{"id":13315,"date":"2017-01-23T18:02:11","date_gmt":"2017-01-23T21:02:11","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=13315"},"modified":"2017-02-03T14:09:06","modified_gmt":"2017-02-03T17:09:06","slug":"anita-prestes-o-legado-de-um-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/13315","title":{"rendered":"Anita Prestes, o legado de um pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/mHflMsCWIAD1OCY_HOByuW4ZEicmJTUXRbBbLzYDmKsAVRUiZMxScJVIpqn0ErfmQvyw59zqyYw-ONe_zS0wkLHP17S9CGVXuCzaK92a-kLxHekz9cvwtPQefDimTaD5moYsVC_9d-IjFOY-x2GgDcOnLwP197VVRCuU44qVEbzlKlKbj2fOS2Q9KUmorMSE8SvpDNW3NL7fJsdLdRkw1kv37Aa9qgyOchQyqKe32X66TBnJOZ1IDrxxA_vp0zcI-k5_GLjlOwayCGtg7q27GytFRG7QBbEkiEhHBHJM908fvlQIk2pCVc7Lr8GVjqgP4P5k3lPCUf5f6Q2JqLUC_gm9X8nvBWUkICxESCAN92vK75JKq1Jfib5s_jT-kKvE4acykyP97ApGCrOepz9tHt8UQvjKp_UqYY7lyZV5zdxOBsrLhnJ_nxl3C7CDke23oMLel8INBXDbbqWUqE_HWePVQ1CLq1ou0oY7smi2JRW9581PxqTEVJ5EmELfvSPd-33--JPL7UM5gBhAOtmfrBoNAy1LE4lLzEHGH1kiHXl-NkrQglyqZ2X5mDGV0sbf2gGqxZjt1voIxEY0RIpgUgkFJ1TBLRgzrDQX6cuRtUD-I0w6NggDttxLus-gWRlhaE3s7AOROA=w414-h276-no\" alt=\"imagem\" \/>Mar\u00eda Carla G\u00e1rciga<\/p>\n<p>Cuba<\/p>\n<p>Anita Prestes dedicou sua vida a perpetuar a luta de seus pais pela justi\u00e7a e a igualdade social, tanto a partir da teoria como em sua incans\u00e1vel atividade revolucion\u00e1ria, que a levou a <!--more-->viver passagens muito similares \u00e0s experimentadas por seus pais, os lutadores comunistas Olga Ben\u00e1rio e Luiz Carlos Prestes.<\/p>\n<p>Sua hist\u00f3ria foi marcada pelo ex\u00edlio desde o in\u00edcio: nasceu em uma pris\u00e3o na Alemanha, para onde sua m\u00e3e foi extraditada do Brasil e, 1 ano e 2 meses depois, foi salva gra\u00e7as a uma campanha internacional dirigida por sua av\u00f3 paterna. Passou a maior parte de sua inf\u00e2ncia o M\u00e9xico at\u00e9 que conheceu seu pai, em 1945, ap\u00f3s a anistia dos presos pol\u00edticos. Sua m\u00e3e foi assassinada nesse mesmo ano em um campo de concentra\u00e7\u00e3o alem\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cMinha tia e minha av\u00f3 sempre me falaram dos meus pais, desde que eu era bem pequena. Nunca me esconderam nada. Fui crescendo e tomando consci\u00eancia dos fatos, por isso nunca sofri um grande impacto. Formei-me em uma fam\u00edlia comunista e segui naturalmente esse caminho, influenciada por meu pai e minhas tias\u201d, comenta Anita.<\/p>\n<p>\u201cSempre fomos muito perseguidos, porque existia muita repress\u00e3o. Quando tinha 14 anos, parti para a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica com minhas tias e fiz toda a escola secund\u00e1ria ali. O Brasil era muito perigoso pelas repress\u00f5es, amea\u00e7as e sequestros. Voltei em 1957 com 20 anos e estudei Qu\u00edmica Industrial na universidade\u201d.<\/p>\n<p>No entanto, mais uma vez, a jovem se veria obrigada a deixar seu pa\u00eds: em 1964, ocorreu o golpe de estado; em um in\u00edcio, Anita tentou permanecer no Brasil e trabalhar em sua profiss\u00e3o, por\u00e9m foi imposs\u00edvel. Dedicou-se ao trabalho pol\u00edtico no Partido Comunista Brasileiro e por seu ativismo foi perseguida e condenada a quatro anos de pris\u00e3o. O ex\u00edlio a empurrou novamente e s\u00f3 pode regressar em 1979, quando se deu a anistia.