{"id":13324,"date":"2017-01-23T18:34:05","date_gmt":"2017-01-23T21:34:05","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=13324"},"modified":"2017-02-03T14:09:17","modified_gmt":"2017-02-03T17:09:17","slug":"olhar-comunista-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/13324","title":{"rendered":"Olhar Comunista"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal\/images\/stories\/olhar.png?w=747\" alt=\"imagem\" \/><strong>Em dois anos, 2,85 milh\u00f5es de empregos a menos<\/strong><\/p>\n<p>Foram 1,55 milh\u00f5es em 2015 e 1,32 milh\u00f5es em 2016, num total de 2,85 milh\u00f5es de empregos com carteira assinada a menos nos \u00faltimos 2 anos, conforme mat\u00e9ria do jornal <i>O Globo<\/i> de 21 de janeiro de 2017. Os setores que mais desempregaram foram os de Servi\u00e7os, com menos 390 mil empregos, <!--more-->Constru\u00e7\u00e3o Civil, com menos 358 mil, Ind\u00fastria, com menos 322 mil, e Com\u00e9rcio, com menos 204 mil. H\u00e1 uma desacelera\u00e7\u00e3o no ritmo do avan\u00e7o do desemprego, mas \u00e9 certo, de acordo com os n\u00fameros, que este continuar\u00e1 a crescer. S\u00e3o, agora, 12 milh\u00f5es de desempregados no Brasil. Esse n\u00famero, no entanto, n\u00e3o inclui os milh\u00f5es de trabalhadores informais e os precarizados, que n\u00e3o trabalham 8 horas por dia. Tampouco inclui aqueles que nunca tiveram emprego.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da crise e das contradi\u00e7\u00f5es do sistema capitalista, que tende a gerar desemprego e precariza\u00e7\u00e3o do trabalho de forma crescente, esses n\u00fameros refletem a crise pol\u00edtica e econ\u00f4mica em curso, a paralisa\u00e7\u00e3o da constru\u00e7\u00e3o civil por conta dos esc\u00e2ndalos das construtoras e mesmo a forma com que o Brasil se insere no mercado mundial, basicamente como exportador de produtos agr\u00edcolas e min\u00e9rios e importador de produtos industriais, o que vem gerando o fechamento de muitas f\u00e1bricas. Reflete tamb\u00e9m a falta de uma pol\u00edtica voltada para o desenvolvimento social, com investimentos p\u00fablicos em setores-chave da ind\u00fastria e em \u00e1reas que atendam as necessidades b\u00e1sicas da popula\u00e7\u00e3o, com gera\u00e7\u00e3o de empregos e distribui\u00e7\u00e3o de renda. N\u00e3o se podia esperar algo diferente do governo puro sangue da burguesia, que usurpou o poder para favorecer mais rapidamente os interesses do grande capital, aprofundando os ataques aos direitos dos trabalhadores e acelerando o ajuste fiscal.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Comunistas alem\u00e3es na luta<\/strong><\/p>\n<p>Conforme noticiado pelo jornal <i>Unsere Zeit<\/i> (Nosso Tempo), do Partido Comunista Alem\u00e3o (DKP), realizou-se, em Berlim, no domingo, 15 de janeiro de 2017, uma manifesta\u00e7\u00e3o que reuniu 10.000 participantes contra a pobreza, o desemprego e os gastos militares alem\u00e3es, entre outras bandeiras. A Central Sindical DGB e seus sindicatos levantaram a proposta de uma greve geral no pa\u00eds. Estavam presentes imigrantes e trabalhadores alem\u00e3es. Para Patrick K\u00f6belles, Secret\u00e1rio Geral do DKP, presente na manifesta\u00e7\u00e3o \u2013 assim como a Juventude Comunista \u2013, o movimento oper\u00e1rio alem\u00e3o superou a l\u00f3gica da luta local e come\u00e7a a avan\u00e7ar na reconstru\u00e7\u00e3o do internacionalismo prolet\u00e1rio.<\/p>\n<p>K\u00f6belles denunciou as a\u00e7\u00f5es do imperialismo alem\u00e3o, ao qual se alia o imperialismo europeu. Para o Secret\u00e1rio Geral, se forem mantidas as pol\u00edticas atuais e o Euro, os trabalhadores europeus, como um todo, estar\u00e3o vivendo, em 10 anos, o que os trabalhadores gregos vivem hoje. \u201cSer\u00e3o de um ter\u00e7o, metade ou at\u00e9 70% das crian\u00e7as dos bairros pobres vivendo na mis\u00e9ria\u201d, disse K\u00f6beles, ao criticar que as propostas pol\u00edticas do SPD \u2013 Partido Social Democrata, mesmo em alian\u00e7a com os Verdes, n\u00e3o diferem das pol\u00edticas liberais do atual governo liderado por Angela Merkel.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>O esc\u00e1rnio da desigualdade<\/strong><\/p>\n<p>Um relat\u00f3rio da Oxfam, uma organiza\u00e7\u00e3o internacional que estuda e denuncia a pobreza no mundo, divulgado na segunda-feira, 16 de janeiro de 2017, diante da reuni\u00e3o do F\u00f3rum de Davos, na Sui\u00e7a, revelou que 8 empres\u00e1rios, incluindo Bill Gates, acumulam a mesma riqueza que a metade da popula\u00e7\u00e3o do planeta, ou cerca de 3,6 bilh\u00f5es de pessoas. Al\u00e9m de Gates (75 bilh\u00f5es de d\u00f3lares), a lista inclui Am\u00e2ncio Ortega (67 bi), Warren Bulfelt (61 bi), Carlos Slim (50 bi), Jeff Bezos (45 bi), Mark Zuckerberg (45 bi), Larry Elisson (44 bi) e Michael Bloomberg (40 bi).<\/p>\n<p>Como bem descreveu Marx, na obra <i>O Capital<\/i>, A concentra\u00e7\u00e3o da riqueza nas m\u00e3os de cada vez menos pessoas \u00e9 uma decorr\u00eancia direta do desenvolvimento do capitalismo, com empresas cada vez maiores dominando a maior parte dos mercados. Em meio a muitas outras claras e irrefut\u00e1veis evid\u00eancias, essa afirma\u00e7\u00e3o foi comprovada, recentemente, mais uma vez, pelo trabalho do professor franc\u00eas Thomas Piketti, em seu livro, cujo t\u00edtulo, <i>O Capital<\/i>, faz homenagem a Marx.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Em dois anos, 2,85 milh\u00f5es de empregos a menos Foram 1,55 milh\u00f5es em 2015 e 1,32 milh\u00f5es em 2016, num total de 2,85 \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/13324\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":true,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[100],"tags":[],"class_list":["post-13324","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c113-a-semana-no-olhar-comunista"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-3sU","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13324","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13324"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13324\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13324"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13324"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13324"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}