{"id":13389,"date":"2017-01-30T14:16:52","date_gmt":"2017-01-30T17:16:52","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=13389"},"modified":"2017-02-15T13:52:44","modified_gmt":"2017-02-15T16:52:44","slug":"proibicao-a-entrada-de-refugiados-faz-ecoar-um-dos-capitulos-mais-sombrios-da-historia-dos-estados-unidos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/13389","title":{"rendered":"Proibi\u00e7\u00e3o \u00e0 entrada de refugiados faz ecoar um dos cap\u00edtulos mais sombrios da hist\u00f3ria dos Estados Unidos"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/ci4.googleusercontent.com\/proxy\/lmggcwDOY9AmeDL4IgPJdiWJVy_k7ZRbNrTZg7UIE1kxLXH_GJLud5hP8L-TwNIGEcCEws1ECimSRcX0gAx5zPOjfTdri2a0A2aK01JJfhnSMEbK5whu-zZIqWFLWQD0tZcK0J_BVuzQQQ8Dr7su4P9KQtv7JXrRg1dIX2gcIQ=s0-d-e1-ft#https:\/\/i0.wp.com\/jornalistaslivres.org\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/banimento01.jpg?resize=310%2C240&amp;ssl=1\" alt=\"imagem\" \/><strong>Um novo projeto de m\u00eddia social d\u00e1 uma perspectiva hist\u00f3rica \u00e0 ordem executiva de Trump<\/strong><\/p>\n<p>Por Ben Norton \/ AlterNet<!--more--><\/p>\n<p>Centenas de refugiados judeus foram rejeitados pelo governo dos EUA \u00e0s v\u00e9speras da Segunda Guerra Mundial. Muitos viriam a perecer nos campos de concentra\u00e7\u00e3o do Holocausto. O Manifesto de Saint Louis (<i>St. Louis Manifest<\/i>), um novo e poderoso projeto no Twitter que leva o nome do navio que carregava essa preciosa carga humana, presta homenagem \u00e0s suas v\u00edtimas no momento em que os EUA e outros pa\u00edses europeus banem mu\u00e7ulmanos fugindo de guerras catastr\u00f3ficas alimentadas pelo Ocidente.<\/p>\n<p>Em maio de 1939, o MS St. Louis viajou de Hamburgo, Alemanha para Havana, Cuba. Quase todos os 937 passageiros do navio eram judeus, a maioria deles cidad\u00e3os alem\u00e3es tentando escapar do regime nazista. Cuba, que era uma col\u00f4nia virtual dos EUA na \u00e9poca, recusou-se a aceitar a maioria dos refugiados. Os jornais de direita e os pol\u00edticos alimentaram o medo e a paranoia sobre aqueles que requeriam asilo, alegando que eram infiltrados comunistas.<\/p>\n<p>Depois que Cuba os rejeitou, os passageiros do navio entraram em contato com o presidente dos EUA, Franklin D. Roosevelt, pedindo asilo. Ele se recusou a responder. O Departamento de Estado e a Casa Branca decidiram rejeit\u00e1-los, agindo sob r\u00edgidas cotas de imigra\u00e7\u00e3o e um sentimento xen\u00f3fobo disseminado. Os refugiados foram for\u00e7ados a retornar \u00e0 Europa devastada, onde centenas morreram.<\/p>\n<p><i>Meu nome \u00e9 <em>Lutz Gr\u00fcnthal.<\/em> Os EUA me expulsaram na fronteira em 1939. <\/i><\/p>\n<p><i>Fui assassinado em Auschwitz<\/i><\/p>\n<p>@Stl_Manifest \u2013 27 de janeiro de 2017<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem100\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/ci5.googleusercontent.com\/proxy\/Xlahhnpq8QTNNiRgBh_8Z3O76weuLAz5mbtHIV-iAzWrjkxR8sj--3e7-7Q4AgnCzypBckzxSumPWSxbBpkJ2HGGY6pVP9oyHy7P7zwx0bhYfTyyyMUtwa5r58F_x3nbaqneVa8LFUPUj49Xj-mbW3QpRtZKNze_nayJB0fb=s0-d-e1-ft#https:\/\/i1.wp.com\/jornalistaslivres.org\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/banimento2.jpg?resize=824%2C524&amp;ssl=1 alt=\" \/>&lt;<\/p>\n<p>O Manifesto de St. Louis coloca um rosto humano nos refugiados que foram recusados, usando fotos e hist\u00f3rias documentadas pelo Museu do Memorial do Holocausto dos EUA. O projeto foi lan\u00e7ado no Dia Internacional da Lembran\u00e7a do Holocausto, que comemora o dia em 1945, quando Auschwitz-Birkenau, o maior campo de concentra\u00e7\u00e3o nazista, foi libertado pelo Ex\u00e9rcito Vermelho da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica.