{"id":13198,"date":"2017-01-11T23:49:35","date_gmt":"2017-01-12T02:49:35","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=13198"},"modified":"2017-01-23T18:57:18","modified_gmt":"2017-01-23T21:57:18","slug":"agronegocio-na-amazonia-logistica-e-tecnologia-sustentam-modelo-colonialista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/13198","title":{"rendered":"Agroneg\u00f3cio na Amaz\u00f4nia: log\u00edstica e tecnologia sustentam modelo colonialista"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/ci3.googleusercontent.com\/proxy\/Pl3cV3iMzb2OVCoxxOG6_Hu_OtqKn1YJQEtNrTnw8dpcmdD0Wsu_8KOLvCrj1sFFs1dCaUtW4mu3nYe-2PNzkf75OYrinXDz6VLEfMUxCseP4qSsEw=s0-d-e1-ft#https:\/\/farm1.staticflickr.com\/287\/32227353705_03a6408fa5_z.jpg\" alt=\"imagem\" \/><b>Na bacia do Tapaj\u00f3s, a tens\u00e3o \u00e9 explosiva: de um lado projetos para exportar commodities; do outro os povos tradicionais<\/b><\/p>\n<p>Mauricio Torres e Sue Branford<br \/>\nThe Intercept Brasil,<!--more--><\/p>\n<p>Na bacia do rio Tapaj\u00f3s, no cora\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia, pulsa uma tens\u00e3o explosiva: de um lado, est\u00e3o projetos de mais de 40 grandes hidrel\u00e9tricas, rodovias, ferrovias, hidrovias, complexos portu\u00e1rios e tudo mais que um grande corredor de exporta\u00e7\u00e3o de commodities demandaria, al\u00e9m, \u00e9 claro, de grandes projetos de minera\u00e7\u00e3o. Do outro, povos ind\u00edgenas e comunidades tradicionais que ocupam a regi\u00e3o h\u00e1 mais de 10 mil anos cujos territ\u00f3rios comp\u00f5em um dos corredores de florestas com maior diversidade socioambiental do planeta. Os conflitos que se estabelecem nesse cen\u00e1rio revelam distintos projetos de na\u00e7\u00e3o para o pa\u00eds.<\/p>\n<p>Por s\u00e9culos desprezado, o cerrado se tornou, nos \u00faltimos 15 anos, o orgulho do agroneg\u00f3cio brasileiro, atingindo os mais altos \u00edndices mundiais de produtividade. Por\u00e9m, o estado de Mato Grosso \u2013 l\u00edder absoluto na produ\u00e7\u00e3o nacional de soja, amargava p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es para o escoamento de suas safras. Era preciso transportar os gr\u00e3os por milhares de quil\u00f4metros em rodovias at\u00e9 o embarque para exporta\u00e7\u00e3o nos portos de Santos (SP) ou Paranagu\u00e1 (PR).<\/p>\n<p>Na fronteira norte mato-grossense, o agroneg\u00f3cio nasce, ent\u00e3o, ancorado a tr\u00eas sonhos dourados: o asfaltamento da BR-163 (a rodovia Cuiab\u00e1-Santar\u00e9m), a ferrovia que correria paralela \u00e0 BR-163, j\u00e1 apelidada de \u201cFerrogr\u00e3o\u201d, e, o mais audacioso, a hidrovia Teles Pires-Tapaj\u00f3s.<\/p>\n<p>A pavimenta\u00e7\u00e3o da BR-163, que por d\u00e9cadas chegou a ser considerada uma utopia, hoje, est\u00e1 praticamente conclu\u00edda. At\u00e9 o porto de Miritituba, em Itaituba (PA), faltam apenas cerca de 110 km que j\u00e1 encontram-se em obras. A constru\u00e7\u00e3o da Ferrogr\u00e3o, por sua vez, foi anunciada por Michel Temer logo que tomou posse como presidente da Rep\u00fablica.A obra integra o lote priorit\u00e1rio do programa de concess\u00f5es em infraestrutura <a href=\"https:\/\/goo.gl\/0njsw4\" target=\"_blank\">com previs\u00e3o de ser leiloada ainda este ano<\/a> e j\u00e1 conta com um complexo portu\u00e1rio parcialmente constru\u00eddo em Miritituba.