<\/p>\n<p>\u201cMeu regressou tamb\u00e9m nesse ano. Sempre tive muito v\u00ednculo com ele e passei a assessorar seu trabalho pol\u00edtico. Mantive-me ajudando-o at\u00e9 sua morte, nos anos 90. Tamb\u00e9m deixei a Qu\u00edmica e fiz um Doutorado em Hist\u00f3ria. Minha tese foi justamente sobre a Coluna Prestes, da qual publiquei um livro que, inclusive, foi premiado aqui em Cuba. Dediquei grande parte de minha vida a trabalhar como professora e a investigar a hist\u00f3ria dos comunistas no Brasil, assim como a biografia pol\u00edtica de meu pai, que estudei por per\u00edodo\u201d, explica a destacada lutadora, que esteve em Cuba recentemente, em um evento dedicado \u00e0s esquerdas latino-americanas celebrado no Instituto Juan Marinello.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea re\u00fane uma extensa obra consagrada \u00e0 figura de seu pai. Como desenvolveu o processo investigativo, tendo em conta sua grande proximidade com Luiz Carlos Prestes tanto do ponto de vista ideol\u00f3gico como afetivo?<\/strong><\/p>\n<p>Cheguei a isso depois de investigar diferentes per\u00edodos de sua vida. No in\u00edcio dos anos 80, eu e uns amigos come\u00e7amos a gravar entrevistas com meu pai. Este foi um material importante que utilizei bastante nos livros da Coluna; por\u00e9m, tamb\u00e9m estudei muitos documentos e artigos: fui a Moscou para revisar documentos sobre a Internacional Comunista, busquei informa\u00e7\u00e3o em v\u00e1rios s\u00edtios, na imprensa, em sua correspond\u00eancia&#8230; a documenta\u00e7\u00e3o foi muito variada. Tudo est\u00e1 nos livros, n\u00e3o afirmo nada que n\u00e3o esteja documentado, e me centro em sua atua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, n\u00e3o tanto em sua vida pessoa, apenas o necess\u00e1rio para estabelecer o contexto.<\/p>\n<p>Assim publiquei v\u00e1rios livros, al\u00e9m do da Coluna. Escrevi um sobre a Campanha Prestes, que foi dirigida por minha av\u00f3 pela liberta\u00e7\u00e3o dos presos pol\u00edticos, de meus pais e, depois, a minha tamb\u00e9m. A obra percorre um per\u00edodo que vai de 1936 a 1945.<\/p>\n<p>Treze anos atr\u00e1s publicamos a correspond\u00eancia de meu pai no c\u00e1rcere em tr\u00eas volumes, que minha tia teve a preocupa\u00e7\u00e3o de guardar e conservar. Ali existem cartas dirigidas a minha av\u00f3, a minha m\u00e3e, minhas tias e outros amigos e parentes. O que ela conseguiu salvar foi interessante, porque revela o aspecto de sua vida mais pessoal; nas cartas n\u00e3o podia falar de pol\u00edtica porque eram censuradas. Os tr\u00eas tomos se chamam <em>Anos tormentosos: a correspond\u00eancia de Prestes na pris\u00e3o<\/em>.<\/p>\n<p>Meu \u00faltimo trabalho \u00e9 um livro que recopila 30 anos de investiga\u00e7\u00e3o sobre a participa\u00e7\u00e3o de Prestes na atividade pol\u00edtica no Brasil. Intitula-se <em>Luiz Carlos Prestes: um comunista brasileiro<\/em>, e doei um exemplar \u00e0 biblioteca do Instituto Cubano de Investiga\u00e7\u00e3o Cultural Juan Marinello.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea comentou sobre a obra de seu pai, a qual dedicou n\u00e3o poucos volumes. Com respeito ao ativismo pol\u00edtico de sua m\u00e3e, Olga Ben\u00e1rio, tem pensado estudar ou escrever algo?