{"id":13795,"date":"2017-03-11T10:41:32","date_gmt":"2017-03-11T13:41:32","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=13795"},"modified":"2017-03-31T13:35:21","modified_gmt":"2017-03-31T16:35:21","slug":"estudo-mostra-desigualdades-de-genero-e-raca-em-20-anos-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/13795","title":{"rendered":"Estudo mostra desigualdades de g\u00eanero e ra\u00e7a em 20 anos no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"embed-youtube\" style=\"text-align:center; display: block;\"><iframe loading=\"lazy\" class=\"youtube-player\" width=\"747\" height=\"421\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/yXh2Iv8UAqE?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent\" allowfullscreen=\"true\" style=\"border:0;\" sandbox=\"allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox\"><\/iframe><\/span><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Retrato das Desigualdades de G\u00eanero e Ra\u00e7a, divulgado nesta segunda-feira, dia 6, analisa indicadores com base na Pnad.<\/p>\n<p>As mulheres trabalham em m\u00e9dia 7,5 horas a mais que os homens por semana. Em 2015, a jornada total m\u00e9dia das mulheres era de 53,6 horas, enquanto a dos homens era de 46,1 horas. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s atividades n\u00e3o remuneradas, mais de 90% das mulheres declararam realizar atividades dom\u00e9sticas \u2013 propor\u00e7\u00e3o que se manteve quase inalterada ao longo de 20 anos, assim como a dos homens (em torno de 50%). Esses s\u00e3o alguns dos dados destacados no estudo\u00a0<em>Retrato das Desigualdades de G\u00eanero e Ra\u00e7a\u00a0<\/em>com base em s\u00e9ries hist\u00f3ricas de 1995 a 2015 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad), do IBGE. Divulgada nesta segunda-feira, 06\/03, a pesquisa faz parte de um projeto realizado pelo Ipea desde 2004 em parceria com a ONU Mulheres.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 importante ressaltar que o fato de exercer atividade remunerada n\u00e3o afeta as responsabilidades assumidas pelas mulheres com as atividades dom\u00e9sticas, apesar de reduzir a quantidade de horas dedicadas a elas. As mulheres ocupadas continuam se responsabilizando pelo trabalho dom\u00e9stico n\u00e3o remunerado, o que leva \u00e0 chamada dupla jornada\u201d, destaca Nat\u00e1lia Fontoura, especialista em pol\u00edticas p\u00fablicas e gest\u00e3o governamental e uma das autoras do trabalho.<\/p>\n<p>Quanto mais alta a renda das mulheres, menor a propor\u00e7\u00e3o das que afirmaram realizar afazeres dom\u00e9sticos \u2013 entre aquelas com renda de at\u00e9 um sal\u00e1rio m\u00ednimo, 94% dedicavam-se aos afazeres dom\u00e9sticos, contra 79,5% entre as mulheres com renda superior a oito sal\u00e1rios m\u00ednimos. Em situa\u00e7\u00e3o inversa est\u00e3o os homens. A parcela dos que declararam realizar trabalho dom\u00e9stico \u00e9 maior entre os de mais alta renda: 57% dos que recebiam de 5 a 8 sal\u00e1rios m\u00ednimos diziam realizar esses afazeres, propor\u00e7\u00e3o que cai a 49% entre os que tinham renda mais baixa.<\/p>\n<p>Apesar de, proporcionalmente, o rendimento das mulheres negras ter sido o que mais se valorizou entre 1995 e 2015 (80%), e o dos homens brancos ter sido o que menos cresceu (11%), a escala de remunera\u00e7\u00e3o manteve-se inalterada em toda a s\u00e9rie hist\u00f3rica: homens brancos t\u00eam os melhores rendimentos, seguidos de mulheres brancas, homens negros e mulheres negras. A diferen\u00e7a da taxa de desocupa\u00e7\u00e3o entre sexos tamb\u00e9m merece registro: em 2015, a feminina era de 11,6%, enquanto a dos homens atingiu 7,8%. No caso das mulheres negras, ela chegou a 13,3% (e 8,5% para homens negros).