{"id":14031,"date":"2017-04-06T17:26:05","date_gmt":"2017-04-06T20:26:05","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=14031"},"modified":"2017-04-25T18:23:48","modified_gmt":"2017-04-25T21:23:48","slug":"olhar-comunista-06042017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/14031","title":{"rendered":"OLHAR COMUNISTA \u2013 06\/04\/2017"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/iluJPT_CJy2sGZnCsyGWXWZYFb9ISn6aSQthNTpJpbvJEu-eYedRTSCZZV6c2vaCx4Ld4XM1BoQd-HzK5tZdesgB96pwYlI3b3lOQH-IVI0_VJdRo4gIlgYErWZF4hNtp0qWt0ScprvEhX13GylTKodGPA_lWRnG-aSK-Cg-UdWfKEge4bz6v3Vx0Jai3dtOol6vXK2anL4P7w-d4WGDElg-YyVZJ0DCnZF0Dif23D3RsdQ0XFoX_u32457Qbc1sxWd0pU-BdC3bRuq3N8jeinwydeIkTRqvBFZmlegTRLuiAkB4OLe2O3qmqc-xpwV8wlWzvHSoXCUD2dFyr573_lxiRVvI2AnEazgPPlsulUgW8DJXiMcJv9K0Pxrj0-K9izyA-dQVqBMxKyBatbMz5h7wc-oPvOQH6xQ1xce_gHCX1S2qJCPloJEEQtHswjrYmkIYu_6aPM6cdo095b5JRZ_hp2LecftOqqVD0pJWB9qnGr4lBsvdthlbPgZQGxfgrCTehgoMJrelQJeQjJoCdR-cbonsfakXcz4wXoZ6upHCLQxKoURBbP6VZqfwpUgvtZB47SwrzWKZVcSoYhtwBI9VVyMnU5qAt5Qf91xlEC2TScAG9vNc=w600-h453-no\" alt=\"imagem\" \/><strong>A Crise da Uni\u00e3o Europeia<\/strong><\/p>\n<p>A crise em curso na Uni\u00e3o Europeia, acirrada ainda mais com o an\u00fancio recente da sa\u00edda da Inglaterra (<em>Brexit)<\/em>, \u00e9 o reflexo direto da ado\u00e7\u00e3o do Euro como moeda comum, no in\u00edcio dos anos 1990. Pol\u00edticas de repress\u00e3o aos imigrantes, candidaturas de extrema-direita e graves problemas econ\u00f4micos e sociais em muitos pa\u00edses membros s\u00e3o outros elementos da crise.<!--more--><\/p>\n<p>A UE teve sua constru\u00e7\u00e3o iniciada na d\u00e9cada de 1950, quando, ap\u00f3s o fim da Segunda Guerra Mundial, quando os pa\u00edses capitalistas europeus se uniram para fazer frente, em alian\u00e7a com os Estados Unidos, \u00e0 Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e ao rec\u00e9m-criado bloco socialista europeu, que haviam sa\u00eddo fortalecidos do conflito. Formar um forte bloco econ\u00f4mico capaz de fazer frente ao poderio dos EUA no mercado mundial e eliminar poss\u00edveis elementos deflagradores de uma nova guerra foram tamb\u00e9m raz\u00f5es apontadas na \u00e9poca para justificar a cria\u00e7\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o europeia.<\/p>\n<p>A queda da URSS no in\u00edcio dos anos 1990 gerou um forte desequil\u00edbrio de poder no mundo e contribuiu para consolidar a hegemonia neoliberal que ent\u00e3o se consolidava, a partir, principalmente, das experi\u00eancias dos governos Reagan, nos EUA, e de Margareth Thatcher, na Inglaterra, na d\u00e9cada anterior. Em 2002, foi criado e implementado o Euro, uma moeda comum que consolidava o projeto de unifica\u00e7\u00e3o europeia, para a disputa no mercado mundial. Abriram-se os mercados, retiraram-se direitos dos trabalhadores, suprimiram-se as pol\u00edticas fiscais e monet\u00e1rias nacionais, subordinando os governos a esta pol\u00edtica, sem nenhum planejamento no sentido de um desenvolvimento econ\u00f4mico comum acompanhado de pol\u00edticas sociais voltadas a atender as necessidades da popula\u00e7\u00e3o. Pelo contr\u00e1rio, os interesses das grandes corpora\u00e7\u00f5es capitalistas sempre estiveram \u00e0 frente das pol\u00edticas adotadas pela EU. Com o Euro, tentou-se igualar economias estruturalmente desiguais, o que contribuiu para aumentar ainda mais as desigualdades existentes entre os pa\u00edses membros.<\/p>\n<p>As regras da Uni\u00e3o Europeia e a ado\u00e7\u00e3o do Euro favoreceram enormemente as grandes empresas, criando vantagens para alguns pa\u00edses e problemas estruturais para outros. No campo comercial, a Alemanha \u00e9 a grande favorecida, seguida de Holanda, It\u00e1lia, Irlanda e B\u00e9lgica; perdem, do maior para o menor d\u00e9ficit, Inglaterra, Fran\u00e7a, Espanha, Gr\u00e9cia e Portugal. H\u00e1 elevado n\u00edvel de desemprego, principalmente em pa\u00edses como Gr\u00e9cia, Portugal e Espanha, que tamb\u00e9m apresentam alto \u00edndice de endividamento. As mobiliza\u00e7\u00f5es dos trabalhadores contra esse quadro t\u00eam sido fortes e crescentes.