{"id":13590,"date":"2017-02-18T12:15:12","date_gmt":"2017-02-18T15:15:12","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=13590"},"modified":"2017-03-02T18:25:03","modified_gmt":"2017-03-02T21:25:03","slug":"samora-machel-e-a-experiencia-de-mocambique","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/13590","title":{"rendered":"Samora Machel e a experi\u00eancia de Mo\u00e7ambique"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/gz.diarioliberdade.org\/media\/k2\/items\/cache\/62eff0a91b9b312138edd416d936f231_XL.jpg?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"imagem\" \/>Luis Bravo<\/p>\n<p>Hist\u00f3ria de uma longa e \u00e9pica luta contra a nefasta ferida aberta pelo colonialismo portugu\u00eas, o imperialismo ocidental e o atraso cultural, depois da conquista da soberania econ\u00f4mica e a independ\u00eancia real da \u00c1frica, ap\u00f3s d\u00e9cadas de humilha\u00e7\u00f5es e ignon\u00edmia.<!--more--><\/p>\n<p>A divis\u00e3o a qual foi submetido o continente africano entre as pot\u00eancias coloniais europeias, fosse para a obten\u00e7\u00e3o de novas mat\u00e9rias-primas, a explora\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra barata, a explora\u00e7\u00e3o de capitais que acabaram por gerar Estados dependentes para sempre do capitalismo parasit\u00e1rio, ou para abrir novos mercados onde introduzir seus excedentes de superprodu\u00e7\u00e3o, foi uma das raz\u00f5es subjacentes que propiciaram a Primeira Guerra Mundial, devido \u00e0 agudiza\u00e7\u00e3o das contradi\u00e7\u00f5es e rivalidades entre os pr\u00f3prios imperialistas. Um desses pa\u00edses invasores era Portugal, que transmitia sua \u201cmiss\u00e3o civilizadora\u201d \u00e0\u00a0base de trabalhos for\u00e7ados com castigos corporais como a palmat\u00f3ria (instrumento de castigo que consiste em uma p\u00e1 plana com orif\u00edcios que, ao atingir a pele, produz hemorragias por suc\u00e7\u00e3o), expolia\u00e7\u00e3o de riquezas naturais, explora\u00e7\u00e3o e vexames de todo o tipo, em suas possess\u00f5es de Mo\u00e7ambique, Angola, Cabo Verde, Guin\u00e9-Bissau e S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe. Embora a escravid\u00e3o tenha sido abolida no final do s\u00e9culo XIX, as condi\u00e7\u00f5es desumanas de trabalhos for\u00e7ados com que os portugueses submetiam \u00e0 popula\u00e7\u00e3o aut\u00f3ctona n\u00e3o diferiam muito, os protestos e revoltas eram reprimidos a ferro e fogo, a popula\u00e7\u00e3o negra era menosprezada como um ser inferior, relegada \u00e0 sua utiliza\u00e7\u00e3o como m\u00e3o de obra barata como \u00fanica finalidade, e a ocupa\u00e7\u00e3o e expuls\u00e3o de suas terras familiares de autoconsumo os convertia em estrangeiros em sua pr\u00f3pria p\u00e1tria.<\/p>\n<p>No passado, o territ\u00f3rio atual de Mo\u00e7ambique era parte de um imp\u00e9rio que se estendia desde o deserto do Kalahari at\u00e9 o Oceano \u00cdndico. Era o chamado imp\u00e9rio de Monomotapa, que significa \u201csenhor das minas\u201d. Este imp\u00e9rio feudal alcan\u00e7aria seu apogeu no s\u00e9culo XV conquistando um grande desenvolvimento em compara\u00e7\u00e3o com seus vizinhos, contava com um forte setor de artes\u00e3os que trabalhavam o metal (especialmente ouro), comerciantes e mineiros que possu\u00edam uma tecnologia desenvolvida que impressionou os portugueses. Havia importantes n\u00facleos urbanos com grandes constru\u00e7\u00f5es de pedra e um amplo setor campon\u00eas organizado em formas tradicionais. Monomotapa mantinha uma fluida rela\u00e7\u00e3o comercial com os \u00e1rabes que instalaram feitorias na costa oriental, para dar sa\u00edda \u00e0s reservas aur\u00edferas.