<\/p>\n<p>A bola da vez, ent\u00e3o, parece ser o pol\u00eamico projeto da hidrovia Teles Pires-Tapaj\u00f3s.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/prod01-cdn07.cdn.firstlook.org\/wp-uploads\/sites\/1\/2017\/01\/MAPA-1-1-1483724248.png\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" class=\"imagem100a\" src=\"https:\/\/ci3.googleusercontent.com\/proxy\/nGfnRBu13lVrTkUTNWMqBNPVwPWLaWBAjA8Xuv-_QNW6nznECvWgP2Uv2ac8vYlCZv7U4B14OApr9veYELMhEe5oFPjwuA83vGMbT7P2Wi78NxmMdGZvEzzJWFVEfg-HUkhmRvTdEmqp7PeqnYPQCHFRgYA8MXbNyQ=s0-d-e1-ft#https:\/\/prod01-cdn07.cdn.firstlook.org\/wp-uploads\/sites\/1\/2017\/01\/MAPA-1-1-1483724248-1000x1414.png\" alt=\"MAPA-1-1-1483724248\" \/><\/a><br \/>\n<em>Rotas e projetos log\u00edsticos do agroneg\u00f3cio. Montagem: Mauricio Torres<\/em><\/p>\n<p>Carlos F\u00e1varo, atual vice-governador do Mato Grosso e presidente da Aprosoja, maior cooperativa de soja do Brasil, n\u00e3o poupa entusiasmo ao referir-se ao Tapaj\u00f3s como o \u201c<a href=\"https:\/\/www.internationalrivers.org\/sites\/default\/files\/attached-files\/tapajos_digital.pdf\" target=\"_blank\">Mississipi brasileiro\u201d e como uma \u201cd\u00e1diva de Deus\u201d<\/a>.<\/p>\n<p>De fato, F\u00e1varo entende a si e aos seus como \u201cagraciados por Deus\u201d por poderem encurtar dist\u00e2ncias e aumentar vertiginosamente seus lucros com a transforma\u00e7\u00e3o dos encachoeirados rios da bacia do Tapaj\u00f3s em uma sucess\u00e3o de canais naveg\u00e1veis at\u00e9 os portos do Atl\u00e2ntico, de onde sua soja navegaria para mercados asi\u00e1ticos e europeus.<\/p>\n<p>Resta, entretanto, esclarecer por quem dobram os sinos divinos: se apenas por sojeiros representados pelo vice-governador ou tamb\u00e9m pelos muitos povos que vivem tradicionalmente nas exuberantes florestas \u00e0s margens dos rios Teles Pires e Tapaj\u00f3s e para quem as muitas cachoeiras desses rios s\u00e3o sagradas.<\/p>\n<p><strong>Ousadia na Pra\u00e7a do Colonizador<\/strong><\/p>\n<p><em><img data-recalc-dims=\"1\" height=\"440\" width=\"440\" decoding=\"async\" class=\"imagem100a\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/prod01-cdn07.cdn.firstlook.org\/wp-uploads\/sites\/1\/2017\/01\/Photo-4-Statue-of-the-Colonizer-Credit-Thais-Borges-1483724442-440x440.jpg?resize=440%2C440&#038;ssl=1\" \/>\u201cAqui come\u00e7ou nossa hist\u00f3ria\u201d: a est\u00e1tua do colonizador, na Pra\u00e7a do Colonizador, marca o \u201ccome\u00e7o\u201d da hist\u00f3ria em territ\u00f3rio de milenar ocupa\u00e7\u00e3o amer\u00edndia. Juara (MT). Foto: Tha\u00eds Borges<\/em><\/p>\n<p>Entre os dias 27 e 30 de outubro de 2016, a pequena cidade de Juara (MT), na bacia do rio Juruena, sediou o III Festival Juruena Vivo. O encontro serviu de palco para vozes geralmente desconsideradas no cen\u00e1rio pol\u00edtico de tomada de decis\u00f5es acerca do destino dos rios da Amaz\u00f4nia. Compareceram representantes dos povos Apiak\u00e1, Kayabi, Munduruku, Manoki, Myky, Nambikwara, Rikbaktsa, al\u00e9m de ribeirinhos, camponeses, movimentos sociais, pesquisadores e ONGs, somando mais de 300 participantes.