{"id":14155,"date":"2017-04-21T15:20:51","date_gmt":"2017-04-21T18:20:51","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=14155"},"modified":"2017-05-03T11:07:45","modified_gmt":"2017-05-03T14:07:45","slug":"franca-a-esquerda-vive-quando-nao-se-rende","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/14155","title":{"rendered":"Fran\u00e7a: a esquerda vive, quando n\u00e3o se rende"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/img.aws.la-croix.com\/2016\/10\/14\/1200796194\/Jean-Luc-Melenchon-meeting-27-septembre-Boulogne-Mer_0_1400_962.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/><em>Jean-Luc M\u00e9l\u00e9nchon sacode as elei\u00e7\u00f5es presidenciais e est\u00e1 a um passo de segundo turno. Segredo: fustigar regress\u00e3o neoliberal e propor reformas democr\u00e1ticas radicais<\/em><\/p>\n<p>Por Jon Henley<!--more--><\/p>\n<p>Um avan\u00e7o dram\u00e1tico, de 7 pontos percentuais nas pesquisas, paraece levar inesperadamente o candidato de esquerda, Jean-Luc M\u00e9lenchon para uma disputa entre quatro candidatos, que decidir\u00e3o o primeiro turno das elei\u00e7\u00f5es presidenciais francesas.<\/p>\n<p>A dez dias das vota\u00e7\u00f5es, em 23 de abril, o candidato de centro, Emmanuel Macron, e a l\u00edder direitista Marine Le Pen, ambos com 23-24% de inten\u00e7\u00e3o de votos, ainda s\u00e3o os favoritos para seguirem adiante no segundo turno. [Uma <a href=\"http:\/\/www.lemonde.fr\/election-presidentielle-2017\/article\/2017\/04\/14\/presidentielle-le-pen-macron-melenchon-fillon-au-coude-a-coude_5111191_4854003.html\" target=\"_blank\">nova pesquisa<\/a>, divulgada nesta sexta-feira, por <em>Le Monde, <\/em>indica que a diferen\u00e7a caiu para apenas dois pontos. Macron e Le Pen tem 22% dos eleitores; M\u00e9lenchon subiu dois pontos e tem agora 20%. (nota de <em>Outras Palavras)<\/em>]<\/p>\n<p>A ascens\u00e3o do M\u00e9lechon \u2014 um pol\u00edtico \u00e1cido, com uma plataforma radical sobre impostos e gastos p\u00fablicos \u2014 ocorre num momento em que que mais de um ter\u00e7o dos eleitores est\u00e3o indecisos. N\u00e3o h\u00e1 duas pesquisas totalmente iguais, por isso \u00e9 imposs\u00edvel dizer com certeza quem seguir\u00e1 para o segundo turno.A extrema imprevisibilidade da disputa est\u00e1 sacudindo tanto o mercado financeiro quando os observadores. A campanha \u201ccheira mal\u201d, disse o presidente que deixa o posto, Fran\u00e7ois Hollande, aos amigos, segundo informou <em>Le Monde<\/em>. Temendo o que alguns analistas chamam de onda destrutiva entre os eleitores, Hollande tamb\u00e9m alertou os perigos da \u201csimplifica\u00e7\u00e3o e falsifica\u00e7\u00e3o\u201d numa elei\u00e7\u00e3o marcada por raiva anti-<em>estabilishment.<\/em><\/p>\n<p>Muitos analistas est\u00e3o agora contemplando o inimagin\u00e1vel confronto entre M\u00e9lenchon e Le Pen, um confronto entre extrema-esquerda e extrema-direita que poderia representar um abalo s\u00edsmico na pol\u00edtica francesa e europeia.<\/p>\n<p>M\u00e9lenchon, de 65 anos, saiu do Partido Socialista \u2014 de centro- esquerda e ao qual est\u00e1 ligado o presidente Hollande \u2014 em 2008. Formou e passou a liderar um movimento de base, A Fran\u00e7a Insubmissa [<em>La France Insoumisse<\/em>]. Aos poucos, atraiu os votos do candidato socialista oficial, Beno\u00eet Hamon.