{"id":14164,"date":"2017-04-22T13:38:25","date_gmt":"2017-04-22T16:38:25","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=14164"},"modified":"2017-05-03T11:07:56","modified_gmt":"2017-05-03T14:07:56","slug":"israel-responde-com-isolamentos-confiscos-e-castigos-a-greve-de-fome-de-1-600-presos-palestinos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/14164","title":{"rendered":"Israel responde com isolamentos, confiscos e castigos \u00e0 greve de fome de 1.600 presos palestinos"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.resumenlatinoamericano.org\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/64109-e1492536609960.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/><strong>18 de abril de 2017 \u2013 As autoridades penitenci\u00e1rias israelenses responderam com isolamento de presos, confiscos de bens e outros castigos no come\u00e7o, nesta segunda-feira, de uma greve de fome indefinida de mais de 1.600 presos palestinos.<\/strong><!--more--><\/p>\n<p>O Comit\u00ea para os Assuntos dos Prisioneiros do Governo palestino informou que o Servi\u00e7o de Pris\u00f5es Israelense tomou medidas principalmente contra os presos que lideram a a\u00e7\u00e3o, como o hist\u00f3rico dirigente palestino Marw\u00e1n Barghuti, que foi transladado da pris\u00e3o de Hadarim a de Jalama em regime de isolamento. O mesmo tratamento recebido por Barghuti foi dado a Karim Yunis e Mahmud Ab\u00fa Srur.<\/p>\n<p>As autoridades israelenses anunciaram que Barghuti \u201cser\u00e1 processado em um tribunal disciplinar\u201d por um artigo que assina e que foi publicado no \u2018The New York Times\u2019, nesta segunda, no qual informa a luta pol\u00edtica dos presos palestinos e especifica as demandas da greve de fome. Em concreto, acusam Barghuti de utilizar sua esposa para retirar o artigo da pris\u00e3o e faz\u00ea-lo chegar ao jornal novaiorquino.<\/p>\n<p>No artigo, s\u00e3o apresentadas reivindica\u00e7\u00f5es como o fim da pol\u00edtica de isolamento, o fim das deten\u00e7\u00f5es administrativas, a liberta\u00e7\u00e3o dos deficientes e enfermos terminais, possibilidade de ter livros e jornais, ar condicionado nas pris\u00f5es mais quentes, acesso aos estudos universit\u00e1rios e a melhoria no regime de visitas. Al\u00e9m disso, denuncia a \u201cneglig\u00eancia m\u00e9dica\u201d que provoca a morte de presos palestinos nas pris\u00f5es israelenses.<\/p>\n<p>Alguns grevistas foram postos em isolamento, tiveram suas possess\u00f5es pessoais e roupas confiscadas, \u201ctiveram suas celas convertidas em celas de confinamento\u201d e foram proibidos de ver televis\u00e3o.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m foram transladados os grevistas Muhammad Zawahra, Nasser Ewis e Anas Yaradat, levados \u00e0 pris\u00e3o de Ela, na regi\u00e3o do deserto do Neguev.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, as autoridades israelenses montaram hospitais de campanha de militares nas pris\u00f5es de Ktziot para tratar os grevistas e evitar o translado de presos a hospitais civis israelenses.<\/p>\n<p>Os hospitais civis muitas vezes recusam a alimenta\u00e7\u00e3o for\u00e7osa dos presos, enquanto \u00e9 uma pr\u00e1tica habitual na sa\u00fade militar, uma pr\u00e1tica respaldada pelo Tribunal Supremo apesar de ir contra os Direitos Humanos reconhecidos a n\u00edvel internacional por considera-la tortura.