<\/strong><\/p>\n<p>Sobre ela apareceu recentemente um elemento muito interessante na internet, que \u00e9 o seguinte: quando o Ex\u00e9rcito Sovi\u00e9tico tomou Berlim, ocorreu uma pilhagem de guerra que incluiu o arquivo da Gestapo alem\u00e3. Este permaneceu na R\u00fassia e h\u00e1 pouco tempo se produziu um conv\u00eanio entre os governos russo e alem\u00e3o para digitalizar esses arquivos e torn\u00e1-los dispon\u00edveis na web.<\/p>\n<p>Existe uma grande documenta\u00e7\u00e3o, incluindo quase 200 escritos sobre minha m\u00e3e com muitas coisas que ningu\u00e9m sabia. \u00c9 a \u00fanica pessoa de todos os investigados que conta com uma documenta\u00e7\u00e3o t\u00e3o ampla no arquivo d\u2019A Internacional. A maior parte estava em alem\u00e3o, mas eu n\u00e3o sei alem\u00e3o. Ent\u00e3o, formei uma equipe de tradu\u00e7\u00e3o composta por v\u00e1rios professores de diferentes universidades do Brasil. Recentemente terminei a tradu\u00e7\u00e3o de tudo e j\u00e1 estou escrevendo o livro, que espero finalizar rapidamente.<\/p>\n<p>Creio que o texto ser\u00e1 bem extenso, porque existem materiais muito interessantes e novos, entre eles, uma quantidade razo\u00e1vel de cartas dela e de meu pai que penso em publicar completas, documentos sobre a colabora\u00e7\u00e3o entre a pol\u00edcia brasileira e a Gestapo, o comportamento dela nos interrogat\u00f3rios e os coment\u00e1rios dos oficiais sobre isto&#8230; Tudo est\u00e1 muito bem conservado e completo, porque os alem\u00e3es s\u00e3o muito detalhistas e organizados.<\/p>\n<p>Ali est\u00e3o registradas as hist\u00f3rias incr\u00edveis que ela inventava, quando eles queriam que falasse acerca de seu trabalho no Komintern. Como nunca disse nada sobre isso, a castigavam ainda mais, e tudo est\u00e1 escrito e documentado. Minha m\u00e3e foi confrontada em um interrogat\u00f3rio com outro comunista alem\u00e3o que acabou falando, e v\u00e1rias vezes ela disse: \u201cAinda que exista gente traidora, eu jamais serei\u201d. Manteve uma firmeza muito grande at\u00e9 o final, e o governo de Hitler dava mais import\u00e2ncia a ela por ser comunista que judia.<\/p>\n<p><strong>Na literatura e no cinema tamb\u00e9m se evocou as figuras de seus pais. Estou pensando no livro de Fernando Morais, <em>Olga<\/em>, e no filme de mesmo nome baseado nesta obra, que mostrou ao mundo a hist\u00f3ria de amor de ambos combatentes\u2026<\/strong><\/p>\n<p>O livro \u00e9 muito bom. Inclusive, meu pai o reconhecia como uma obra feita com seriedade. Fernando Morais viajou, investigou e entrevistou muita gente que ainda estava viva naquela \u00e9poca, e registrou os principais arquivos; claro que tem coisas que podem ser melhoradas, por\u00e9m no fundamental \u00e9 um bom livro.<\/p>\n<p>O filme ficou muito superficial, em minha opini\u00e3o. Inclusive, o diretor disse em entrevista que ele n\u00e3o estava interessado na pol\u00edtica, nem na hist\u00f3ria e nem na vida de Prestes, mas em contar uma hist\u00f3ria de amor que lhe parecia muito bonita. O filme revela pouco da luta pela Campanha Prestes, que foi muito importante; tamb\u00e9m mostra aspectos que n\u00e3o ocorreram exatamente assim, por\u00e9m, por outro lado, adquiriu relev\u00e2ncia porque denunciou ante a opini\u00e3o p\u00fablica do Brasil o papel de Get\u00falio Vargas, que normalmente era negado; e na verdade, Vargas foi o principal respons\u00e1vel. Outro aspecto positivo do filme \u00e9 que n\u00e3o possui um car\u00e1ter anticomunista e mostra que os comunistas s\u00e3o gente normal, o que \u00e9 bom porque no Brasil existe uma tradi\u00e7\u00e3o anticomunista, respaldada por muita propaganda.