{"id":13572,"date":"2017-02-15T13:40:10","date_gmt":"2017-02-15T16:40:10","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=13572"},"modified":"2017-03-02T18:20:27","modified_gmt":"2017-03-02T21:20:27","slug":"em-resposta-a-convocacao-a-uma-greve-internacional-no-dia-08-de-marco-estaremos-em-luta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/13572","title":{"rendered":"Em resposta \u00e0 convoca\u00e7\u00e3o a uma Greve Internacional no dia 08 de Mar\u00e7o! Estaremos em Luta!"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/cR7v99Jm_Z9FWzXY7wt7uM3SO0Mxu7OtTRzaWyddu48_vLzuyVJo81ctM-U0fnIP0SpnrqnO0T7zmg3qD0wBNU1uLClC0FTEzImVXxT_q7xTSs5uYMGtsiq1D9dN1J9sd_rDWPfwFV_Cki-WyoUixA8aPO1cQSGjdYqTA0I6jY3-vQe9xCA7azeaZN9RMHeuSKuABQFJjwXv1xXz2f4MzQw7yyhNS4qcBj8suFRfNpmsFCjqyzdkZU2sFF-5_HpJPBKvMplO6v9yJndCyAT0RXcIEFckwTQXDcM0S_xYLAteOo7XU_1IPKITTYFZOD-Y6HL5bOKlKWdi4PEcR-Hq-aq0ITK8YGE7D__JzmhEvNCeFrqhdcapoLTJ7y9UHC6IEengM1oUrsa--sozIhOXeO47iOOIgD8TrQ0bGFY7qwpuVlqrquru22vn6kd-98eCJ46p8TpY-70QH8OVn36dX3xUrUONViqiEw_-s72oPjPIIX6YRZ59XO_DI2gcI4EmTjpMUffWJbnAdm9oOa-vlKqng_RSd8FbLVOEtEshywRBIJLkMq4LLMfjxR63zOvtuOK94FfH2Bgf8S5Tb-UPrYzfEODtqQhYyKBp-4SxHISjTkTcCci53NXsJ0xg4EHxL0sew-2h1J8fL9w_JZ8QI6ED0htEotXvhm8YQPy-Sg=w734-h387-no\" alt=\"imagem\" \/>Na u\u0301ltima semana, tivemos acesso a uma carta assinada por Angela Davis, Nancy Fraser e outras intelectuais e ativistas que moram nos EUA, na qual se faz uma ana\u0301lise dos movimentos de mulheres pelo mundo, assinalando uma oposic\u0327a\u0303o ao movimento feminista liberal \u2013 libfem (chamado na nota de &#8220;feminismo empresarial&#8221;) e convocando uma greve internacional militante para o 8 de Marc\u0327o.<!--more--><\/p>\n<p>Diante da conjuntura internacional do capitalismo, cada vez mais perversa e agressiva para a classe trabalhadora, principalmente para as mulheres, populac\u0327a\u0303o negra, LGBT e imigrantes, essa carta se apresenta como uma chama que conclama uma grande greve e paralisac\u0327o\u0303es no nosso dia internacional de lutas.<\/p>\n<p>A carta, com um claro conteu\u0301do classista, aponta como o capital financeiro destro\u0301i de forma cada vez mais acelerada a vida de no\u0301s trabalhadoras e trabalhadores, bem como para a necessidade de as marchas estadunidenses ganharem um cara\u0301ter de luta anticapitalista e avanc\u0327arem para ale\u0301m das lutas contra misoginia, homofobia, racismo, xenofobia e anti-imigrantes expressas pelo governo de Trump.<\/p>\n<p>As massas nos EUA nos u\u0301ltimos dois meses foram para as ruas contra Trump apo\u0301s um chamado a\u0300s mulheres a reagir aos interesses representados por esse governo e sua plataforma poli\u0301tica. No dia 21 de janeiro, houve atos em 4 estados dos EUA, com uma grande mobilizac\u0327a\u0303o em Washington. Os atos tiveram um cara\u0301ter amplo, com diversas pautas, mas com foco principalmente nas lutas contra as diferentes formas de opressa\u0303o e dominac\u0327a\u0303o. Foi dirigido por mulheres, mas englobou mulheres, homens, populac\u0327a\u0303o LGBT, bem como diferentes povos que vivem naquele territo\u0301rio.<\/p>\n<p>Por um lado, essas marchas expressam que a luta de classes nos EUA pode avanc\u0327ar a um outro patamar no pro\u0301ximo peri\u0301odo em reac\u0327a\u0303o a\u0300s poli\u0301ticas de Trump e ao alto ni\u0301vel de desemprego e pobreza no pai\u0301s, que acomete principalmente as mulheres, a populac\u0327a\u0303o negra e imigrantes. Por outro, como aponta a carta, isso e\u0301 uma possibilidade de as lutas feministas ganharem uma nova expressa\u0303o, diferente daquelas hegemo\u0302nicas nos trabalhos de ONGs, em alguns setores universita\u0301rios e em diferentes movimentos ativistas pelo mundo, o feminismo liberal, que tem grande visibilidade entre uma parte das mulheres.