{"id":13040,"date":"2016-12-26T23:37:13","date_gmt":"2016-12-27T02:37:13","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=13040"},"modified":"2017-01-16T11:31:35","modified_gmt":"2017-01-16T14:31:35","slug":"losurdo-e-a-atualidade-da-luta-de-classes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/13040","title":{"rendered":"Losurdo e a atualidade da luta de classes"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/imagem.vermelho.org.br\/biblioteca\/miguel.jpg23700.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/>Por Miguel Urbano Rodrigues<\/p>\n<p>Losurdo \u00e9 um comunista pouco comum hoje. Decepcionado com a Rifondazione Comunista, aderiu ao jovem Partido dos Comunistas Italianos. Repudia qualquer tipo de dogmatismo. Fiel aos ensinamentos de Marx e Lenin, se distancia do dogmatismo subjetivista que durante d\u00e9cadas alcan\u00e7ou muitos partidos comunistas que, afirmando-se marxistas, negavam na pr\u00e1tica a op\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica.<!--more--><\/p>\n<p>A editora <em>El Viejo Topo<\/em> publicou, em 2014, em castelhano, seu \u00faltimo livro, <i>La Lucha de Clases. Una Historia Pol\u00edtica y Filos\u00f3fica [A Luta de Classes. Uma Hist\u00f3ria Pol\u00edtica e Filos\u00f3fica]<\/i>.* \u00c9 um ensaio dif\u00edcil, \u00e0s vezes pesado, por\u00e9m fascinante por sua lucidez e criatividade. O discurso de Losurdo sobre a luta de classes \u00e9 oportuno e atual\u00edssimo nestes tempos de confus\u00e3o ideol\u00f3gica promovida pela intelectualidade burguesa e por um sistema midi\u00e1tico a servi\u00e7o do capitalismo.<\/p>\n<p><b>DO <i>MANIFESTO<\/i> \u00c0 ESCRAVID\u00c3O<\/b><\/p>\n<p>Na introdu\u00e7\u00e3o, o autor recorda que o<i> Manifesto Comunista<\/i>, j\u00e1 desde seu come\u00e7o afirmava que \u201cA hist\u00f3ria de todas as sociedades at\u00e9 hoje existentes \u00e9 a hist\u00f3ria da luta de classes\u201d. <b><\/b>No primeiro cap\u00edtulo, Losurdo comenta o marco europeu e mundial de explora\u00e7\u00e3o do homem que deu origem ao <i>Manifesto Comunista<\/i> e \u00e0 reflex\u00e3o de Marx que desembocou na teoria da luta de classes. O choque entre opressores e oprimidos tornaria inevit\u00e1vel uma luta de classes para a emancipa\u00e7\u00e3o das v\u00edtimas.<\/p>\n<p>A Revolu\u00e7\u00e3o de 1848 contribuiu para que, \u201cao inv\u00e9s de se apresentar a primeira vista como econ\u00f4mica, a luta de classes assumisse as formas pol\u00edticas mais variadas (revoltas oper\u00e1rias e populares, insurrei\u00e7\u00f5es nacionais, repress\u00e3o desencadeada pela rea\u00e7\u00e3o interna e internacional que recorreu a meios militares e econ\u00f4micos) e em vez de desaparecer se tornou mais dura\u201d.<\/p>\n<p>Da Europa, salta o autor para os Estados Unidos. Marx, no primeiro livro de<i> O Capital<\/i>, qualifica a Guerra de Secess\u00e3o como \u201co \u00fanico acontecimento grandioso da hist\u00f3ria contempor\u00e2nea\u201d. N\u00e3o muitos anos mais tarde, o grande revolucion\u00e1rio compreendeu que a condi\u00e7\u00e3o dos negros na sociedade norte-americana, dominada por uma oligarquia, ia mudar muito menos do que ele esperava e desejava.