{"id":14119,"date":"2017-04-15T12:38:18","date_gmt":"2017-04-15T15:38:18","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=14119"},"modified":"2017-05-03T11:06:35","modified_gmt":"2017-05-03T14:06:35","slug":"olhar-comunista-15042017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/14119","title":{"rendered":"OLHAR COMUNISTA \u2013 15\/04\/2017"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/r9pyvRGCfdr8SQ7hh4USSdObbCYfvSspdfKbYx8wA7ncrRdqohm6PJxw5NfvNiBx1SStMfRIGddM7lIwFKbshL6Gd7z31Zrr0ov5xbpnLQ3umPILvnMmlrpLMczHkd1xX9gZJQ2uWMz5WNKmcwbv8W0AP7jWlKIdsg9wVZNrL8HRz-R4EnRIU7TLvW8y7OuTO4CU3iWUxNq-QWJjlirhE-01nMDsb87NZksDurH4XE7ZqkQue8OFCxRjInzIBLutm8TBDCjDUpHqoc0hPOWafvedl5aT0mh9EyGAE_sbXn39fzYsyTAuMpHPZKx5z_sDoEzn0Gzqfl4nRBAzd643inEuzhEtq8WfMleD__719DKLJ56JMS-IBQG7-jacEWb5pC5lChH5xYd0J9k_Dv8yPJ9wTat1lZV-GapcIizSaepu0ZZDreY5-E827X6XCYrPn4iZdIGgBAUQdxdlyrbTZTy12nf2QKRbdoFVxt5DGPC8knQ8xkQ_vVlXnPAU0el5GILqfeb6K22zggdE8dYKx74TBGawbiVWVZr4QQkPItsXvpZaPMnrg3nlnmkViHSGRYXBmjIWlQ39tkptIOBwG5ajYklKhk_jzrXFBTIQIa17D8j0y-zz=w600-h453-no\" alt=\"imagem\" \/><strong>41% dos jovens brasileiros n\u00e3o concluem o Ensino M\u00e9dio<\/strong><\/p>\n<p>Esse \u00e9 o resultado de levantamento feito por uma institui\u00e7\u00e3o privada, que revela ainda haver 2,4 milh\u00f5es de brasileiros entre 4 e 17 anos fora da escola. S\u00e3o muitas as causas para esse elevado \u00edndice de evas\u00e3o. Al\u00e9m da baixa oferta de vagas na educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica, as defici\u00eancias gerais do sistema <!--more-->escolar, que come\u00e7am pelos baixos sal\u00e1rios pagos aos seus profissionais, falta de infraestrutura adequada, a necessidade de os jovens ingressarem cedo no mercado de trabalho e a falta geral de perspectivas s\u00e3o algumas das principais causas levantadas. Todo esse quadro se agrava ainda mais quando, para enfrentar a crise pela via (n\u00e3o justific\u00e1vel) da redu\u00e7\u00e3o dos gastos p\u00fablicos, se verifica que os cortes se concentram nas \u00e1reas sociais, com destaque para a Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O capitalismo brasileiro \u2013 como o capitalismo em geral \u2013 \u00e9 altamente excludente. Em seu conjunto, as empresas e o Estado n\u00e3o precisam de muitos trabalhadores qualificados, e a promo\u00e7\u00e3o de justi\u00e7a social e bem-estar raras vezes esteve presente na proposi\u00e7\u00e3o e implementa\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>A luta pela universalidade do acesso ao sistema estatal de ensino, gratuito e de alta qualidade, assim como a luta pela garantia da aplica\u00e7\u00e3o dos recursos or\u00e7ament\u00e1rios necess\u00e1rios e sua amplia\u00e7\u00e3o \u00e9 uma luta central que deve constar de todas as pautas dos movimentos sociais no caminho da emancipa\u00e7\u00e3o humana, da supera\u00e7\u00e3o do capitalismo e suas mazelas.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Sobretaxa nas contas de energia<\/strong><\/p>\n<p>Com a alega\u00e7\u00e3o da queda de chuvas prevista para os pr\u00f3ximos meses, principalmente nas regi\u00f5es sudeste e nordeste, ser\u00e1 aplicada uma sobretaxa nas contas de energia para compensar a gera\u00e7\u00e3o a ser provida pelas usinas termoel\u00e9tricas, mais poluidoras e de custo mais elevado. Nos dois \u00faltimos anos, essa sobretaxa arrecadou 18 bilh\u00f5es de reais. O governo federal anunciou que vai lan\u00e7ar uma campanha de redu\u00e7\u00e3o de consumo.