{"id":13053,"date":"2016-12-27T23:45:47","date_gmt":"2016-12-28T02:45:47","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=13053"},"modified":"2017-01-16T11:31:55","modified_gmt":"2017-01-16T14:31:55","slug":"r-400-bi-para-o-pagamento-de-juros-veja-quem-realmente-quebrou-o-estado-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/13053","title":{"rendered":"R$ 400 bi para o pagamento de juros. Veja quem realmente quebrou o Estado brasileiro"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/ci6.googleusercontent.com\/proxy\/LQ1a6DS0Q2DQm7EiorJLucacDpr88rApcHZLbR17t7oxSerSMlFok8q7LUox6QdaPPZh5UpLpH0Z69LBbwxxcb7goluHtVhA31DFS1W7oSRzynzqGFag1eudR5yeBgkVfurFRMLvtSlkDGrJClwPI_DIrj5DadYH=s0-d-e1-ft#http:\/\/www.viomundo.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/captura-de-tela-2016-12-26-axxs-22.07.38.png\" alt=\"Captura de Tela 2016-12-26 a\u0300s 22.07.38\" \/><\/p>\n<p><strong>Ladislau: quem quebrou o Estado brasileiro<\/strong><\/p>\n<p><em>Examine os n\u00fameros: gasto social \u00e9 moderado, enquanto pagamento de juros explode. Pa\u00eds entra em crise \u2014 e governo mant\u00e9m justamente as despesas mais devastadoras<\/em><!--more--><\/p>\n<p><strong>Por Ladislau Dowbor, no Outras Palavras, publicado em 22\/11\/2016<\/strong><\/p>\n<p>Voc\u00ea provavelmente se sente perplexo frente \u00e0 situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do pa\u00eds. Est\u00e1 em boa companhia.<\/p>\n<p>Quem \u00e9 que entende de resultado prim\u00e1rio, de ajuste fiscal e outros termos que povoaram os nossos notici\u00e1rios?<\/p>\n<p>A imensa maioria balan\u00e7a a cabe\u00e7a de maneira entendida, e faz de conta.<\/p>\n<p>Pois vejam que realmente n\u00e3o \u00e9 complicado entender, \u00e9 s\u00f3 trocar em mi\u00fados. E com isso o rombo fica claro.<\/p>\n<p>Aqui vai a conta explicitada, n\u00e3o precisa ser economista ou banqueiro. E usaremos os dados do Banco Central, a partir da tabela original, pois confiabilidade, nesta era melindrada, \u00e9 fundamental. Para ver os dados no pr\u00f3prio BC, <strong><a href=\"http:\/\/www.tesouro.fazenda.gov.br\/pt_PT\/resultado-do-tesouro-nacional\" target=\"_blank\">\u00e9 s\u00f3 clicar aqui<\/a><\/strong>.<\/p>\n<p>A pol\u00edtica econ\u00f4mica do governo atual est\u00e1 baseada numa imensa farsa: a de que as pol\u00edticas redistributivas da era progressista quebraram o pa\u00eds enquanto o novo poder, com banqueiros no controle do dinheiro, iriam reconstru\u00ed-lo.<\/p>\n<p>Segundo o conto, como uma boa dona de casa, v\u00e3o ensinar responsabilidade, gastar apenas o que se ganha.<\/p>\n<p>A grande realidade \u00e9 que s\u00e3o os juros extorquidos pelos banqueiros que geraram o rombo. A boa dona de casa que nos governa se juntou aos banqueiros e est\u00e1 aumentando o d\u00e9ficit.<\/p>\n<p>Os dados publicados pelo Banco Central mostram a imagem real do que est\u00e1 acontecendo.<\/p>\n<p>A tabela, tal como aparece no site do Banco Central, parece complexa, mas \u00e9 de leitura simples.<\/p>\n<p>Na linha <em>IX, Resultado prim\u00e1rio do governo central <\/em>\u00e9 poss\u00edvel acompanhar a evolu\u00e7\u00e3o dos n\u00fameros.<\/p>\n<p>O resultado prim\u00e1rio \u00e9 a conta b\u00e1sica de quanto o governo recolheu com os impostos e acabou gastando nas suas atividades, propriamente de governo, investindo em educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, seguran\u00e7a etc \u2014 ou seja, em pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>Quando se diz que o governo deve ser respons\u00e1vel, n\u00e3o gastar mais do que ganha, \u00e9 disto que estamos falando. Confira a tabela abaixo, extra\u00edda da tabela principal: trata-se apenas de melhorar a legibilidade.<br \/>\n<img decoding=\"async\" class=\"imagem100a\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/ci6.googleusercontent.com\/proxy\/QFXOpvXC79l_JrJSWOZgv2u0gUjuhEgkTmOx6h013g6peCsQiSdmzuBTb5qcsydf6I6vTxsRQ6OVkQg8IuLBoavXu2wPMc1hVGUU6kHTsBHplDUGAu0T5aZlOeUl_kwFdSCKKPNU00vpCaA3LImgu2R_sopPRkmJ=s0-d-e1-ft#http:\/\/www.viomundo.