<\/p>\n<p>O in\u00edcio da greve de fome coincide com a celebra\u00e7\u00e3o do Dia dos Presos Palestinos. Milhares de palestinos sa\u00edram \u00e0s ruas para reivindicar estes presos. Os dist\u00farbios mais graves foram produzidos em Bel\u00e9m, Cisjord\u00e2nia. Quatro jovens foram detidos em Ramallah, tamb\u00e9m na Cisjord\u00e2nia.<\/p>\n<p><strong>Marwan Barguti, a pol\u00edtica a partir da pris\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem100a\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.palestinalibre.org\/fotos\/6411820170418083964120.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/><\/p>\n<p><strong>H\u00e1 mais de uma d\u00e9cada o l\u00edder do Al Fatah, Marwan Barguti, consegue fazer pol\u00edtica da pris\u00e3o, nesta ocasi\u00e3o mobilizando 1.500 presos em uma greve de fome que volta a desafiar Israel e tamb\u00e9m a lideran\u00e7a palestina.<\/strong><\/p>\n<p>Sua popularidade aumentou na pris\u00e3o em 2002 e continua representada no imenso e emblem\u00e1tico grafite de seu rosto junto ao de Yaser Arafat, pai do nacionalismo palestino, no posto militar de Qalandia, que une Jerusal\u00e9m com a localidade cisjordana de Ramallah.<\/p>\n<p>Barguti nasceu em 1958 na vila de Kobar, pr\u00f3ximo de Ramallah, e foi um ativo membro do movimento Al Fatah desde a adolesc\u00eancia, quando come\u00e7aram seus recorrentes ingressos na pris\u00e3o e cust\u00f3dias com interrogat\u00f3rios.<\/p>\n<p>Inclusive, teve que adiar em v\u00e1rias ocasi\u00f5es seu casamento com Fadwa, que deu \u00e0 luz ao primeiro de seus quatro filhos quando ele estava na pris\u00e3o.<\/p>\n<p>Com 15 anos foi preso pela primeira vez e com 18 foi \u201cdesnudado e golpeado nas genitalhas\u201d durante um interrogat\u00f3rio das for\u00e7as de seguran\u00e7a israelenses, segundo ele mesmo relatou na carta publicada no domingo no \u201cThe New York Times\u201d, que levantou uma intensa nuvem de poeira em Israel ao ser apresentado pelo di\u00e1rio como \u201cl\u00edder e parlamentar\u201d, ignorando que cumpre pris\u00e3o por assassinato.<\/p>\n<p>\u201cChamar a Barguti \u2018l\u00edder pol\u00edtico\u2019 \u00e9 como chamar (Bashar) Al Asad de \u2018pediatra\u2019. S\u00e3o assassinos e terroristas\u201d, declarou o primeiro ministro israelense, Benjam\u00edn Netanyhu.<\/p>\n<p>Durante sua primeira estada no c\u00e1rcere, Barguti aprendeu hebreu e em outra de suas pris\u00f5es, em 1983, come\u00e7ou a estudar uma licenciatura de hist\u00f3ria e ci\u00eancias pol\u00edticas na Universidade de Birzeit que demorou onze anos para terminar, por seus constantes ex\u00edlios na Tun\u00edsia e no L\u00edbano.<\/p>\n<p>Foi deportado da Jord\u00e2nia ap\u00f3s seu envolvimento no come\u00e7o da Primeira Intifada (1987-1993), at\u00e9 que a aprova\u00e7\u00e3o dos Acordos de Oslo, nos anos 90, lhe permitiu regressar.<\/p>\n<p>O jornalista israelense Ben Dror Yemini, que declarou ter sido seu amigo durante essa \u00e9poca, o qualifica como \u201cum dos primeiros defensores daquelas negocia\u00e7\u00f5es\u201d, por\u00e9m rapidamente se sentiria decepcionado, ao considerar que \u201cIsrael estava descumprindo seus compromissos\u201d com a incessante constru\u00e7\u00e3o de col\u00f4nias no territ\u00f3rio palestino.