<\/p>\n<p>O filme resgata uma hist\u00f3ria que, devido a todos os anos de ditadura, estava esquecida. As novas gera\u00e7\u00f5es n\u00e3o tinham informa\u00e7\u00e3o destes acontecimentos e <em>Olga<\/em> alcan\u00e7ou a marca de ser assistido por mais de quatro milh\u00f5es de brasileiros. As pessoas se emocionam muito e gostam bastante do filme porque \u00e9 rom\u00e2ntico. A repercuss\u00e3o foi muito grande. Eu recebi um mont\u00e3o de cartas e at\u00e9 agora \u00e9 interessante como continuam exibindo com frequ\u00eancia o filme na TV.<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o \u00e9 a primeira vez que visita nosso pa\u00eds. Voc\u00ea poderia me falar de suas primeiras aproxima\u00e7\u00f5es com a ilha e sua rela\u00e7\u00e3o com Cuba?<\/strong><\/p>\n<p>Vim pela primeira vez quando tinha apenas seis anos, durante a Campanha Prestes, e fiquei quatro meses. Minha av\u00f3 conhecia os comunistas da \u00e9poca; o Partido Socialista Popular tinha muita for\u00e7a, com deputados, senadores e at\u00e9 ministros durante o primeiro governo de Batista. Eles convidaram minha tia, e eu vim com ela. Lembro das grandes manifesta\u00e7\u00f5es. Eram impressionantes, com uma solidariedade que me emociona at\u00e9 agora porque significou um grande apoio, n\u00e3o em Havana, mas em outras cidades de Cuba.<\/p>\n<p>Depois da Revolu\u00e7\u00e3o, vim com uma delega\u00e7\u00e3o brasileira de mais de 90 pessoas, em 2 de janeiro de 1962. Eu era estudante e lembro o desfile na Pra\u00e7a da Revoluci\u00f3n. Tamb\u00e9m fomos a Santiago, Santa Clara, Pinar del R\u00edo, Camag\u00fcey, visitamos o campo, as escolas\u2026 Era uma \u00e9poca de muito entusiasmo. As pessoas cantavam o dia inteiro, era um ambiente diferente porque tinha rec\u00e9m-terminado a Campanha de Alfabetiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A terceira vez que vim foi em 2011, para a publica\u00e7\u00e3o de meu livro <em>A Coluna Prestes<\/em> na Feira do Livro em Havana, e agora regressei para o evento <em>Las izquierdas en Am\u00e9rica Latina durante el siglo XX<\/em> [As esquerdas na Am\u00e9rica Latina durante o s\u00e9culo XX], onde apresentei meu trabalho \u201cA Atualidade da Alian\u00e7a Libertadora\u201d.<\/p>\n<p><strong>De sua posi\u00e7\u00e3o enquanto intelectual comunista e cidad\u00e3 brasileira, como avalia a situa\u00e7\u00e3o que atravessa hoje o Brasil ap\u00f3s o<em> impeachment<\/em> contra a presidenta Dilma Rousseff?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 muito dif\u00edcil depois deste golpe parlamentar. O Partido dos Trabalhadores (PT) n\u00e3o resolveu os problemas; melhorou um pouco a situa\u00e7\u00e3o dos mais pobres, por\u00e9m sem mobiliz\u00e1-los, sem fazer-lhes tomar consci\u00eancia e, agora, est\u00e3o perdendo tudo. Afetou muito a propaganda dos meios de comunica\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da corrup\u00e7\u00e3o no interior do Partido, da qual se aproveitaram para desmoraliz\u00e1-los. O povo j\u00e1 n\u00e3o v\u00ea Dilma com simpatia. Lula ainda tem algo de prest\u00edgio, ainda que tenha deca\u00eddo, por\u00e9m n\u00e3o existe outro l\u00edder no Brasil. Nem a direita possui uma lideran\u00e7a. O PT contribuiu muito com a desmoraliza\u00e7\u00e3o da esquerda e do socialismo. Grande parte da popula\u00e7\u00e3o tem um esp\u00edrito de rep\u00fadio \u00e0 pol\u00edtica e aos partidos, um caminho muito perigoso que a direita utilizou a seu favor.