{"id":1383,"date":"2011-04-09T03:30:28","date_gmt":"2011-04-09T03:30:28","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=1383"},"modified":"2011-04-09T03:30:28","modified_gmt":"2011-04-09T03:30:28","slug":"libia-obama-e-a-defesa-da-rebeliao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1383","title":{"rendered":"L\u00edbia: Obama e a defesa da &#8216;rebeli\u00e3o&#8217;"},"content":{"rendered":"\n<p>Nas \u00faltimas duas semanas a L\u00edbia sofreu o mais brutal ataque imperialista, por ar, por mar e por terra, da sua hist\u00f3ria moderna. Milhares de bombas e de m\u00edsseis, lan\u00e7ados de submarinos, vasos de guerra e avi\u00f5es de guerra, americanos e europeus, est\u00e3o a destruir as bases militares l\u00edbias, os seus aeroportos, estradas, portos, dep\u00f3sitos petrol\u00edferos, posi\u00e7\u00f5es de artilharia, tanques, porta-avi\u00f5es blindados, avi\u00f5es e concentra\u00e7\u00f5es de tropas. Dezenas de for\u00e7as especiais da CIA e do SAS t\u00eam andado a treinar, a aconselhar e a apontar alvos para os chamados &#8216;rebeldes&#8217; l\u00edbios empenhados numa guerra civil contra o governo de Kadafi, as suas for\u00e7as armadas, as mil\u00edcias populares e os apoiantes civis ( <em>NY Times <\/em>30\/03\/11).<\/p>\n<p>Apesar deste enorme apoio militar e do total controlo dos c\u00e9us e da linha costeira da L\u00edbia pelos seus &#8216;aliados&#8217; imperialistas, os &#8216;rebeldes&#8217; ainda n\u00e3o foram capazes de mobilizar o apoio de aldeias e cidades e encontram-se em retirada depois de enfrentarem as tropas governamentais da L\u00edbia e as mil\u00edcias urbanas, fortemente motivadas ( <em>Al Jazeera <\/em>30\/03\/11).<\/p>\n<p>Uma das desculpas mais idiotas para esta ingl\u00f3ria retirada dos rebeldes, apresentada pela &#8216;coliga\u00e7\u00e3o&#8217; Cameron-Obama-Sarkozy, e repetida pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o, \u00e9 que os seus &#8216;clientes&#8217; l\u00edbios est\u00e3o &#8216;menos bem armados&#8217; (<em>Financial Times, <\/em>29\/3\/11). Obviamente, Obama e companhia n\u00e3o contabilizam o grande n\u00famero de jactos, as dezenas de vasos de guerra e de submarinos, as centenas de ataques di\u00e1rios e os milhares de bombas lan\u00e7adas sobre o governo l\u00edbio desde o in\u00edcio da interven\u00e7\u00e3o imperialista ocidental. A interven\u00e7\u00e3o militar directa de 20 pot\u00eancias militares estrangeiras, grandes e pequenas, flagelando o estado soberano da L\u00edbia, assim como o grande n\u00famero de c\u00famplices nas Na\u00e7\u00f5es Unidas n\u00e3o contribui com nenhuma vantagem militar para os clientes imperialistas \u2013 segundo a propaganda di\u00e1ria a favor dos rebeldes.<\/p>\n<p>Mas o <em>Los Angeles Times <\/em>(31\/Mar\u00e7o\/2011) descreveu como \u201c\u2026 muitos rebeldes em cami\u00f5es com metralhadoras deram meia-volta e fugiram\u2026 apesar de as suas metralhadoras pesadas e espingardas antia\u00e9reas serem parecidas com qualquer ve\u00edculo governamental semelhante\u201d. De facto, nenhuma for\u00e7a &#8216;rebelde&#8217; na hist\u00f3ria moderna recebeu um apoio militar t\u00e3o forte de tantas pot\u00eancias imperialistas na sua confronta\u00e7\u00e3o com um regime institu\u00eddo. Apesar disso, as for\u00e7as &#8216;rebeldes&#8217; nas linhas da frente est\u00e3o em plena retirada, fugindo desordenadamente e profundamente descontentes com os seus generais e ministros &#8216;rebeldes&#8217; l\u00e1 atr\u00e1s em Bengazi. Entretanto, os l\u00edderes &#8216;rebeldes&#8217;, de fatos elegantes e de uniformes feitos por medida, respondem \u00e0 &#8216;chamada para a batalha&#8217; assistindo a &#8216;cimeiras&#8217; em Londres onde a &#8216;estrat\u00e9gia de liberta\u00e7\u00e3o&#8217; consiste no apelo, perante os meios de comunica\u00e7\u00e3o, de tropas terrestres imperialistas ( <em>The Independent, <\/em>Londres) (31\/03\/11).