{"id":13834,"date":"2017-03-14T14:08:19","date_gmt":"2017-03-14T17:08:19","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=13834"},"modified":"2017-03-31T13:36:01","modified_gmt":"2017-03-31T16:36:01","slug":"secundaristas-voltam-as-ruas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/13834","title":{"rendered":"Secundaristas voltam \u00e0s ruas"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/jornalistaslivres.org\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/17273510_1627355367280880_1346757361_o.jpg?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"imagem\" \/>A for\u00e7a e intransig\u00eancia s\u00e3o as caracter\u00edsticas fundamentais do governo golpista e seus aliados. Todas as reformas e medidas propostas at\u00e9 agora foram colocadas com uma rapidez sem igual, para que n\u00e3o houvesse tempo de discuss\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o na sociedade civil, al\u00e9m de serem asseguradas por meio da viol\u00eancia policial.<!--more--><\/p>\n<p>por Lucas Martins<\/p>\n<p>Na \u00faltima sexta-feira (10), os secundaristas paulistas sa\u00edram mais uma vez contra as reformas impopulares do governo, principalmente a reforma do ensino m\u00e9dio tratadas na MP 746 sancionado pelo Temer no \u00faltimo dia 16 de fevereiro. Com cerca de 100 manifestantes e envelopados o tempo todo por policiais conseguiram fazer uma mobiliza\u00e7\u00e3o importante, j\u00e1 que experientes em atos de rua, e que serviu de preparo para o grande ato nacional de paralisa\u00e7\u00e3o de diversas categorias trabalhistas, sociais e estudantis do dia 15.<\/p>\n<p>O roteiro da marcha foi tradicional. Concentraram-se no MASP, na Av. Paulista, por voltas das 17h40h e aguardaram a forte chuva parar de cair. Como manda a cartilha tucana a Pol\u00edcia estava presente, e como sempre, em grande efetivo e fortemente armada, sendo da for\u00e7a t\u00e1tica ou pra\u00e7as, em n\u00famero desproporcional, e muito maior, para aqueles estudantes que se concentravam embaixo do v\u00e3o livre . Com o fim da chuva e a concentra\u00e7\u00e3o chegando a quase 100 pessoas resolveram sair pela Avenida por volta das 19h00h, em dire\u00e7\u00e3o a Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o do Estado, na Pra\u00e7a da Rep\u00fablica, regi\u00e3o central. O enorme contingente policial foi acompanhando a manifesta\u00e7\u00e3o, tanto pela frente por meio de motos e viaturas, pelos lados com um corredor humano e por tr\u00e1s, com mais um grande n\u00famero de policias e viaturas. A Pol\u00edcia cercou o ato de seu in\u00edcio ao seu fim.<\/p>\n<p>A principal bandeira levada \u00e0s ruas hoje, pelos estudantes foi a insatisfa\u00e7\u00e3o com a reforma do ensino m\u00e9dio, promovida pelo governo federal desde o ano passado, que motivou a grande onda de ocupa\u00e7\u00f5es estudantis no pa\u00eds em 2016, com mais de mil escolas e universidades ocupadas. J\u00e1 acostumados em lutar contra reformas educacionais que lhes s\u00e3o enfiadas goela abaixo pelos governos, como aconteceu com a tentativa de reforma administrativa do governador Geraldo Alckmin (PSDB) nas escolas do estado de SP em 2015 ou a tentativa de privatiza\u00e7\u00e3o de escolas em Goi\u00e1s, os estudantes n\u00e3o esquecem mais que a rua lhes d\u00e1 voz como mais nada consegue.