<\/p>\n<p>O munduruku C\u00e2ndido Waro, por exemplo, descreveu emocionado a dram\u00e1tica situa\u00e7\u00e3o vivida por seu povo: \u201cDuas barragens, Teles Pires e S\u00e3o Manoel, foram constru\u00eddas no limite da nossa terra. Elas est\u00e3o destruindo nossas vidas. O rio Teles Pires est\u00e1 sujo. Nossos filhos est\u00e3o morrendo de diarreia. Os peixes est\u00e3o acabando. N\u00f3s n\u00e3o queremos as barragens, mas o governo n\u00e3o nos ouve. Est\u00e3o nos destruindo\u201d.<\/p>\n<p>Ir\u00f4nica e ilustrativamente, o evento que celebrava um aut\u00eantico levante contra o modo colonialista de se pensar a regi\u00e3o acontecia na pra\u00e7a central de Juara, ao lado da grande \u201cEst\u00e1tua do Colonizador\u201d (ver foto). Erguida em 2010, o monumento ostenta uma reluzente placa cromada onde se l\u00ea: \u201cAqui come\u00e7ou nossa hist\u00f3ria[,] pois foi neste mesmo local que Z\u00e9 Paran\u00e1 e outros membros da Sibal [Sociedade Imobili\u00e1ria da Bacia Amaz\u00f4nica] iniciaram a trajet\u00f3ria em meio as [sic] cinzas da primeira derrubada\u201d.<\/p>\n<p>Para Andreia Fanzeres, coordenadora do Programa de Direitos Ind\u00edgenas da ONG Opera\u00e7\u00e3o Amaz\u00f4nia Nativa (OPAN) e organizadora do evento, o fato de o evento ter acontecido na Pra\u00e7a do Colonizador n\u00e3o foi obra do acaso: \u201cTodo o pessoal que participou do Festival \u00e9 daqui mesmo. \u00c9 gente invisibilizada, gente que sofre preconceitos, \u00e9 gente exclu\u00edda da vida urbana, no pr\u00f3prio munic\u00edpio. Trazer essas pessoas para uma pra\u00e7a p\u00fablica, para uma pra\u00e7a chamada do Colonizador, foi uma grande ousadia.\u201d<\/p>\n<p>A \u201chist\u00f3ria que come\u00e7ava\u201d era, na verdade, a nega\u00e7\u00e3o da trajet\u00f3ria dos povos locais e a sequ\u00eancia da hist\u00f3ria de camponeses sem terra em decorr\u00eancia da concentra\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria no Sul do pa\u00eds. Z\u00e9 Paran\u00e1 foi um dos beneficiados pelo programa de coloniza\u00e7\u00e3o da ditadura militar, que dividiu o norte do Mato Grosso entre alguns poucos \u201cdonos\u201d. A regi\u00e3o de Juara coube a Z\u00e9 Paran\u00e1, assim como Sinop ficou para \u00canio Pipino, Alta Floresta para Ariosto da Riva e assim por diante. Os novos \u201cdonos\u201d de territ\u00f3rios milenarmente ocupados por povos ind\u00edgenas vendiam parcelas das imensas glebas que recebiam para camponeses sem terra do Sul do pa\u00eds. Estes, por sua vez, tornavam-se compulsoriamente expropriadores dos povos ind\u00edgenas e vetores de apagamento de qualquer hist\u00f3ria que os precedesse; um processo que segue, como vemos, sendo escrito em pra\u00e7a p\u00fablica at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>Como a inscri\u00e7\u00e3o do monumento grafa com orgulho, os agricultores que chegavam \u201ccome\u00e7aram a hist\u00f3ria\u201d fazendo o que sabiam: derrubar e queimar a floresta para plantar. Ao contr\u00e1rio do que dizia o slogan do programa de coloniza\u00e7\u00e3o, a Amaz\u00f4nia n\u00e3o era \u201cUma terra sem gente para uma gente sem terra\u201d. N\u00e3o tardaria para que come\u00e7assem a aparecer conflitos com povos ind\u00edgenas e comunidades tradicionais em luta pelo reconhecimento de seus territ\u00f3rios.