<\/p>\n<p>\u00c9 baixa a moral dos &#8216;rebeldes&#8217; na linha da frente: Segundo relatos cr\u00edveis da frente da batalha em Ajdabiya, \u201cOs rebeldes\u2026 queixaram-se de que os seus comandantes iniciais desapareceram. Acusam camaradas de fugirem para a relativa seguran\u00e7a de Bengazi\u2026 (queixam-se de que) as for\u00e7as em Bengazi monopolizaram 400 r\u00e1dios de campo oferecidos e mais 400\u2026 telem\u00f3veis destinados ao campo de batalha\u2026 (sobretudo) os rebeldes dizem que os comandantes raramente visitam o campo de batalha e exercem pouca autoridade porque muitos combatentes n\u00e3o confiam neles\u201d ( <em>Los Angeles <\/em><em>Times <\/em>, 31\/03\/2011). Segundo parece, os &#8216;twitters&#8217; n\u00e3o funcionam no campo de batalha.<\/p>\n<p>As quest\u00f5es decisivas numa guerra civil n\u00e3o s\u00e3o as armas, o treino ou a chefia, embora evidentemente esses factores sejam importantes: A principal diferen\u00e7a entre a capacidade militar das for\u00e7as l\u00edbias pr\u00f3-governo e os &#8216;rebeldes&#8217; l\u00edbios apoiados por imperialistas ocidentais e por &#8216;progressistas&#8217;, reside na sua motiva\u00e7\u00e3o, nos seus valores e nas suas compensa\u00e7\u00f5es materiais. A interven\u00e7\u00e3o imperialista ocidental exaltou a consci\u00eancia nacional do povo l\u00edbio, que encara agora a sua confronta\u00e7\u00e3o com os &#8216;rebeldes&#8217; anti-Kadafi como uma luta para defender a sua p\u00e1tria do poderio estrangeiro a\u00e9reo e mar\u00edtimo e das tropas terrestres fantoches \u2013 um poderoso incentivo para qualquer povo ou ex\u00e9rcito. O oposto tamb\u00e9m \u00e9 verdadeiro para os &#8216;rebeldes&#8217;, cujos l\u00edderes abdicaram da sua identidade nacional e dependem inteiramente da interven\u00e7\u00e3o militar imperialista para os levar ao poder. Que soldados rasos &#8216;rebeldes&#8217; v\u00e3o arriscar a vida, a lutar contra os seus compatriotas, s\u00f3 para colocar o seu pa\u00eds sob o dom\u00ednio imperialista ou neo-colonialista?<\/p>\n<p>Finalmente, as not\u00edcias dos jornalistas ocidentais come\u00e7am a falar das mil\u00edcias pro-governo das aldeias e cidades que repelem esses &#8216;rebeldes&#8217; e at\u00e9 relatam como \u201cum autocarro cheio de mulheres (l\u00edbias) surgiu repentinamente (de uma aldeia) \u2026 e elas come\u00e7aram a fingir que aplaudiam e apoiavam os rebeldes\u2026\u201d atraindo os rebeldes apoiados pelo ocidente para uma emboscada mortal montada pelos seus maridos e vizinhos pr\u00f3-governo ( <em>Globe and Mail,<\/em>28\/03\/11 e <em>McClatchy News Service, <\/em>29\/03\/11).<\/p>\n<p>Os &#8216;rebeldes&#8217;, que entram nas aldeias, s\u00e3o considerados invasores, que arrombam portas, fazem explodir casas e prendem e acusam os l\u00edderes locais de serem &#8216;comunistas da quinta coluna&#8217; a favor de Kadafi. A amea\u00e7a da ocupa\u00e7\u00e3o militar &#8216;rebelde&#8217;, a deten\u00e7\u00e3o e a viol\u00eancia sobre as autoridades locais e a destrui\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de fam\u00edlia, de cl\u00e3 e da comunidade local, profundamente valorizadas, levaram as