{"id":13396,"date":"2017-01-30T14:37:50","date_gmt":"2017-01-30T17:37:50","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=13396"},"modified":"2017-08-22T23:59:50","modified_gmt":"2017-08-23T02:59:50","slug":"olhar-comunista-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/13396","title":{"rendered":"OLHAR COMUNISTA"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal\/images\/stories\/olhar.png?w=747\" alt=\"imagem\" \/><strong>O empres\u00e1rio modelo <\/strong><\/p>\n<p>Eike Batista, que j\u00e1 foi o s\u00e9timo indiv\u00edduo mais rico do mundo, foi preso pela Pol\u00edcia Federal por corrup\u00e7\u00e3o ativa. A principal acusa\u00e7\u00e3o, no momento, \u00e9 o pagamento de R$ 54,3 milh\u00f5es de reais ao ex-governador S\u00e9rgio Cabral, encarcerado na penitenci\u00e1ria de Bangu 8.<!--more--><\/p>\n<p>Eike foi projetado pela m\u00eddia com modelo de empres\u00e1rio bem-sucedido, empreendedor, \u201cousado\u201d. Era um dos s\u00edmbolos do momento de crescimento do capitalismo brasileiro de alguns anos atr\u00e1s. Sua trajet\u00f3ria, no entanto, \u00e9 mais uma das muitas que envolvem o apoio do Estado a empres\u00e1rios e grupos empresariais, de forma oficial e n\u00e3o oficial. Em muitos casos, a propina \u00e9 a regra predominante.<\/p>\n<p>Batista, filho de Eliezer Batista, ex-presidente da Companhia Vale do Rio Doce (de 1961 a 1964 e de 1979 a 1986) e ex-ministro de Minas e Energia no per\u00edodo da ditadura, obteve financiamentos e concess\u00f5es do Estado para a explora\u00e7\u00e3o de min\u00e9rios, constru\u00e7\u00e3o de portos e outros neg\u00f3cios. Lan\u00e7ou a\u00e7\u00f5es e ganhou muito dinheiro, at\u00e9 com empresas que nunca sa\u00edram do papel. Em seus empreendimentos, foi acusado de burlar leis ambientais, entre outras falcatruas.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Governo Temer se aproxima de Cuba<\/strong><\/p>\n<p>A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 do jornal <em>O Globo<\/em>. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 a de aproveitar o momento de abertura econ\u00f4mica em curso na Ilha para dar vaz\u00e3o a interesses de diversos setores. O BNDES se prop\u00f5e a financiar a compra de equipamentos ferrovi\u00e1rios, e a ind\u00fastria quer vender etanol e realizar projetos de infraestrutura, entre outros itens.<\/p>\n<p>O Brasil, refletindo os interesses da burguesia, sempre manteve uma postura pragm\u00e1tica nas rela\u00e7\u00f5es internacionais. Exemplos n\u00e3o faltam: em plena ditadura, retomaram-se as rela\u00e7\u00f5es comerciais com a China, e o Brasil foi o primeiro pa\u00eds a reconhecer Angola logo ap\u00f3s a conquista do poder pelo MPLA. H\u00e1 alguns anos, momento de plena hegemonia do governo de Hugo Ch\u00e1vez, centenas de empres\u00e1rios foram \u00e0 Venezuela, em delega\u00e7\u00f5es, para realizar seus neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>Assim, essa aproxima\u00e7\u00e3o atual nada tem a ver com uma guinada \u00e0 esquerda. Mesmo nos governos Lula e Dilma, quando uma parte de seus integrantes e de sua base social mostrava simpatia pelo regime cubano, pode-se afirmar que a motiva\u00e7\u00e3o maior para a aproxima\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica era a defesa dos interesses da burguesia brasileira, cujos imperativos s\u00e3o a expans\u00e3o de capitais e a conquista de novos mercados na Am\u00e9rica Latina. Eventual e temporariamente, tais interesses podem convergir com as necessidades de pa\u00edses socialistas, como, hoje, no caso de Cuba, ou de inclina\u00e7\u00e3o socialista, como no caso da Venezuela, que buscam promover desenvolvimento e melhorias na qualidade de vida da sua popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O empres\u00e1rio modelo Eike Batista, que j\u00e1 foi o s\u00e9timo indiv\u00edduo mais rico do mundo, foi preso pela Pol\u00edcia Federal por corrup\u00e7\u00e3o ativa. \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/13396\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":true,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[100],"tags":[],"class_list":["post-13396","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c113-a-semana-no-olhar-comunista"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-3u4","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13396","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13396"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13396\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13396"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13396"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13396"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}