{"id":13950,"date":"2017-03-29T15:33:44","date_gmt":"2017-03-29T18:33:44","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=13950"},"modified":"2017-04-08T16:25:16","modified_gmt":"2017-04-08T19:25:16","slug":"a-mare-crescente-do-militarismo-no-seculo-xxi-de-clinton-a-bush-obama-e-trump","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/13950","title":{"rendered":"A mar\u00e9 crescente do militarismo no s\u00e9culo XXI \u2013 de Clinton a Bush, Obama e Trump"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pbs.twimg.com\/media\/ClzMZNCWkAYtpvU.jpg?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"imagem\" \/>por James Petras<\/p>\n<p>O militarismo estadunidense expandiu-se exponencialmente ao longo das primeiras duas d\u00e9cadas do s\u00e9culo XXI e foi adotado tanto por presidentes democratas como republicanos. A histeria dos mass media em rela\u00e7\u00e3o ao aumento dos gastos militares do presidente Trump ignora deliberadamente a vasta expans\u00e3o do militarismo, em todas as suas facetas, sob o presidente Obama e os seus dois antecessores, os presidentes &#8220;Bill&#8221; Clinton e George Bush Jr. <!--more--><\/p>\n<p>Neste ensaio compararemos e discutiremos a ascens\u00e3o ininterrupta do militarismo ao longo dos \u00faltimos dezessete anos. Demonstraremos ent\u00e3o que o militarismo \u00e9 uma caracter\u00edstica estrutural b\u00e1sica da inser\u00e7\u00e3o do imperialismo dos EUA no sistema internacional.<\/p>\n<p>Militarismo<\/p>\n<p>Aumentos vastos em gastos militares t\u00eam sido uma constante, pouco importando quem era o presidente dos Estados Unidos e pouco importando a ret\u00f3rica da sua campanha popular no sentido de reduzir o gasto militar em favor da economia interna.<\/p>\n<p>Sob &#8220;Bill&#8221; Clinton, o or\u00e7amento da guerra aumentou de US$302 bilh\u00f5es em 2000 para US$313 bilh\u00f5es em 2001. Sob o presidente George W. Bush (Jr.), a despesa militar saltou de US$357 bilh\u00f5es em 2001 para US$465 bilh\u00f5es em 2004 e US$621 bilh\u00f5es em 2008. Sob o presidente Obama (o &#8220;Candidato da Paz&#8221;), a despesa militar subiu de US$669 bilh\u00f5es em 2009 para US$711 bilh\u00f5es em 2011 e a seguir, aparentemente, declinou para US$596 bilh\u00f5es em 2017. Atualmente, o rec\u00e9m-empossado presidente Trump est\u00e1 pedindo que aumente para US$650 bilh\u00f5es em 2018.<\/p>\n<p>V\u00e1rios esclarecimentos s\u00e3o necess\u00e1rios: o or\u00e7amento militar de Obama em 2017 excluiu despesas em v\u00e1rios departamentos do governo &#8220;relacionados com a defesa&#8221;, incluindo um aumento de US$25 bilh\u00f5es para o programa de armas nucleares do Departamento da Energia. O total de Obama com gastos militares em 2017 eleva-se a US$623 bilh\u00f5es ou US$20 bilh\u00f5es menos do que a proposta de Trump. Al\u00e9m disso, a despesas militar de Obama com as Overseas Contingency Operations (OCO), as quais n\u00e3o est\u00e3o listadas nas propostas de or\u00e7amento anual, inclu\u00edram o custo das guerras estadunidenses no Afeganist\u00e3o, Iraque, S\u00edria, I\u00eamen, L\u00edbia e numerosos outros pa\u00edses e dispararam durante o seu mandato. Na verdade, nos seus oito anos de mandato Obama excedeu os gastos militares de George W. Bush em mais de US$816 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O proposto aumento em gastos militares do presidente Trump vem na sequ\u00eancia da trajet\u00f3ria de presidentes democratas \u2013 ao contr\u00e1rio das afirma\u00e7\u00f5es dos mass media. Claramente, tanto republicanos como democratas aumentaram maci\u00e7amente sua confian\u00e7a nos militares estadunidenses como for\u00e7a condutora do poder mundial. Enquanto o or\u00e7amento para 2017 de Obama inclu\u00eda US$7,5 bilh\u00f5es para &#8220;opera\u00e7\u00f5es ISIS&#8221; (um aumento de 50%) e US$8 bilh\u00f5es para ciber-guerra e (contra) terrorismo, o maior aumento era para avi\u00f5es invis\u00edveis ao radar (stealth), submarinos nucleares e porta-avi\u00f5es, destinados claramente \u00e0 R\u00fassia, China e Ir\u00e3. A Marinha e a For\u00e7a A\u00e9rea obtiveram tr\u00eas quartos do or\u00e7amento.