{"id":13534,"date":"2017-02-11T12:10:03","date_gmt":"2017-02-11T15:10:03","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=13534"},"modified":"2017-03-02T18:17:55","modified_gmt":"2017-03-02T21:17:55","slug":"istambul-cidade-magica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/13534","title":{"rendered":"Istambul, cidade m\u00e1gica"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.odiario.info\/b2-img\/IstambulTurquia6goldenhorn.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/>Miguel Urbano Rodrigues<\/p>\n<p>Feixe de contradi\u00e7\u00f5es, a Turquia contempor\u00e2nea \u00e9 simultaneamente um pa\u00eds moderno e uma sociedade marcada por arca\u00edsmos chocantes. Orhan Pamuk, distinguido com o Nobel de Literatura, confia no futuro da sua gente. Tem motivos para isso.<!--more--><\/p>\n<p>Tenho dificuldade em encontrar palavras para expressar o que senti ao chegar a Istambul pela primeira vez. A cidade, fundada h\u00e1 25 s\u00e9culos, fascinou-me. Transcorrido mais de sessenta anos, Istambul continua a ser para mim enfeiti\u00e7ante.<\/p>\n<p>Voltei agora em fevereiro para mais uma despedida. Passaram apenas quatro anos desde a \u00faltima visita. A primeira surpresa foi rever Santa Sofia. Tinha esquecido que contempladas do exterior, duas das fachadas da Bas\u00edlica, pela pobreza do material de constru\u00e7\u00e3o (tijolo), n\u00e3o permitem imaginar a beleza da gigantesca nave. No interior, os m\u00e1rmores, os afrescos da c\u00fapula e as colunas com capit\u00e9is cor\u00edntios e comp\u00f3sitos deslumbram. Justiniano, quando decidiu a sua constru\u00e7\u00e3o afirmou que seria a maior igreja do mundo. Foi ambicioso, mas todas as grandes catedrais da Europa s\u00e3o pequenas a ela comparadas. O imp\u00e9rio romano do Oriente perdera a maioria das prov\u00edncias ocidentais ap\u00f3s \u00e0s invas\u00f5es dos chamados b\u00e1rbaros. Os generais de Justiniano reconquistaram a quase totalidade.<\/p>\n<p>Das mesquitas imperiais de Istambul apenas voltei agora a Sultan Ahmet. Maom\u00e9 II, o Conquistador, tomou Santa Sofia como modelo para a arquitetura religiosa turca. As mesquitas otomanas foram inovadoras sobretudo na decora\u00e7\u00e3o, nos azulejos, nos minaretes na harmonia das cores das c\u00fapulas.<\/p>\n<p><strong>RECORDANDO PIERRE LOTI <\/strong><\/p>\n<p>O gigantismo de Istambul &#8211; 15 milh\u00f5es de habitantes &#8211; impossibilita uma vis\u00e3o de conjunto da antiga capital da Turquia.<\/p>\n<p>Limitei-me a percorrer uma vez mais, num circuito tur\u00edstico, os bairros que se formaram de ambos os lados do Corno de Ouro, o golfo que nasce do B\u00f3sforo.<br \/>\nFoi como antes um mergulho no tempo, uma viagem pela Hist\u00f3ria de culturas justapostas, mas n\u00e3o fundidas.<\/p>\n<p>Pelo telef\u00e9rico subi \u00e0 casa de Pierre Loti (1850-1923) no alto de uma escarpa. Recordei que, na juventude, o admirava muito. Creio que hoje n\u00e3o seria capaz de reler os seus romances. Na casa, por onde continuam a desfilar hordas tur\u00edsticas, a atmosfera oriental aproxima do escritor. Loti era um oficial da marinha francesa, mas ali vestia-se \u00e0 turca, usava um fez na cabe\u00e7a, vivia como um senhor otomano. \u00c9 belo o panorama que se contempla dos terra\u00e7os do edif\u00edcio, mobilado no estilo do in\u00edcio do s\u00e9culo passado. Loti tinha bom gosto, soube escolher.<\/p>\n<p><strong>SEMENTEIRA DE RU\u00cdNAS <\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 na Europa &#8211; nem Roma &#8211; uma cidade t\u00e3o semeada de ru\u00ednas de um passado com mais de 25 s\u00e9culos. Com a peculiaridade de que em Istambul elas nos projetam para civiliza\u00e7\u00f5es antag\u00f3nicas. No espa\u00e7o da velha Constantinopla muito da cintura de muralhas erguida na \u00e9poca de Teod\u00f3sio resistiu \u00e0s guerras e ao tempo. Foi ela que durante s\u00e9culos deteve os assaltos dos \u00e1rabes, dos hunos, dos b\u00falgaros, de sucessivas hostes asi\u00e1ticas vindas das estepes russas.