<\/p>\n<p>Na verdade, at\u00e9 a Constitui\u00e7\u00e3o de 1988, os povos ind\u00edgenas lutavam pelo direito at\u00e9 mesmo de poderem continuar sendo \u00edndios, uma vez que as terras ind\u00edgenas eram \u00e1reas destinadas a esses povos \u201cenquanto\u201d eles fossem \u201cassimilados\u201d \u00e0 dita sociedade nacional.<\/p>\n<p>O mais recente epis\u00f3dio desta luta \u00e9pica e secular \u00e9 travado agora, quando os \u00edndios j\u00e1 perderam substantivas por\u00e7\u00f5es de seus territ\u00f3rios. Muitas tribos ficaram confinadas a fragmentos de terras, como na por\u00e7\u00e3o mato-grossense da bacia do Tapaj\u00f3s, ilhadas pela expans\u00e3o da fronteira norte do agroneg\u00f3cio e ainda mais amea\u00e7adas pelas pretens\u00f5es log\u00edsticas sobre o que sobrou dos territ\u00f3rios ind\u00edgenas.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/prod01-cdn07.cdn.firstlook.org\/wp-uploads\/sites\/1\/2017\/01\/Mapa-2_port-1-1483724240.png\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" class=\"imagem100a\" src=\"https:\/\/ci5.googleusercontent.com\/proxy\/dlagABzIHqyMhImYHgo0ZJ4Gr2tNQCKRFQYnehwprC2CMVYqWhSkE5E8L0-iMEdENoaquXZGe2mAA6KyyzBuLuBWv39rXQk0xn7vNX574dPCUPvGjV4EhlEShcyha-CcJaj4SaYSo-pwUNqGdFNBk1nGtxoFdo2YFNRBy6to=s0-d-e1-ft#https:\/\/prod01-cdn07.cdn.firstlook.org\/wp-uploads\/sites\/1\/2017\/01\/Mapa-2_port-1-1483724240-1000x1415.png\" alt=\"Mapa-2_port-1-1483724240\" \/><\/a><br \/>\n<i>Terras ind\u00edgenas e hidrel\u00e9tricas projetadas e constru\u00eddas na por\u00e7\u00e3o norte mato-grossense da bacia do Tapaj\u00f3s. Montagem: Mauricio Torres<\/i><\/p>\n<p>Tapaj\u00f3s sob ataque<\/p>\n<p>A reforma agr\u00e1ria e o reconhecimento dos territ\u00f3rios ind\u00edgenas e das comunidades tradicionais, lutas hist\u00f3ricas dos movimentos sociais brasileiros, eram tidos por muitos como certos numa gest\u00e3o do PT Tais medidas n\u00e3o aconteceram de fato.Como explicaremos nas pr\u00f3ximas mat\u00e9rias da s\u00e9rie \u201cTapaj\u00f3s sob ataque\u201d, os \u00faltimos anos agravaram os problemas e hoje a regi\u00e3o est\u00e1 imersa em <a href=\"https:\/\/goo.gl\/UAvlfv\" target=\"_blank\">s\u00e9rios conflitos territoriais<\/a> que alimentam os assustadores e crescentes n\u00fameros de mortes violentas no campo.<\/p>\n<p>Em declara\u00e7\u00e3o feita no dia 17 de novembro de 2016, na Confer\u00eancia do Clima da ONU, o ministro da Agricultura e \u00edcone do agroneg\u00f3cio brasileiro, Blairo Maggi, ilustrou bem a posi\u00e7\u00e3o do setor ao classificar as mortes no campo de \u201cproblemas de relacionamento\u201d, tentando reduzir conflitos sociais graves e estruturais a meras quest\u00f5es pessoais.<\/p>\n<p>Fernanda Moreira, do Conselho Ind\u00edgena Mission\u00e1rio (Cimi), em entrevista para The Intercept Brasil, v\u00ea a quest\u00e3o de modo mais complexo: \u201cos assustadores n\u00fameros da viol\u00eancia contra ind\u00edgenas, camponeses e lideran\u00e7as de movimentos sociais indicam o car\u00e1ter etnocida das lutas no campo, mas evidenciam, tamb\u00e9m, a intensidade da resist\u00eancia desses grupos\u201d.