<\/p>\n<p>Durante a caminhada pela Av. Paulista, seguiram com suas palavras de ordem, pedindo o fim da reforma, a desmilitariza\u00e7\u00e3o da PM e chamando a aten\u00e7\u00e3o dos pedestres pelos quais passavam com um aviso \u201cTrabalhador preste aten\u00e7\u00e3o! A nossa luta \u00e9 pela educa\u00e7\u00e3o\u201d. Foi quando entraram na rua Consola\u00e7\u00e3o, no sentido centro, que come\u00e7aram as provoca\u00e7\u00f5es por partes dos policias. Chegando mais perto dos manifestantes, o cord\u00e3o Policial que seguia por tr\u00e1s come\u00e7ou a dar cutuc\u00f5es e empurr\u00f5es, com seus cassetetes nos estudantes mais pr\u00f3ximos, algumas provoca\u00e7\u00f5es verbais tamb\u00e9m foram faladas pelos PMs. A tens\u00e3o continuou durante toda a descida pela rua Consola\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O ato chegou \u00e0 Pra\u00e7a da Rep\u00fablica, onde os estudantes encerraram pacificamente o ato depois de um pequeno jogral, admitindo que n\u00e3o tinham como continuar o ato mais por conta do tamanho do contingente que os acompanhava. Mas deixaram de aviso para aqueles que estavam presentes que no dia 15 estar\u00e3o compondo a manifesta\u00e7\u00e3o dos trabalhadores, tamb\u00e9m na Av. Paulista, lutando contra as reformas trabalhista, previdenci\u00e1ria e educacionais do governo.<\/p>\n<p><strong>A reforma educacional e a oposi\u00e7\u00e3o estudantil<\/strong><\/p>\n<p>Proposta por meio de uma MP (medida provis\u00f3ria), a reforma do ensino m\u00e9dio foi colocada na pauta nacional por meio da for\u00e7a, uma vez que Medidas Provis\u00f3rias s\u00e3o \u201c<a href=\"http:\/\/www2.camara.leg.br\/comunicacao\/assessoria-de-imprensa\/medida-provisoria\">um instrumento com for\u00e7a de lei, adotado pelo presidente da Rep\u00fablica, em casos de relev\u00e2ncia e urg\u00eancia<\/a>\u201d. A utiliza\u00e7\u00e3o desse instrumento s\u00f3 foi necess\u00e1ria, como evidenciaram os estudantes que ocuparam suas escolas, pois o presidente n\u00e3o tinha interesse em dialogar. A justificava dada pelo governo para a utiliza\u00e7\u00e3o da MP, por conta da demora do Congresso em aprovar os PLs referentes ao ensino m\u00e9dio que tramitam nas c\u00e2maras, n\u00e3o se justifica como disse o pr\u00f3prio Procurador Geral da Rep\u00fablica, Rodrigo Janot, \u201cN\u00e3o parece aceit\u00e1vel nem compat\u00edvel com os princ\u00edpios constitucionais da finalidade, da efici\u00eancia e at\u00e9 da razoabilidade que tal mat\u00e9ria, de forma abrupta, passe a ser objeto de normas contidas em medida provis\u00f3ria, que atropelam do dia para a noite esse esfor\u00e7o t\u00e9cnico e gerencial do pr\u00f3prio MEC, em di\u00e1logo com numerosos especialistas e com a comunidade, ao longo de anos\u201d em parecer enviado ao STF, no qual considera a reforma inconstitucional.<\/p>\n<p><b>Suas principais altera\u00e7\u00f5es s\u00e3o:<\/b><\/p>\n<ul>\n<li>\u2013 Criar um curr\u00edculo flex\u00edvel, o aluno escolhe qual das cinco \u00e1reas seguir: Linguagens, Matem\u00e1tica, Ci\u00eancias da Natureza, Ci\u00eancias Humanas e Forma\u00e7\u00e3o T\u00e9cnica e Profissional;<\/li>\n<li>\u2013 Se tornam obrigat\u00f3rias apenas Matem\u00e1tica, L\u00edngua Portuguesa e L\u00edngua Inglesa, durante todo o curso (que continua com tr\u00eas anos); Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica se torna facultativa;<\/li>\n<li>\u2013 \u201cNot\u00f3rio saber\u201d, e n\u00e3o mais forma\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, j\u00e1 basta para que se possa lecionar;<\/li>\n<li>\u2013 Aumenta a carga hor\u00e1ria de 800 anuais (4 horas por dia) para 1.000 anuais (5 horas por dia).