<\/p>\n<p>A chegada dos portugueses significou a substitui\u00e7\u00e3o dos \u00e1rabes e paralisou o canal de interc\u00e2mbios comerciais anterior, destruiu o modelo organizativo com a implanta\u00e7\u00e3o de monop\u00f3lios privados: portugueses, alem\u00e3es, ingleses, norte-americanos, sul-africanos e franceses, que exploravam independentemente seus territ\u00f3rios espec\u00edficos, generalizaram o com\u00e9rcio de escravos com destino \u00e0 \u00cdndia e depois ao Brasil, o que sup\u00f4s um golpe demolidor \u00e0 demografia local, e estimulou as divis\u00f5es tribais. Tudo isso se materializou em um estancamento do desenvolvimento, amplas massas em condi\u00e7\u00f5es de mis\u00e9ria n\u00e3o conhecidas at\u00e9 ent\u00e3o, sem aten\u00e7\u00e3o m\u00e9dica adequada e sumidas no embrutecimento e no analfabetismo.<\/p>\n<p>Diante dessa intoler\u00e1vel situa\u00e7\u00e3o, em 1962 nasce em Dar es Salaam (Tanz\u00e2nia) a Frente de Liberta\u00e7\u00e3o de Mo\u00e7ambique (Frelimo), dirigida por Eduardo Mondlane. Dois anos depois, 250 guerrilheiros da Frelimo penetram desde a fronteira da Tanz\u00e2nia at\u00e9 a prov\u00edncia de Cabo Delgado em Mo\u00e7ambique, estabelecendo suas primeiras bases e zonas liberadas. Este ser\u00e1 o in\u00edcio de uma longa guerra de desgaste que se prolongar\u00e1 durante dez anos.<\/p>\n<p>Mondlane \u00e9 assassinado em 1969 ao receber um livro-bomba no secretariado da Frelimo, em uma opera\u00e7\u00e3o da se\u00e7\u00e3o da rede Gl\u00e1dio do servi\u00e7o secreto portugu\u00eas (PIDE). Samora Machel, Marcelino dos Santos e Uria Simango seriam eleitos para a dire\u00e7\u00e3o coletiva como substitutos.<\/p>\n<p>Por meio de opera\u00e7\u00f5es cir\u00fargicas, a guerrilha da Frelimo vai adquirindo experi\u00eancia progressivamente, apesar das muitas baixas iniciais, ao ter que enfrentar soldados profissionais portugueses, com melhor equipamento e que contavam com o apoio da OTAN. N\u00e3o obstante, Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, China, Alemanha Oriental (RDA) e Cuba ajudam a guerrilha mediante o fornecimento de armas e o envio de assessores militares. As emboscadas guerrilheiras, aproveitando o perfeito conhecimento do terreno, s\u00e3o cada vez mais letais para os portugueses. A inje\u00e7\u00e3o de moral pelo apoio popular \u00e0 guerrilha ser\u00e1 determinante para sua capacidade de resist\u00eancia, ao contr\u00e1rio dos soldados portugueses, que ser\u00e3o vistos como uma for\u00e7a hostil e invasora.<\/p>\n<p>Com o avan\u00e7o do conflito, as tropas portuguesas vai contando tamb\u00e9m com o apoio econ\u00f4mico e militar do governo racista e criminoso da Rod\u00e9sia e da \u00c1frica do Sul do apartheid. Sua a\u00e7\u00e3o implac\u00e1vel n\u00e3o pensar\u00e1 duas vezes em bombardear a popula\u00e7\u00e3o civil e destruir sistematicamente escolas e hospitais populares das zonas liberadas pela Frelimo, ignorando o Direito Internacional Humanit\u00e1rio e vulnerando a Conven\u00e7\u00e3o de Genebra. N\u00e3o obstante, esse funesto modus operandi n\u00e3o faria mais do que alimentar o apoio popular \u00e0 guerrilha em sua luta pela independ\u00eancia total. Em maio de 1970 come\u00e7a a Opera\u00e7\u00e3o N\u00f3 G\u00f3rdio, a opera\u00e7\u00e3o de maior envergadura desencadeada pelo ex\u00e9rcito portugu\u00eas em todas as suas guerras coloniais, composta por um contingente de 35 mil soldados com apoio a\u00e9reo do ex\u00e9rcito da \u00c1frica do Sul, cuja miss\u00e3o \u00e9 esmagar a Frelimo. A Tanz\u00e2nia se oferece para colaborar com os guerrilheiros colocando todo o armamento do seu ex\u00e9rcito a disposi\u00e7\u00e3o da Frelimo. Quatro meses depois, a ofensiva \u00e9 neutralizada, sofrendo uma derrota hist\u00f3rica. Daqui em diante ficar\u00e1 constatado que um ex\u00e9rcito regular invasor n\u00e3o pode alcan\u00e7ar a vit\u00f3ria em uma guerra de guerrilhas bem dirigida e disciplinada que conte com o respaldo popular majorit\u00e1rio, apesar das muitas baixas que possa causar por sua superioridade t\u00e9cnica. Novos guerrilheiros substituir\u00e3o constantemente os que ca\u00edram, aperfei\u00e7oando cada vez mais as emboscadas, golpeando e se retirando em constante movimento, deslizando-se como sombras entre a intransit\u00e1vel selva como aliada, levando os portugueses ao esgotamento f\u00edsico e psicol\u00f3gico.