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/captura-de-tela-2016-12-26-axxs-21.51.27.png\" alt=\"Captura de Tela 2016-12-26 a\u0300s 21.51.27\" \/><br \/>\nNo caso, houve um super\u00e1vit nos anos 2010 at\u00e9 2013 (gastou menos do que arrecadou) e um d\u00e9ficit insignificante de 20 bilh\u00f5es em 2014, e moderado em 2015, 116 bilh\u00f5es de reais, 2% do PIB, perfeitamente normal.<\/p>\n<p>Na Uni\u00e3o Europeia, por exemplo, um d\u00e9ficit de at\u00e9 3% do PIB \u00e9 considerado normal, com varia\u00e7\u00f5es entre um ano e outro.<\/p>\n<p>Ou seja, fica claro, note-se que ao contr\u00e1rio do que dizem os gastos com as pol\u00edticas p\u00fablicas n\u00e3o causaram nenhum \u201crombo\u201d como tem sido qualificado.<\/p>\n<p>A linha seguinte da tabela, <em>X \u2013 Juros Nominais<\/em>, d\u00e1 a chave da quebra e da recess\u00e3o. Os juros nominais representam o volume de recursos que o governo gastou com os juros sobre a d\u00edvida p\u00fablica.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a caixa preta que trava a economia na dimens\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n<p>Trata-se da parte dos nossos impostos que em vez de servirem para infraestruturas e pol\u00edticas sociais, s\u00e3o transferidos para os bancos e outros intermedi\u00e1rios financeiros, al\u00e9m de um volume pequeno de aplicadores individuais no tesouro direto.<\/p>\n<p>Estes em boa parte reaplicam os resultados, aumentando o volume de recursos apropriados.<\/p>\n<p>A d\u00edvida p\u00fablica \u00e9 normal em in\u00fameros pa\u00edses, assegurando aplica\u00e7\u00f5es financeiras com risco zero e liquidez total, e por isto pagando em geral na faixa de 0,5% ao ano, nos mais variados pa\u00edses, inclusive evidentemente nos EUA e Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 para aplicar e ficar rico, \u00e9 para ter o dinheiro seguro enquanto se busca em que investir.<\/p>\n<p>No Brasil, o sistema foi criado em julho de 1996, pagando uma taxa Selic fant\u00e1stica de mais de 15% j\u00e1 descontada a infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Instituiu-se assim por lei um sistema de transfer\u00eancia de recursos p\u00fablicos para os bancos e outros aplicadores financeiros.<\/p>\n<p>Com juros deste porte, rapidamente o governo ficou apenas rolando a d\u00edvida, pagando o que conseguia de juros, enquanto o que n\u00e3o conseguia pagar aumentava o estoque da d\u00edvida.<\/p>\n<p>Nada que qualquer fam\u00edlia brasileira n\u00e3o tenha conhecido quando pega d\u00edvida para saldar outra d\u00edvida.<\/p>\n<p>O processo vira, obviamente, uma bola de neve.<\/p>\n<p>Em 2003 Lula assume com uma taxa Selic pagando 24,5%, quando a infla\u00e7\u00e3o estava em 6%.<\/p>\n<p>Importante notar que s\u00e3o lucros gigantescos para os bancos e os rentistas em geral, sem nenhuma atividade produtiva correspondente. E nenhum benef\u00edcio para o governo ou a popula\u00e7\u00e3o, pois o governo, com este n\u00edvel de juros, apenas rola a d\u00edvida.<\/p>\n<p>O sistema \u00e9 absolutamente invi\u00e1vel a prazo. E ileg\u00edtimo, pois se trata de ganhos sem contrapartida produtiva, gerando uma contra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Na passagem de 2012 para 2013, o governo Dilma passa a reduzir progressivamente a taxa de juros sobre a d\u00edvida p\u00fablica, chegando ao n\u00edvel de 7,25% ao ano, para uma infla\u00e7\u00e3o de 5,9%, aproximando-se das taxas praticadas na quase totalidade dos pa\u00edses.<\/p>\n<p>Isto gerou uma revolta por parte dos bancos e por parte dos rentistas em geral.<\/p>\n<p>Por que tantos pa\u00edses mant\u00eam uma taxa de juros sobre a d\u00edvida p\u00fablica da ordem de 0,5% ou menos?