<\/p>\n<p>Meditando sobre o fracasso da Revolu\u00e7\u00e3o de 1848, Marx e Engels n\u00e3o deixam de incentivar o proletariado das pot\u00eancias industrializadas a rebelar-se, destacando que, na Inglaterra, na Fran\u00e7a, na Alemanha, os trabalhadores n\u00e3o deixam de ser \u201cmodernos escravos\u201d. N\u00e3o esquecem, no entanto, que existe outro tipo de \u201cmodernos escravos\u201d: as na\u00e7\u00f5es oprimidas por estados poderosos e os povos das col\u00f4nias africanas e asi\u00e1ticas. Na Europa citam a Irlanda e a Pol\u00f4nia. Nelas, a luta pela independ\u00eancia \u00e9 uma modalidade da luta de classes.<\/p>\n<p>Para Losurdo, a Guerra 1914\/18 \u00e9 tamb\u00e9m uma express\u00e3o da luta de classes em triplo sentido. O conflito, segundo ele, remete \u00e0 luta das grandes pot\u00eancias capitalistas pela hegemonia mundial; nas metr\u00f3poles, a classe dominante reduz a combatividade do proletariado atrav\u00e9s da prova de for\u00e7a no plano internacional; e ao ampliar a explora\u00e7\u00e3o colonial, transforma a quest\u00e3o nacional em uma quest\u00e3o social que se transforma em uma luta de classes.<\/p>\n<p><b>AVAN\u00c7OS E RETROCESSOS DA REVOLU\u00c7\u00c3O<\/b><\/p>\n<p>A transi\u00e7\u00e3o do capitalismo ao socialismo e a extin\u00e7\u00e3o gradual do Estado s\u00e3o temas que trata exaustivamente nos cap\u00edtulos do II ao XII, sempre no contexto da luta de classes exacerbada depois da vit\u00f3ria de Outubro de 1917. A Nova Pol\u00edtica Econ\u00f4mica (NEP) foi criada depois do fracasso da pol\u00edtica do comunismo de guerra. A fome assolava o pa\u00eds invadido pelas pot\u00eancias da Entente e devastado pelos ex\u00e9rcitos dos generais brancos.<\/p>\n<p>Ao conceb\u00ea-la, Lenin sabia que seria um retrocesso da Revolu\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, que era indispens\u00e1vel para salv\u00e1-la. \u201cA classe oper\u00e1ria \u2013 escreveu em 1920, ainda durante o comunismo de guerra \u2013 ostenta o poder estatal, por\u00e9m esta obrigada a suportar grandes sacrif\u00edcios, a morrer e passar fome\u201d. O paradoxo, diz Losurdo, se tornou mais evidente com a imposi\u00e7\u00e3o da NEP: \u201cAgora quem vive em condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas ostensivamente melhores que as da classe dominante \u00e9 uma classe, ou setores de uma classe, que foi derrubada porque era exploradora\u201d. A apari\u00e7\u00e3o do <i>nepman<\/i>, rico, corrupto e arrogante, indignava os trabalhadores e suscitou cr\u00edticas de muitos militantes do Partido que chamavam a NEP de a \u201cNova Extors\u00e3o do Proletariado\u201d. Destacados dirigentes, como Alexandra Kollontai e seu ex-amante Shlyapnikov, aderiram \u00e0 chamada Oposi\u00e7\u00e3o Oper\u00e1ria.<\/p>\n<p>Losurdo dedica algumas p\u00e1ginas \u00e0 forma\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia de classe. Cita Gramsci, por\u00e9m, atento ao lado positivo do dirigente comunista italiano, n\u00e3o diz nada das amb\u00edguas teses gramscianas nas quais se inspirou, deformando-as, o eurocomunismo. Invoca com este prop\u00f3sito as opini\u00f5es de Mao Ts\u00e9 Tung quando advertia que a expropria\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica da burguesia n\u00e3o implicou seu desaparecimento como classe quando o Partido Comunista conquistou o poder.