<\/p>\n<p>Ajudado pela sua ret\u00f3rica casu\u00edstica, performances fortes nos debates pela TV e uma \u00e1gil campanha, que inclui manifesta\u00e7\u00f5es com holograma e <em>Fiscal Combat <\/em>\u2013 um jogo para \u201cca\u00e7ar os ricos\u201d \u2014 sua aprova\u00e7\u00e3o pessoal saltou de 22 pontos para 68 em um m\u00eas, fazendo dele o pol\u00edtico mais popular da Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cEle inventou o <em>stand-up<\/em> pol\u00edtico \u2014 disse um aliado ex-aliado do Partido Socialista, Julien Dray \u2014 ele tornou-se um <em>showman<\/em>\u201d. O pr\u00f3prio M\u00e9lenchon afirma que se tornou uma figura \u201ctranquilizadora\u201d e \u201cmenos cabe\u00e7a quente\u201d.<\/p>\n<p>As pol\u00edticas de M\u00e9lechon incluem redu\u00e7\u00e3o das jornadas semanais de trabalho de 35 para 32 horas; redu\u00e7\u00e3o da idade m\u00ednima para aposentadoria para 60 anos; aumento do sal\u00e1rio m\u00ednimo e benef\u00edcios de seguran\u00e7a social \u2014 al\u00e9m de uma vasta reforma tribut\u00e1ria, que inclui al\u00edquotas de 100% sobre qualquer rendimento que ultrapasse 33 mil euros por m\u00eas (R$ 110 mil).<\/p>\n<p>Ele tamb\u00e9m quer deixar de usar energia nuclear, que hoje responde por cerca de 75% da gera\u00e7\u00e3o el\u00e9trica da Fran\u00e7a, e reformar radicalmente a Constitui\u00e7\u00e3o francesa, abolindo o regime presidencial da Quinta Rep\u00fablica. Embora sua posi\u00e7\u00e3o sobre a imigra\u00e7\u00e3o seja oposta \u00e0 de Le Pen, M\u00e9lenchon n\u00e3o est\u00e1 t\u00e3o distante da l\u00edder da Frente Nacional na pol\u00edtica exterior, ao defender um \u201cnovo papel\u201d para a Fran\u00e7a na UE, sua retirada da OTAN e la\u00e7os mais calorosos com a R\u00fassia.<\/p>\n<p>Seus planos incluem ampliar os gastos p\u00fablicos em 173 bilh\u00f5es de euros em cinco anos e retirar a Fran\u00e7a dos tratados da Uni\u00e3o Europeia, se Bruxelas n\u00e3o concordar com reformas fundamentais. \u00c9 o que mais irritou os conservadores e investidores. \u201cM\u00e9lenchon: o programa louco do Ch\u00e1vez franc\u00eas\u201d, dizia a manchete de capa do di\u00e1rio conservador <em>Le Figaro<\/em> de quarta-feira, comparando o candidato apoiado pelos comunistas ao ex-l\u00edder venezuelano.<\/p>\n<p>Pierre Gattaz, l\u00edder do principal grupo empresarial franc\u00eas \u2014 o Medef \u2014 disse esta semana que um segundo turno entre M\u00e9lenchon e Le Pen seria \u201cuma cat\u00e1strofe\u201d para a Fran\u00e7a, ao for\u00e7ar os eleitores a escolher entre \u201co desastre econ\u00f4mico e o caos econ\u00f4mico\u201d.<\/p>\n<p>Pesquisas recentes sobre modelos hipot\u00e9ticos de segundo turno preveem que Macron \u2013 um ex-ministro da economia e banqueiro de investimentos que nunca ocupou um cargo eletivo, mas diz que deseja transcender a divis\u00e3o tradicional entre esquerda e direita e governar \u201cde maneira justa e eficiente\u201d \u2014 derrotaria Le Pen, Fillon e M\u00e9lenchon.<\/p>\n<p>Fillon, um ex-primeiro ministro conservador que nega as alega\u00e7\u00f5es de que pagou \u00e0 sua mulher centenas de milhares de euros de dinheiro p\u00fablico por um trabalhinho como assistente parlamentar, venceria Le Pen, mas perderia para qualquer um dos outros dois, enquanto M\u00e9lenchon venceria Le Pen e Fillon, mas perderia para Macron.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o Cau\u00ea Ameni e In\u00eas Castilho<\/p>\n<p>http:\/\/outraspalavras.net\/destaques\/franca-a-esquerda-vive-quando-nao-se-rende\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Jean-Luc M\u00e9l\u00e9nchon sacode as elei\u00e7\u00f5es presidenciais e est\u00e1 a um passo de segundo turno. 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