{"id":1374,"date":"2011-04-06T20:17:37","date_gmt":"2011-04-06T20:17:37","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=1374"},"modified":"2011-04-06T20:17:37","modified_gmt":"2011-04-06T20:17:37","slug":"o-qnosso-homem-em-tripoliq-oposicao-libia-inclui-terroristas-islamicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1374","title":{"rendered":"O &#8220;nosso homem em Tripoli&#8221;: Oposi\u00e7\u00e3o l\u00edbia inclui terroristas isl\u00e2micos"},"content":{"rendered":"\n<p>H\u00e1 v\u00e1rias fac\u00e7\u00f5es no interior da oposi\u00e7\u00e3o l\u00edbia: Mon\u00e1rquicos, desertores do regime Kadafi incluindo o ministro da Justi\u00e7a e mais recentemente o ministro dos Neg\u00f3cios Estrangeiros Moussa Koussa, membros das For\u00e7as Armadas L\u00edbia, a Frente Nacional para a Salva\u00e7\u00e3o da L\u00edbia (NFSL na sigla em ingl\u00eas), a Confer\u00eancia Nacional para a Oposi\u00e7\u00e3o L\u00edbia (NCLO na sigla em ingl\u00eas) a qual actua como uma organiza\u00e7\u00e3o superior.<\/p>\n<p>Raramente reconhecido pelos media ocidentais, a Al-Jamaa al-Islamiyyah al-Muqatilah bi Libya, o Grupo de Combate Isl\u00e2mico da L\u00edbia (Libya Islamic Fighting Group, LIFG) \u00e9 parte integral da oposi\u00e7\u00e3o l\u00edbia.<\/p>\n<p>O Conselho Interino L\u00edbio (Libyan Interim Council) n\u00e3o constitui uma entidade claramente definida. \u00c9 baseado na representa\u00e7\u00e3o de conselhos locais rec\u00e9m criados estabelecidos para &#8220;administrar a vida di\u00e1ria nas cidades e aldeias libertadas)&#8221;. (\u00a0<a href=\"http:\/\/ntclibya.org\/english\/\" target=\"_blank\">The Libyan Interim National Council&#8221; The Council&#8217;s statement<\/a> )<\/p>\n<p>As for\u00e7as de oposi\u00e7\u00e3o s\u00e3o em grande parte constitu\u00eddas por mil\u00edcias civis n\u00e3o treinadas, antigos das For\u00e7as Armadas L\u00edbias juntamente com paramilitares treinados do Grupo de Combate Isl\u00e2mico da L\u00edbia (LIFG).<\/p>\n<p>O LIFG, o qual est\u00e1 alinhado com a Al Qaeda est\u00e1, segundo relat\u00f3rios, na linha de frente da insurrei\u00e7\u00e3o armada.<\/p>\n<p>Tanto o LIFG como entidade como os seus membros individuais s\u00e3o classificados pelo Conselho de Seguran\u00e7a da ONU como terroristas. Segundo o Departamento do Tesouro dos EUA: &#8220;O Grupo de Combate Isl\u00e2mico da L\u00edbia amea\u00e7a a seguran\u00e7a global e a estabilidade atrav\u00e9s da utiliza\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia e da sua alian\u00e7a ideol\u00f3gica com a Al Qaida e outras organiza\u00e7\u00f5es terroristas brutais&#8221; (\u00a0<a href=\"http:\/\/www.highbeam.com\/doc\/1P3-983749661.html\" target=\"_blank\">Treasury Designates UK-Based Individuals, Entities Financing Al Qaida -Affiliated Libyan Islamic Fighting Group &#8211; US Fed News Service<\/a> , February 8, 2006)<\/p>\n<p>Os conceitos est\u00e3o invertidos. Tanto Washington como a NATO, que afirmam estarem a travar &#8220;uma Guerra ao Terrorismo&#8221; est\u00e3o a apoiar um &#8220;movimento pr\u00f3 democracia&#8221; integrado por membros de uma organiza\u00e7\u00e3o terrorista.<\/p>\n<p>Numa ironia cruel, Washington e a Alian\u00e7a Atl\u00e2ntica est\u00e3o a actuar em desobedi\u00eancia \u00e0s suas pr\u00f3prias leis e regulamentos anti-terroristas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o apoio sob a &#8220;Responsabilidade de proteger&#8221; (&#8220;Responsibility to Protect&#8221;, R2P) for\u00e7as de oposi\u00e7\u00e3o integradas por terroristas \u00e9 implementado de acordo com a Resolu\u00e7\u00e3o 1973 do Conselho de Seguran\u00e7a da ONU, o qual est\u00e1 a violar flagrantemente a Resolu\u00e7\u00e3o 1267 do pr\u00f3prio CSONU. Este \u00faltimo identifica o Al-Jama&#8217;a al-Islamiyyah al-Muqatilah bi-Libya, o Grupo de Combate Isl\u00e2mico da L\u00edbia (LIFG) como uma organiza\u00e7\u00e3o terrorista.