<\/p>\n<p>A Revolu\u00e7\u00e3o Chinesa merece uma aten\u00e7\u00e3o especial. Losurdo esteve pr\u00f3ximo ao mao\u00edsmo e assim \u00e9 percept\u00edvel em sua obra. De seu livro sobre a luta de classes se desprende a vis\u00e3o quase rom\u00e2ntica do rumo que tomou a China depois das grandes reformas de Deng Shiaoping. \u00c9 ineg\u00e1vel que foram decisivas na r\u00e1pida transforma\u00e7\u00e3o de um pa\u00eds atrasado, semicolonial, que cresceu a um ritmo in\u00e9dito e que hoje controla a segunda economia do mundo. N\u00e3o cabe neste artigo uma reflex\u00e3o sequer superficial sobre a complexa experi\u00eancia chinesa. Por\u00e9m, creio ser \u00fatil esclarecer que uma acad\u00eamica marxista francesa, Myl\u00e8ne Gaulard, afirma em sua tese doutoral, que a China continua sendo um pa\u00eds capitalista.<\/p>\n<p><strong>A TEM\u00c1TICA <\/strong><strong>DA<\/strong><em><strong> NIVELA\u00c7\u00c3O UNIVERSAL<\/strong><\/em><\/p>\n<p>No cap\u00edtulo II, Losurdo aborda a tem\u00e1tica da \u201cnivela\u00e7\u00e3o universal\u201d. Rebatendo a falsidade da tese de Alexis de Tocqueville \u2013 um escritor venerado pela burguesia francesa \u2013 em seu livro <i>A democracia na Am\u00e9rica<\/i>, segundo o qual na Europa, em meados do s\u00e9culo XIX, j\u00e1 n\u00e3o existiam praticamente as classes sociais, o fil\u00f3sofo italiano afirma que se trata de um disparate reacion\u00e1rio.<\/p>\n<p>Para o liberal franc\u00eas, desde o s\u00e9culo XI se tinha iniciado no Ocidente \u201cuma revolu\u00e7\u00e3o nas condi\u00e7\u00f5es de vida\u201d dos povos que conduziu progressivamente a uma \u201cnivela\u00e7\u00e3o universal\u201d. Na escala social, a nobreza teria recuado e a plebe avan\u00e7ado. E que rapidamente se juntariam. Viveu o suficiente (morreu em 1859) para verificar consternado como a revolu\u00e7\u00e3o industrial inglesa deixou cair por terra sua absurda teoria. Por certo, Tocqueville admitia que a \u201cnivela\u00e7\u00e3o\u201d n\u00e3o impedia a exist\u00eancia de grandes desn\u00edveis entre os europeus e os africanos e asi\u00e1ticos.<\/p>\n<p>Losurdo destaca que em seu deslumbramento americano, Tocqueville parece esquecer a exist\u00eancia de milh\u00f5es de escravos negros na p\u00e1tria de Washington e Jefferson. Com seu desprezo pela \u201cra\u00e7a amarela\u201d, o autor da <i>Democracia na Am\u00e9rica<\/i> desconhece tamb\u00e9m que, inclusive em 1820, a China representava 32% do PIB mundial e a \u00cdndia, 15%. O imperialismo brit\u00e2nico arruinou rapidamente estes pa\u00edses.<\/p>\n<p><b>O MITO DA PAZ UNIVERSAL. <\/b><b><span lang=\"ES\">DE <\/span><\/b><b>STUART MILL A H. ARENDT E HABERMAS<\/b><\/p>\n<p>No mesmo cap\u00edtulo II e no XI, Losurdo evoca os debates sobre o mito da paz universal e comenta as posi\u00e7\u00f5es de Hannah Arendt e de Jurgen Habermas relacionadas ao imagin\u00e1rio de uma nova ordem mundial que impediria novas guerras.<\/p>\n<p>O liberal Staurt Mill identificou no Imp\u00e9rio Brit\u00e2nico o pr\u00f3logo de uma futura comunidade universal e da coopera\u00e7\u00e3o e a paz entre os povos. Para ele, nenhum outro povo encarna como o brit\u00e2nico a causa da liberdade e da moralidade internacional, e pretende justificar esta monstruosa opini\u00e3o afirmando que as popula\u00e7\u00f5es atrasadas t\u00eam o m\u00e1ximo interesse em integrar-se a esse imp\u00e9rio para evitar sua absor\u00e7\u00e3o por qualquer outro estado colonizador. Sua conclus\u00e3o \u00e9 que muito em breve as guerras seriam imposs\u00edveis. Losurdo, obviamente, ridiculariza e pulveriza o discurso imperialista de Stuart Mill.