<\/li>\n<\/ul>\n<p>As cr\u00edticas s\u00e3o diversas. Especialistas ressaltam que o maior perigo dessa reforma \u00e9 o aumento da desigualdade entre escolas, j\u00e1 que as unidades n\u00e3o s\u00e3o obrigadas a disponibilizarem as cinco \u00e1reas, e o fortalecimento da forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica para os alunos de perfil socioecon\u00f4mico mais baixo. Outros questionam a falta que far\u00e3o as mat\u00e9ria n\u00e3o obrigat\u00f3rias, tidas como um perfil mais cr\u00edtico como hist\u00f3ria, filosofia, geografia e sociologia. \u00c9 nesse ponto que professores e alunos concordam. Muitos dos alunos que ocuparam seus col\u00e9gios em 2016 o fizeram por conta de retirada das mat\u00e9rias de \u201chumanas\u201d do curr\u00edculo. Mas a principal cr\u00edtica encontrada entre professores, especialistas e alunos \u00e9 a <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/jornalistaslivres\/posts\/480440608746488?match=YXBlb2VzcA%3D%3D\">falta de di\u00e1logo e discuss\u00e3o sobre a reforma e a falta de legitimidade do presidente<\/a>, interino, para faz\u00ea-la, pois sendo uma reforma estrutural n\u00e3o deveria ser vista de forma r\u00e1pida.<\/p>\n<p><strong>Secundas de Luta<\/strong><\/p>\n<p>Era o ano 2015 e o governador Geraldo Alckmin, na tentativa de precarizar as escolas p\u00fablicas avisou que iria reformar a estrutura das escolas estaduais. Em vez de concentrar em uma mesma unidade tanto os ensinos fundamental (fundamental 1 e 2) quanto o m\u00e9dio, as unidades passariam ter apenas ciclo \u00fanico (uma escola seria apenas para o m\u00e9dio, outra apenas para o fundamental 1, outra apenas para o fundamenta 2). Assim os estudantes, pais e professores foram avisados que teriam que se adaptar aos caprichos do governador. Independente da organiza\u00e7\u00e3o familiar, uma vez que muitos irm\u00e3os em ciclos diferentes estudavam na mesma escola, a mudan\u00e7a vinha.<\/p>\n<p>\u00c9 ent\u00e3o que alguns secundaristas ocuparam em outubro a escola \u201c E.E. DIADEMA\u201d, em Diadema na periferia de S\u00e3o Paulo. Eles n\u00e3o aceitaram uma mudan\u00e7a hier\u00e1rquica, sem nenhuma explica\u00e7\u00e3o ou di\u00e1logo. Resolveram inventar (como diria o governador) ou descobriram, de fato, que a escola era DELES. E dela fizeram sua morada. Tomaram o cadeado, levaram comida, colch\u00e3o e cobertor. A ideia viralizou e, no dia seguinte uma outra escola, no centro da cidade, tamb\u00e9m foi ocupada. Em poucos dias a capital e todo o estado tinham cerca de 200 escolas ocupadas. O motivo? S\u00e3o alguns. Todos estavam insatisfeitos com a reforma autorit\u00e1ria. Mas n\u00e3o se restringia a isso. A consci\u00eancia de que a escola podia deixar de ser uma esp\u00e9cie de pris\u00e3o e se tornar deles foi o principal motor das ocupa\u00e7\u00f5es. Tamb\u00e9m houve o evento cascata da viol\u00eancia causada pelo governo (especialidade de Alckmin e da PM paulista desde 2013), uma vez que a primeira a\u00e7\u00e3o foi mandar a pol\u00edcia intimidar e amea\u00e7ar os alunos e logo ap\u00f3s procurou a justi\u00e7a pedindo diversas ordens de reintegra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o virou uma verdadeira <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=68qbymS6Xvc\">guerrilha<\/a> (na vis\u00e3o de Fernando Padula Novaes, chefe de gabinete da Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o do Estado na \u00e9poca) na qual de um lado a Pol\u00edcia, armada e disposta \u00e0 guerra, violentava estudantes e de outro alunos buscavam seus direitos nas ruas. A viol\u00eancia por parte da PM aumentava, pois o governo n\u00e3o via o movimento como digno de di\u00e1logo e por isso precisava responder a a\u00e7\u00e3o de seus \u201coponentes\u201d como se estivessem em guerra. Os estudantes come\u00e7aram a fazer atos nas ruas da capital. Este que eram violentamente reprimidos. Cenas dignas de uma ditadura foram vistas nos protestos. Mas a situa\u00e7\u00e3o se tornou insustent\u00e1vel para o governador. Os pedidos judiciais de reintegra\u00e7\u00e3o n\u00e3o surtiam efeito, uma