<\/p>\n<p>A chegada de migrantes em grande n\u00famero, principalmente nos pa\u00edses mais ricos, traz tens\u00f5es e rea\u00e7\u00f5es do campo mais conservador e da extrema direita, ainda que se saiba que a UE precisa de cerca de 12 milh\u00f5es de trabalhadores estrangeiros por ano e que esses trabalhadores s\u00e3o triplamente explorados, recebendo sal\u00e1rios e pagamentos bastante inferiores aos sal\u00e1rios m\u00ednimos nacionais, al\u00e9m de n\u00e3o terem acesso a quaisquer direitos trabalhistas e sociais.<\/p>\n<p>A quebra do bloco pode trazer mais empregos locais. Trar\u00e1, tamb\u00e9m, mais polos econ\u00f4micos e pol\u00edticos, mas n\u00e3o superar\u00e1, por si, a explora\u00e7\u00e3o do trabalho, o quadro de perda de direitos e de destrui\u00e7\u00e3o da seguridade social que predomina na regi\u00e3o, resultados do processo capitalista em si e do modo de acumula\u00e7\u00e3o hegem\u00f4nico, respons\u00e1veis pelas crises sucessivas e pelos ataques aos direitos da classe trabalhadora.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>2016 foi o ano mais quente da hist\u00f3ria: degrada\u00e7\u00e3o ambiental avan\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>Os sinais da degrada\u00e7\u00e3o s\u00e3o cada vez mais claros. Degelo nos polos do planeta, aumento da temperatura m\u00e9dia, aquecimento dos oceanos, tempestades e desertifica\u00e7\u00e3o crescente s\u00e3o apenas alguns dos efeitos mais vis\u00edveis das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, causadas, por sua vez e principalmente, pelo lan\u00e7amento de milh\u00f5es de toneladas de g\u00e1s carb\u00f4nico (CO<sub>2<\/sub>) e outros gases que produzem o chamado \u201cefeito estufa\u201d, pela destrui\u00e7\u00e3o de solos e florestas e de outros sistemas naturais e o consumo crescente de recursos naturais n\u00e3o renov\u00e1veis.<\/p>\n<p>As principais causas para esse fen\u00f4meno s\u00e3o derivadas das atividades antr\u00f3picas, ou seja, feitas pelo homem. S\u00e3o gases e part\u00edculas s\u00f3lidas lan\u00e7adas pela ind\u00fastria e pelos escapamentos dos autom\u00f3veis. S\u00e3o florestas desmatadas para a comercializa\u00e7\u00e3o de madeiras e cria\u00e7\u00e3o de gado, s\u00e3o as terras usadas para o agroneg\u00f3cio com os agrot\u00f3xicos que contaminam os solos e geram danos \u00e0 nossa sa\u00fade. \u00c9 o consumo desenfreado de bens sup\u00e9rfluos. Essa sanha de mais e mais produ\u00e7\u00e3o e consumo s\u00e3o decorrentes das necessidades b\u00e1sicas das grandes empresas capitalistas que precisam reproduzir o capital e renovar os seus mercados com novos produtos.<\/p>\n<p>O sistema Terra \u00e9 fr\u00e1gil. No ponto em que est\u00e1, j\u00e1 s\u00e3o iminentes as possibilidades de n\u00e3o retorno, de n\u00e3o recupera\u00e7\u00e3o da natureza, no rumo da desertifica\u00e7\u00e3o das florestas e da morte de rios e oceanos. \u00c9 preciso reverter essa tend\u00eancia, fazendo avan\u00e7ar a luta pela defesa ambiental, aprofundando o combate \u00e0 ess\u00eancia da degrada\u00e7\u00e3o, o pr\u00f3prio sistema capitalista.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A Crise da Uni\u00e3o Europeia A crise em curso na Uni\u00e3o Europeia, acirrada ainda mais com o an\u00fancio recente da sa\u00edda da Inglaterra \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/14031\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":true,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[100],"tags":[],"class_list":["post-14031","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c113-a-semana-no-olhar-comunista"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-3Ej","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14031","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14031"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14031\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14031"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14031"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14031"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}