<\/p>\n<p>Por outras palavras, o Conselho de Seguran\u00e7a da ONU est\u00e1 em flagrante viola\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 da Carta das Na\u00e7\u00f5es Unidos como das suas pr\u00f3prias resolu\u00e7\u00f5es. (\u00a0<a href=\"http:\/\/www.un.org\/sc\/committees\/1267\/index.shtml\" target=\"_blank\">The Al-Qaida and Taliban Sanctions Committee &#8211; 1267<\/a> ).<\/p>\n<p><strong>A rede Al Qaeda como instrumento de interven\u00e7\u00e3o dos EUA-NATO <\/strong><\/p>\n<p>Amplamente documentada, a &#8220;Jihad isl\u00e2mica&#8221; foi apoiada encobertamente pela CIA desde o desencadeamento da guerra sovi\u00e9tico-afeg\u00e3. (Ver Michel Chossudovsky, America&#8217;s War on Terrorism, Global Research, Montreal, 2005). A Central Intelligence Agency (CIA) utilizando a Inter-Services Intelligence (ISI) dos militares do Paquist\u00e3o desempenhou um papel chave no treino dos Mujahideen. Por sua vez, o treino de guerrilha patrocinado pela CIA foi integrado com os ensinamentos do Isl\u00e3o:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 90px; \">&#8220;Em Mar\u00e7o de 1985, o presidente Reagan assinou a Decis\u00e3o Directiva de Seguran\u00e7a Nacional 166, &#8230; [a qual] autoriza um avan\u00e7o na ajuda militar encoberta ao Mujahideen e deixava claro que a guerra secreta afeg\u00e3 tinha um novo objectivo: derrotar as tropas sovi\u00e9ticas no Afeganist\u00e3o atrav\u00e9s da ac\u00e7\u00e3o encoberta e encorajar a sua retirada. A nova assist\u00eancia encoberta dos EUA come\u00e7ou com um aumento dram\u00e1tico nos fornecimentos de armas \u2013 uma ascens\u00e3o firme para 65 mil toneladas anuais em 1987, &#8230; bem como um &#8220;fluxo incessante&#8221; de especialistas da CIA e do Pent\u00e1gono que viajavam para a sede secreta do ISI do Paquist\u00e3o na estrada principal pr\u00f3xima a Rawalpindi, Paquist\u00e3o. Ali os especialistas da CIA encontravam-se com oficiais da intelig\u00eancia paquistanesa a fim de ajudar a planear opera\u00e7\u00f5es para os rebeldes afeg\u00e3os&#8221;. (Steve Coll,\u00a0<em>Washington Post, <\/em>July 19, 1992).<\/p>\n<p><strong>Origens hist\u00f3ricas do Libya Islamic Fighting Group (LIFG) <\/strong><\/p>\n<p>O Grupo de Combate Isl\u00e2mico da L\u00edbia (LIFG), Al-Jama&#8217;a al-Islamiyyah al-Muqatilah bi-Libya foi fundado no Afeganist\u00e3o pelo mujahideens veteranos l\u00edbios da guerra afeg\u00e3 contra os sovi\u00e9ticos.<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio, na primeira metade da d\u00e9cada de 1990, o LIFG desempenhou o papel de um &#8220;activo de intelig\u00eancia&#8221; por conta da CIA e do servi\u00e7o secreto de intelig\u00eancia brit\u00e2nico, MI6. Arrancando em 1995, o LIFG esteve envolvido activamente numa Jihad isl\u00e2mica contra o regime leigo l\u00edbio, incluindo uma tentativa de assass\u00ednio de Muamar Kadafi em 1996.