<\/p>\n<p>A queda, em 1974, do regime fascista de Salazar em Portugal, durante a Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos, precipita a sa\u00edda portuguesa de Mo\u00e7ambique, que se cristalizar\u00e1 nos acordos de Lusaka, pondo fim \u00e0 guerra e formando um governo misto de transi\u00e7\u00e3o para a independ\u00eancia total, declarada em 25 de julho de 1975.<\/p>\n<p>A chegada da Frelimo ao poder e o carisma e firmeza ideol\u00f3gica de Samora Machel se traduziram\u00a0no estabelecimento de uma Rep\u00fablica Popular de orienta\u00e7\u00e3o socialista, nacionalizando os bancos, a terra e as grandes empresas privadas, criando um sistema de cooperativas agr\u00e1rias ao estilo dos kolkhozes sovi\u00e9ticos, estabelecendo um sistema de propriedade estatal e social de educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e moradias p\u00fablicas, e um massivo plano de alfabetiza\u00e7\u00e3o e vacina\u00e7\u00e3o infantil, tudo isso atrav\u00e9s de uma entusi\u00e1stica mobiliza\u00e7\u00e3o massiva da sociedade nas tarefas de discuss\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o da economia por meio de assembleias populares e da produ\u00e7\u00e3o coletiva. Na pol\u00edtica externa, apoiaram o movimento de resist\u00eancia do Zimb\u00e1bue e o CNA da \u00c1frica do Sul em suas lutas contra os regimes racistas. Como era de se esperar, a rea\u00e7\u00e3o dos capitalistas foi o embargo econ\u00f4mico, a sabotagem das f\u00e1bricas, granjas e infraestruturas com o fim de estrangular a economia, fomentar os conflitos tribais e avivar as tens\u00f5es raciais entre colonos brancos e negros para provocar uma guerra racial, acusando a Frelimo de agress\u00f5es indiscriminadas a brancos como Jacinto Veloso, piloto militar que desertou e sequestrou um avi\u00e3o da For\u00e7a A\u00e9rea Portuguesa, desviando-o para a Tanz\u00e2nia, onde se uniria \u00e0 guerrilha da Frelimo, chegando a desempenhar depois da independ\u00eancia o cargo de diretor do SNASP (Servi\u00e7o Nacional de Seguran\u00e7a Popular). A frente sempre deixou claro que sua luta n\u00e3o era de ra\u00e7as, mas de classes, que na nova Rep\u00fablica Popular havia lugar para qualquer um que quisesse servir aos interesses gerais da Mo\u00e7ambique livre de explora\u00e7\u00e3o, independentemente de sua cor.<\/p>\n<p>Em 1977, Rod\u00e9sia e \u00c1frica do Sul financiam a cria\u00e7\u00e3o do grupo terrorista e anticomunista Renamo, iniciando-se uma guerra civil que sangrar\u00e1 o pa\u00eds durante 20 anos, provocando um milh\u00e3o de mortes. Esse grupo terrorista, que tamb\u00e9m contaria com assessores da CIA, foi nutrido copiosamente por conhecidos mercen\u00e1rios ocidentais, especialmente brit\u00e2nicos, como Clive Mason, membro da Royal Marine brit\u00e2nica, que posteriormente como mercen\u00e1rio atuaria em Born\u00e9u, Rod\u00e9sia e Mo\u00e7ambique, onde cairia eliminado durante um combate com a Frelimo. A utiliza\u00e7\u00e3o de assassinos pagos carentes de qualquer tipo de escr\u00fapulo ou moral ilustra perfeitamente a categoria humana que movia as a\u00e7\u00f5es dos colonos.<\/p>\n<p>Em 1986, Samora Machel morre em um acidente de avi\u00e3o devido a \u201cfalhas t\u00e9cnicas\u201d do piloto, segundo se disse oficialmente. Anos depois, concretamente em 2003, em declara\u00e7\u00f5es exclusivas o ex-dirigente das For\u00e7as Especiais da \u00c1frica do Sul, Hans Louw, confessou desde a pris\u00e3o de Pret\u00f3ria, onde cumpria pena por outro crime, ter participado pessoalmente em uma opera\u00e7\u00e3o secreta do governo sul-africano para assassinar Samora. Segundo ele disse, colocaram um farol falso para confundir o piloto e fazer com que se chocasse contra as montanhas, e se isso falhasse, relatou, tinham colocado estrategicamente dois equipamentos port\u00e1teis de m\u00edsseis para derrubar o avi\u00e3o. Logo depois, outro ex-agente confirmaria essas