vez que as <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/jornalistaslivres\/photos\/a.292153227575228.1073741829.292074710916413\/328721290585088\/?type=3\">ocupa\u00e7\u00f5es eram vistas como uma forma leg\u00edtima de manifesta\u00e7\u00e3o<\/a>, como disse o juiz Corregedor da Central de Mandados \u201cas ocupa\u00e7\u00f5es \u2013 realizadas majoritariamente pelos estudantes das pr\u00f3prias escolas revestem-se de car\u00e1ter eminentemente protestante. Visa-se, pois, n\u00e3o \u00e0 invers\u00e3o da posse, a merecer prote\u00e7\u00e3o nesta via da a\u00e7\u00e3o possess\u00f3ria, mas sim \u00e0 oitiva de uma pauta reivindicat\u00f3ria que busca maior participa\u00e7\u00e3o da comunidade no processo decis\u00f3rio da gest\u00e3o escolar\u201d.A popula\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a se solidarizar com os alunos. A viol\u00eancia gratuita da PM, tanto nos protestos, quanto nas ocupa\u00e7\u00f5es, s\u00f3 as fortaleceu. Ele recuou. Foi obrigado pelos protestos a demitir Padula e o secret\u00e1rio da educa\u00e7\u00e3o Herman Voorwald. E oficializou em decreto que deixaria a reforma para depois.<\/p>\n<p>Essa foi a primeira vit\u00f3ria pol\u00edtica dos secundaristas. Mas a grande conquista foi a de que entenderam uma escola nova. A principal caracter\u00edstica das ocupa\u00e7\u00f5es, que virou legado, era a de que elas eram estritamente secundaristas e aut\u00f3nomas, o que fez com que percebessem sua capacidade de organiza\u00e7\u00e3o. Ou seja, quem mandava, organizava, limpava e pensava a escola eram os ocupantes. Descobriram at\u00e9 bibliotecas e livros escondidos. A entrada da m\u00eddia, pais e curiosos era decis\u00e3o deles. A manuten\u00e7\u00e3o do pr\u00e9dio era responsabilidade deles, uma vez que os funcion\u00e1rios n\u00e3o podiam entrar. E a escola, como espa\u00e7o de forma\u00e7\u00e3o e trocas foi repensada, ganhavam aulas p\u00fablicas de qualquer um que quisesse do\u00e1-las e assim criavam seu pr\u00f3prio conte\u00fado escolar. A autonomia era a primazia das ocupa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>J\u00e1 em 2016 mesmo com a reorganiza\u00e7\u00e3o oficialmente suspensa, Alckmin burlou a lei (e seu pr\u00f3prio decreto), e passou a <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/jornalistaslivres\/posts\/344216865702197\">fechar salas e transferir os alunos<\/a> das salas fechadas. Era a reorganiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o anunciada, <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=ZdH-Lf0Q8yA\">que at\u00e9 hoje continua<\/a>, ilegal e contra a vontade de alunos, pais e professores. Com isso os estudantes voltaram \u00e0s ruas. A viol\u00eancia foi a resposta de Alckmin e sua pol\u00edcia. O movimento ganhou for\u00e7a com as den\u00fancias sobre a m\u00e1fia da merenda um esquema de corrup\u00e7\u00e3o que desvia recursos e superfaturava o pre\u00e7o de alimentos \u2013 principalmente suco de laranjal \u2013 eram fornecidos pela Cooperativa Org\u00e2nica Agr\u00edcola Familiar (Coaf) para escolas estaduais. E n\u00e3o parou por ai. Os alunos das ETECs, escolas t\u00e9cnicas paulistas, vendo o tamanho das den\u00fancias resolveram tamb\u00e9m se unir aos colegas e ir para as ruas.