{"id":14040,"date":"2017-04-07T12:54:25","date_gmt":"2017-04-07T15:54:25","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=14040"},"modified":"2017-04-25T18:24:01","modified_gmt":"2017-04-25T21:24:01","slug":"bandidos-chantagistas-e-canalhas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/14040","title":{"rendered":"Bandidos, Chantagistas e Canalhas"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/JQe3R1cAAaMBUEAOedI4ElnOnlmwJrFG_WlpUB7oWA-pwDIx9qQcwSM1y-iVSMn0iD7bICx35fznR7ZH2xWNCC0PLndQDwZCifJwdh0C2w9QY5whhzKQicD_ikTZKccReoPub-PmKlUB0_wRNglzf0Jl3VAjBPweVH5mH5-BQte1WsCbAPeOeOFIYKi3S5D4ENrZRcBSok4rh46N9lp9pRdQzs0WYddkxE4lZLWx6EgI2wV7UvmHfjZOfrCjlCGQqk0fl2fVUU0rN9xF1xmfLMPXCkeBRaiCxYDDJI7HckplT8_lonT4zgx9I6pbF2EsJEsxvQQasWD_pqXVaAmol6jWWIjwWHDhcq-4Kkp1SEUNbKVdBpyaJgXLBINbdnaRpx1E38M9606P9NoYRH60FOcA7DGmfUmeA22KIJpN_5K8XaQlbkQ2hBICbH38K8x0DOXtnngJhMOniSRNtijz4v484Cmpzo1sONXeSnSPPFRYr8yqPtDXwoWMEKg6WIgcaHUhaQR8LYu_rYavZfQFeZIJsvmyxUHyAab5-G2vlP0i6TfUVyaViU9k_dZCUpmMncRify0tJMNfKcvhObvl-C0Lne8Cf6znaCy1sdVXNKGoZ4DHxVvyr2E8iKGyjINTxR1rNbOv8-56cIm_Lzz3016BB4jKVbsB1GwZMv9a3g=w556-h393-no\" alt=\"imagem\" \/><strong>O bloco atual de poder no Brasil<\/strong><\/p>\n<p>Ney Nunes*<\/p>\n<p>O arco de for\u00e7as pol\u00edticas dominantes no Brasil atual pode ser definido dessa forma: Bandidos, <!--more-->Chantagistas e Canalhas. Comecemos pelos bandidos, at\u00e9 porque s\u00e3o por demais conhecidos, muitos, inclusive, apanhados \u201ccom a boca na botija\u201d nos recentes esc\u00e2ndalos de corrup\u00e7\u00e3o, que, diga-se de passagem, s\u00f3 vieram \u00e0 tona por causa da intestina disputa pelo poder entre as fac\u00e7\u00f5es pol\u00edticas burguesas. Os bandidos s\u00e3o, digamos assim, os operadores do sistema, pol\u00edticos de aluguel, altos funcion\u00e1rios comissionados dos poderes legislativo, judici\u00e1rio e executivo, em todas as esferas, municipal, estadual e federal. Sua fun\u00e7\u00e3o fundamental \u00e9 dar uma fachada de democracia para a ditadura do grande empresariado. Com o passar de tempo no poder, costumam ficar mais gananciosos e tentando de todas as formas se aproximar do patamar de ac\u00famulo financeiro dos seus mentores, os chantagistas, dos quais falaremos mais adiante. Para isso, os operadores n\u00e3o medem esfor\u00e7os e, at\u00e9 mesmo, correm riscos, como em tempos de crise e de lava-jato, serem descobertos, processados e, at\u00e9 mesmo, presos.<\/p>\n<p>O segundo grupo, trata-se, na verdade, do principal nessa hist\u00f3ria, em \u00faltima inst\u00e2ncia \u00e9 quem \u201cd\u00e1 as cartas\u201d, articula e manipula os outros dois. Mas sabe jogar nas sombras, aparece bem menos do que os seus operadores, dos quais procuram se dissociar quando estes s\u00e3o pegos em flagrante delito. Esse grupo \u00e9 composto pelos bancos e as megaempresas, seu porta-voz \u00e9 o oligop\u00f3lio midi\u00e1tico (Globo e cong\u00eaneres), que apresentam sempre os interesses desse tal \u201cmercado\u201d como se fossem os interesses da sociedade de conjunto. A denomina\u00e7\u00e3o de chantagistas vem justamente disso, seus projetos s\u00e3o colocados pela m\u00eddia como necess\u00e1rios e a \u00fanica alternativa vi\u00e1vel para a sobreviv\u00eancia