{"id":13634,"date":"2017-02-22T15:19:45","date_gmt":"2017-02-22T18:19:45","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=13634"},"modified":"2017-03-12T03:11:38","modified_gmt":"2017-03-12T06:11:38","slug":"defender-a-mae-terra-um-programa-politico-para-toda-esquerda-latino-americana-entrevista-especial-com-katu-arkonada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/13634","title":{"rendered":"Defender a M\u00e3e terra, um programa pol\u00edtico para toda esquerda latino-americana Entrevista especial com Katu Arkonada"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.ihu.unisinos.br\/images\/ihu\/banco\/america-latina\/Saurabh_Thakur-America_latina-Flickr-creative-commons.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/>Por Jo\u00e3o Flores da Cunha<\/p>\n<p>Na Am\u00e9rica Latina, a luta por direitos b\u00e1sicos para melhorar a vida das pessoas ainda \u00e9 uma constante. Enquanto isso, no Norte abastado, aumenta o consumo de artigos luxuosos e o extrativismo predat\u00f3rio, \u201caquele que acontece nos EUA ou na Europa por fracking ou pela constru\u00e7\u00e3o de trens de alta velocidade\u201d, acentua Katu Arkonada, membro da Secretaria Executiva da Rede de Intelectuais em Defesa da Humanidade, que vive e trabalha nessa realidade.<!--more--><\/p>\n<p>Arkonada observa que \u201ca prosperidade dos pre\u00e7os elevados do petr\u00f3leo foi a mesma para todos os pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina e do Caribe. Mas esta prosperidade n\u00e3o beneficiou igualmente os setores populares, as maiorias sociais, de todos os pa\u00edses ricos em recursos estrat\u00e9gicos\u201d. Considerada o pulm\u00e3o do planeta, a Amaz\u00f4nia \u201cn\u00e3o \u00e9 de responsabilidade exclusiva do Equador\u201d, mas um compromisso para todas as na\u00e7\u00f5es. \u201cO que \u00e9 de responsabilidade do Equador como pa\u00eds e como um governo \u00e9 continuar as pol\u00edticas de redistribui\u00e7\u00e3o da riqueza para tirar da pobreza milh\u00f5es de pessoas\u201d.<\/p>\n<p>Katu Arkonada \u00e9 basco e vive hoje na Bol\u00edvia, depois de ter morado durante meses em Bel\u00e9m do Par\u00e1, na Amaz\u00f4nia brasileira, trabalhando na coordena\u00e7\u00e3o do F\u00f3rum Social Mundial. Colaborou com a Coordenadoria Andina de Organiza\u00e7\u00f5es Ind\u00edgenas \u2013 Caoi na constru\u00e7\u00e3o da C\u00fapula Continental dos Povos e Nacionalidades Ind\u00edgenas, realizada em Puno, Lago Titicaca, no Peru. Foi assessor do Vice-Minist\u00e9rio de Planejamento Estrat\u00e9gico do Estado da Bol\u00edvia na constru\u00e7\u00e3o de indicadores de Bem Viver para os projetos de desenvolvimento.<\/p>\n<p>A entrevista foi publicada na revista <a href=\"http:\/\/www.ihuonline.unisinos.br\/index.php?secao=495\" target=\"_blank\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=http:\/\/www.ihuonline.unisinos.br\/index.php?secao%3D495&amp;source=gmail&amp;ust=1487873184599000&amp;usg=AFQjCNHAvScpprI6WuTALmSOecZ4stGfPg\">IHU On-Line, no. 495<\/a>, sob o t\u00edtulo &#8220;A incompat\u00edvel rela\u00e7\u00e3o entre extrativismo mineral e justi\u00e7a social&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Confira a entrevista.<\/strong><\/p>\n<p><strong>IHU On-Line &#8211; Em 2014, Eduardo Gudynas [1] <\/strong><strong>disse em uma entrevista<\/strong><strong>: \u201cChegamos a uma situa\u00e7\u00e3o em que os pa\u00edses latino-americanos n\u00e3o sabem fazer outra coisa que n\u00e3o seja o extrativismo\u201d. Voc\u00ea est\u00e1 de acordo com esta afirma\u00e7\u00e3o? Ainda estamos longe de construir um modelo p\u00f3s-extrativista?<\/strong><\/p>\n<p>Katu Arkonada &#8211; Em primeiro lugar, devo dizer que mantenho uma postura cr\u00edtica sobre as posi\u00e7\u00f5es do progressismo ambientalista que representam Eduardo Gudynas\u00a0e outros. Posi\u00e7\u00f5es que normalmente v\u00eam da academia ou ONGs financiadas a partir dos Estados Unidos e da Europa, e n\u00e3o tanto dos movimentos sociais e lutas reais.