<\/p>\n<p><i>Meu nome \u00e9 Horst Rotholz. Os EUA me expulsaram na fronteira em 1939. <\/i><\/p>\n<p><i>Fui assassinado em Auschwitz<\/i><\/p>\n<p>@Stl_Manifest \u2013 27 de janeiro de 2017<\/p>\n<p>Russel Neiss, um educador e ativista judeu de St. Louis, cocriou o Manifesto de St. Louis com Charlie Schwartz, um rabino em Cambridge, Massachusetts. AlterNet entrevistou Neiss via e-mail.<\/p>\n<p>\u201cFoi feito por um desejo repentino, ontem \u00e0 noite, ao longo de cerca de duas horas\u201d, disse Neiss, referindo-se \u00e0 quinta-feira, 26 de janeiro. \u201cSeu objetivo principal \u00e9 honrar a mem\u00f3ria de um pequeno peda\u00e7o dos 10 milh\u00f5es de v\u00edtimas dos nazistas em Dia Internacional da Mem\u00f3ria do Holocausto\u201d.<\/p>\n<p><i>Meu nome \u00e9 Selma Simon. Os EUA me expulsaram na fronteira em 1939. <\/i><\/p>\n<p><i>Fui assassinado em Sobibor.<\/i><\/p>\n<p>@Stl_Manifest 28 de janeiro de 2017<\/p>\n<p>Os movimentos pol\u00edticos de extrema-direita e a xenofobia antirefugiados est\u00e3o em ascens\u00e3o em todo o Ocidente, em meio a pior crise de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial.<\/p>\n<p>No Dia Internacional da Mem\u00f3ria do Holocausto na sexta-feira, 27 de janeiro, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva explicitamente racista proibindo refugiados e proibindo os nacionais de sete pa\u00edses de maioria mu\u00e7ulmana de entrarem nos Estados Unidos, incluindo aqueles com cidadania e vistos. (Cinco dos pa\u00edses da lista negra est\u00e3o atualmente sendo bombardeados pelos EUA, e os EUA desestabilizaram os outros dois.)<\/p>\n<p>Neiss tra\u00e7ou paralelos entre a situa\u00e7\u00e3o dos refugiados judeus que foram afastados h\u00e1 80 anos e os refugiados mu\u00e7ulmanos fugindo das guerras apoiadas pelo Ocidente hoje.<\/p>\n<p>\u201c\u2019N\u00f3s nos lembramos\u2019 e \u2018nunca mais\u2019 devem ser mais do que chav\u00f5es vazios\u201d, disse.<\/p>\n<p>Neiss condenou, em particular, a Organiza\u00e7\u00e3o Sionista da Am\u00e9rica (<i>Zionist Organization of America<\/i>) por sua posi\u00e7\u00e3o antirefugiados. Os principais grupos pr\u00f3-Israel pegaram carona na popularidade de Trump e expressaram apoio ou permaneceram em sil\u00eancio sobre as exageradas pol\u00edticas antimu\u00e7ulmanas e antirefugiados de Trump. A Organiza\u00e7\u00e3o Sionista dos Estados Unidos chegou at\u00e9 a receber Steve Bannon, um racista de extrema-direita que foi acusado de antissemitismo, para falar em sua noite de gala.<\/p>\n<p>Neiss tamb\u00e9m criticou as Federa\u00e7\u00f5es Judaicas da Am\u00e9rica do Norte (<i>Jewish Federations of North America<\/i>), o Comit\u00ea Judaico Americano (<i>American Jewish Committee<\/i>) e o Conselho Judaico de Assuntos P\u00fablicos (<i>Jewish Council on Public Affairs<\/i>), \u201cpor seu sil\u00eancio sobre o assunto\u201d.<\/p>\n<p>\u201cSe o objetivo dessas organiza\u00e7\u00f5es realmente significa \u2018Nunca mais\u2019 e \u2018N\u00f3s nos lembramos\u2019, eles deveriam fazer algo para provar isso\u201d, disse ele.<\/p>\n<p>\u201cA Liga Antidifama\u00e7\u00e3o foi o \u00fanico dos principais grupos judaicos a tomar uma posi\u00e7\u00e3o pr\u00f3-refugiados sobre esta quest\u00e3o e eles devem ser elogiados\u201d, acrescentou Neiss.