<\/p>\n<p>&#8220;O antigo operacional do MI5, David Shayler, revelou que enquanto estava a trabalhar sobre a sec\u00e7\u00e3o da L\u00edbia em meados da d\u00e9cada de 1990,\u00a0<strong>pessoal do servi\u00e7o secreto brit\u00e2nico colaborou com o Grupo de Combate Isl\u00e2mico da L\u00edbia (LIFG), <\/strong>o qual est\u00e1 conectado da um dos lugares-tenentes de confian\u00e7a de Osama bin Laden. O LIFG \u00e9 agora considerado um grupo terrorista no Reino Unido&#8221;. (Gerald A. Perreira, British Intelligence Worked with Al Qaeda to Kill Qaddafi,\u00a0<a href=\"http:\/\/globalresearch.ca\/index.php?context=va&amp;aid=23957\" target=\"_blank\">http:\/\/globalresearch.ca\/index.php?context=va&amp;aid=23957<\/a> Global Research, March 25 2011, sublinhado nosso)<\/p>\n<p>Ataque terroristas em estilo guerrilha foram rotineiramente efectuados contra for\u00e7as de seguran\u00e7a, pol\u00edcia e pessoal militar do governo l\u00edbio:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 90px; \">&#8220;Choques violentos entre for\u00e7as de seguran\u00e7a (de Kadafi) e guerrilhas isl\u00e2micas irromperam em Bengazi em Setembro de 1995, deixando dezenas de mortos em ambos os lados. Ap\u00f3s semanas de combate intenso, o Grupo de Combate Isl\u00e2mico da L\u00edbia (LIFG) declarou formalmente a sua exist\u00eancia num comunicado em que chamava o governo de Kadafi de &#8220;regime ap\u00f3stata que blasfemou contra a f\u00e9 de Deus Poderoso&#8221; e declarava que o seu derrube era &#8220;o mais premente dever ap\u00f3s a f\u00e9 em Deus&#8221;. Este e os seguintes comunicados da LIFG foram emitidos por afeg\u00e3os l\u00edbios aos quais fora concedido asilo pol\u00edtico na Gr\u00e3-Bretanha&#8230; O\u00a0<strong>envolvimento do governo brit\u00e2nico na campanha do LIFG contra Kadafi <\/strong>permanece assunto de imensa controv\u00e9rsia.\u00a0<strong>A grande opera\u00e7\u00e3o seguinte do LIFG, uma tentativa de assassinato de Kadafi em Fevereiro de 1996 que matou v\u00e1rios dos seus guarda-costas, foi dito posteriormente que fora financiada pela intelig\u00eancia brit\u00e2nica <\/strong>ao custo consider\u00e1vel de US$160 mil, segundo o ex-oficial do MI5 David Shayler. Se bem que as alega\u00e7\u00f5es de Shayler n\u00e3o tenham sido confirmadas independentemente, \u00e9 claro que a Gr\u00e3-Bretanha permitiu ao LIFG desenvolver uma base de apoio log\u00edstico e levantamento de fundos no seu territ\u00f3rio.\u00a0<strong>De qualquer modo, o financiamento por bin Laden parece ter sido muito mais importante. Segundo um relat\u00f3rio, o LIFG recebeu mais de US$50 mil do mentor terrorista saudita por cada um do seus militantes mortos no campo de batalha <\/strong>&#8220;. [2005] (Citado em Peter Dale Scott,\u00a0<a href=\"http:\/\/globalresearch.ca\/index.php?context=va&amp;aid=23947\" target=\"_blank\">Who are the Libyan Freedom Fighters and Their Patrons?<\/a> Global Research, March 2011, sublinhados nossos).<\/p>\n<p>H\u00e1 informa\u00e7\u00f5es contradit\u00f3rios sobre se o LIFG \u00e9 parte da Al Qaeda ou est\u00e1 a actuar como uma entidade jihadista independente. Um relat\u00f3rio sugere que em 2007 o LIFG tornou-se &#8220;uma subsidi\u00e1ria da Al Qaeda, assumindo posteriormente o nome de Al Qaeda no Maghreb Isl\u00e2mico (Al Qaeda in the Islamic Maghreb, AQIM). (Ver Webster Tarpley\u00a0<a href=\"http:\/\/globalresearch.ca\/index.php?context=va&amp;aid=23949\" target=\"_blank\">The CIA&#8217;s Libya Rebels: The Same Terrorists who Killed US, NATO Troops in Iraq<\/a> , Global Research, March 2011)<\/p>\n<p><strong>Continuidade nas opera\u00e7\u00f5es de intelig\u00eancia dos EUA e aliados: Operacionais da Al Qaeda na Jugosl\u00e1via <\/strong><\/p>\n<p>Desde a guerra sovi\u00e9tico-afeg\u00e3, a rede Al Qaeda tem servido como um &#8220;activo de intelig\u00eancia&#8221; para a CIA. Como confirmado por um documento de 1997 do Senado dos EUA, operacionais da Al Qaeda foram utilizados pela administra\u00e7\u00e3o Clinton para canalizar apoio para o Ex\u00e9rcito Mu\u00e7ulmano B\u00f3snio no princ\u00edpio da d\u00e9cada de 1990. US Senate, Republican Party Committee, Clinton-Approved Iranian Arms