<\/p>\n<p>Dito isto, a maior parte dos pa\u00edses latino-americanos, entre os quais podemos incluir os do n\u00facleo duro boliviano, tais como a Bol\u00edvia, a Venezuela ou o Equador, passaram de uma situa\u00e7\u00e3o na qual seus recursos naturais estavam nas m\u00e3os das transnacionais, \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de, em primeiro lugar, nacionalizar estes recursos estrat\u00e9gicos, para em uma segunda fase avan\u00e7ar industrializando-os e gerar um valor agregado a estes recursos. Ou seja, a lacuna que ocorre na disputa sobre o excedente \u00e9 enorme, porque agora estes recursos naturais permitem uma redistribui\u00e7\u00e3o da riqueza que o modelo neoliberal n\u00e3o permitia.<\/p>\n<p>Mas esse excedente est\u00e1 permitindo n\u00e3o apenas redistribuir a riqueza e industrializar os recursos naturais, mas tamb\u00e9m abrir a possibilidade de investir em tecnologia ou outras fontes de energia, como as energias renov\u00e1veis, que, embora certamente n\u00e3o permitam pensar em uma maneira de sair do modelo extrativista, permitem pelo menos pensar horizontes de transi\u00e7\u00e3o. O que, no caso da Bol\u00edvia, n\u00e3o s\u00f3 acaba por refor\u00e7ar o modelo econ\u00f4mico da economia plural, onde a economia do Estado \u00e9 importante, mas tamb\u00e9m a comunit\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line &#8211; Voc\u00ea acredita que \u00e9 poss\u00edvel reverter 500 anos de colonialismo e extrativismo na Am\u00e9rica Latina? Existe alguma alternativa a este modelo?<\/strong><\/p>\n<p>O extrativismo \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o imposta pelo capital em escala global, para um Sul encarregado de fornecer mat\u00e9rias-primas para um Norte<\/p>\n<p>Katu Arkonada &#8211; Precisamente a cr\u00edtica feita a partir do progressismo ambiental evidencia como o modelo econ\u00f4mico extrativista\u00a0e primariamente exportador na Am\u00e9rica Latina foi constru\u00eddo, que parte da divis\u00e3o internacional do trabalho e da constru\u00e7\u00e3o do capitalismo global, que outorgou tarefas espec\u00edficas a cada Estado-na\u00e7\u00e3o durante a imposi\u00e7\u00e3o do capitalismo e da modernidade.<\/p>\n<p>O extrativismo \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o imposta pelo capital em escala global, para um Sul encarregado de fornecer mat\u00e9rias-primas para um Norte que, gra\u00e7as \u00e0 explora\u00e7\u00e3o desse Sul, de seus povos e de sua natureza, p\u00f4de gerar suas revolu\u00e7\u00f5es industriais e \u201cdesenvolver-se\u201d.<\/p>\n<p>Sair deste modelo extrativista sem que se fa\u00e7a uma &#8220;desconex\u00e3o&#8221; do sistema capitalista, sem os recursos econ\u00f4micos e a tecnologia que o Norte possui e n\u00e3o quer transferir, \u00e9 muito dif\u00edcil, e muito mais para um per\u00edodo t\u00e3o curto em termos hist\u00f3ricos, como os 10 anos do processo de c\u00e2mbio boliviano.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s alternativas, o problema do progressismo ambiental\u00a0\u00e9 exatamente este, que se fa\u00e7a um diagn\u00f3stico que pode ser exposto, mas s\u00e3o incapazes de, a partir de suas salas de aula e de seus centros de estudo, propor alternativas vi\u00e1veis, realiz\u00e1veis e consistentes com a justi\u00e7a social que permita tirar milh\u00f5es de pessoas da pobreza.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line &#8211; Voc\u00ea acha que houve avan\u00e7os no per\u00edodo de governos progressistas na Am\u00e9rica Latina no que diz respeito ao extrativismo predat\u00f3rio?<\/strong><\/p>\n<p>Katu Arkonada &#8211; Em primeiro lugar devemos definir o que \u00e9 o extrativismo predat\u00f3rio. O extrativismo predat\u00f3rio \u00e9 aquele que acontece nos EUA ou na Europa por fracking\u00a0ou pela constru\u00e7\u00e3o de trens de alta velocidade. Esse \u00e9 o progresso do &#8220;primeiro mundo&#8221;. Na Am\u00e9rica Latina estamos falando de um desenvolvimento para melhorar as condi\u00e7\u00f5es de vida das pessoas.