{"id":13196,"date":"2017-01-11T23:40:59","date_gmt":"2017-01-12T02:40:59","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=13196"},"modified":"2017-01-23T18:57:13","modified_gmt":"2017-01-23T21:57:13","slug":"20-grupos-estrangeiros-tem-3-milhoes-de-ha-de-terras-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/13196","title":{"rendered":"20 grupos estrangeiros t\u00eam 3 milh\u00f5es de ha de terras no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/ci6.googleusercontent.com\/proxy\/e0V02IEbJLqCNb2g0CMByflQ9WYx-4umHnDjvaCoFe1pYxg0bgRNy5ySLc7kUxyYAxpJg9m5dJg0zFoOyNbkDkoj35oXwNbTGQ=s0-d-e1-ft#http:\/\/www.cimi.org.br\/pub\/Egon\/gkaiowa-egon-03.jpg\" alt=\"imagem\" \/>Pelo mundo, mais de 30 milh\u00f5es de hectares foram adquiridos por apenas 490 propriet\u00e1rios. Os dados da organiza\u00e7\u00e3o Grain referem-se ao ano de 2016 e contam \u2013 ainda que de maneira incompleta \u2013 <!--more-->a hist\u00f3ria recente do land grabbing, um fen\u00f4meno mundial que pode ser definido como a mega aquisi\u00e7\u00e3o de terras por investidores estrangeiros. Grandes corpora\u00e7\u00f5es, fundos. A Grain avisa: essa tend\u00eancia continua <a href=\"https:\/\/www.grain.org\/es\/article\/entries\/5607-el-acaparamiento-global-de-tierras-en-el-2016-sigue-creciendo-y-sigue-siendo-malo\" target=\"_blank\">crescendo<\/a>.<\/p>\n<p>E o Brasil \u00e9 um dos principais protagonistas. Principalmente como territ\u00f3rio dessas aquisi\u00e7\u00f5es. Mas j\u00e1 aparece tamb\u00e9m como comprador. O relat\u00f3rio da Grain inclui entre os destaques pelo mundo a expans\u00e3o do grupo JBS na Austr\u00e1lia. A empresa j\u00e1 tem cinco estabelecimentos com 10 mil hectares, com produ\u00e7\u00e3o anual de 330 mil cabe\u00e7as de gado. Somente a JBS australiana exporta para mais de <a href=\"http:\/\/www.jbssa.com.au\/\" target=\"_blank\">80 pa\u00edses<\/a> \u2013 o que ilustra bem a escala global do land grabbing.<\/p>\n<p>\u00c1FRICA E AM\u00c9RICA DO SUL<\/p>\n<p>O agroneg\u00f3cio brasileiro tamb\u00e9m est\u00e1 presente na Col\u00f4mbia, com o grupo <a href=\"http:\/\/www.elespectador.com\/noticias\/temadeldia\/tierras-de-monica-semillas-articulo-373711\" target=\"_blank\">M\u00f3nica Semillas<\/a>, que leva o nome da empres\u00e1ria matogrossense M\u00f4nica Marchett \u2013 filha do produtor de soja S\u00e9rgio Jo\u00e3o Marchett, um dos acionistas principais da empresa. A Grain identificou 8.889 hectares de soja e milho da M\u00f3nica na Col\u00f4mbia. Mas a corpora\u00e7\u00e3o possui ainda 70 mil hectares na Bol\u00edvia e terras no Paraguai. Segundo a Grain, a empresa j\u00e1 foi condenada a pagar 2 milh\u00f5es de pesos por subs\u00eddios indevidos, que violam a lei de terras colombiana.<\/p>\n<p>O Paraguai aparece duas vezes com brasileiros no relat\u00f3rio, pelas atividades do Grupo Favero e de Wilmar dos Santos. Ambos sojeiros. O primeiro tem 33.719 hectares. Santos teria 1.000 hectares \u2013 o crit\u00e9rio da Grain para grandes propriedades \u00e9 o piso de 500 hectares. O Senado paraguaio expropriou 11 mil hectares de Tranquilo Favero para um parque. Wilmar dos Santos \u00e9 definido no relat\u00f3rio como um dos muitos brasileiros \u201ccolonialistas\u201d, produtores de soja transg\u00eanica. Os agrot\u00f3xicos de Wilmar dos Santos estariam envenenando animais e cursos d\u2019\u00e1gua utilizados por camponeses.<\/p>\n<p>No Sud\u00e3o, o Pinesso Group \u2013 da fam\u00edlia sulmatogrossense Pinesso \u2013 possui 12 mil hectares para produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os, em parceria com o governo local. E mira o Mo\u00e7ambique. (No Brasil, em 2015, o grupo tinha 110 mil hectares no Mato Grosso, no Mato Grosso do Sul e no Piau\u00ed e estava em recupera\u00e7\u00e3o judicial por uma d\u00edvida de <a href=\"http:\/\/circuitomt.com.br\/editorias\/economia\/70561-grupo-pinesso-entra-em-recuperacao-judicial-por-divida-de-r-571-.html\" target=\"_blank\">R$ 571 milh\u00f5es<\/a>.)