<br \/>\nEssas intelectuais e ativistas embasam a convocac\u0327a\u0303o a partir dos u\u0301ltimos acontecimentos nos EUA e a partir da convocac\u0327a\u0303o de paralisac\u0327o\u0303es nacionais em 30 pai\u0301ses contra a viole\u0302ncia machista e pelos direitos reprodutivos, apontando que esses podem ser os primeiros passos para a internacionalizac\u0327a\u0303o das lutas contra todas as formas de viole\u0302ncia \u2013 dome\u0301stica, sexual, reprodutivas, estatais e do capital. Tambe\u0301m tem em vista as u\u0301ltimas movimentac\u0327o\u0303es de mulheres pelo mundo, como a marcha Ni una a menos, que gerou uma paralisac\u0327a\u0303o nacional de mulheres contra todas as formas de viole\u0302ncia na Argentina e que ganhou forc\u0327a em diferentes pai\u0301ses da Ame\u0301rica Latina, principalmente no Peru.<\/p>\n<p>A carta aponta um horizonte que deve ser almejado por no\u0301s feministas classistas: a internacionalizac\u0327a\u0303o das lutas das mulheres trabalhadoras pelo mundo. Abre-se a possibilidade de ganhar forc\u0327a um feminismo que abarque a luta e a vida das mulheres trabalhadoras, que se proponha a revolucionar a vida de toda nossa classe, como no\u0301s designamos, um feminismo classista.<\/p>\n<p>A luta contra o capital imperialista, o patriarcado, o racismo, a LGBTfobia e qualquer forma de dominac\u0327a\u0303o\/opressa\u0303o tem que ser necessariamente internacional. O dia internacional das mulheres foi um dos maiores exemplos do esforc\u0327o de camaradas como Clara Ze\u0301tkin e Alexandra Kollontai, para internacionalizar um dia no qual mulheres trabalhadoras de todo o mundo estivessem nas ruas e nas lutas, por nossos direitos e pela radical transformac\u0327a\u0303o social(1).<\/p>\n<p>Dessa forma compreendemos o cara\u0301ter da convocac\u0327a\u0303o de uma greve internacional no 8 de Marc\u0327o e nos solidarizamos ao chamado, apesar de avaliarmos que o ni\u0301vel de organizac\u0327a\u0303o da nossa classe internacionalmente, bem como nacionalmente, ainda e\u0301 incipiente diante de todos os desafios impostos pelo capital imperialista e sua expansa\u0303o exploradora e genocida.<\/p>\n<p>Precisamos, portanto, para ale\u0301m desse chamado, de voltarmos nossa milita\u0302ncia tambe\u0301m para o trabalho de base e para o dia\u0301logo com a mulher trabalhadora, estando nos lugares onde elas esta\u0303o, realizando ci\u0301rculos de estudos, panfletagens, cine-debates e demais atividades para que consigamos inserc\u0327a\u0303o junto a\u0300 classe e a\u0300 organizac\u0327a\u0303o das mulheres de nossa classe. E\u0301 necessa\u0301rio que as mulheres trabalhadoras tomem o rumo da luta contra a precarizac\u0327a\u0303o de suas vidas em suas pro\u0301prias ma\u0303os, para organizar uma greve geral que contrarie os interesses do empresariado e os grandes proprieta\u0301rios de terra que hoje retiram nossos direitos, muito bem representados pelos gestores do capital Trump e Temer.