{"id":13251,"date":"2017-01-17T11:17:04","date_gmt":"2017-01-17T14:17:04","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=13251"},"modified":"2017-08-24T22:33:14","modified_gmt":"2017-08-25T01:33:14","slug":"otan-a-porta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/13251","title":{"rendered":"OTAN \u00e0 porta"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" height=\"390\" width=\"620\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.resumenlatinoamericano.org\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/OTAN-se-apodera-de-colombia-para-invadir-America_Latina-620x390.jpg?resize=620%2C390\" alt=\"imagem\" \/>Por Luis Britto Garc\u00eda, Resumen Latinoamericano, 14 de janeiro de 2017<\/p>\n<p>A agenda da direita ibero-americana \u00e9 fixada a partir da Espanha por uma Funda\u00e7\u00e3o para a An\u00e1lise Econ\u00f4mica e Social (FAES) auspiciada por Felipe Gonz\u00e1lez e dedicada a \u201cincorporar a Am\u00e9rica Latina ao Ocidente\u201d. Com \u201co objetivo comum de derrotar democraticamente o projeto do <!--more-->socialismo do s\u00e9culo XXI\u201d, prop\u00f4s em 2007 uma \u201cAgenda pela Liberdade\u201d que inclui criar uma Internacional das Direitas, erradicar o ensino universit\u00e1rio gratuito e proibir as expropria\u00e7\u00f5es. Pelo qual \u201ca Am\u00e9rica Latina deve cooperar em mat\u00e9ria de seguran\u00e7a e luta contra o terrorismo internacional junto da Europa e Am\u00e9rica do Norte, mediante a cria\u00e7\u00e3o de uma associa\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica entre a OTAN e a Col\u00f4mbia\u201d. Assinam o documento Julio Borges e Leopoldo L\u00f3pez.<\/p>\n<p>2<\/p>\n<p>Em 2016, o presidente Santos confessou que preparava uma associa\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica de seu pa\u00eds com a Organiza\u00e7\u00e3o do Tratado do Atl\u00e2ntico Norte. N\u00e3o \u00e9 a primeira vez que a Rep\u00fablica Irm\u00e3 subordina seus ex\u00e9rcitos aos interesses imperiais. Em 1901, forneceu 6.000 soldados para que Carlos Rangel Garboras invadisse a Venezuela e impedisse a restitui\u00e7\u00e3o da Gr\u00e3-Col\u00f4mbia. Desde 1951, enviou tr\u00eas fragatas e 4.750 efetivos para morrer na Guerra da Coreia. Milhares de mercen\u00e1rios colombianos servem no Ex\u00e9rcito dos Emirados \u00c1rabes, em Dubai, Afeganist\u00e3o, I\u00eamen\u2026<\/p>\n<p>3<\/p>\n<p>A associa\u00e7\u00e3o criminosa conhecida como OTAN compreende 28 Estados membros, 22 pa\u00edses que a apoiam em \u201cAlian\u00e7a pela paz\u201d, e 15 colaboradores; desembolsa 75% do gasto armamentista do planeta e ampliou os seus. Enquanto existiu a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, a OTAN se limitou a efetuar bomb\u00e1sticos exerc\u00edcios militares, a viver a custa dos pa\u00edses que ocupava e a afirmar que defendia o mundo contra os sovi\u00e9ticos. Desaparecidos estes, em lugar de se dissolver, a OTAN aproveitou a falta do poder que garantia o equil\u00edbrio mundial para desatar uma sucess\u00e3o de genoc\u00eddios contra a S\u00e9rvia, Afeganist\u00e3o, Iraque, Som\u00e1lia, L\u00edbia, I\u00eamen e S\u00edria.<\/p>\n<p>4<\/p>\n<p>Entre ela e os Estados Unidos totalizam 785 bases militares no mundo. Na Argentina, a OTAN opera as bases das Malvinas, Georgias e Sandwich; no nosso Atl\u00e2ntico Sul, as de Tristan da Cunha, Santa Helena e Ascensi\u00f3n. Os EUA s\u00e3o membros da OTAN. Tamb\u00e9m podemos atribuir-lhes sete bases estadunidenses na Col\u00f4mbia e outra cinquenta delas estabelecidas ao longo de Nossa Am\u00e9rica. O corredor estrat\u00e9gico do Plano Puebla-Panam\u00e1 come\u00e7a nos Estados Unidos e penetra na Am\u00e9rica do Sul apoiando-se em um ex\u00e9rcito colombiano de meio milh\u00e3o de homens, segundo seu Or\u00e7amento de Defesa. Ap\u00f3s a assinatura dos Acordos de Paz, esta superdimensionada mil\u00edcia n\u00e3o tem fun\u00e7\u00e3o, a menos que assuma a tarefa de livrar seu pr\u00f3prio territ\u00f3rio das bases estrangeiras que o ocupam. Passou mais de meio s\u00e9culo lutando contra seus compatriotas: n\u00e3o se tem ci\u00eancia de que tenha dedicado um s\u00f3 dia a combater o Imp\u00e9rio que lhe arrebatou o Panam\u00e1.<\/p>\n<p>5<\/p>\n<p>O prop\u00f3sito de t\u00e3o custoso aparato \u00e9 esmagar pela for\u00e7a a soberania e os movimentos progressistas de nossos pa\u00edses para apoderar-se das riquezas e da m\u00e3o de obra da regi\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 coisa de pouca import\u00e2ncia ter como vizinha a mais formid\u00e1vel alian\u00e7a militar do mundo, al\u00e9m de possuir recursos dos quais precisamente depende o destino deste. Sobretudo, quando a \u00faltima estrat\u00e9gia do Imp\u00e9rio \u00e9 terceirizar suas guerras mediante aliados, mercen\u00e1rios, sic\u00e1rios, paramilitares ou ditadores. A situa\u00e7\u00e3o requer a mais contundente resposta da ALBA, da UNASUL, da CELAC e do MERCOSUL. Pois, em \u00faltima inst\u00e2ncia, este cerco tamb\u00e9m visa aniquilar o Brasil, membro do BRICS e principal competidor potencial dos Estados Unidos no hemisf\u00e9rio. A luta por nossa Independ\u00eancia n\u00e3o acabou em Ayacucho. Guerra avisada n\u00e3o mata soberania.<\/p>\n<p>Fonte: http:\/\/www.resumenlatinoamericano.org\/2017\/01\/15\/otan-a-la-puerta\/<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Por Luis Britto Garc\u00eda, Resumen Latinoamericano, 14 de janeiro de 2017 A agenda da direita ibero-americana \u00e9 fixada a partir da Espanha por \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/13251\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":true,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-13251","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-3rJ","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13251","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13251"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13251\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13251"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13251"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13251"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}