00e9dia dram\u00e1tica.<\/p>\n<p>Lukyanov, que participara discretamente no putsch, contou-me que Gorbatchov, que estava em f\u00e9rias na Crimeia, saiu sem ser preso da resid\u00eancia e tomou o avi\u00e3o para Moscou depois de recusar a proposta para renunciar apresentada pelos representantes dos golpistas.<\/p>\n<p>Na capital, recebido afetuosamente por Ieltsin, submeteu-se docilmente a todas as imposi\u00e7\u00f5es do presidente russo.<\/p>\n<p>A suprema capitula\u00e7\u00e3o foi o documento assinado por ambos que extinguiu o Partido Comunista da URSS.<br \/>\nN\u00e3o houve por\u00e9m resist\u00eancia. O Partido, que contava ent\u00e3o quase 20 milh\u00f5es de filiados, havia apodrecido h\u00e1 muito; n\u00e3o era mais uma organiza\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria.<\/p>\n<p>THATCHER E OS ESTADOS UNIDOS<\/p>\n<p>No cap\u00edtulo seguinte, rompendo a desordenada cronologia, Ieltsin comenta os seus contatos com l\u00edderes ocidentais. Cobre de elogios Margaret Thatcher e George Bush, confessa ter aprendido muito com ambos, e escreve a prop\u00f3sito do encontro com a primeira-ministra brit\u00e2nica: \u00abn\u00e3o me recordo de ter mantido uma conversa mais interessante em toda a minha vida\u00bb. Gra\u00e7as a \u00abessa grande dama, a sinceridade tornou- se componente da diplomacia\u00bb. Bush tamb\u00e9m o deslumbrou. Mas esclarece estar \u00abimensamente grato\u00bb aos primeiros-ministros da Fran\u00e7a, da Espanha e da It\u00e1lia\u00bb.<\/p>\n<p>\u00c0 sabedoria do chanceler alem\u00e3o Helmut Kohl deve tamb\u00e9m muito.<\/p>\n<p>A sua vis\u00e3o do mundo mudou, confessa, durante a primeira viagem aos EUA em 1989. Ao sobrevoar a est\u00e1tua da liberdade em Nova Iorque foi tocado por \u00abuma forte sensa\u00e7\u00e3o de liberdade\u00bb. Mas foi durante uma sauna, mais tarde, que teve uma revela\u00e7\u00e3o: \u00abeu era um comunista por tradi\u00e7\u00e3o sovi\u00e9tica, por in\u00e9rcia, por educa\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o por convic\u00e7\u00e3o\u00bb. Ter\u00e1 sido esse um dos seus raros desabafos honestos.<\/p>\n<p>Uma conversa que escutou entre Dick Cheney e James Baker, quando o primeiro pedia ao outro um sumo de frutas, ajudou-o a perceber os EUA. E formulou a si mesmo uma pergunta: \u00abPor que ser\u00e3o assim os americanos? Compreendi que isso se devia ao fato de serem pessoas absolutamente independentes \u2013 mesmo do pr\u00f3prio presidente &#8211; e por isso podiam trabalhar pelas suas ideias, por uma causa\u00bb.<\/p>\n<p>P\u00e1ginas como essas parecem escritas por um ser extra-terrestre.<\/p>\n<p>O BOMBARDEAMENTO DA CASA BRANCA<\/p>\n<p>O cap\u00edtulo 6 \u00e9 dedicado \u00e0 \u00abterapia de choque\u00bb, a receita do FMI e do Goldman Sachs, para destruir a heran\u00e7a da Revolu\u00e7\u00e3o de Outubro e implantar o capitalismo selvagem sobre as ruinas da economia sovi\u00e9tica.<\/p>\n<p>Pelo meio, muitas p\u00e1ginas s\u00e3o dedicadas \u00e0 esposa, \u00e0s filhas e netas e a insultos ao povo russo e \u00e0 incapacidade por ele manifestada atrav\u00e9s dos seculos para \u00abaderir a uma pol\u00edtica consistente\u00bb. Somente apos meados do seculo XIX, com o czar Alexandre III, ter\u00e3o entrado \u00abfinalmente na fam\u00edlia das na\u00e7\u00f5es civilizadas\u00bb. Mas por pouco tempo.<\/p>\n<p>Reconhece e comenta o fracasso da \u00abterapia de choque\u00bb. E desanca o super-ministro Guennady Burbulis e o seu amigo e homem de confian\u00e7a Yegor Gaidar que na reconvers\u00e3o da Economia n\u00e3o \u00abtinha compreendido o seu pr\u00f3prio papel e o seu lugar\u00bb.<\/p>\n<p>A corrup\u00e7\u00e3o atingira n\u00edveis in\u00e9ditos. Milh\u00f5es de russos tinham ca\u00eddo em pobreza extrema. Quando a situa\u00e7\u00e3o se tornou explosiva, Gaidar, ent\u00e3o primeiro-ministro, sem consultar Ieltsin, apresentou no Parlamento a demiss\u00e3o coletiva do governo.