<\/p>\n<p>Respondemos ao chamado das companheiras afirmando que o 8 de Marc\u0327o sera\u0301 de paralisac\u0327o\u0303es e de lutas, mas tambe\u0301m de muito trabalho de dia\u0301logo com as mulheres! Estaremos nas ruas contra todas as viol\u00eancias \u00e0s mulheres e \u00e0 nossa classe, viol\u00eancia dom\u00e9stica, reprodutiva, sexual, no trabalho e aquelas praticadas pelo Estado Burgu\u00eas, a exemplo das reformas da previd\u00eancia e trabalhista, propostas pelo governo Temer, que tornar\u00e3o ainda pior e mais penosa a vida das trabalhadoras e trabalhadores. Afirmamos que, nos locais onde tivermos inserc\u0327a\u0303o, estaremos paralisando nossos trabalhos e\/ou em amplas campanhas em cada local de trabalho\/estudo\/moradia. Estaremos organizando, dialogando e disputando a conscie\u0302ncia da nossa classe \u2013 trabalhadora, mulher, LGBT, homem, negra, camponesa, indi\u0301gena, quilombola, ribeirinha, cigana, de diferentes etnias e diferentes nacionalidades, que lutem contra o capitalismo e as diferentes formas de opressa\u0303o!<\/p>\n<p>Avante! A nossa luta e\u0301 internacional!<\/p>\n<p>Coordenac\u0327a\u0303o Nacional do Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro, Filiado a\u0300 Federac\u0327a\u0303o Democra\u0301tica Internacional de Mulheres (FDIM)<\/p>\n<p>1. Clara Z\u00e9tkin prop\u00f4s, em conson\u00e2ncia com proposta vinda das mulheres do Partido Socialista Americano, a comemora\u00e7\u00e3o de um dia internacional de luta das mulheres no II Congresso Internacional de Mulheres Socialistas, que aconteceu em 1910, em Copenhague, na Dinamarca.<\/p>\n<p>Para acessar a carta: <a href=\"http:\/\/www.esquerdadiario.com.br\/Chamado-internacional-para-uma-paralisacao-de-mulheres-no-8-de-marco\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow\">http:\/\/www.esquerdadiario.com.<wbr \/>br\/Ch&#8230;<\/a><\/p>\n<p>Outros links sobre o tema:<\/p>\n<p>a) <a href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/13336\" target=\"_blank\">https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/<wbr \/>13336<\/a><\/p>\n<p>b) <a href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/13239\" target=\"_blank\">https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/<wbr \/>13239<\/a><\/p>\n<p>c) <a href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/13215\" target=\"_blank\">https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/<wbr \/>13215<\/a><\/p>\n<p>https:\/\/www.facebook.com\/Coletivo-Feminista-Classista-Ana-Montenegro-Nacional-1525622171004439\/<\/p>\n<p>&lt;iframe src=&#8221;https:\/\/www.facebook.com\/plugins\/post.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fnotes%2Fcoletivo-feminista-classista-ana-montenegro-nacional%2Fem-resposta-%25C3%25A0-convoca%25C3%25A7%25C3%25A3o-a-uma-greve-internacional-no-dia-08-de-mar%25C3%25A7o-estaremos-%2F1938146326418686&amp;width=500&#8243; width=&#8221;500&#8243; height=&#8221;640&#8243; style=&#8221;border:none;overflow:hidden&#8221; scrolling=&#8221;no&#8221; frameborder=&#8221;0&#8243; allowTransparency=&#8221;true&#8221;&gt;&lt;\/iframe&gt;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Na u\u0301ltima semana, tivemos acesso a uma carta assinada por Angela Davis, Nancy Fraser e outras intelectuais e ativistas que moram nos EUA, \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/13572\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":true,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[22],"tags":[],"class_list":["post-13572","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c3-coletivo-ana-montenegro"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-3wU","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13572","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13572"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13572\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13572"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13572"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13572"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}