{"id":13577,"date":"2017-02-16T20:04:11","date_gmt":"2017-02-16T23:04:11","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=13577"},"modified":"2017-03-02T18:20:39","modified_gmt":"2017-03-02T21:20:39","slug":"camilo-torres-restrepo-insistimos-no-que-nos-une-e-dispensamos-o-que-nos-separa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/13577","title":{"rendered":"Camilo Torres Restrepo: &#8220;Insistimos no que nos une e dispensamos o que nos separa&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/ci5.googleusercontent.com\/proxy\/1apV-MryWESUR5av7b_ZcLkZFdiTtB1IpLCMKalIJuj15GwKlBiv6u11GKMOgkVYrxJ-BZN6YWcreKDexiTe1ix_TszbsWJPjnPqJOuugVJRSkPzOTinhIOuQ4GICRKCb06UnccDKQ5o7r47irNRnsTTADEEs-De=s0-d-e1-ft#http:\/\/www.resumenlatinoamericano.org\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Camilo-Torres-768x597-620x400.jpg\" alt=\"imagem\" \/><strong>15 de fevereiro de 2017, Colombia Informa \u2013 Sacerdote, intelectual, revolucion\u00e1rio e guerrilheiro, Camilo Torres Restrepo \u00e9, junto de Jorge Eliecer Gait\u00e1n, um dos personagens mais importantes da hist\u00f3ria colombiana. <\/strong><strong>Seu compromisso com as causas populares e revolucion\u00e1rias o converteu em um s\u00edmbolo dos movimentos sociais na Am\u00e9rica Latina e do mundo.<\/strong><!--more--><\/p>\n<p>Nasceu em Bogot\u00e1 no dia 03 de fevereiro de 1929, no seio de uma fam\u00edlia privilegiada, pertencente \u00e0s elites colombianas. Ap\u00f3s um breve semestre no qual tentou estudar Direito na Universidade Nacional, retirou-se abandonou para se tornar sacerdote cat\u00f3lico, gra\u00e7as \u00e0 influ\u00eancia de uns sacerdotes dominicanos que conheceu por interm\u00e9dio do pai de sua namorada. Seu interesse pelas causas sociais o levou a ser ordenado sacerdote em 1954.<\/p>\n<p>Um ano depois, Camilo viajou para a B\u00e9lgica e estudou Sociologia na Universidade Cat\u00f3lica de Lovaina, graduando-se em 1958.<\/p>\n<p>Ao regressar \u00e0 Col\u00f4mbia, decidiu vincular-se \u00e0s causas dos pobres, assumindo um compromisso b\u00e1sico: o amor eficaz pelo pr\u00f3ximo. Esta postura o levou a ser pioneiro da Teologia da Liberta\u00e7\u00e3o, a partir da qual prop\u00f4s unir o marxismo com o cristianismo, buscando a unidade entre os povos e assumindo uma concep\u00e7\u00e3o transformadora e revolucion\u00e1ria.<\/p>\n<p>Seu conhecimento em Sociologia o levou a elaborar v\u00e1rios estudos e escritos nos quais fez significativas contribui\u00e7\u00f5es \u00e0s Ci\u00eancias Sociais. No entanto, Camilo Torres preferiu n\u00e3o ficar somente na teoria. Diferente de outras pessoas, decidiu passar \u00e0 a\u00e7\u00e3o, somando-se ao desenvolvimento de diversas experi\u00eancias sociais.<\/p>\n<p>Junto de Orlando Fals Borda, Eduardo Uma\u00f1a Luna, Mar\u00eda Cristina Salazar, Virginia Guti\u00e9rrez de Pineda, Carlos Escalante, Dar\u00edo Botero Uribe, Tom\u00e1s Ducay, entre outros, participou da funda\u00e7\u00e3o da primeira faculdade de Sociologia da Am\u00e9rica Latina, na Universidade Nacional da Col\u00f4mbia. Ali mesmo atuou como professor e capel\u00e3o da dita institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Seu compromisso com as causas populares aumentaram cada vez mais. Foi membro fundador do Movimento Universit\u00e1rio de Promo\u00e7\u00e3o Comunal (MUNIPROC), fez parte do comit\u00ea t\u00e9cnico da reforma agr\u00e1ria do Instituto Colombiano da Reforma Agr\u00e1ria (INCORA) e presidiu o I Congresso Nacional de Sociologia entre outros.<\/p>\n<p>Suas m\u00faltiplas atividades sociais e comunit\u00e1rias rapidamente o levaram a ter cont\u00ednuos enfrentamentos com a c\u00faria da Igreja Cat\u00f3lica encabe\u00e7ada pelo cardeal Luis Concha C\u00f3rdoba a partir de 1961. Os sucessivos conflitos obrigaram Camilo Torres a solicitar sua redu\u00e7\u00e3o ao estado laical. Em 24 de junho de 1965, com l\u00e1grimas nos olhos, realizou a que foi sua \u00faltima missa, na Igreja de San Diego, em Bogot\u00e1. As press\u00f5es da conservadora Igreja Cat\u00f3lica colombiana chocaram com a vis\u00e3o revolucion\u00e1ria e crist\u00e3 de Camilo, que assinalou que os verdadeiros crist\u00e3os deviam somar-se \u00e0 luta revolucion\u00e1ria.