<\/p>\n<p>Eu tinha esquecido que panos de muralhas e ru\u00ednas de monumentos surgem um pouco por todo o lado no casco hist\u00f3rico. Empurram a mem\u00f3ria para a Constantinopla bizantina, que era a maior e mais bela capital do mundo na \u00e9poca de Justiniano. Teria ent\u00e3o uns 300 000 habitantes. Roma fora destru\u00edda, e Paris e Londres eram ainda burgos medievais quando os cavaleiros italianos da IV Cruzada que seguiam para a Palestina a fim de combater os turcos seldjucidas, a saquearam e tomaram de assalto em 1204, proclamando o Imp\u00e9rio Latino. Foi, ali\u00e1s, um estado ef\u00eamero, extinto em 1261, quando o imperador Miguel Pale\u00f3logo, de Niceia, retomou Constantinopla. Mas a cidade n\u00e3o recuperou a antiga grandeza. Era j\u00e1 uma sombra do passado ao ser conquistada em 1453 pelo sult\u00e3o otomano Maom\u00e9 II.<\/p>\n<p><strong>NA TAKSIM E NA ISTIKLAL<\/strong><\/p>\n<p>Voltei \u00e0 Pra\u00e7a Taksim, p\u00f3lo da Turquia europeia. Ali principiaram em 2013 as manifesta\u00e7\u00f5es contra o governo de Recep Erdogan, motivadas pela decis\u00e3o de destruir o Parque de Gizeh e as suas \u00e1rvores centen\u00e1rias. Esses protestos assinalaram o in\u00edcio da contesta\u00e7\u00e3o frontal \u00e0 pol\u00edtica do presidente. A grande vaga de repress\u00e3o que atingiu m\u00faltiplos setores sociais s\u00f3 ocorreu por\u00e9m ap\u00f3s o fracasso da tentativa de golpe de estado em 2016. Impressionou-me a presen\u00e7a maci\u00e7a de militares e pol\u00edcias armados com metralhadoras nas principais ruas do centro hist\u00f3rico e tamb\u00e9m na Taksim.<br \/>\nDesci vagarosamente a avenida Istiklal. Foi na viragem para o s\u00e9culo XX a primeira art\u00e9ria concebida en moldes ocidentais, com hot\u00e9is, cinemas, lojas modernas, restaurantes de luxo, mesquitas e igrejas. Foi, ali\u00e1s, em Beyoglu (Pera, para os europeus), no outro lado do Corno de Ouro, que as grandes pot\u00eancias ocidentais constru\u00edram as imponentes mans\u00f5es destinadas \u00e0s suas embaixadas; hoje funcionam consulados nesses edif\u00edcios porque as sedes das miss\u00f5es diplom\u00e1ticas foram transferidas para Ancara.<\/p>\n<p>Deambulei horas pelas ruelas de Beyoglu onde visitei o estranho Museu da Inoc\u00eancia criado por Orhan Pamuk inspirado pela hist\u00f3ria do seu romance do mesmo nome. Minha companheira, admiradora incondicional de Pamuk, ficou encantada. Concluiu que a visita ao Museu foi a melhor prenda do seu anivers\u00e1rio, festejado em Istambul.<\/p>\n<p>Foi de incompreens\u00e3o a minha atitude perante o Museu e senti algum mal-estar porque me habituei a ver em Pamuk um dos escritores mais importantes do nosso tempo. O seu livro Mem\u00f3rias de Istambul abriu-me a um entendimento diferente da cidade e dos turcos. \u00c9 uma obra-prima.<\/p>\n<p><strong>UMA FUS\u00c3O INACABADA<\/strong><\/p>\n<p>Istambul, tal como a descreveram escritores europeus do s\u00e9culo XIX, era ainda uma cidade oriental pela atmosfera e a cultura ap\u00f3s a I Guerra Mundial quando os ingleses a ocuparam, decididos a destruir completamente a Turquia otomana.<\/p>\n<p>O projeto brit\u00e2nico foi inviabilizado por Mustaf\u00e1 Kemal (1881-1938), o general que expulsou os ingleses e mais de um milh\u00e3o e meio de gregos. Ataturk &#8211; o \u00abpai dos turcos\u00bb no nome que a Hist\u00f3ria dele recorda &#8211; modernizou a Turquia para a salvar. Adotou o alfabeto e o calend\u00e1rio latinos, extinguiu o Califado, proclamou o Estado laico, e introduziu uma s\u00e9rie de reformas revolucion\u00e1rias tendentes a ocidentalizar o pa\u00eds. N\u00e3o viveu o suficiente para levar at\u00e9 onde pretendia o seu desafio ao imposs\u00edvel aparente. Mas o essencial da sua obra ficou.