<\/p>\n<p>Sob Obama, a escalada armamentista dos EUA n\u00e3o foi dirigida contra &#8220;grupos terroristas&#8221; mas sim, ao inv\u00e9s, contra a R\u00fassia e a China. Washington tenciona levar a R\u00fassia \u00e0 bancarrota \u2013 a fim de retornar ao estado de vassalagem da d\u00e9cada anterior a Putin. A campanha feroz da CIA \u2013 Obama \u2013 e do Partido Republicano contra Trump baseia-se nas suas aberturas \u00e0 R\u00fassia. O ponto central do objetivo h\u00e1 d\u00e9cadas dos EUA de domina\u00e7\u00e3o unipolar depende agora de despir Trump do seu poder assim como os seu nomeados, os quais, em parte ou na totalidade, s\u00e3o vistos como a minar toda a estrutura do imperialismo estadunidense conduzido pelos militares que tem sido buscada pelas quatro administra\u00e7\u00f5es anteriores.<\/p>\n<p>O aumento de Trump dos gastos militares destina-se aparentemente a ser uma &#8220;moeda de troca&#8221; no seu plano para expandir oportunidades econ\u00f4micas dos EUA \u2013 fazendo acordos com a R\u00fassia, renegociando o com\u00e9rcio com a China, Extremo Oriente (Singapura, Formosa e Coreia do Sul) e com a Alemanha, todos os quais em conjunto compreendem o grosso do d\u00e9ficit comercial anual dos EUA de um milh\u00e3o de milh\u00f5es (trillion) de d\u00f3lares.<\/p>\n<p>Os repetidos revezes de Trump, a press\u00e3o constante sobre os seus nomeados e os danos infligidos pelos mass media sobre todos os aspectos da sua pessoa e vida pessoal, mesmo em meio de um aumento hist\u00f3rico generalizado no mercado de a\u00e7\u00f5es, indica uma divis\u00e3o profunda entre oligarcas dos EUA sobre o poder e &#8220;quem governa&#8221;. Nunca desde o in\u00edcio da II Guerra Mundial hav\u00edamos testemunhado clivagens fundamentais sobre pol\u00edtica externa. Concep\u00e7\u00f5es anteriores de debates partid\u00e1rios est\u00e3o ultrapassadas. A imprensa financeira (o Financial Times e o Wall Street Journal ) est\u00e1 abertamente alinhada com os militaristas, ao passo que os operadores (marketers) financeiros na Wall Street apoiam pol\u00edticas internas de Trump favor\u00e1veis aos neg\u00f3cios assim como suas aberturas conciliat\u00f3rias para com a R\u00fassia e a China. A maior parte dos moinhos de propaganda, alcunhados como &#8220;think tanks&#8221;, com seus est\u00e1bulos de acad\u00eamicos, &#8220;peritos&#8221;, editorialistas e ide\u00f3logos liberais e neoconservadores promove a agress\u00e3o militar contra a R\u00fassia. Enquanto isso, as m\u00eddias sociais populistas, bases apoiantes de Trump, ind\u00fastrias manufatureiras internas e as C\u00e2maras de Com\u00e9rcio do pa\u00eds pressionam por cortes fiscais e medidas protecionistas.<\/p>\n<p>O Ex\u00e9rcito \u00e9 favor\u00e1vel a Trump e prefere o seu conceito de guerras regionais para ganhos econ\u00f4micos. Em contraste, a Marinha e a For\u00e7a A\u00e9rea, as quais beneficiaram-se significativamente com os enviesados or\u00e7amentos de guerra de Obama, prosseguem uma pol\u00edtica de confronta\u00e7\u00f5es militares globais com a R\u00fassia e a China e guerras m\u00faltiplas contra aliados seus, tais como o Ir\u00e3, apesar da devasta\u00e7\u00e3o que tal pol\u00edtica provocar\u00e1 na economia interna.<\/p>\n<p>O conceito de imperialismo de Donald Trump baseia-se na exporta\u00e7\u00e3o de produtos e captura de mercados enquanto atrai o capital multinacional de volta para os EUA a fim de reinvestir seus lucros (atualmente mais de um trilh\u00e3o vem de al\u00e9m-mar) no mercado interno. Ele se op\u00f5e a alian\u00e7as econ\u00f4micas e militares que t\u00eam agravado d\u00e9ficits comerciais e d\u00edvida dos EUA em contraste com administra\u00e7\u00f5es anteriores de militaristas que aceitaram d\u00e9ficits comerciais debilitantes e gastos desproporcionados dos EUA com interven\u00e7\u00f5es militares, bases e san\u00e7\u00f5es contra a R\u00fassia e seus aliados.