Transfers Help Turn Bosnia into Militant Islamic Base,\u00a0<a href=\"http:\/\/rpc.senate.gov\/releases\/1997\/iran.htm\" target=\"_blank\">http:\/\/rpc.senate.gov\/releases\/1997\/iran.htm<\/a> , 1998)<\/p>\n<p>O Ex\u00e9rcito de Liberta\u00e7\u00e3o do Kosovo (KLA na sigla em ingl\u00eas), o qual foi apoiado pela NATO, desenvolveu la\u00e7os extensos com a rede de terror isl\u00e2mico. ( US Senate, Republican Party Committee, The Clinton Administration Sets Course for NATO Intervention in Kosovo, 1998,<a href=\"http:\/\/rpc.senate.gov\/releases\/1998\/kosovo.htm\" target=\"_blank\">http:\/\/rpc.senate.gov\/releases\/1998\/kosovo.htm<\/a> , Ver tamb\u00e9m Michel Chossudovsky,\u00a0<a href=\"http:\/\/www.globalresearch.ca\/globaloutlook\/truth911.html\" target=\"_blank\">America&#8217;s &#8220;War on Terrorism&#8221;<\/a> , Global Research, Montreal, 2005)<\/p>\n<p>A Al Qaeda na Jugosl\u00e1via serviu como um activo de intelig\u00eancia no contexto da &#8220;guerra humanit\u00e1ria&#8221; da NATO. Organiza\u00e7\u00f5es terroristas foram encobertamente apoiadas e financiadas. A interven\u00e7\u00e3o da NATO chegou para resgatar o Ex\u00e9rcito de Liberta\u00e7\u00e3o do Kosovo (KLA) o qual era apoiado por operacionais da Al Qaeda. (US Republican Party Committee documents, op cit)<\/p>\n<p>Isto faz parte do padr\u00e3o EUA-NATO: Apoiar uma insurrei\u00e7\u00e3o integrada por terroristas tendo em vista justificar interven\u00e7\u00e3o com argumentos humanit\u00e1rios para &#8220;salvar as vidas de civis&#8221;.<\/p>\n<p>Esta foi a justifica\u00e7\u00e3o da NATO para intervir na B\u00f3snia e no Kosovo. Que li\u00e7\u00f5es extrair para a L\u00edbia?<\/p>\n<p><strong>Antigo chefe da intelig\u00eancia l\u00edbia, Moussa Koussa, deserta para o Reino Unido <\/strong><\/p>\n<p>O LIFG era apoiado n\u00e3o s\u00f3 pela CIA e pelo servi\u00e7os de intelig\u00eancia brit\u00e2nico (MI6) como tamb\u00e9m por fac\u00e7\u00f5es dentro da ag\u00eancia de intelig\u00eancia da L\u00edbia, chefiada pelo antigo respons\u00e1vel de intelig\u00eancia e ministro dos Neg\u00f3cios Estrangeiros, Moussa Koussa, que desertou para o Reino Unido no fim de Mar\u00e7o de 2011.<\/p>\n<p>Em Outubro de 2001 o chefe da intelig\u00eancia l\u00edbia Moussa Koussa encontrou-se com o secret\u00e1rio de Estado assistente dos EUA William J. Burns. O encontro Koussa-Burns foi de import\u00e2ncia crucial. Estiveram presentes nas reuni\u00f5es respons\u00e1veis superiores da CIA e do MI6 incluindo sir John Scarlett que naquele tempo (Outubro 2001) era o chefe do Joint Intelligence Committee (JIC) do gabinete, subordinado directamente ao primeiro-ministro Tony Blair. O JIC supervisiona em nome do governo brit\u00e2nico o estabelecimento de prioridades para o MI6, MI5 e Defense Intelligence.<\/p>\n<p>Nosso homem em Tripoli, Moussa Koussa, devia desempenhar o papel de um agente duplo. Em reuni\u00f5es secretas com sir John Scarlett acordou-se que &#8220;um agente brit\u00e2nico podia operar em Tripoli&#8221;. (\u00a0<a href=\"http:\/\/www.express.co.uk\/posts\/view\/238354\/Libya-defector-Moussa-Koussa-was-an-MI6-double-agent\" target=\"_blank\">Libya defector Moussa Koussa was an MI6 double agent<\/a> ,\u00a0<em>Sunday Express, <\/em>April 3, 2011)<\/p>\n<p>O desenvolvimento do LIFG como um movimento paramilitar jihadista bem como a sua integra\u00e7\u00e3o nas for\u00e7as de oposi\u00e7\u00e3o anti-Kadafi revela um relacionamento directo com o papel central desempenhado pelo agente duplo Moussa Koussa, o qual foi instrumental no estabelecimento de estreitos la\u00e7os bilaterais com a CIA e o MI6.