<\/p>\n<p>Surpreso e indignado, Ieltsin comenta: \u00abFoi como se me desse um murro na cara\u00bb.<\/p>\n<p>O parlamento rejeitou a demiss\u00e3o coletiva e exigiu apenas a sa\u00edda de quatro ministros.<\/p>\n<p>Os acontecimentos precipitaram-se, tomando um rumo imprevisto.<\/p>\n<p>O presidente do Congresso &#8211; constitu\u00eddo por duas C\u00e2maras &#8211; Rutskoi, que era vice presidente da R\u00fassia, pronunciou um discurso desafiador.<\/p>\n<p>Ieltsin, que em cap\u00edtulos anteriores elogiara as suas qualidades, despeja sobre ele uma torrente de cr\u00edticas. Ali\u00e1s, qualifica muitas vezes os inimigos de fascistas e insiste em se apresentar como um paladino da democracia.<\/p>\n<p>Para caracterizar a ca\u00f3tica situa\u00e7\u00e3o existente, utiliza uma linguagem enigm\u00e1tica que poucos entenderam: \u00abo pa\u00eds estava a entrar num per\u00edodo dif\u00edcil de aliena\u00e7\u00e3o social\u00bb.<\/p>\n<p>Um ter\u00e7o do livro, quase 100 p\u00e1ginas, \u00e9 dedicado ao conflito com o legislativo que desemboca no bombardeamento e quase destrui\u00e7\u00e3o do edif\u00edcio da Casa Branca, sede do Congresso.<\/p>\n<p>Ieltsin, instalado ent\u00e3o no Kremlin, lembra que Bush lhe telefonou pedindo que evitasse a sa\u00edda de Gaidar.<\/p>\n<p>A narrativa toma rumos inesperados. O autor pula com frequ\u00eancia de reminisc\u00eancias da juventude, da sua carreira no Partido nos Urais para o namoro com a futura mulher, e dai para epis\u00f3dios do quotidiano familiar, a reforma monet\u00e1ria, para voltar ao conflito com o Legislativo a que chama alternadamente Congresso, Parlamento e at\u00e9 Soviete Supremo.<\/p>\n<p>Porque Ieltsin era alco\u00f3latra, sou levado a crer que muitas p\u00e1ginas, ca\u00f3ticas e delirantes, foram escritas em estado de embriaguez.<\/p>\n<p>A rebeli\u00e3o armada do Parlamento em outubro de 1993 \u00e9 comentada em tr\u00eas cap\u00edtulos. As For\u00e7as Armadas tardaram a atender aos apelos dos chefes militares que apoiavam Ieltsin, mas, ap\u00f3s uma fase de hesita\u00e7\u00f5es, bombardearam a Casa Branca, matando dezenas de deputados.<\/p>\n<p>Sublinho que alguns membros destacados do Parlamento e o seu l\u00edder, Rutskoi, tinham sido aliados de Ieltsin na luta contra o putsch de 91.<\/p>\n<p>Ieltsin informa que os participantes presos apos o golpe de 91 e os participantes nos acontecimentos de Outubro de 93 foram todos amnistiados sem julgamento em Fevereiro de 1994.<\/p>\n<p>Conclus\u00e3o pessoal. Ieltsin \u00e9 um desequilibrado, profundamente reacion\u00e1rio, na fronteira da loucura.<\/p>\n<hr \/>\n<p><em>*Boris Ieltsin A Luta pela R\u00fassia, Editora Livros do Brasil, 364 p\u00e1gs., Lisboa, 1994<\/em><\/p>\n<p>http:\/\/www.odiario.info\/ieltsin-e-a-sua-luta-contra\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Mem\u00f3rias de um contra-revolucion\u00e1rio Miguel Urbano Rodrigues Ieltsin foi ao mesmo tempo um ator e uma consequ\u00eancia do processo de degenera\u00e7\u00e3o da URSS. \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/12985\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":true,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-12985","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s10-internacional"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-3nr","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12985","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12985"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12985\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12985"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12985"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12985"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}