<\/p>\n<p><em>Esta \u00e9 a primeira mat\u00e9ria da s\u00e9rie exclusiva \u201cTapaj\u00f3s sob Ataque\u201d, escrita pela jornalista Sue Branford e pelo cientista social Mauricio Torres, que percorrem a bacia Tapaj\u00f3s. A s\u00e9rie \u00e9 produzida em colabora\u00e7\u00e3o com Mongabay, portal independente de jornalismo ambiental. <a href=\"https:\/\/news.mongabay.com\/2017\/01\/battle-for-the-amazon-tapajos-basin-threatened-by-massive-development\/\" target=\"_blank\">Leia a vers\u00e3o em ingl\u00eas<\/a>. Acompanhe outras reportagens no The Intercept Brasil ao longo das pr\u00f3ximas semanas.<\/em><\/p>\n<p><em>Sue Branford percorreu a rodovia Transamaz\u00f4nica pela primeira vez em 1973 e, desde ent\u00e3o, tem feito muitas reportagens sobre a regi\u00e3o para a BBC e outros ve\u00edculos da imprensa escrita, incluindo The Guardian e The New Scientist. Em 1985, publicou, com Oriel Glock, \u201cThe Last Frontier, Fighting over Land in the Amazon\u201d (Zed Books). Em 2004, recebeu o pr\u00eamio Vladimir Herzog pelo livro \u201cRompendo a cerca: a hist\u00f3ria do MST\u201d (Casa Amarela), em coautoria com Jan Rocha.<\/em><\/p>\n<p><em>Mauricio Torres \u00e9 doutor em Geografia Humana pela USP, com pesquisa sobre conflitos territoriais na Amaz\u00f4nia. \u00c9 autor e editor de \u201c<a href=\"https:\/\/goo.gl\/ojVyEy\" target=\"_blank\">Amaz\u00f4nia Revelada: os descaminhos ao longo da BR-163<\/a>\u201c e \u201c<a href=\"https:\/\/goo.gl\/Cx43Y5\" target=\"_blank\">Ocekadi: hidrel\u00e9tricas, conflitos socioambientais, e resist\u00eancia na bacia do Tapaj\u00f3s<\/a>\u201c, com Daniela Alarcon e Brent Milikan, entre outras publica\u00e7\u00f5es sobre o tema.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><span class=\"embed-youtube\" style=\"text-align:center; display: block;\"><iframe loading=\"lazy\" class=\"youtube-player\" width=\"747\" height=\"421\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Pxuhi1Khcjc?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent\" allowfullscreen=\"true\" style=\"border:0;\" sandbox=\"allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox\"><\/iframe><\/span><\/p>\n<p>Ilustra\u00e7\u00e3o principal: Terceira edi\u00e7\u00e3o do Festival Juruena Vivo, em Juara (MT). Sete povos ind\u00edgenas e outros grupos representados. Tha\u00eds Borges<\/p>\n<p>https:\/\/theintercept.com\/2017\/01\/10\/agronegocio-na-amazonia-logistica-e-tecnologia-sustentam-modelo-colonialista\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Na bacia do Tapaj\u00f3s, a tens\u00e3o \u00e9 explosiva: de um lado projetos para exportar commodities; do outro os povos tradicionais Mauricio Torres e \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/13198\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":true,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[163],"tags":[],"class_list":["post-13198","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-movimento-indigena"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-3qS","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13198","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13198"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13198\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13198"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13198"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13198"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}