<\/p>\n<p>A este respeito, a deser\u00e7\u00e3o de Moussa Koussa no fim de Mar\u00e7o tem toda a apar\u00eancia de uma opera\u00e7\u00e3o cuidadosamente encenada. De um modo inabitual, o acordo foi negociado com o governo brit\u00e2nico atrav\u00e9s da intermedia\u00e7\u00e3o de um antigo l\u00edder do LIFG, organiza\u00e7\u00e3o terrorista relacionada com a Al Qaeda, que agora est\u00e1 a trabalhar com uma funda\u00e7\u00e3o de direitos humanos com sede em Londres:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 90px; \">Noman Benotman, amigo do ministro l\u00edbio dos Neg\u00f3cios Estrangeiros Moussa Koussa, contou \u00e0 BBC como\u00a0<strong>ajudou a organizar a sua deser\u00e7\u00e3o do regime Kadafi. <\/strong><\/p>\n<p><strong>O sr. Benotman foi l\u00edder do Libyan Islamic Fighting Group mas agora trabalha para o think tank contra-extremista da\u00a0<a href=\"http:\/\/www.quilliamfoundation.org\/\" target=\"_blank\">Quilliam Foundation<\/a> .<\/strong><\/p>\n<p>Ele disse acreditar que o sr. Koussa estaria a negociar com o governo brit\u00e2nico e era muito cooperativo quanto a intelig\u00eancia.<\/p>\n<p>Gordon Corera da BBC acrescentou que o governo brit\u00e2nico estava num dilema sobre como tratar o sr. Koussa devido aos seus antecedentes como chefe da intelig\u00eancia l\u00edbia.<\/p>\n<p>O sr. Benotman contou no\u00a0<a href=\"http:\/\/news.bbc.co.uk\/2\/hi\/programmes\/breakfast\/default.stm\" target=\"_blank\">BBC Breakfast<\/a> como ajudou Koussa a desertar e como costumavam ser rivais. (\u00a0<a href=\"http:\/\/news.bbc.co.uk\/2\/hi\/programmes\/breakfast\/default.stm\" target=\"_blank\">BBC Breakfast<\/a> April 1, 2011, sublinhado nosso)<\/p>\n<p>Ironicamente, Benotman foi recrutado como Mujahideen para combater na guerra sovi\u00e9tico-afeg\u00e3. Ele foi um dos fundados do LIFG no Afeganist\u00e3o. Centrando-se em quest\u00f5es de &#8220;contra-extremismo&#8221;, Benotman \u00e9 actualmente analista s\u00e9nior na Quilliam Foundation. Suas responsabilidades actuais incluem estender a m\u00e3o &#8220;para actuais e antigos extremistas e utilizar a Quilliam como uma plataforma a partir da qual partilha seu conhecimento interno da Al-Qaeda e outros grupos jihadistas junto a uma audi\u00eancia mais vasta&#8221;.<\/p>\n<p><strong>O programa de contra-terrorismo da CIA <\/strong><\/p>\n<p>Os la\u00e7os bilaterais estabelecidos em Outubro de 2001 entre a CIA-MI6 e a intelig\u00eancia l\u00edbia proporcionaram \u00e0s ag\u00eancias de intelig\u00eancia ocidentais acesso directo e vigil\u00e2ncia dentro da L\u00edbia, atrav\u00e9s dos seus colegas pr\u00f3 EUA na ag\u00eancia de intelig\u00eancia dirigida por Moussa Koussa. Este acordo permitiu \u00e0 intelig\u00eancia ocidental infiltrar efectivamente a Ag\u00eancia de Intelig\u00eancia L\u00edbia a qual estava sob o comando de um agente duplo do MI6.<\/p>\n<p>Segundo o Departamento de Estado num relat\u00f3rio de 2008, o governo l\u00edbio &#8220;continuou a cooperar com os Estados Unidos e a comunidade internacional para combater o terrorismo e o financiamento terrorista&#8221;. &#8220;U.S. officials hope to extend counterterrorism assistance to Libya during FY2010 and FY2011&#8230;.&#8221; (Ver Christopher M. Blanchard\u00a0<a href=\"http:\/\/assets.opencrs.com\/rpts\/RL33142_20100716.pdf\" target=\"_blank\">Libya: Background and U.S. Relations<\/a> , US Congress Research Service, July 16, 2010)<\/p>\n<p>Em 2009 a intelig\u00eancia l\u00edbia estabeleceu um programa conjunto de contra-terrorismo atrav\u00e9s do qual respons\u00e1veis da intelig\u00eancia l\u00edbia receberiam treino da CIA em contra-terrorismo. Este programa fazia parte de um acordo negociado por Moussa Koussa com a CIA. Em teoria pretendia-se desmantelar o LIFG com a ajuda da CIA. Ter em considera\u00e7\u00e3o a ambiguidade do &#8220;contra-terrorismo&#8221; da CIA. O lan\u00e7amento do LIFG no Afeganist\u00e3o no princ\u00edpio da d\u00e9cada de 1990 fazia parte de um projecto da CIA de criar um ex\u00e9rcito l\u00edbio a partir da sua rede Al Qaeda.