<\/p>\n<p>Em 2002 foi preso e em 2004 condenado a cinco pris\u00f5es perp\u00e9tuas por participar do assassinato de cinco israelenses \u2013 dos vinte e um de que era acusado \u2013 e a 40 anos de pris\u00e3o por tentativa de assassinato durante a Segunda Intifada (2000-2005).<\/p>\n<p>Foi acusado de planejar, de cometer atentados e de estar envolvido \u00e0 Tanzim, fac\u00e7\u00e3o armada do movimento Al Fatah, e com as brigadas dos M\u00e1rtires de Al Aqsa, ainda que ele tenha negado e repudiado sempre a legitimidade de Israel para julg\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Diferentemente dos palestinos que geralmente s\u00e3o julgados em cortes militares, a condena\u00e7\u00e3o de Barguti foi imposta por um tribunal civil, devido \u00e0 press\u00e3o internacional, que exigiu garantias no processo.<\/p>\n<p>Desde a pris\u00e3o, Barguti mediou em uma tr\u00e9gua entre grupos armados e Israel em 2003, anunciou a cria\u00e7\u00e3o do novo partido pol\u00edtico Mustakbal em 2005 e marcou linhas pol\u00edticas em distintas dire\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Este controvertido personagem \u00e9 tamb\u00e9m capaz de acumular cargos de sua cela: \u00e9 membro do Conselho Legislativo palestino (Parlamento) desde 1996, reeleito em 2006, e recentemente renovou seu posto no Comit\u00ea Central do Al Fatah, \u00f3rg\u00e3o m\u00e1ximo do partido.<\/p>\n<p>Foi comparado por meios e ativistas com o sul-africano Nelson Mandela e n\u00e3o s\u00e3o poucos os setores, tamb\u00e9m entre os israelenses, que acreditam que seria mais \u00fatil fora que dentro da pris\u00e3o.<\/p>\n<p>O ex-presidente de Israel Sim\u00f3n Peres, falecido em 2016, chegou a manifestar que planejavase planejaria assinar seu indulto, uma proposta que recebeu um contundente rep\u00fadio do Parlamento israelense (Kn\u00e9set).<\/p>\n<p>Visto por muitos como sucessor de Arafat e agora do presidente palestino, Mahmud Ab\u00e1s, Marwan Barguti continua sendo a \u00fanica figura palestina a qual se confere autoridade para unificar as diferentes fac\u00e7\u00f5es e manter um di\u00e1logo com Israel.<\/p>\n<p>Barguti n\u00e3o participou de maneira ativa das greves de fome protagonizadas por outros presos palestinos nos \u00faltimos anos, pelo que os comentaristas locais especulam sobre as motiva\u00e7\u00f5es pessoais que o levaram a promover este protesto.<\/p>\n<p>Acusado de querer posicionar-se na esfera p\u00fablica, seu filho Kasam refutou estas opini\u00f5es e defendeu que ganhou as elei\u00e7\u00f5es internas passadas no Al Fatah \u201csem ter que envolver-se em uma campanha pessoal ou uma greve\u201d.<\/p>\n<p>O certo \u00e9 que a falta de um rival pol\u00edtico, Barguti consegue manter sua lideran\u00e7a a partir da cela.<\/p>\n<p><strong>Israel isola Barguti e cancela as visitas a todos os presos palestinos<\/strong><br \/>\n<img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem100a\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/palestinalibre.org\/upload\/images\/64114.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/><\/p>\n<p><strong>Israel mant\u00e9m isolado desde a noite de ontem o l\u00edder do Al Fatah, Marwan Barguti, promotor da greve de fome, que desde ontem secundam mais de mil presos palestinos em c\u00e1rceres israelenses e suspendeu as visitas a todos os presos palestinos, confirmaram a Efe fontes oficiais palestinas.