<\/p>\n<p>Vejamos um exemplo controverso, o da constru\u00e7\u00e3o da estrada atrav\u00e9s do TIPNIS\u00a0(Territ\u00f3rio Ind\u00edgena e Parque Nacional Isiboro-Secure). Neste conflito, ampliado precisamente pelo progressismo ambiental e pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o da oposi\u00e7\u00e3o, estamos falando da constru\u00e7\u00e3o de uma estrada que vai unir dois dos nove estados da Bol\u00edvia, dois estados que at\u00e9 hoje, depois de 500 anos de capitalismo e &#8220;desenvolvimento&#8221;, n\u00e3o t\u00eam sequer uma liga\u00e7\u00e3o rodovi\u00e1ria, pelos problemas econ\u00f4micos, mas tamb\u00e9m de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, que isso gera para milhares de fam\u00edlias.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line &#8211; No que se refere ao extrativismo, existem diferen\u00e7as entre os governos que chamamos de progressistas e os governos mais associados \u00e0 direita?<\/strong><\/p>\n<p>Katu Arkonada &#8211; A prosperidade dos pre\u00e7os elevados do petr\u00f3leo foi a mesma para todos os pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina e do Caribe. Mas esta prosperidade n\u00e3o beneficiou igualmente os setores populares, as maiorias sociais, de todos os pa\u00edses ricos em recursos estrat\u00e9gicos.<\/p>\n<p>Enquanto na Bol\u00edvia a pobreza extrema, que em 2005 era de 38% da popula\u00e7\u00e3o no final do neoliberalismo, foi reduzida para menos da metade em 10 anos, e existe a previs\u00e3o de chegar a 0 em 2025, no M\u00e9xico, fronteira sul dos Estados Unidos e paradigma do modelo neoliberal predat\u00f3rio, a pobreza aumenta a cada ano e j\u00e1 est\u00e1 acima de 50%.<br \/>\nOu seja, \u00e9 uma posi\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-ideol\u00f3gica na qual voc\u00ea como governo distribui o excedente, se voc\u00ea o entrega \u00e0s transnacionais ou o utiliza em investimento social. Em todo caso, \u00e9 um desafio para toda a Am\u00e9rica Latina passar a depender menos de fontes de energia n\u00e3o renov\u00e1veis e apostar no uso de energias renov\u00e1veis, seja ela solar, e\u00f3lica ou hidrel\u00e9trica.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line &#8211; O Equador come\u00e7ou em setembro a explorar petr\u00f3leo no Yasun\u00ed. Por que a iniciativa Yasun\u00ed-ITT fracassou e que conclus\u00f5es podemos tirar a partir deste fracasso para que outros projetos ambientais n\u00e3o tenham o mesmo destino?<\/strong><\/p>\n<p>Katu Arkonada &#8211; A iniciativa Yasun\u00ed\u00a0nos mostra nitidamente a hipocrisia do que \u00e9 chamado de &#8220;comunidade internacional&#8221;, que atribui ao Sul a fun\u00e7\u00e3o de protetor florestal. A Amaz\u00f4nia \u00e9 o pulm\u00e3o do planeta, e n\u00e3o \u00e9 de responsabilidade exclusiva do Equador proteg\u00ea-lo, mas de todo o mundo. O que \u00e9 de responsabilidade do Equador como pa\u00eds e como um governo \u00e9 continuar as pol\u00edticas de redistribui\u00e7\u00e3o da riqueza para tirar da pobreza milh\u00f5es de pessoas. Neste caso, a hipocrisia est\u00e1 em se pedir ao Equador que n\u00e3o explore o petr\u00f3leo sob o Yasun\u00ed, enquanto o Norte permanece em um turbilh\u00e3o de &#8220;desenvolvimento&#8221; e de consumismo capitalista\u00a0que est\u00e1 destruindo a M\u00e3e Terra, ao mesmo tempo em que destr\u00f3i nossas sociedades, atrav\u00e9s do aumento da pobreza e da desigualdade. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel mais enxergar a velha Europa em crise, onde h\u00e1 cada vez mais pobres \u00e0 medida que aumenta o consumo de bens de luxo.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line &#8211; Por que n\u00e3o h\u00e1 na Am\u00e9rica Latina partidos ambientalistas fortes? Voc\u00ea acha que esta seria uma solu\u00e7\u00e3o para a quest\u00e3o ambiental?