<\/p>\n<p>O objetivo do presidente Trump de fazer com que a Europa Ocidental pague uma fatia maior da OTAN (e assim reduzir a depend\u00eancia da Europa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 despesa militar estadunidense) foi rejeitado por ambos partidos pol\u00edticos. Cada um dos pequenos passos de Trump rumo \u00e0 melhoria de rela\u00e7\u00f5es com a R\u00fassia despertou a ira dos imperialistas militaristas unipolares que controlam a lideran\u00e7a dos democratas e dos republicanos.<\/p>\n<p>O imperialismo militarista prop\u00f4s algumas concess\u00f5es t\u00e1ticas a aliados da R\u00fassia \u2013 os acordos inst\u00e1veis com o Ir\u00e3o e o L\u00edbano e os fr\u00e1geis acordos de paz na Ucr\u00e2nia. Ao mesmo tempo, Washington est\u00e1 expandindo suas bases militares desde as regi\u00f5es N\u00f3rdicas-B\u00e1lticas at\u00e9 a \u00c1sia. E amea\u00e7a dar apoio a golpes militares no Brasil, Venezuela e Ucr\u00e2nia.<\/p>\n<p>O prop\u00f3sito estrat\u00e9gico destes movimentos belicosos \u00e9 cercar e destruir a R\u00fassia como um potencial contrapeso independente \u00e0 domin\u00e2ncia global dos EUA.<\/p>\n<p>A pol\u00edtica inicial do presidente Trump foi construir a &#8220;fortaleza Am\u00e9rica&#8221;: aumentar o or\u00e7amento militar, acumular poder policial e militar junto \u00e0 fronteira mexicana e no interior dos Estados do Golfo ricos em petr\u00f3leo. A agenda de Trump fortaleceria os militares na \u00c1sia e alhures a fim de expandir a posi\u00e7\u00e3o negocial dos EUA no plano econ\u00f4mico em negocia\u00e7\u00f5es bilaterais com o objetivo de ampliar seus mercados de exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Conclus\u00e3o<\/p>\n<p>Os Estados Unidos est\u00e3o testemunhando uma confronta\u00e7\u00e3o mortal entre dois imperialismos nitidamente polarizados.<\/p>\n<p>O militarismo, a forma estabelecida do imperialismo estadunidense, est\u00e1 profundamente arraigado dentro do aparelho de estado permanente. Isto inclui as 17 ag\u00eancias de intelig\u00eancia, os departamentos de propaganda, a For\u00e7a A\u00e9rea e a Marinha, bem como o setor de alta tecnologia e as elites comerciais capitalistas que se t\u00eam beneficiado de importa\u00e7\u00f5es estrangeiras e do trabalho estrangeiro qualificado de baixo custo a expensas de trabalhadores dos EUA. Seu registro \u00e9 de guerras desastrosas, mercados perdidos, sal\u00e1rios em decl\u00ednio, padr\u00f5es de vida deteriorados e relocaliza\u00e7\u00e3o de empregos bem pagos no exterior. Na melhor das hip\u00f3teses, a \u00fanica coisa que conseguiram foi assegurar a lealdade de uns poucos regimes vassalos fracos, a um enorme custo.<\/p>\n<p>A tentativa do regime Trump de modelar uma alternativa estrat\u00e9gica imperialista gira em torno de uma abordagem mais sutil. Ele procura utilizar poder militar para fortalecer o mercado de trabalho interno e assegurar apoio de massa \u00e0 interven\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica al\u00e9m-mar.<\/p>\n<p>Acima de tudo, Trump percebe que a R\u00fassia n\u00e3o pode ser isolada dos seus mercados na Europa nem derrotada atrav\u00e9s de san\u00e7\u00f5es. Isto leva-o a propor a negocia\u00e7\u00e3o de um acordo global para neg\u00f3cios comerciais em grande escala, os quais favoreceriam bancos, petr\u00f3leo, agricultura e ind\u00fastrias refinadas dos EUA. Em segundo lugar, Trump apoia o &#8220;imperialismo social&#8221;, pelo qual exporta\u00e7\u00f5es dos EUA, com base em ind\u00fastrias locais, trabalho e bancos dos EUA, levariam a sal\u00e1rios mais altos e lucros para neg\u00f3cios e trabalhadores americanos. O imperialismo dos EUA n\u00e3o dependeria assim de custosas e fracassadas invas\u00f5es militares, mas sim de &#8220;invas\u00f5es&#8221; al\u00e9m-mar de ind\u00fastrias e bancos dos EUA os quais retornariam seus lucros aos EUA para investimento e novo impulso ao mercado de a\u00e7\u00f5es j\u00e1 estimulado pelos seus planos declarados de desregulamenta\u00e7\u00e3o e cortes fiscais.