<\/strong><\/p>\n<p><em>Cartaz da \u201cGreve da Dignidade\u201d, que representa alguns dos prisioneiros mais destacados da Palestina. Da direita para a esquerda: Marwan Bargouthi, Ahmad Saadat, Karim Yunis, Nael Barghouthi, Fouad Shubaki<\/em><\/p>\n<p>Ap\u00f3s o in\u00edcio do protesto massivo, o Servi\u00e7o de Pris\u00f5es de Israel canceou as visitas familiares a todos os presos at\u00e9 novo aviso, assegurou \u00e0 Efe o porta-voz da Comiss\u00e3o de Assuntos dos Prisioneiros e Ex-prisioneiros da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Akram Atalah Alayasa.<\/p>\n<p>Barguti foi transladado ontem \u00e0 noite da pris\u00e3o de Haradim, onde cumpre uma condena\u00e7\u00e3o de cinco cadeias per\u00e9tuas por outros tantos assassinatos durante a Segunda Intifada (2000-2005), a uma cela isolada em Jamala, no norte de Israel.<\/p>\n<p>Outros l\u00edderes da mesma organiza\u00e7\u00e3o nacionalista tamb\u00e9m foram realocados nesta pris\u00e3o, entre eles, Karem Younis e Hamud Abu Soroor, enquanto Naser Ewees, Mahamad Zawahra e Anas Jardat foram transladados ao c\u00e1rcere de Ayala, pr\u00f3ximo de Beer Sheva.<\/p>\n<p>O ministro de Seguran\u00e7a P\u00fablica israelense, Gilad Erdan, declarou que n\u00e3o levar\u00e1 a cabo nenhuma negocia\u00e7\u00e3o com os r\u00e9us, posi\u00e7\u00e3o que apoia o primeiro ministro, Benjam\u00edn Netanyahu, e o titular de Defesa, Avigdor Lieberman, informou hoje o jornal israelense Haaretz.<\/p>\n<p>\u201cOs prisioneiros palestinos n\u00e3o s\u00e3o presos pol\u00edticos. S\u00e3o terroristas e assassinos sentenciados. Foram levados \u00e0 Justi\u00e7a e s\u00e3o tratados de acordo com o direito internacional\u201d, avaliou ontem o porta-voz de Exteriores, Emanuel Nahson.<\/p>\n<p>Desde ontem, mais de 1.500 prisioneiros palestinos, segundo a ANP, est\u00e3o em greve de fome indefinida para demandar a melhora de suas condi\u00e7\u00f5es, entre elas a amplia\u00e7\u00e3o do regime de visitas, o acesso a tratamentos de sa\u00fade e o fim do isolamento e da deten\u00e7\u00e3o administrativa que permite Israel encarcerar sem acusa\u00e7\u00f5es nem julgamentos.<\/p>\n<p>O fato de que a convocat\u00f3ria da greve venha do carism\u00e1tico Barguti, ao qual muitos veem como sucessor do presidente palestino, faz prever que pode ser mais fime e duradoura que outras anteriores.<\/p>\n<p>Uns 6.500 palestinos est\u00e3o em pris\u00f5es israelenses, inclu\u00eddos 300 menores, 12 parlamentares e 28 jornalistas, segundo cifras da ANP.<\/p>\n<p><strong>Israel \u2018n\u00e3o negociar\u00e1\u2019 com os presos palestinos na greve de fome<\/strong><br \/>\n<img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem100a\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.palestinalibre.org\/fotos\/6411520170418055164118b.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/><\/p>\n<p><strong>Israel anunciou, nesta ter\u00e7a-feira, que \u201cn\u00e3o negociar\u00e1\u201d com os mais de 1.000 presos palestinos em greve de fome desde a v\u00e9spera, para exigir condi\u00e7\u00f5es \u201cdignas\u201d de deten\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cA convocat\u00f3ria de greve \u00e9 contr\u00e1ria ao regulamento da pris\u00e3o\u201d, afirmou o ministro israelense de Seguran\u00e7a Interior, Gilad Erdan. \u201cS\u00e3o terroristas e assassinos presos que recebem o que merecem e n\u00e3o temos raz\u00f5es para negociar com eles\u201d, acrescentou \u00e0 r\u00e1dio militar.