de todos. Exemplo maior disso s\u00e3o as propostas de reformas previdenci\u00e1ria e trabalhista. Apresentadas como solu\u00e7\u00e3o para a crise fiscal e a recess\u00e3o econ\u00f4mica, quando na verdade, n\u00e3o s\u00e3o nem uma coisa, nem outra. A primeira visa desmontar a previd\u00eancia social, transformada em previd\u00eancia m\u00ednima, empurrando os contribuintes para a previd\u00eancia privada, quer dizer, para os banqueiros. J\u00e1 a reforma trabalhista vem para retirar direitos e garantias, reduzindo o valor da m\u00e3o de obra, na tentativa de recuperar a lucratividade empresarial afetada pela recess\u00e3o.<\/p>\n<p>Falemos agora do \u00faltimo grupo, os canalhas, esse \u00e9 o \u00faltimo em tudo, principalmente em estatura moral. Dele fazem parte essa malta de propagandistas vulgares do capitalismo e da ditadura empresarial, por eles chamada de \u201cdemocracia\u201d. Est\u00e3o diuturnamente nas redes de TV, jornais, revistas, sites e etc., repetindo a ladainha dos chantagistas, como se fosse uma verdade divina. S\u00e3o bem pagos pelos seus mentores, muito bem pagos, se considerarmos a m\u00e9dia dos sal\u00e1rios dos trabalhadores. Por esses \u201ctrinta dinheiros\u201d fazem qualquer neg\u00f3cio. At\u00e9 mesmo criticam os integrantes do primeiro grupo, os operadores, se eles n\u00e3o cumprem ao p\u00e9 da letra as determina\u00e7\u00f5es dos chantagistas.<\/p>\n<p>Quando os operadores caem em desgra\u00e7a, flagrados na roubalheira, os canalhas que antes lambiam seus p\u00e9s, passam a execr\u00e1-los. Al\u00e9m disso, n\u00e3o tem qualquer escr\u00fapulo em distorcer os fatos, manipular ou omitir informa\u00e7\u00f5es, com o objetivo de passar os interesses particulares dos chantagistas como se fossem o interesse p\u00fablico.<\/p>\n<p>O dom\u00ednio desse bloco de poder \u00e9, sem d\u00favida, muito forte, mas, ao mesmo tempo fr\u00e1gil, por mais contradit\u00f3rio que isso possa parecer. Eles t\u00eam todo o poderio econ\u00f4mico e ideol\u00f3gico nas m\u00e3os, mas sua perman\u00eancia no poder depende do consentimento da imensa maioria dos brasileiros que vivem do seu trabalho, que n\u00e3o exploram ningu\u00e9m, que n\u00e3o saqueiam o patrim\u00f4nio p\u00fablico. Parece que esse consentimento est\u00e1 ficando cada vez mais dif\u00edcil. Que assim seja!<\/p>\n<p>*Membro do Comit\u00ea Central do PCB.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O bloco atual de poder no Brasil Ney Nunes* O arco de for\u00e7as pol\u00edticas dominantes no Brasil atual pode ser definido dessa forma: \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/14040\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":true,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-14040","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-3Es","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14040","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14040"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14040\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14040"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14040"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14040"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}