<\/p>\n<p><strong>Chefes de fam\u00edlia e reconfigura\u00e7\u00e3o nos arranjos familiares<\/strong><\/p>\n<p>Os lares brasileiros, cada vez mais, est\u00e3o sendo chefiados por mulheres. Em 1995, 23% dos domic\u00edlios tinham mulheres como pessoas de refer\u00eancia. Vinte anos depois, esse n\u00famero chegou a 40%. Cabe ressaltar que as fam\u00edlias chefiadas por mulheres n\u00e3o s\u00e3o exclusivamente aquelas nas quais n\u00e3o h\u00e1 a presen\u00e7a masculina: em 34% delas, havia a presen\u00e7a de um c\u00f4njuge.<\/p>\n<p>Paralelamente ao aumento do n\u00famero de fam\u00edlias chefiadas por mulheres, houve uma gradativa reconfigura\u00e7\u00e3o dos tipos de arranjos familiares. Se, em 1995, o tipo mais tradicional, formado por um casal com filhos, respondia por cerca de 58% das fam\u00edlias, em 2015 esse percentual caiu para 42%, tendo aumentado de maneira significativa o n\u00famero de domic\u00edlios com somente uma pessoa e tamb\u00e9m o percentual de casais sem filhos.<\/p>\n<p><strong>Menos mulheres jovens como trabalhadoras dom\u00e9sticas<\/strong><\/p>\n<p>A quantidade de trabalhadoras dom\u00e9sticas com at\u00e9 29 anos de idade caiu mais de 30 pontos percentuais no per\u00edodo analisado: de 51,5% em 1995 para 16% em 2015. No entanto, o emprego dom\u00e9stico ainda era a ocupa\u00e7\u00e3o de 18% das mulheres negras e de 10% das mulheres brancas no Brasil em 2015. J\u00e1 a renda das dom\u00e9sticas saltou 64% nesses 20 anos, atingindo o valor m\u00e9dio de R$ 739,00 em 2015. Por\u00e9m, mesmo com esse crescimento, ainda estava abaixo do sal\u00e1rio m\u00ednimo, que, \u00e0 \u00e9poca, era de R$ 788,00.<\/p>\n<p>O n\u00famero de trabalhadoras formalizadas tamb\u00e9m aumentou: se, em 1995, 17,8% tinham carteira, em 2015 a propor\u00e7\u00e3o chegou a 30,4%. Mas a an\u00e1lise dos dados da Pnad sinalizou uma tend\u00eancia de aumento na quantidade de diaristas no pa\u00eds. Elas eram 18,3% da categoria em 1995 e chegaram a 31,7% em 2015.<\/p>\n<p><strong>Apesar de estar em queda, diferen\u00e7a de escolaridade entre ra\u00e7as ainda \u00e9 alta<\/strong><br \/>\nNos \u00faltimos anos, mais brasileiros e brasileiras chegaram ao n\u00edvel superior. Entre 1995 e 2015, a popula\u00e7\u00e3o adulta negra com 12 anos ou mais de estudo passou de 3,3% para 12%. Entretanto, o patamar alcan\u00e7ado em 2015 pelos negros era o mesmo que os brancos tinham j\u00e1 em 1995. J\u00e1 a popula\u00e7\u00e3o branca, quando considerado o mesmo tempo de estudo, praticamente dobrou nesses 20 anos, variando de 12,5% para 25,9%.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.ipea.gov.br\" target=\"blank\">Ipea<\/a><\/p>\n<p>https:\/\/gz.diarioliberdade.org\/artigos-em-destaque\/item\/136674-estudo-mostra-desigualdades-de-genero-e-raca-em-20-anos-no-brasil.html<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/13795\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":true,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-13795","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s8-brasil"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-3Av","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13795","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13795"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13795\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13795"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13795"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13795"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}