<\/p>\n<p>Uns 1.300 palestinos, segundo a Autoridade Palestina, detidos nas pris\u00f5es israelenses iniciaram, na segunda-feira, uma greve de fome coletiva, um movimento de protesto in\u00e9dito h\u00e1 onze anos lan\u00e7ado por Marwan Barghuthi, l\u00edder da Segunda Intifada e condenado \u00e0 pris\u00e3o perp\u00e9tua.<\/p>\n<p>Os presos pertencem a todos os movimentos pol\u00edticos palestinos, desde o Fatah do presidente Mahmud Abas e de seu grande rival Marwan Barghuthi, at\u00e9 os partidos de esquerda, passando pelo Hamas islamista que saudou os \u201cvalorosos prisioneiros\u201d grevistas.<\/p>\n<p>Esta greve de fome pretende \u201cacabar com os abusos\u201d da administra\u00e7\u00e3o penitenci\u00e1ria israelense, indicou Barghuthi em uma tribuna enviada ao di\u00e1rio estadunidense The New York Times de sua pris\u00e3o de Hadarim, no norte de Israel.<\/p>\n<p>Como repres\u00e1lia, foi posto em isolamento em outra pris\u00e3o, segundo o ministro Erdan.<\/p>\n<p><strong>\u2018Punir os grevistas\u2019<\/strong><\/p>\n<p>Um porta-voz da administra\u00e7\u00e3o penitenci\u00e1ria israelense confirmou que \u201ccerca de 1.100 prisioneiros\u201d estavam em greve de fome desde segunda-feira e que seus servi\u00e7os continuar\u00e3o \u201cpunindo os grevistas\u201d.<\/p>\n<p>Marwan Barghuthi, grande rival do presidente Mahmud Abas dentro do partido Al Fatah e \u00e0s vezes l\u00edder nas pesquisas sobre uma hipot\u00e9tica elei\u00e7\u00e3o presidencial palestina, organizou este movimento.<\/p>\n<p>Os prisioneiros pedem, entre outras coisas, telefones p\u00fablicos nas pris\u00f5es, direitos de visita ampliados, o fim das \u201cneglig\u00eancias m\u00e9dicas\u201d e do regime de isolamento, assim como o acesso aos canais de televis\u00e3o e o ar condicionado.<\/p>\n<p>A presid\u00eancia palestina solicitou que o governo israelense respondesse estas demandas por \u201cliberdade e dignidade dos presos\u201d.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, o ministro israelense de Intelig\u00eancia Israel Katz advogou no Twitter a favor da \u201cpena de morte para os terroristas\u201d e denunciou que um \u201crepugnante assassino como Barghuthi faz greve para melhorar suas condi\u00e7\u00f5es de deten\u00e7\u00e3o enquanto os familiares de suas v\u00edtimas recordam e sofrem\u201d.<\/p>\n<p>Barghuthi cumpre cinco penas de pris\u00e3o perp\u00e9tua por sangrentos atentados cometidos durante a Segunda Intifada (2000-2005).<\/p>\n<p>A \u00faltima greve massiva nas pris\u00f5es israelenses se remonta a fevereiro de 2013, quando 3.000 palestinos se negaram a comer durante um dia para protestar contra a morte na pris\u00e3o de um detento palestino.<\/p>\n<p>Entre os 6.500 palestinos atualmente encarcerados em Israel, figuram 62 mulheres e 300 menores de idade. Cerca de 500 deles se encontram sob o regime extrajudicial da deten\u00e7\u00e3o administrativa, que permite uma pris\u00e3o sem processo nem acusa\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, existem tamb\u00e9m 13 deputads palestinos presos.<\/p>\n<p>O tema dos presos \u00e9 crucial para os palestinos, com uns 850.000 palestinos no total foram encarcerados desde 1967, al\u00e9m da ocupa\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios palestinos, segundo seus dirigentes.