<\/p>\n<p>Cen\u00e1rio de uma cadeia de golpes militares promovidos pelo ex\u00e9rcito, a Turquia continua a ser uma ponte entre o Oriente isl\u00e2mico e o Ocidente europeu. Na fidelidade \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o, o turco de Istambul exibe uma educa\u00e7\u00e3o refinada a que n\u00e3o estamos habituados. \u00c9 cort\u00eas por tradi\u00e7\u00e3o e voca\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil para o forasteiro tra\u00e7ar a fronteira entre o presente o passado.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma palavra turca, husun, equivalente \u00e0 saudade portuguesa, que expressa um sentimento contradit\u00f3rio. O turco do s\u00e9culo XXI n\u00e3o deseja voltar atr\u00e1s. Mas n\u00e3o esquece que o seu povo, no apogeu da \u00e9poca otomana, criou uma grande cultura. A sua heran\u00e7a \u00e9 identific\u00e1vel em m\u00faltiplos aspetos no comportamento dos habitantes das grandes cidades. Ignoro o ambiente humano nas comunidades rurais da Anat\u00f3lia, onde a tradi\u00e7\u00e3o religiosa estava enraizada.<\/p>\n<p>Erdogan \u00e9 um mu\u00e7ulmano empenhado na recupera\u00e7\u00e3o do sentimento religioso. Mas o ex\u00e9rcito, defensor do laicismo, n\u00e3o o ajuda. Registrei um grande aumento na percentagem de mulheres que usa o v\u00e9u. Mas, contrariamente ao que acontece nos pa\u00edses do Magreb, no Iraque e na S\u00edria, n\u00e3o vi uma s\u00f3 pessoa a parar nas ruas para rezar na hora dos apelos \u00e0 ora\u00e7\u00e3o. E nas grandes mesquitas s\u00e3o pouqu\u00edssimos os fi\u00e9is. N\u00e3o vi tchadores, nem burkas.<\/p>\n<p>O prazer do conv\u00edvio transparece no espet\u00e1culo do cotidiano. N\u00e3o conhe\u00e7o no mundo uma cidade com tantos caf\u00e9s e restaurante como Istambul. Os hot\u00e9is, a maioria pequenos, mas acolhedores e confort\u00e1veis, s\u00e3o muitas centenas. Quase todos agora atraem um m\u00ednimo de h\u00f3spedes. O terrorismo afugentou os turistas. Foram aproximadamente 42 milh\u00f5es em 2014 no pa\u00eds. Os atentados e a repress\u00e3o afugentaram-nos. Disseram-me que no ano passado dos 10 milh\u00f5es que visitavam habitualmente Istambul chegaram apenas cinco milh\u00f5es. Da R\u00fassia, de onde provinha a maioria, s\u00e3o poucos os que agora a visitam. Identifiquei muitos mu\u00e7ulmanos da Indon\u00e9sia, chineses e uigures do Sinkiang.<\/p>\n<p>A cozinha turca, refinada, \u00e9 uma s\u00edntese da s\u00edrio libanesa e das assimiladas nos Balc\u00e3s durante s\u00e9culos de ocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A densidade do com\u00e9rcio \u00e9 outra heran\u00e7a do passado otomano. Tal como no Egito, no Magreb, no Ir\u00e3, no Afeganist\u00e3o, na S\u00edria e no Iraque milhares de lojas, onde se vende tudo, conferem a muitos bairros uma atmosfera inconfund\u00edvel.<\/p>\n<p>O artesanato \u00e9 fascinante; no Grande Bazar encontram-se preciosidades por pre\u00e7os m\u00f3dicos.<\/p>\n<p><strong>NO TOPKAPI SARAI<\/strong><\/p>\n<p>Repeti mais uma vez a visita obrigat\u00f3ria ao Topkapi Sarai. \u00c9 um enorme e feio conjunto de edif\u00edcios que foi aumentado por diferentes sult\u00f5es ao longo nos s\u00e9culos. Grande parte estava em obras de restauro, incluindo as salas do Tesouro, onde os califas otomanos acumularam joias e pe\u00e7as de ouro de um valor incalcul\u00e1vel.<\/p>\n<p>Em obras tamb\u00e9m se encontra o Museu Arqueol\u00f3gico, onde est\u00e3o expostas milhares de obras de arte &#8211; est\u00e1tuas, t\u00famulos, colunas, capiteis, joias, etc. &#8211; trazidas sobretudo das ru\u00ednas de antigas cidades gregas e helen\u00edsticas da \u00c1sia Menor, mostra comovente do respeito turco por uma cultura que admiram.<\/p>\n<p>Para os turistas, o Har\u00e9m imperial \u00e9 o principal polo de atra\u00e7\u00e3o do Topkapi.