<\/p>\n<p>DE OLHO NO BRASIL<\/p>\n<p>2) O fundo canadense Brookfield Asset Management possui 97.127 hectares para produ\u00e7\u00e3o de soja e cana de a\u00e7\u00facar em terras brasileiras. E est\u00e1 de olho na aquisi\u00e7\u00e3o de mais usinas.<\/p>\n<p>3) A empresa Universo Verde Agroneg\u00f3cios tamb\u00e9m atende pelo nome de Chongqing Grain Group, a maior empresa estatal chinesa do setor de gr\u00e3os. No Brasil, segundo o relat\u00f3rio da Grain (a ONG, n\u00e3o a empresa), o grupo possui 100 mil hectares, mais da metade deles \u201ccomo se fossem de brasileiros\u201d. O MST ocupou em 2015 uma \u00e1rea de 75o hectares em Porto Alegre, definindo-a como improdutiva.<\/p>\n<p>6) A \u00cdndia tamb\u00e9m j\u00e1 se faz presente no Brasil. A Shree Renuka Sugars \u2013 aqui, Renuka do Brasil \u2013 possui 139 mil hectares de cana de a\u00e7\u00facar, a partir da compra, nos \u00faltimos anos, de usinas brasileiras. O grupo Equipav possui 49,7% das a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>7) A japonesa Mitsubishi atua em terras brasileiras pela Agrex do Brasil. S\u00e3o 70 mil hectares de soja nos estados do Maranh\u00e3o, Tocantins, Piau\u00ed e Goi\u00e1s. O brasileiro Paulo Fachin tem 20% de participa\u00e7\u00e3o no grupo.<\/p>\n<p>10) A Holanda entra na lista com o Grupo Iowa, na matriz BXR Group. S\u00e3o 12 mil hectares de gr\u00e3os na Bahia. O BXR pertence ao checo Zdenek Bakala (estamos falando de globaliza\u00e7\u00e3o, afinal), em parceria com o Credit Suisse.<\/p>\n<p>11) A Nova Zel\u00e2ndia aparece com discretos 850 hectares em Goi\u00e1s. Maior exportadora mundial de produtos l\u00e1cteos, ela abastece com essa atividade a Dairy Partners America, parceria com a su\u00ed\u00e7a Nestl\u00e9.<\/p>\n<p>14) E, falando em investidores estrangeiros, que tal, novamente, o nome de George Soros? O estadunidense \u2013 que ilustra a foto principal desta reportagem \u2013 controla 127 mil hectares no Brasil, segundo a Grain, por meio da Adecoagro, em parceria com um fundo de pens\u00e3o holand\u00eas. O leque de culturas \u00e9 variado: caf\u00e9, cana, gr\u00e3os, pecu\u00e1ria.<\/p>\n<p>15) Os seis \u00faltimos investidores da lista s\u00e3o estadunidenses. Comecemos com o Archer Daniels Midland e seus 12 mi hectares para produ\u00e7\u00e3o de \u00f3leo de palma no Par\u00e1.<\/p>\n<p>18) A cana de a\u00e7\u00facar volta a aparecer no relat\u00f3rio com 35 mil hectares da pr\u00f3pria Cargill. A Proterra Investiment Partners investiu, em 2015, US$ 175 milh\u00f5es em usinas no Brasil.<\/p>\n<p>19) O Teachers Insurance and Annuity Association (TIAA), fundo de pens\u00e3o de professores, administra uma das fatias mais representativas entre os investidores estrangeiros: 424 mil hectares. Em parceria com a brasileira Cosan. Leia mais aqui: \u201c<a href=\"http:\/\/outraspalavras.net\/deolhonosruralistas\/2016\/10\/06\/fundo-americano-de-professores-passa-controlar-270-mil-hectares-no-brasil\/\" target=\"_blank\">Fundo americano de professores passa a controlar 270 mil hectares no Brasil<\/a>\u201c.<\/p>\n<p>Total de terras de brasileiros no mundo, conforme a lista parcial da Grain (Oceania, \u00c1frica e Am\u00e9rica do Sul): 124 mil hectares.<\/p>\n<p>Total de terras controladas no Brasil pelos 20 grupos estrangeiros mencionados: 2,74 milh\u00f5es de hectares. Um Haiti. Ou metade da Cro\u00e1cia.<\/p>\n<p>Ilustra\u00e7\u00e3o: Egon Heck. Cimi<\/p>\n<p>Fonte da not\u00edcia: http:\/\/http\/\/outraspalavras.net\/<wbr \/>deolhonosruralistas\/2017\/01\/09\/20-grupos-estrangeiros-tem-3-milhoes-de-ha-de-terras-no-brasil\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Pelo mundo, mais de 30 milh\u00f5es de hectares foram adquiridos por apenas 490 propriet\u00e1rios. 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