<\/p>\n<p>O aumento do pre\u00e7o da energia el\u00e9trica impacta todos os setores da economia e da vida social. Diminui o bem-estar, corr\u00f3i os sal\u00e1rios e freia o crescimento da economia. A matriz energ\u00e9tica brasileira \u00e9 caracterizada pelo predom\u00ednio da gera\u00e7\u00e3o hidroel\u00e9trica, uma fonte renov\u00e1vel que tende a ser ambientalmente limpa, se as usinas forem bem projetadas e bem operadas. Embora essas usinas tenham um elevado custo de constru\u00e7\u00e3o, seu custo operacional \u00e9 baixo e sua vida \u00fatil, longa. No entanto, a hidroeletricidade \u00e9 uma fonte que depende do volume de \u00e1gua dispon\u00edvel nos rios que abastecem as usinas e de seu regime.<\/p>\n<p>Fontes de energia alternativas, como a solar, a e\u00f3lica e a dos biocombust\u00edveis, fontes mais limpas, s\u00e3o ainda pouco utilizadas no pa\u00eds, embora detenham imenso potencial. A falta de chuvas pode ser atribu\u00edda a causas como o desmatamento geral das florestas e, destacadamente, das \u00e1reas pr\u00f3ximas \u00e0s nascentes dos rios, que se d\u00e1, principalmente, por conta da explora\u00e7\u00e3o desenfreada da madeira, da cria\u00e7\u00e3o extensiva de gado e do uso da terra para o agroneg\u00f3cio, al\u00e9m da expans\u00e3o das cidades, elementos que s\u00e3o caracter\u00edsticos do capitalismo brasileiro.<\/p>\n<p>O capitalismo incentiva o consumo desenfreado de energia. O consumo, entretanto, se concentra em grandes empresas e nas camadas sociais de renda mais alta. \u00c9 preciso planejar o setor de gera\u00e7\u00e3o de energia de forma concatenada com outros setores, como o florestal e o agr\u00e1rio, promover o avan\u00e7o no uso de fontes alternativas e democratizar o acesso \u00e0 energia.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Pa\u00eds ganha milion\u00e1rios mas perde poupadores<\/strong><\/p>\n<p>Esse \u00e9 o t\u00edtulo da mat\u00e9ria de <em>O Globo<\/em> de 06 de abril \u00faltimo. O texto revelou que o crescimento das bolsas de valores, com o investimento de pessoas f\u00edsicas, cresceu em 11% e que, no entanto, foram os indiv\u00edduos de maior renda que concentraram os ganhos, ao passo que os pequenos poupadores, devido ao desemprego e \u00e0 infla\u00e7\u00e3o elevados, tiveram que sacar suas economias para fazer frente aos gastos familiares. H\u00e1 112 mil brasileiros que t\u00eam mais de 1 milh\u00e3o de reais para investir.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros s\u00e3o claros e refletem o perfil de elevad\u00edssima concentra\u00e7\u00e3o de renda no Brasil, fruto dos modelos de desenvolvimento que v\u00eam se sucedendo, h\u00e1 muitas d\u00e9cadas, incluindo-se os per\u00edodos dos anos 1950, com o governo Juscelino, o per\u00edodo da ditadura empresarial-militar e os governos Lula e Dilma, os quais, mesmo tendo realizado pol\u00edticas pontuais de distribui\u00e7\u00e3o de renda e promo\u00e7\u00e3o do emprego, jamais tiveram como objetivo central a supera\u00e7\u00e3o das profundas e estruturais desigualdades promovidas pelo capitalismo, com o enfrentamento ao poder dos bancos, monop\u00f3lios e agroneg\u00f3cio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"41% dos jovens brasileiros n\u00e3o concluem o Ensino M\u00e9dio Esse \u00e9 o resultado de levantamento feito por uma institui\u00e7\u00e3o privada, que revela ainda \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/14119\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":true,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[100],"tags":[],"class_list":["post-14119","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c113-a-semana-no-olhar-comunista"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-3FJ","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14119","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14119"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14119\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14119"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14119"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14119"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}