<\/p>\n<p>Os estudantes tinham aprendido que ocupar era efetivo. Os secundaristas das ETECs ocuparam no dia 28 de abril o Centro Paula Souza, sede administrativa das escolas t\u00e9cnicas do estado. Suas pautas eram a cria\u00e7\u00e3o de bandej\u00f5es, onde n\u00e3o haviam, e melhora da comida servida nos bandej\u00f5es existentes, sendo que at\u00e9 ent\u00e3o s\u00f3 recebiam merenda seca e tinham aula em hor\u00e1rio integral. Poucos dias depois, no dia 3 de maio diversos estudantes ocuparam a Alesp, para pressionar a cria\u00e7\u00e3o de uma CPI que investigasse a m\u00e1fia das merendas. A resposta de Alckmin? Para a ocupa\u00e7\u00e3o do Centro Paula Souza ele mandou a <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=DSHOj6EWGXY\">tropa de choque retirar os estudantes um a um na for\u00e7a<\/a>. J\u00e1 na ocupa\u00e7\u00e3o do legislativo, Fernando Capez (deputado do PSDB e presidente da Alesp, o bra\u00e7o de Alckmin no legislativo estadual) pressionado por ser um dos nomes ligados a m\u00e1fia da merenda, conseguiu estabelecer uma multa di\u00e1ria e por pessoa de R$30.000,00. Os estudantes ent\u00e3o se retiram, mas conseguindo que a CPI fosse instalada. No segundo semestre de 2016, uma nova onda de ocupa\u00e7\u00f5es de escolas e universidades, em solidariedade, explodiu no pa\u00eds por conta da MP 746. A maior concentra\u00e7\u00e3o de ocupa\u00e7\u00f5es ocorreu no Paran\u00e1. Boa parte dos estados teve alguma escola ocupada.<\/p>\n<p>Um caso excepcional ocorreu em SP, onde secundaristas tentaram ocupar escolas, mas eram rapidamente atacados pela pol\u00edcia, que invadia sem ordem de reintegra\u00e7\u00e3o (se utilizando de um argumento jur\u00eddico da ditadura, a \u201cautotulela\u201d do estado sobre o pr\u00e9dio p\u00fablico) a ocupa\u00e7\u00e3o, que acabara de se realizar, e retirava os estudantes sobre a mira de armas. Era a linha dura que, o ent\u00e3o Secret\u00e1rio de Seguran\u00e7a P\u00fablica, Alexandre de Moraes adotava contra os jovens estudantes.<\/p>\n<p>No resto do pa\u00eds as ocupa\u00e7\u00f5es ocorreram no mesmo modelo das ocupa\u00e7\u00f5es de 2015 em SP, mas chegando a mais de mil em too o territ\u00f3rio nacional. Completamente secundarista, quem cuidavam de tudo eram eles, n\u00e3o seus pais e professores ou funcion\u00e1rios, como sempre era ressaltado pelos alunos. Desde a infraestrutura, passando pela seguran\u00e7a, at\u00e9 as atividades como shows ou aulas doadas. Todos motivados a fazer retroceder a autorit\u00e1ria e inconstitucional reforma. Ou que ao menos fossem ouvidos. A resposta de Temer? Silenciou-se e os ignorou.<\/p>\n<p>As ocupa\u00e7\u00f5es foram perdendo for\u00e7a, por conta do tempo e das retalia\u00e7\u00f5es de pequenos grupos, esperando alguma resposta, e se desfazendo. No Paran\u00e1, ao mesmo tempo que era o epicentro das ocupa\u00e7\u00f5es, tinha a rea\u00e7\u00e3o mais violenta contra. <a href=\"https:\/\/jornalistaslivres.org\/2016\/10\/mbl-ataca-secundaristas-com-machismo-e-abusos\/\">O MBL, um grupo fascista, for\u00e7ava a desocupa\u00e7\u00e3o invadindo <\/a>as escolas ocupadas e agredindo os estudantes ou assediando e amea\u00e7ando a ocupa\u00e7\u00f5es. Assim acabaram as ocupa\u00e7\u00f5es estudantis em 2016. Mas, como em 2015, estas tamb\u00e9m serviram para aumentar suas bagagens de luta e prepara-los para a defesa de direitos trazendo o movimento estudantil de volta.<\/p>\n<blockquote data-secret=\"evOUFm18vY\" class=\"wp-embedded-content\"><p><a href=\"https:\/\/jornalistaslivres.org\/2017\/03\/secundaristas-voltam-as-ruas\/\">Secundaristas voltam \u00e0s ruas<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" src=\"https:\/\/jornalistaslivres.org\/2017\/03\/secundaristas-voltam-as-ruas\/embed\/#?secret=evOUFm18vY\" data-secret=\"evOUFm18vY\" width=\"600\" height=\"338\" title=\"&#8220;Secundaristas voltam \u00e0s ruas&#8221; &#8212; Jornalistas Livres\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A for\u00e7a e intransig\u00eancia s\u00e3o as caracter\u00edsticas fundamentais do governo golpista e seus aliados. 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