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m em 2009, os l\u00edderes aprisionados do Libyan Islamic Fighting Group (LIFG) alegadamente renunciaram \u00e0 sua luta armada travada contra o regime Kadafi num acordo alcan\u00e7ado com respons\u00e1veis da seguran\u00e7a l\u00edbia. (\u00a0<a href=\"http:\/\/articles.cnn.com\/2009-11-09\/world\/libya.jihadi.code_1_jihad-libyan-islamic-fighting-group-qaeda?_s=PM:WORLD\" target=\"_blank\">New jihad code threatens al Qaeda<\/a> , CNN, November 2009)<\/p>\n<p>Qual era o papel do programa de contra-terrorismo EUA-L\u00edbia na perspectiva de Washington?<\/p>\n<p>Oficialmente, era identificar membros do LIFG e desmantelar o LIFG como organiza\u00e7\u00e3o. Na pr\u00e1tica, a opera\u00e7\u00e3o conduzida pelos EUA na L\u00edbia, incluindo treino sob os ausp\u00edcios da CIA, proporcionava \u00e0 ag\u00eancia uma cortina de fumo conveniente para efectuar opera\u00e7\u00f5es de intelig\u00eancia dentro da L\u00edbia. Por um lado o programa de treino permitiu \u00e0 CIA infiltrar e adquirir interlocutores confi\u00e1veis dentro da intelig\u00eancia l\u00edbia.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m permitiu \u00e0 Ag\u00eancia, em conjunto com o servi\u00e7o secreto de intelig\u00eancia brit\u00e2nico (MI6), proporcionar realmente apoio encoberto ao LIFG na expectativa da insurrei\u00e7\u00e3o armada de Mar\u00e7o de 2011.<\/p>\n<p>Os media sugerem que o LIFG foi desmantelado (a seguir \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o do programa de contra-terrorismo patrocinado pela CIA). N\u00e3o h\u00e1 prova disso. O LIFG permanece na lista de terroristas (actualizada at\u00e9 24\/Mar\u00e7o\/2011) do Conselho de Seguran\u00e7a das Na\u00e7\u00f5es Unidas:<\/p>\n<blockquote style=\"padding-left: 90px;\"><p>QE.L.11.01. Name: LIBYAN ISLAMIC FIGHTING GROUP Name (original script): A.k.a.: LIFG F.k.a.: na Address: na Listed on: 6 Oct. 2001 (amended on 5 Mar. 2009) Other information: Review pursuant to Security Council resolution 1822 (2008) was concluded on 21 Jun. 2010<\/p><\/blockquote>\n<p>United Nations Security Council:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.un.org\/sc\/committees\/1267\/pdf\/consolidatedlist.pdf\" target=\"_blank\">Consolidated List established and maintained by the 1267 Committee with respect to Al-Qaida, Usama bin Laden, and the Taliban and other individuals, groups, undertakings and entities associated with them<\/a>(updated March 24, 2011)<\/p>\n<p>(p. 70,\u00a0<a href=\"http:\/\/www.un.org\/sc\/committees\/1267\/pdf\/consolidatedlist.pdf\" target=\"_blank\">http:\/\/www.un.org\/sc\/committees\/1267\/pdf\/consolidatedlist.pdf<\/a> , De acordo com as regras do CSONU, organiza\u00e7\u00f5es terroristas desmanteladas s\u00e3o removidas da lista em conformidade com um procedimento de deslistagem. O LIFG n\u00e3o foi removida da lista)<\/p>\n<p><strong>Armas e apoio encoberto a rebeldes do LIFG <\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 indica\u00e7\u00f5es de que a CIA e MI6 continuam a proporcionar apoio encoberto ao LIFG, o qual agora constitui a linha de frente da insurrei\u00e7\u00e3o armada contra o regime Kadafi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 90px;\">Hakim al-Hasidi, o l\u00edder rebelde