mil\u00edcias l\u00edbias e os combatentes locais a atacar os &#8216;rebeldes&#8217; apoiados pelo ocidente. Os &#8216;rebeldes&#8217; s\u00e3o considerados &#8216;estranhos&#8217; em termos de integra\u00e7\u00e3o regional e de cl\u00e3; menosprezando os costumes locais, os &#8216;rebeldes&#8217; encontram-se pois em territ\u00f3rio &#8216;hostil&#8217;. Que combatente &#8216;rebelde&#8217; estar\u00e1 disposto a morrer em defesa de um territ\u00f3rio hostil? Esses &#8216;rebeldes&#8217; s\u00f3 podem pedir \u00e0 for\u00e7a a\u00e9rea estrangeira que lhes &#8216;liberte&#8217; a aldeia pr\u00f3-governo.<\/p>\n<p>Os meios de comunica\u00e7\u00e3o ocidentais, incapazes de entender essas compensa\u00e7\u00f5es materiais por parte das for\u00e7as pr\u00f3-governo, atribuem o apoio popular a Kadafi \u00e0 &#8216;coer\u00e7\u00e3o&#8217; ou &#8216;coopta\u00e7\u00e3o&#8217;, agarrando-se \u00e0 afirma\u00e7\u00e3o dos &#8216;rebeldes&#8217; que &#8216;toda a gente se op\u00f5e secretamente ao regime&#8217;. H\u00e1 uma outra realidade material, que muito convenientemente \u00e9 ignorada: A verdade \u00e9 que <a href=\"http:\/\/hdrstats.undp.org\/en\/countries\/profiles\/LBY.html\" target=\"_new\">o regime de Kadafi tem utilizado a riqueza petrol\u00edfera do pa\u00eds para construir uma ampla rede de escolas, hospitais e cl\u00ednicas p\u00fablicas<\/a> . Os l\u00edbios t\u00eam o rendimento per capita mais alto de \u00c1frica com 14 900 d\u00f3lares por ano ( <em>Financial Times,<\/em>02\/04\/11).<\/p>\n<p>Dezenas de milhares de estudantes l\u00edbios de baixos rendimentos receberam bolsas para estudar no seu pa\u00eds e no estrangeiro. As infra-estruturas urbanas foram modernizadas, a agricultura \u00e9 subsidiada e os pequenos produtores e fabricantes recebem cr\u00e9dito do governo. Kadafi promoveu esses programas eficazes, para al\u00e9m de enriquecer a sua pr\u00f3pria fam\u00edlia\/cl\u00e3. Por outro lado, os rebeldes l\u00edbios e os seus mentores imperialistas prejudicaram toda a economia civil, bombardearam cidades l\u00edbias, destru\u00edram redes comerciais, bloquearam a entrega de alimentos subsidiados e assist\u00eancia aos pobres, provocaram o encerramento das escolas e for\u00e7aram centenas de milhares de profissionais, professores, m\u00e9dicos e trabalhadores especializados estrangeiros a fugir.<\/p>\n<p>Os l\u00edbios, mesmo que n\u00e3o gostem da prolongada estadia autocr\u00e1tica de Kadafi no cargo, encontram-se agora perante a escolha entre apoiar um estado de bem-estar, evolu\u00eddo e que funciona ou uma conquista militar manobrada por estrangeiros. Muito compreensivelmente, muitos deles escolheram ficar do lado do regime.<\/p>\n<p>O fracasso das for\u00e7as &#8216;rebeldes&#8217; apoiadas pelos imperialistas, apesar da sua enorme vantagem t\u00e9cnico-militar, deve-se a uma lideran\u00e7a traidora, ao seu papel de &#8216;colonialistas internos&#8217; que invadem as comunidades locais e, acima de tudo, \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o insensata de um sistema de bem-estar social que tem beneficiado milh\u00f5es de l\u00edbios vulgares desde h\u00e1 duas gera\u00e7\u00f5es. A incapacidade de os &#8216;rebeldes&#8217; avan\u00e7arem, apesar do apoio maci\u00e7o do poder imperialista a\u00e9reo e mar\u00edtimo, significa que a &#8216;coliga\u00e7\u00e3o&#8217; EUA-Fran\u00e7a-Inglaterra ter\u00e1 que refor\u00e7ar a sua interven\u00e7\u00e3o, para al\u00e9m de enviar for\u00e7as especiais, conselheiros e equipas assassinas da CIA. Perante o objectivo declarado de Obama-Clinton quanto \u00e0 &#8216;mudan\u00e7a de regime&#8217;, n\u00e3o haver\u00e1 outra hip\u00f3tese sen\u00e3o introduzir tropas imperialistas, enviar carregamentos em grande escala de cami\u00f5es e tanques blindados e aumentar a utiliza\u00e7\u00e3o de muni\u00e7\u00f5es de ur\u00e2nio empobrecido, profundamente destrutivas.