<\/p>\n<p>Diferentes, por\u00e9m igualmente absurdas, s\u00e3o as opini\u00f5es sobre a transforma\u00e7\u00e3o do mundo de Hannah Arendt e do fil\u00f3sofo Habermas. A sionista americana qualifica a luta de classes de \u201cpesadelo\u201d. Para ela, a ci\u00eancia e a tecnologia estavam contribuindo com o advento de uma nova ordem mundial.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria desmente esta esperan\u00e7a. Losurdo cita dois exemplos. A introdu\u00e7\u00e3o no Sul dos Estados Unidos da m\u00e1quina separadora de algod\u00e3o n\u00e3o afetou minimamente, segundo ele, o trabalho escravo. Se em 1790 o total de escravos ascendia a 697.000, em 1861, v\u00e9speras da Guerra de Secess\u00e3o, ultrapassava os 4 milh\u00f5es. Na \u00cdndia, em 1864, o governador geral definia como uma cat\u00e1strofe social a introdu\u00e7\u00e3o da maquinaria algodoeira que arruinou milh\u00f5es de tecel\u00f5es hindus. \u201cDificilmente, escreveu, na hist\u00f3ria do com\u00e9rcio tem compara\u00e7\u00e3o tamanha mis\u00e9ria\u201d.<\/p>\n<p>Contrapondo os benef\u00edcios da tecnologia aos males da luta de classes, Arendt esbo\u00e7a um panorama otimista do futuro. O fil\u00f3sofo Habermas considera a luta de classes obsoleta e desnecess\u00e1ria. Em sua opini\u00e3o, o estado social de depois da II Guerra Mundial conduziu, tanto sob governos socialdemocratas como conservadores, a uma pacifica\u00e7\u00e3o dos trabalhadores. Esta ing\u00eanua convic\u00e7\u00e3o n\u00e3o tinha base cient\u00edfica alguma. A brutal ofensiva do neoliberalismo, inspirado nas teses reacion\u00e1rias do austr\u00edaco Friedrich Hayek, destruiu as bases do chamado estado social em toda Europa.<\/p>\n<p><b>O POPULISMO E A LUTA DE CLASSES<\/b><\/p>\n<p>O \u00faltimo cap\u00edtulo do livro, o XII, retorna \u00e0 luta de classes entre o marxismo e o populismo. O autor cita v\u00e1rias vezes Simone Weil. Para Marx, a luta de classes \u00e9 o motor do processo hist\u00f3rico e social. Para Weil, \u201c\u00e9 um momento moralmente privilegiado na hist\u00f3ria e na vida dos homens\u201d. A autora francesa \u00e9 uma cr\u00edtica severa da modernidade, da ind\u00fastria e das novas tecnologias.<\/p>\n<p>Seu populismo tem afinidades com o pacifismo de Gandhi e com as ideias do senegal\u00eas Senghor, inclusive com o projeto de Proudhon de ajuda aos pobres. Losurdo pensa que o populismo, sobretudo o de esquerda, \u201cestimula uma vis\u00e3o da luta de classes que exclui de seu raio de a\u00e7\u00e3o acontecimentos decisivos da hist\u00f3ria mundial\u201d.<\/p>\n<p>Acrescentarei de minha parte, que um destacado populista da esquerda, o talentoso vice-presidente da Bol\u00edvia, Garc\u00eda Linera, exibindo uma m\u00e1scara marxista, desempenhou um papel nocivo ao influenciar prestigiosos intelectuais progressistas da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p><strong>A EXTIN\u00c7\u00c3O DO ESTADO<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o poucas as p\u00e1ginas nas quais Losurdo trata em seu livro da problem\u00e1tica da extin\u00e7\u00e3o do Estado. N\u00e3o conhe\u00e7o outro pensador comunista que tenha abordado com tanta coragem e lucidez essa quest\u00e3o fundamental. Repete o que em outros ensaios