\u00a0 A ala onde viviam as esposas e concubinas dos sult\u00f5es, incaracter\u00edstica nos dormit\u00f3rios, ofusca pela riqueza, a profus\u00e3o de ouro, a decora\u00e7\u00e3o e o mobili\u00e1rio nos sal\u00f5es onde elas conviviam em principesca reclus\u00e3o. Aberra\u00e7\u00e3o monstruosa, o har\u00e9m foi durante s\u00e9culos um foco permanente de intrigas e conspira\u00e7\u00f5es promovidas pelas esposas dos sult\u00f5es com a ajuda dos eunucos que as vigiavam e serviam. Um s\u00f3 sult\u00e3o, Abdul Hanid II (1842-1918) teve mais de mil mulheres e foi pai de centenas de filhos.<\/p>\n<p>A ideia que a maioria dos europeus formou da Turquia ao longo dos s\u00e9culos deforma grosseiramente a realidade.<br \/>\nA principiar pelo povo. Quem s\u00e3o os turcos da Turquia, atualmente mais de 70 milh\u00f5es, de onde vieram?<\/p>\n<p>As primeiras tribos turc\u00f3fonas que se instalaram, com o consentimento do Imp\u00e9rio Bizantino, no Ocidente mediterr\u00e2nico da Asia Menor, descendiam dos oguzes, origin\u00e1rios do Altai siberiano. Esse povo de camponeses guerreiros era pouco numeroso. Pouco mais do que umas dezenas de milhares. Foi, por\u00e9m, o n\u00facleo do futuro imp\u00e9rio que em meados do s\u00e9culo XVI ocupava territ\u00f3rios com 8 milh\u00f5es de quil\u00f4metros quadrados habitados por 50 milh\u00f5es de europeus, asi\u00e1ticos e africanos de m\u00faltiplas nacionalidades. Produto de miscigena\u00e7\u00f5es ininterruptas, o turco europeu atual pouco difere fisicamente de muitos balc\u00e2nicos. Perdeu os tra\u00e7os orientais dos antepassados asi\u00e1ticos. Mas pela mentalidade e cultura \u00e9 um povo que n\u00e3o se confunde com qualquer ouro.<\/p>\n<p>Erdogan, na sua mitomania, sonha com um panturquismo ut\u00f3pico. Na vastid\u00e3o asi\u00e1tica vivem, desde o Estreito siberiano de Behring at\u00e9 ao ocidente iraniano uns 60 milh\u00f5es de turc\u00f3fonos, sobretudo nos pa\u00edses da antiga \u00c1sia Central sovi\u00e9tica. Mas, excepto no parentesco lingu\u00edstico, as afinidades entre eles e os turcos da Turquia s\u00e3o hoje m\u00ednimas.<br \/>\nPara onde vai a Turquia?<\/p>\n<p>Seria uma irresponsabilidade tentar uma resposta. Mas estou consciente de que \u00e9 um grande pa\u00eds e um grande povo.<\/p>\n<p>Orhan Pamuk, distinguido com o Nobel de Literatura confia no futuro da sua gente. Tem motivos para isso.<\/p>\n<p>Feixe de contradi\u00e7\u00f5es, a Turquia contempor\u00e2nea \u00e9 simultaneamente um pais moderno e uma sociedade marcada por arca\u00edsmos chocantes.<\/p>\n<p>Tem hoje a quinta maior ind\u00fastria automobil\u00edstica da Europa (produz 1 300 000 ve\u00edculos por ano), e a Turkish Airlines \u00e9 uma das grandes companhias a\u00e9reas (323 aparelhos de passageiros) com voos para dezenas de pa\u00edses.<\/p>\n<p>A Turquia orgulha-se de uma gera\u00e7\u00e3o de cientistas e artistas de prest\u00edgio mundial, \u00e9 um museu da Humanidade, mas sente enorme dificuldade em assumir plenamente uma hist\u00f3ria que, para bem e para mal, deixou marcas inapag\u00e1veis na evolu\u00e7\u00e3o da humanidade<\/p>\n<p>Istambul, Fevereiro de 2017<br \/>\n<em><br \/>\nPassaram poucas semanas desde o meu adeus a Paris, mas na despedida de Istambul senti-me muito mais fatigado e diminu\u00eddo f\u00edsica e mentalmente do que na capital de Fran\u00e7a.<\/em><\/p>\n<p><em>Sei que n\u00e3o voltarei \u00e0 mais enfeiti\u00e7ante cidade da Europa. \u00c9 a lei da vida.<\/em><\/p>\n<p>http:\/\/www.odiario.info\/istambul-cidade-magica\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Miguel Urbano Rodrigues Feixe de contradi\u00e7\u00f5es, a Turquia contempor\u00e2nea \u00e9 simultaneamente um pa\u00eds moderno e uma sociedade marcada por arca\u00edsmos chocantes. 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