<\/p>\n<p>Porque um juro baixo sobre a d\u00edvida p\u00fablica estimula os donos dos recursos financeiros a buscar outras aplica\u00e7\u00f5es mais rent\u00e1veis, em particular investimentos produtivos, que geram ganhos mas fomentando a economia.<\/p>\n<p>Aqui, estimulou-se o contr\u00e1rio: para que um empres\u00e1rio se arriscar em investimentos produtivos se aplicar na d\u00edvida p\u00fablica rende mais?<\/p>\n<p>A revolta dos banqueiros e outros rentistas levou a uma converg\u00eancia com outras insatisfa\u00e7\u00f5es, inclusive oportunismos pol\u00edticos, provocando os grandes movimentos de 2013.<\/p>\n<p>E com um legislativo eleito pelo dinheiro das corpora\u00e7\u00f5es, atacou-se na m\u00eddia qualquer tentativa de reduzir os juros e resgatar a pol\u00edtica econ\u00f4mica do governo.<\/p>\n<p>Futuros candidatos tamb\u00e9m viram a\u00ed brechas oportunas.<\/p>\n<p>O governo recuou, iniciando um novo ciclo de eleva\u00e7\u00e3o da taxa Selic, reconstituindo a bonan\u00e7a de lucros sem produ\u00e7\u00e3o, essencialmente para bancos e outros rentistas.<\/p>\n<p>Dif\u00edcil dizer o que causou o recuo do governo.<\/p>\n<p>O fato \u00e9 que desde meados de 2013 instalou-se a guerra pol\u00edtica e o boicote, e n\u00e3o houve praticamente um dia de governo, seguindo-se a elei\u00e7\u00e3o e a desarticula\u00e7\u00e3o geral da capacidade de a\u00e7\u00e3o do Pal\u00e1cio do Planalto.<\/p>\n<p>O essencial para n\u00f3s, \u00e9 que n\u00e3o houve uma quebra de governo, e muito menos do Brasil, como dizem, pois as pol\u00edticas p\u00fablicas mantiveram o seu equil\u00edbrio financeiro.<\/p>\n<p>O que quebrou o sistema, e fato essencial, est\u00e1 aprofundando a crise, \u00e9 o volume de transfer\u00eancias de recursos p\u00fablicos para bancos e outros intermedi\u00e1rios financeiros que s\u00e3o essencialmente improdutivos.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem100a\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/ci5.googleusercontent.com\/proxy\/m_Xdz8LUC2bCzfJ0WPMseGJrc_KY1Sg1wGHynaB7Cdj2P6M9r9UCjM_ssz-2CGyUPedcs9-Q6NHe6oels8vDWoMv6A6fwEpAoqWEqLpjQsf6fvjANAlcQUsLHq5_2LtBdBxJXXb_iVYmXAJX9FUu5eJo47gqHqJI=s0-d-e1-ft#http:\/\/www.viomundo.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/captura-de-tela-2016-12-26-axxs-21.54.54.png\" alt=\"Captura de Tela 2016-12-26 a\u0300s 21.54.54\" \/><\/p>\n<p>Com a Selic elevada, o governo transferiu em 2010, nas contas do Banco Central, 125 bilh\u00f5es de reais sobre a d\u00edvida p\u00fablica.<\/p>\n<p>Em 2011, este montante se elevou para 181 bilh\u00f5es, caindo para 147 bilh\u00f5es em 2012 com a redu\u00e7\u00e3o dos juros Selic (a 7,5%) por parte do governo Dilma.<\/p>\n<p>Em 2013 come\u00e7a o drama: sob press\u00e3o dos bancos, voltam a subir os juros sobre a d\u00edvida p\u00fablica, e o dinheiro transferido ou reaplicado pelos rentistas sobe para 186 bilh\u00f5es em 2013.<\/p>\n<p>Na fase do ministro Joaquim Levy, portanto, com um banqueiro tomando conta do caixa, esse valor explode para 251 bilh\u00f5es em 2014, e para 397 bilh\u00f5es em 2015.<\/p>\n<p>Veja que o rombo criado pelos altos juros da d\u00edvida \u00e9 incomparavelmente superior ao d\u00e9ficit das pol\u00edticas p\u00fablicas propriamente ditas, na linha <em>IX Resultado prim\u00e1rio do governo central<\/em> visto acima.<\/p>\n<p>Aqui s\u00e3o praticamente 400 bilh\u00f5es de reais que poderiam se transformar em investimentos de infraestruturas e em pol\u00edticas sociais, apropriados n\u00e3o por produtores, mas sim essencialmente por intermedi\u00e1rios financeiros como bancos, fundos e inclusive aplicadores estrangeiros, gerando o rombo que agora vivemos e que aumenta ainda mais em 2016, pois continuamos com banqueiros no controle do sistema.