<\/p>\n<p>O <em>impeachment<\/em> foi realizado de forma escandalosa e, agora, est\u00e3o aprovando uma lei para limitar os gastos p\u00fablicos, terminar com todas as conquistas dos trabalhadores e diminuir o dinheiro para a educa\u00e7\u00e3o e a sa\u00fade. As escolas est\u00e3o ocupadas pelos estudantes, que v\u00eam se mobilizando mais nestes momentos, sobretudo os secundaristas e universit\u00e1rios. Por\u00e9m, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito complicada porque o povo em geral, ainda que esteja descontente, se encontra muito desmobilizado e desorganizado, passivo e sem iniciativa.<\/p>\n<p>Ainda que existam pa\u00edses do continente que tenham avan\u00e7ado mais, como a Venezuela, existe uma contraofensiva do imperialismo. Na Venezuela, o povo vai para as ruas defender, por\u00e9m Dilma n\u00e3o possui esse apoio. Tamb\u00e9m se produziram golpes parlamentares em Honduras e Paraguai. Sendo assim, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 complicada e n\u00e3o sei at\u00e9 que ponto os movimentos populares v\u00e3o conseguir mudar isso. Creio que a pr\u00f3pria viol\u00eancia e a situa\u00e7\u00e3o de precariedade econ\u00f4mica das pessoas v\u00e3o lev\u00e1-las a organizarem-se e lutar, por\u00e9m \u00e9 um processo que tarda no Brasil porque, diferente da Argentina, Chile e Uruguai, n\u00e3o existe tradi\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00e3o popular, e as classes dominantes brasileiras sempre conseguiram esmagar toda tentativa de movimento popular. As insurrei\u00e7\u00f5es s\u00e3o todas reprimidas com uma viol\u00eancia muito forte e esse \u00e9 um fardo que levamos at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.lajiribilla.cu\/articulo\/anita-prestes-el-legado-de-una-lucha\" target=\"_blank\">http:\/\/www.lajiribilla.cu\/<wbr \/>articulo\/anita-prestes-el-<wbr \/>legado-de-una-lucha<\/a><\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Mar\u00eda Carla G\u00e1rciga Cuba Anita Prestes dedicou sua vida a perpetuar a luta de seus pais pela justi\u00e7a e a igualdade social, tanto \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/13315\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":true,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[50,46],"tags":[],"class_list":["post-13315","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c61-cultura-revolucionaria","category-c56-memoria"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-3sL","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13315","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13315"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13315\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13315"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13315"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13315"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}