<\/strong><\/p>\n<p><strong>A quest\u00e3o ambiental n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o que pode ser separada da justi\u00e7a. A justi\u00e7a ambiental faz parte da justi\u00e7a social pela qual lutamos<\/strong><\/p>\n<p>Katu Arkonada &#8211; A quest\u00e3o ambiental n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o que pode ser separada da justi\u00e7a. A justi\u00e7a ambiental faz parte da justi\u00e7a social pela qual lutamos. A defesa da M\u00e3e Terra \u00e9 parte do programa pol\u00edtico de toda a esquerda latino-americana, enquanto h\u00e1 partidos ecologistas, como podemos ver na Europa, que s\u00e3o conservadores em muitas posi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e ideol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>Em todo caso, se olharmos para a Am\u00e9rica Latina como um continente, ou no caso espec\u00edfico da Bol\u00edvia, n\u00e3o \u00e9 seu modelo econ\u00f4mico, pensado para um pa\u00eds de 11 milh\u00f5es de pessoas, o que est\u00e1 destruindo o planeta. O planeta foi destru\u00eddo pelo Norte capitalista no seu desenvolvimento por 300 anos, e por isso \u00e9 injusta a cr\u00edtica dos processos que levam de 10 a 15 anos, pedindo-lhes que deem um salto tecnol\u00f3gico-industrial que para outros Estados-na\u00e7\u00e3o levou s\u00e9culos.<\/p>\n<p>De qualquer forma, temos um debate em curso ao qual nenhuma solu\u00e7\u00e3o \u00e9 dada a partir das cr\u00edticas ao extrativismo, um debate global. A contradi\u00e7\u00e3o entre o direito ao desenvolvimento e tirar o seu povo da pobreza, e os direitos da M\u00e3e Terra, \u00e9 o principal problema a n\u00edvel global se pensarmos nos 2,6 bilh\u00f5es de pessoas que vivem entre a China e a \u00cdndia, muitas delas em extrema pobreza. \u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o que, para ser resolvida, e estamos falando de coisas concretas e b\u00e1sicas, como de todos terem direito \u00e0 eletricidade, necessita uma enorme quantidade de recursos naturais, recursos que o planeta j\u00e1 n\u00e3o pode regenerar e ir\u00e3o se esgotar, mais cedo ou mais tarde. Este \u00e9 um dos principais debates, se n\u00e3o o principal, que a esquerda do s\u00e9culo XXI ter\u00e1 de enfrentar.<\/p>\n<p><strong>Tradu\u00e7\u00e3o: Evlyn Louise Zilch<\/strong><\/p>\n<p><strong>Edi\u00e7\u00e3o: M\u00e1rcia Junges<\/strong><\/p>\n<p><strong>Nota:\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>1. Eduardo Gudynas: intelectual uruguaio que est\u00e1 intimamente ligado a quest\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o ambiental e modelo de produ\u00e7\u00e3o intelectual ecol\u00f3gica. Sua vis\u00e3o \u00e9 muito cr\u00edtica ao que chama de &#8220;modelo extrativista&#8221;, que, em suas palavras, coloca o planeta \u00e0 beira da exaust\u00e3o de recursos. (Nota da IHU On-Line)<\/p>\n<p>http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/561193-defender-a-mae-terra-um-programa-politico-de-toda-esquerda-latino-americana-entrevista-especial-com-katu-arkonada<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Por Jo\u00e3o Flores da Cunha Na Am\u00e9rica Latina, a luta por direitos b\u00e1sicos para melhorar a vida das pessoas ainda \u00e9 uma constante. \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/13634\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":true,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-13634","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-america-latina"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-3xU","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13634","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13634"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13634\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13634"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13634"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13634"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}