<\/p>\n<p>A transi\u00e7\u00e3o do presidente Trump para este novo paradigma imperial enfrenta um advers\u00e1rio formid\u00e1vel o qual at\u00e9 agora teve \u00eaxito em bloquear a sua agenda e amea\u00e7a derrubar o seu regime.<\/p>\n<p>Desde o princ\u00edpio, a falha de Trump em consolidar o poder do estado [foi] um erro que minou a sua administra\u00e7\u00e3o. Apesar de a sua vit\u00f3ria eleitoral lhe ter dado o Gabinete da Presid\u00eancia, o seu regime \u00e9 apenas um aspecto do poder do estado, o qual \u00e9 vulner\u00e1vel \u00e0 eros\u00e3o e afastamento imediatos pelos ramos coercivos e legislativos independentes, decididos \u00e0 sua morte pol\u00edtica. Os outros ramos do governo est\u00e3o cheios de remanescentes dos regimes Obama e anteriores \u2013 e est\u00e3o profundamente comprometidos com o militarismo.<\/p>\n<p>Em segundo lugar, Trump fracassou na mobiliza\u00e7\u00e3o dos seus apoiantes da elite e da base de massa em torno de uma m\u00eddia alternativa. Seus &#8220;Tweets matinais&#8221; s\u00e3o um fr\u00e1gil contrapeso ao ataque concentrado dos mass media sobre a sua governa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em terceiro lugar, apesar de Trump conseguir com \u00eaxito assegurar apoio internacional com o Jap\u00e3o e a Inglaterra, ele recuou da negocia\u00e7\u00e3o com a R\u00fassia \u2013 a qual ser\u00e1 central para minar seus advers\u00e1rios imperiais.<\/p>\n<p>Em quarto lugar, Trump falhou em ligar suas pol\u00edticas de imigra\u00e7\u00e3o com um novo programa eficaz de emprego interno e falhou em revelar e capitalizar em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s draconianas pol\u00edticas anti-imigrantes sob a administra\u00e7\u00e3o Obama, durante a qual milh\u00f5es foram aprisionados e expulsos.<\/p>\n<p>Em quinto lugar, Trump deixou de esclarecer a liga\u00e7\u00e3o entre suas pol\u00edticas econ\u00f4micas pr\u00f3 mercado e gastos militares e de como est\u00e3o ligadas a um paradigma totalmente diferente.<\/p>\n<p>Em consequ\u00eancia, o \u00eaxito do assalto militarista liberal-neoconservador ao novo presidente colocou a sua estrat\u00e9gia central em retrocesso. Trump est\u00e1 sob s\u00edtio e na defensiva. Mesmo que sobreviva a este furioso ataque concentrado, sua concep\u00e7\u00e3o original de &#8220;refazer&#8221; a pol\u00edtica imperial e interna americana est\u00e1 em estilha\u00e7os e os cacos misturar-se-\u00e3o no pior dos dois mundos. Sem a expans\u00e3o de mercados al\u00e9m-mar para produtos americanos e um programa de empregos internos com \u00eaxito, as perspectivas para o presidente Donald Trump s\u00e3o reverter \u00e0s guerras al\u00e9m-mar e abrir caminho a um colapso do mercado.<\/p>\n<p>Courtesy of: Visual Capitalist<\/p>\n<p>O original encontra-se em http:\/\/petras.lahaine.org\/?p=2130<\/p>\n<p>Este artigo encontra-se em http:\/\/resistir.info\/ .<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por James Petras O militarismo estadunidense expandiu-se exponencialmente ao longo das primeiras duas d\u00e9cadas do s\u00e9culo XXI e foi adotado tanto por presidentes \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/13950\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":true,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-13950","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-3D0","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13950","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13950"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13950\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13950"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13950"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13950"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}