<\/p>\n<p>Confira, agora, a linha <em>Resultado Nominal do Governo Central<\/em>, que vai apontar o rombo crescente. Trata-se do d\u00e9ficit j\u00e1 incorporando o gasto com juros sobre a d\u00edvida p\u00fablica, hoje os mais altos do mundo. Veja o d\u00e9ficit gerado na tabela abaixo:<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem100a\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/ci3.googleusercontent.com\/proxy\/ixTedXoTYeGt8JRxPkGmPLFRfFM5CtolNjPY06ybOvLHcRMcKt2XbwaLettei4L76VuvWMBg6UInTvvFb2n-drrHPa8I6087kQhimFLXzdjvhJlFq-xjUCUrtzCqHV-vfg45zG_I4JPBbPmRb3sy812G-u3tpnrT=s0-d-e1-ft#http:\/\/www.viomundo.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/captura-de-tela-2016-12-26-axxs-21.53.53.png\" alt=\"Captura de Tela 2016-12-26 a\u0300s 21.53.53\" \/><br \/>\nEle passa de 46 bilh\u00f5es em 2010, explodindo para 272 bilh\u00f5es em 2014 j\u00e1 com a pol\u00edtica econ\u00f4mica controlada pelos banqueiros, e chegando a astron\u00f4micos 514 bilh\u00f5es em 2015, j\u00e1 com pol\u00edticas confortavelmente orientadas para desviar recursos p\u00fablicos para intermedi\u00e1rios financeiros.<\/p>\n<p>Essas tr\u00eas linhas da tabela do Banco Central mostram o equ\u00edvoco do chamado \u201cajuste fiscal\u201d do governo. E permitem entender, de forma clara, que n\u00e3o se tratou, de maneira alguma, de um governo que gastou demais com as pol\u00edticas p\u00fablicas, e sim de um governo em que os recursos foram desviados das pol\u00edticas p\u00fablicas para satisfazer o sistema financeiro.<\/p>\n<p>Veja na tabela principal na linha <em>% do PIB gasto em juros<\/em> que o volume de recursos transferidos para os grupos financeiros passou de 3,2% do PIB em 2010 para 6,7% do PIB em 2015. E a conta cresce.<\/p>\n<p>Quem gerou a crise \u00e9 quem est\u00e1 no poder hoje, no Brasil, ditando o aumento da taxa Selic que voltou ao patamar surrealista de 14%.<\/p>\n<p>Em nome da austeridade, e de \u201cgastar responsavelmente o que se ganhou\u201d, aumentaram em 2016 o d\u00e9ficit prim\u00e1rio para R$ 170 bilh\u00f5es, repassando dinheiro para deputados e senadores (emendas parlamentares), aumentando os sal\u00e1rios dos ju\u00edzes e de segmentos de funcion\u00e1rios p\u00fablicos (em nome da redu\u00e7\u00e3o dos gastos) e assistindo a uma explos\u00e3o dos juros pagos pela popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ponto chave: a PEC 241 trava os gastos com pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>S\u00e3o gastos que resultam no resultado prim\u00e1rio, ou seja, onde o d\u00e9ficit \u00e9 muito limitado e a utilidade \u00e9 grande, tanto econ\u00f4mica como social. Mas a PEC 241 (e 55 no Senado) n\u00e3o limita os gastos com a d\u00edvida p\u00fablica, que \u00e9 onde ocorre o verdadeiro e imenso rombo.<\/p>\n<p>N\u00e3o se trata aqui, com esta medida, de reduzir os gastos do Estado, mas de aumentar os gastos com juros, que alimentam aplica\u00e7\u00f5es financeiras, em detrimento do investimento p\u00fablico e dos gastos sociais.<\/p>\n<p>Trata-se simplesmente de aprofundar ainda mais o pr\u00f3prio mecanismo que nos levou \u00e0 crise.<\/p>\n<p>Seriedade? Gest\u00e3o respons\u00e1vel?<\/p>\n<p>A imagem da dona de casa que gasta apenas o que tem? Montou-se uma farsa.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros a\u00ed est\u00e3o.<\/p>\n<p>Assim o pa\u00eds afunda ainda mais e eles querem que o custo da lamban\u00e7a saia dos direitos sociais, das aposentadorias, da terceiriza\u00e7\u00e3o e outros retrocessos.<\/p>\n<p>Isto reduz a demanda e o PIB, e consequentemente os impostos, aumentando o rombo. Esta conta n\u00e3o fecha, nem em termos cont\u00e1beis nem em termos pol\u00edticos.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, dizer que os presentes trambiques se espelham no modelo da boa dona de casa constitui uma impressionante falta de respeito.<\/p>\n<blockquote data-secret=\"hx8I3ZJvoc\" class=\"wp-embedded-content\"><p><a href=\"http:\/\/www.viomundo.com.br\/politica\/ladislau-dowbor-r-400-bi-para-o-pagamento-de-juros-veja-quem-realmente-quebrou-o-estado-brasileiro.html\">Ladislau Dowbor: R$ 400 bi para o pagamento de juros. 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