declara\u00e7\u00f5es. A figura de Samora Machel teve um grande peso nos acontecimentos de Mo\u00e7ambique desde sua posse como comandante em chefe da guerrilha da Frelimo, e posteriormente como um dos melhores dirigentes revolucion\u00e1rios da \u00c1frica, do mesmo porte de Thomas Sankara, Lumumba, Agostinho Neto, Am\u00edlcar Cabral ou Nyerere. Depois de seu assassinato, os sucessivos governos da Frelimo tiveram que aceitar reivindica\u00e7\u00f5es da oposi\u00e7\u00e3o da Renamo para conquistar a paz, mediante a abertura de uma economia mista, flex\u00edvel ao investimento estrangeiro, entrando no FMI e no Banco Mundial e adotando um sistema de mercado.<\/p>\n<p>\u201cNa zona do inimigo os cachorros do rico t\u00eam mais vacinas, mais medicamentos, mais cuidados m\u00e9dicos que os trabalhadores que criam a riqueza do rico. Nossos hospitais s\u00e3o centros nos quais se concretiza nossa linha pol\u00edtica de servir \u00e0s massas, um centro de unidade nacional, de unidade de classe, um centro de purifica\u00e7\u00e3o de ideias, um centro de propaganda revolucion\u00e1ria e organizativa, um destacamento de combate. Os colonialistas v\u00eam com seus avi\u00f5es bombardear nossos hospitais, nos assaltam com seus helic\u00f3pteros, lan\u00e7am suas tropas para assassinar os enfermos, destroem o material e impedem que cheguem os medicamentos. No entanto, um soldado portugu\u00eas ferido ou doente, \u00e9 tratado em nossos hospitais como qualquer um de n\u00f3s; fazemos isso porque possu\u00edmos uma moral revolucion\u00e1ria, uma moral superior, uma moral radicalmente oposta \u00e0 baixeza do fascismo e do racismo.\u201d (Samora Machel).<\/p>\n<p>Refer\u00eancias<\/p>\n<p>Machel, Samora (1975). FRELIMO: documentos fundamentales del Frente de Liberaci\u00f3n de Mozambique. Anagrama<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o do Di\u00e1rio Liberdade<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.macua.org\/livros\/lutacontinua.html\" target=\"_blank\">http:\/\/www.macua.org\/livros\/<wbr \/>lutacontinua.html<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.mercenary-wars.net\/\" target=\"_blank\">http:\/\/www.mercenary-wars.net\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ucm.es\/info\/solidarios\/ccs\/articulos\/africa\/la_lucha_continua.htm\" target=\"_blank\">http:\/\/www.ucm.es\/info\/<wbr \/>solidarios\/ccs\/articulos\/<wbr \/>africa\/la_lucha_continua.htm<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.hist.umn.edu\/hist1015\/SouthAfricaandMozambique.html#Mozambiqu\" target=\"_blank\">http:\/\/www.hist.umn.edu\/<wbr \/>hist1015\/<wbr \/>SouthAfricaandMozambique.html#<wbr \/>Mozambiqu<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.iol.co.za\/news\/africa\/how-we-assassinated-a-president-1.419392\" target=\"_blank\">http:\/\/www.iol.co.za\/news\/<wbr \/>africa\/how-we-assassinated-a-<wbr \/>president-1.419392<\/a><\/p>\n<p>https:\/\/gz.diarioliberdade.org\/artigos-em-destaque\/item\/133030-samora-machel-e-a-experiencia-de-mocambique.html<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Luis Bravo Hist\u00f3ria de uma longa e \u00e9pica luta contra a nefasta ferida aberta pelo colonialismo portugu\u00eas, o imperialismo ocidental e o atraso \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/13590\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":true,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[177],"tags":[],"class_list":["post-13590","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-africa"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-3xc","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13590","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13590"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13590\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13590"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13590"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13590"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}