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s fundar a Frente Unida, em 1965, Camilo radicalizou sua posi\u00e7\u00e3o e decidiu criar um movimento pol\u00edtico que buscasse a unidade de todas as express\u00f5es populares, revolucion\u00e1rias, democr\u00e1ticas e abstencionistas pela luta de transforma\u00e7\u00f5es reais profundas na sociedade. Em paralelo \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de motins, mobiliza\u00e7\u00f5es, protestos e grandes concentra\u00e7\u00f5es populares em todos pa\u00eds, fez contato com o Ex\u00e9rcito de Liberta\u00e7\u00e3o Nacional (ELN), grupo insurgente fundado em 04 de julho de 1964.<\/p>\n<p>Seu forte v\u00ednculo com as lutas populares e revolucion\u00e1rias, seu carisma e capacidade de lideran\u00e7a, assim como seus la\u00e7os com o ELN se tornaram evidentes para as for\u00e7as de seguran\u00e7a do governo. Segundo o escritor Walter J. Broderick, autor do livro<em> Camilo Vive<\/em>, a vida de Camilo Torres estava em risco e eram cada vez maiores os temores de que fosse assassinado pelas for\u00e7as governamentais. O evidente temor de sofrer um atentado obrigou Camilo Torres a vincular-se formalmente \u00e0s fileiras do ELN e viajar para as selvas santanderienses em outubro de 1965.<\/p>\n<p>A filia\u00e7\u00e3o de Camilo Torres Restrepo ao grupo insurgente do ELN foi conhecida mediante um comunicado p\u00fablico assinado pelo revolucion\u00e1rio em 07 de janeiro de 1966.<\/p>\n<p>Um m\u00eas depois, 15 de fevereiro de 1966, o pa\u00eds estremeceu com a not\u00edcia da morte de Camilo Torres, que morreu em combate ao tentar recuperar o fuzil de um soldado. Tinha apenas 37 anos. Ap\u00f3s a morte de Camilo, come\u00e7ou a lenda. Se converteu em um s\u00edmbolo das lutas sociais e populares. De fato, v\u00e1rios col\u00e9gios e bairros possuem seu nome. Inspirou v\u00e1rias mulheres e homens a somarem-se \u00e0 Teologia da Liberta\u00e7\u00e3o e \u00e0s lutas revolucion\u00e1rias na Col\u00f4mbia e na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s sua morte, o general \u00c1lvaro Valencia Tovar, que dirigiu o grupo de soldados que matou Camilo Torres, escondeu seu corpo e o enterrou em um lugar desconhecido. Apesar dos pedidos de sua fam\u00edlia, amigos e, sobretudo, movimento social, seu corpo ainda permanece em um lugar desconhecido.<\/p>\n<p>Em 15 de fevereiro de 2016, ao cumprir-se 50 anos de sua morte, um amplo grupo de pessoas realizou uma eucaristia em Patio Cemento, San Vicente de Chucuri, no departamento de Santander, lugar no qual caiu em combate o lend\u00e1rio cura guerrilheiro, para rememorar sua vida, suas contribui\u00e7\u00f5es \u00e1 luta social, a vig\u00eancia de seu pensamento e exigir que o governo devolva seus restos mortais.<\/p>\n<p>V\u00eddeo: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=2sMQRoS57tY\" target=\"_blank\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?<wbr \/>v=2sMQRoS57tY<\/a><\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.resumenlatinoamericano.org\/2017\/02\/15\/colombia-camilo-torres-restrepo-insistamos-en-lo-que-nos-une-y-prescindamos-de-lo-que-nos-separa\/\" target=\"_blank\">http:\/\/www.<wbr \/>resumenlatinoamericano.org\/<wbr \/>2017\/02\/15\/colombia-camilo-<wbr \/>torres-restrepo-insistamos-en-<wbr \/>lo-que-nos-une-y-prescindamos-<wbr \/>de-lo-que-nos-separa\/<\/a><\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"15 de fevereiro de 2017, Colombia Informa \u2013 Sacerdote, intelectual, revolucion\u00e1rio e guerrilheiro, Camilo Torres Restrepo \u00e9, junto de Jorge Eliecer Gait\u00e1n, um \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/13577\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":true,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-13577","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c39-colombia"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-3wZ","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13577","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13577"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13577\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13577"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13577"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13577"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}