afirmou ao considerar quase rom\u00e2ntica a tese marxiana da extin\u00e7\u00e3o gradual do Estado. O autor de <i>O Capital<\/i> via como desnecess\u00e1rio o Estado na futura sociedade comunista porque a inexist\u00eancia de classes sociais nas sociedades socialistas adultas o teria transformado em uma institui\u00e7\u00e3o sup\u00e9rflua, sem fun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Marx faleceu muito antes que rumo da Hist\u00f3ria demonstrasse na primeira sociedade socialista a ingenuidade da teoria da extin\u00e7\u00e3o do Estado. Lenin a defendeu em seu famoso livro <i>O Estado e a Revolu\u00e7\u00e3o<\/i>, escrito \u00e0s v\u00e9speras de Outubro de 1917. Por\u00e9m, ele mesmo teve que revisar sua posi\u00e7\u00e3o. O Estado Sovi\u00e9tico, em vez de caminhar para a extin\u00e7\u00e3o, se fortaleceu ano ap\u00f3s ano. Por motivos muito diferentes, um processo similar ocorreu na China, em Cuba, no Vietn\u00e3 e nas democracias populares da Europa oriental.<\/p>\n<p>Marx n\u00e3o podia adivinhar as respostas da Hist\u00f3ria a sua previs\u00e3o. Nem Lenin, nem Mao, nem Fidel, nem o Che, podiam antecipar que o m\u00edtico homem novo, imaginado por gera\u00e7\u00f5es de comunistas, tardaria muito em surgir. E sem ele, a transi\u00e7\u00e3o do socialismo para o comunismo \u00e9 imposs\u00edvel. Ante a reconstitui\u00e7\u00e3o de classes sociais, o Estado continua sendo imprescind\u00edvel.<\/p>\n<p>Uma nota pessoal para terminar este texto sobre o importante e pol\u00eamico livro de Domenico Losurdo sobre a luta de classes.<\/p>\n<p>O professor da Universidade de Urbino acumulou uma prodigiosa erudi\u00e7\u00e3o. Sua cultura, que abarca m\u00faltiplos ramos do conhecimento, sobretudo nas \u00e1reas da filosofia, da hist\u00f3ria e da sociologia, contribui paradoxalmente para dificultar a leitura de alguns cap\u00edtulos. <span lang=\"ES\">Por que? Pela rapidez das transposi\u00e7\u00f5es. <\/span>Muda inesperadamente de um tema para outro, de um autor para um acontecimento, de um assunto econ\u00f4mico para um filos\u00f3fico, da an\u00e1lise de uma crise para uma cita\u00e7\u00e3o surpreendente, da reflex\u00e3o sobre as causas da digress\u00e3o da URSS ao mito do homem novo.<\/p>\n<p>Losurdo \u00e9 sempre imprevis\u00edvel. Discordo dele em algumas posi\u00e7\u00f5es. Por\u00e9m, a discord\u00e2ncia n\u00e3o afeta a grande admira\u00e7\u00e3o que sinto pela obra e pelo homem.<\/p>\n<div>\n<p>*Domenico Losurdo, <i>La lucha de clases. Una historia pol\u00edtica y filos\u00f3fica. <\/i><i>Ed.El Viejo Topo. Barcelona. D.L. 2014. P\u00e1gs. 434 <\/i><\/p>\n<\/div>\n<p>Vila Nova de Gaia (Distrito de Oporto. Portugal). Dezembro de 2016<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.lahaine.org\/mundo.php\/losurdo-y-la-actualidad-de\" target=\"_blank\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=http:\/\/www.lahaine.org\/mundo.php\/losurdo-y-la-actualidad-de&amp;source=gmail&amp;ust=1482885267798000&amp;usg=AFQjCNEFdAHvXmahqL9sQ-jnC2xDjAUZlg\">http:\/\/www.lahaine.org\/mundo.<wbr \/>php\/losurdo-y-la-actualidad-de<\/a><\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o original: Red Roja<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Por Miguel Urbano Rodrigues Losurdo \u00e9 um comunista pouco comum hoje. 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