l\u00edbio,\u00a0<strong>disse que jihadistas que combateram contra tropas aliadas no Iraque est\u00e3o na linha de frente da batalha contra o regime de Muammar Kadafi. <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 90px;\"><strong>&#8230; O sr. al-Hasidi insistiu em que os seus combatentes &#8220;s\u00e3o patriotas e bons mu\u00e7ulmanos, n\u00e3o terroristas&#8221;, mas acrescentou que os &#8220;membros da al-Qaeda tamb\u00e9m s\u00e3o bons mu\u00e7ulmanos e est\u00e3o a combater contra o invasor&#8221;. <\/strong>(Libyan rebel commander admits his fighters have al-Qaeda links, Daily Telegraph, March 25, 2011, italics added)<\/p>\n<p>Abdul Hakim Al-Hasadi \u00e9 o l\u00edder do LIFG que recebeu treino militar num campo de guerrilha no Afeganist\u00e3o. Ele \u00e9 o chefe de seguran\u00e7a das for\u00e7as de oposi\u00e7\u00e3o num dos territ\u00f3rios mantidos pelos rebeldes, com cerca de 1000 homens sob o seu comando. (\u00a0<a href=\"http:\/\/www.theglobeandmail.com\/news\/world\/africa-mideast\/libyan-rebels-at-pains-to-distance-themselves-from-extremists\/article1939636\/singlepage\/\" target=\"_blank\">Libyan rebels at pains to distance themselves from extremists &#8211; The Globe and Mail&#8221;<\/a> , March 12, 2011)<\/p>\n<p>Est\u00e3o a ser canalizadas armas para o LIFG a partir da Ar\u00e1bia Saudita, a qual historicamente, desde o in\u00edcio da guerra sovi\u00e9tico-afeg\u00e3, apoiou a jihad isl\u00e2mica. Os sauditas est\u00e3o agora a abastecer os rebeldes, em liga\u00e7\u00e3o com Washington e Bruxelas, com rockets anti-tanque e m\u00edsseis terra-ar.<\/p>\n<p><strong>Desinforma\u00e7\u00e3o dos media: Terroristas isl\u00e2micos aderem ao Movimento Pr\u00f3 Democracia &#8220;a t\u00edtulo pessoal&#8221; <\/strong><\/p>\n<p>O almirante James Stavridis, Comandante Supremo dos Aliados da NATO na Europa, reconheceu tacitamente que a &#8220;intelig\u00eancia americana havia detectado &#8220;lampejos&#8221; de actividade terrorista entre os grupos rebeldes&#8221;. &#8220;Muito alarmante&#8221;&#8230; Mas n\u00e3o estamos a tratar de &#8220;lampejos&#8221;. Os combatentes do LIFG constituem o esqueleto da insurrei\u00e7\u00e3o armada.<\/p>\n<p>Os media ocidentais tamb\u00e9m exprimiram preocupa\u00e7\u00e3o, se bem que insistindo em que os jihadistas s\u00e3o &#8220;antigos&#8221; membros do LIFG que aderiram \u00e0 luta armada &#8220;a t\u00edtulo pessoal&#8221; e n\u00e3o como membros da organiza\u00e7\u00e3o terrorista. Conforme Benotman numa entrevista \u00e0 CNN:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 90px;\"><strong>&#8230; D\u00fazias de antigos combatentes do LIFG aderiram agora aos esfor\u00e7os rebeldes para derrubar Kadafi, <\/strong>mas asseverou que<strong>fizeram-no a t\u00edtulo pessoal e n\u00e3o como grupo organizado. <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 90px;\">Alguns respons\u00e1veis ocidentais em contra-terrorismo preocupam-se em que uma guerra civil prolongada na L\u00edbia possa abrir espa\u00e7o para a Al Qaeda. Governos e ONGs t\u00eam de ser r\u00e1pidas, afirma Benotman, em ajudar a desenvolver educa\u00e7\u00e3o, cuidados de sa\u00fade e institui\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas em \u00e1reas mantidas pelos rebeldes. (Paul Cruickshank e Tim Lister,\u00a0<a href=\"http:\/\/articles.cnn.com\/2011-03-23\/world\/libya.islamists_1_libyan-islamic-fighting-group-qaeda-moammar-gadhafi\/2?_s=PM:WORLD\" target=\"_blank\">Libyan civil war: An opening for al Qaeda and jihad? CNN<\/a> , March 23, 2011)<\/p>\n<p>Uma organiza\u00e7\u00e3o terrorista relacionada com a Al Qaeda integra o movimento pr\u00f3 democracia l\u00edbio? Desde quando terroristas actuam como indiv\u00edduos &#8220;a t\u00edtulo pessoal&#8221;?