<\/p>\n<p>O sentimento antimu\u00e7ulmano que assola os EUA e a Europa hoje ecoa o antissemitismo do in\u00edcio do s\u00e9culo XX. De fato, muitos dos mitos islamof\u00f3bicos de hoje empregam a mesma linguagem dos estere\u00f3tipos antissemitas do passado.<\/p>\n<p>Na Segunda Guerra Mundial, os nazistas e seus aliados fascistas mataram mais de seis milh\u00f5es de judeus em um dos piores genoc\u00eddios da hist\u00f3ria humana. Eles tamb\u00e9m assassinaram milh\u00f5es de comunistas, socialistas, anarquistas, sindicalistas, feministas, ciganos, afrodescendentes, homossexuais e deficientes. A Alemanha nazista s\u00f3 foi derrotada devido aos enormes sacrif\u00edcios da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica. Pelo menos 26 milh\u00f5es de sovi\u00e9ticos \u2013 mais da metade deles civis \u2013 perderam a vida na luta contra o nazismo. Em contraste, apenas cerca de 400.000 americanos e 400.000 brit\u00e2nicos morreram na guerra.<\/p>\n<p>Cerca de 20 milh\u00f5es de chineses, dos quais mais de tr\u00eas quartos eram civis, tamb\u00e9m morreram na guerra contra o imp\u00e9rio fascista japon\u00eas, aliado \u00e0 Alemanha nazista e \u00e0 It\u00e1lia fascista.<\/p>\n<p>Ben Norton \u00e9 rep\u00f3rter do Projeto Grayzone da AlterNet. Voc\u00ea pode segui-lo no Twitter no @BenjaminNorton.<\/p>\n<p>Cr\u00e9dito da Foto: United States Holocaust Memorial Museum<\/p>\n<p>Nota:<\/p>\n<p>1. O texto original est\u00e1 em: <a href=\"http:\/\/www.alternet.org\/news-amp-politics\/refugees-jews-holocaust-ms-st-louis-manifest-ship-us-trump\" target=\"_blank\">http:\/\/www.alternet.org\/news-<wbr \/>amp-politics\/refugees-jews-<wbr \/>holocaust-ms-st-louis-<wbr \/>manifest-ship-us-trump<\/a><\/p>\n<p>2. Tradu\u00e7\u00e3o de C\u00e9sar Locatelli<\/p>\n<blockquote data-secret=\"3nGZ8igqNR\" class=\"wp-embedded-content\"><p><a href=\"https:\/\/jornalistaslivres.org\/2017\/01\/proibicao-entrada-de-refugiados-faz-ecoar-um-dos-capitulos-mais-sombrios-da-historia-dos-estados-unidos\/\">Proibi\u00e7\u00e3o \u00e0 entrada de refugiados faz ecoar um dos cap\u00edtulos mais sombrios da hist\u00f3ria dos Estados Unidos<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" src=\"https:\/\/jornalistaslivres.org\/2017\/01\/proibicao-entrada-de-refugiados-faz-ecoar-um-dos-capitulos-mais-sombrios-da-historia-dos-estados-unidos\/embed\/#?secret=3nGZ8igqNR\" data-secret=\"3nGZ8igqNR\" width=\"600\" height=\"338\" title=\"&#8220;Proibi\u00e7\u00e3o \u00e0 entrada de refugiados faz ecoar um dos cap\u00edtulos mais sombrios da hist\u00f3ria dos Estados Unidos&#8221; &#8212; Jornalistas Livres\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Um novo projeto de m\u00eddia social d\u00e1 uma perspectiva hist\u00f3rica \u00e0 ordem executiva de Trump Por Ben Norton \/ AlterNet\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/13389\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":true,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[165],"tags":[],"class_list":["post-13389","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-eua"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-3tX","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13389","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13389"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13389\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13389"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13389"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13389"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}