<\/p>\n<p>Sem d\u00favida que Obama, o rosto mais vis\u00edvel da &#8216;interven\u00e7\u00e3o armada humanit\u00e1ria&#8217; em \u00c1frica, vai recitar mentiras cada vez maiores e mais grotescas, enquanto os alde\u00f5es e os citadinos l\u00edbios caem v\u00edtimas da sua for\u00e7a destruidora imperialista. O &#8216;primeiro presidente negro&#8217; de Washington ganhar\u00e1 a inf\u00e2mia da hist\u00f3ria como o presidente americano respons\u00e1vel pelo massacre de centenas de l\u00edbios negros e da expuls\u00e3o em massa de milh\u00f5es de trabalhadores africanos subsaarianos que trabalham para o actual regime ( <em>Globe and Mail, <\/em>28\/03\/11).<\/p>\n<p>Sem d\u00favida, os progressistas e esquerdistas anglo-americanos v\u00e3o continuar a discutir (em tom &#8216;civilizado&#8217;) os pr\u00f3s e os contras desta &#8216;interven\u00e7\u00e3o&#8217;, seguindo as pisadas dos seus antecessores, os socialistas franceses e os &#8216;new dealers&#8217; americanos dos anos 30, que debateram nessa \u00e9poca os pr\u00f3s e os contras do apoio \u00e0 Espanha republicana\u2026 Enquanto Hitler e Mussolini bombardeavam a rep\u00fablica por conta das for\u00e7as fascistas &#8216;rebeldes&#8217; do general Franco que empunhava o estandarte falangista da &#8216;Fam\u00edlia, Igreja e Civiliza\u00e7\u00e3o&#8217; \u2013 um prot\u00f3tipo para a &#8216;interven\u00e7\u00e3o humanit\u00e1ria&#8217; de Obama por conta dos seus &#8216;rebeldes&#8217;.<\/p>\n<p>04\/Abril\/2011<\/p>\n<p><strong>*Professor Em\u00e9rito de Sociologia na Universidade de Binghamton, Nova Iorque. \u00c9 autor de 64 livros publicados em 29 l\u00ednguas, e mais de 560 artigos em jornais da especialidade, incluindo o <em>American Sociological Review, British Journal of Sociology, Social Research, Journal of Contemporary Asia, <\/em>e o <em>Journal of Peasant Studies. <\/em>J\u00e1 publicou mais de 2000 artigos. O seu \u00faltimo livro \u00e9 War Crimes in Gaza and the Zionist Fifth Column in America. <\/strong><\/p>\n<p><strong>O original encontra-se em <a href=\"http:\/\/www.globalresearch.ca\/index.php?context=va&amp;aid=24142\" target=\"_new\">http:\/\/www.globalresearch.ca\/index.php?context=va&amp;aid=24142<\/a> .<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Tradu\u00e7\u00e3o de Margarida Ferreira<\/strong><\/p>\n<p><strong>Este artigo encontra-se em <a href=\"http:\/\/resistir.info\/petras\/petras_04abr11_p.html\" target=\"_new\">http:\/\/resistir.info\/petras\/petras_04abr11_p.html<\/a> .<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: Resistir.info\n\n\n\n\n\n\n\n\nJames Petras*\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1383\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-1383","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-mj","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1383","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1383"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1383\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1383"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1383"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1383"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}