<\/p>\n<p>Mas o LIFG como entidade e tamb\u00e9m os seus membros individuais s\u00e3o classificados pelo Conselho de Seguran\u00e7a das Na\u00e7\u00f5es Unidas como terroristas de acordo com a Resolu\u00e7\u00e3o 1267 do CSON. (\u00a0<a href=\"http:\/\/www.un.org\/sc\/committees\/1267\/index.shtml\" target=\"_blank\">The Al-Qaida and Taliban Sanctions Committee &#8211; 1267<\/a>)<\/p>\n<p><strong>&#8220;Nosso homem em Tripoli&#8221; <\/strong><\/p>\n<p>Antigo chefe da intelig\u00eancia l\u00edbia, Moussa Koussa desempenhou um papel na canaliza\u00e7\u00e3o de apoio encoberto ao LIFG por conta dos seus colegas dos servi\u00e7os de intelig\u00eancia ocidentais.<\/p>\n<p>O ex-director da CIA George Tenet, se bem que sem se referir explicitamente ao &#8220;Nosso homem em Tripoli&#8221;, reconheceu na sua autobiografia de 2007 que &#8220;o relaxamento de tens\u00f5es com a L\u00edbia [foi] um dos maiores \u00eaxitos do seu mandato, pois levou \u00e0 coopera\u00e7\u00e3o entre as duas ag\u00eancias de espionagem contra a al-Qaeda&#8221;. (citado em\u00a0<a href=\"http:\/\/www.globalresearch.ca\/index.php?context=va&amp;aid=23865\" target=\"_blank\">Intelligence Partnership between Qadhafi and the CIA on counter-terrorism<\/a> , op cit)<\/p>\n<p>Moussa Koussa era o &#8220;Nosso homem em Tripoli&#8221;. As circunst\u00e2ncias da sua deser\u00e7\u00e3o, bem como o historial da sua colabora\u00e7\u00e3o com a CIA e o MI6, sugerem que, pelo menos durante os \u00faltimos dez anos, ele esteve a servir interesses dos EUA e aliados, incluindo o planeamento da insurrei\u00e7\u00e3o armada &#8220;pr\u00f3 democracia&#8221; na L\u00edbia Oriental.<\/p>\n<p>J\u00e1 n\u00e3o deveria haver d\u00favida: A alian\u00e7a militar ocidental est\u00e1 a apoiar uma rebeli\u00e3o integrada por terroristas isl\u00e2micos em nome da &#8220;guerra ao terrorismo&#8221;.<\/p>\n<p>Quem s\u00e3o os terroristas? Numa tor\u00e7\u00e3o amarga, enquanto a jihad isl\u00e2mica \u00e9 caracterizada pela administra\u00e7\u00e3o dos EUA como &#8220;uma amea\u00e7a \u00e0 civiliza\u00e7\u00e3o ocidental&#8221;, estas mesmas organiza\u00e7\u00f5es isl\u00e2micas, incluindo o Libya Islamica Fighting Group (LIFG) constitui um instrumento chave das opera\u00e7\u00f5es militares e de intelig\u00eancia dos EUA na \u00c1sia Central, no M\u00e9dio Oriente e no Norte de \u00c1frica, sem mencionar as rep\u00fablicas isl\u00e2micas da antiga Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica.<\/p>\n<p>03\/Abril\/2011<\/p>\n<p><strong>O original encontra-se em\u00a0<a href=\"http:\/\/www.globalresearch.ca\/index.php?context=va&amp;aid=24096\" target=\"_blank\">http:\/\/www.globalresearch.ca\/index.php?context=va&amp;aid=24096<\/a> <\/strong><\/p>\n<p><strong>Este artigo encontra-se em\u00a0<a href=\"http:\/\/resistir.info\/\" target=\"_blank\">http:\/\/resistir.info\/<\/a> <\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: Resistir.info\n\n\n\n\n\n\n\n\nMichel Chossudovsky\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1374\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-1374","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-ma","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1374","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1374"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1374\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1374"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1374"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1374"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}