<\/p>\n<p>Cada fam\u00edlia, repetem regularmente os respons\u00e1veis palestinos, tem ao menos um membro em deten\u00e7\u00e3o ou que tenha passado pela pris\u00e3o. At\u00e9 tal ponto que a cada ano desde 1974, o 17 de abril \u00e9 o dia da jornada nacional de mobiliza\u00e7\u00e3o a favor dos presos.<\/p>\n<p><strong>Ministro israelense de intelig\u00eancia pede execu\u00e7\u00e3o de presos palestinos<\/strong><br \/>\n<img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem100a\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/palestinalibre.org\/upload\/images\/64113.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/><\/p>\n<p><strong>O regime de Israel deveria executar todos os presos palestinos, diz o aparato de intelig\u00eancia israelense.<\/strong><\/p>\n<p><em>O ministro israelense de servi\u00e7os de intelig\u00eancia, Yisrael Katz, durante uma reuni\u00e3o do gabinete do regime de Israel.<\/em><\/p>\n<p>O regime de Israel deveria executar todos os presos palestinos, disse o aparato de intelig\u00eancia israelense.<\/p>\n<p>O ministro israelense de servi\u00e7os de intelig\u00eancia, Yisrael Katz, defendeu na segunda-feira, em sua conta de <a href=\"https:\/\/twitter.com\/Israel_katz\/status\/854020057336250368\">Twitter<\/a>, a execu\u00e7\u00e3o dos presos palestinos que se encontram nas pris\u00f5es do regime de Tel Aviv.<\/p>\n<p>\u201cMarwan Barquzi, um assassino, iniciou uma greve de fome para melhorar suas condi\u00e7\u00f5es (\u2026). A \u00fanica solu\u00e7\u00e3o \u00e9 executar os terroristas\u201d, escreveu Katz.<\/p>\n<p>Ontem, mais de 700 presos palestinos come\u00e7aram uma greve de fome coletiva com o objetivo de colocar fim <a href=\"http:\/\/www.hispantv.com\/noticias\/palestina\/285450\/israel-prolongar-detencion-administrativa-omar-nazzal\">\u00e0 deten\u00e7\u00e3o administrativa<\/a> e ao regime de isolamento, \u00e0 tortura, e for\u00e7ar a instala\u00e7\u00e3o de telefones p\u00fablicos para os presos palestinos e uma melhora da situa\u00e7\u00e3o dos presos palestinos nos c\u00e1rceres israelenses.<\/p>\n<p>Katz, al\u00e9m disso, enfatizou a \u201cnecessidade\u201d do parlamento do regime de Israel, o mais r\u00e1pido poss\u00edvel, aprovar um projeto de lei que autorize a pena de morte de presos palestinos que est\u00e3o nos c\u00e1rceres palestinos.<\/p>\n<p>Por sua vez, o presidente palestino, Mahmud Ab\u00e1s, na mesma jornada de segunda-feira, pediu \u00e0 comunidade internacional que salvasse os palestinos presos que se declararam em greve de fome indefinida, enquanto recordou que o regime de Israel <a href=\"http:\/\/www.hispantv.com\/noticias\/palestina\/338604\/presos-palestinos-israel-derechos-amnistia-internacional\">segue negando<\/a> os direitos fundamentais dos r\u00e9us palestinos.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio geral do comit\u00ea executivo da Organiza\u00e7\u00e3o pela Liberta\u00e7\u00e3o da Palestina (OLP), Saeb Erekat, tamb\u00e9m fez eco das declara\u00e7\u00f5es de Ab\u00e1s e pediu que a comunidade internacional fa\u00e7a o regime de Tel Aviv preste contas pela <a href=\"http:\/\/www.hispantv.com\/noticias\/palestina\/338900\/israel-huelga-hambre-presos-derechos-humanos\">viola\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica<\/a> dos direitos dos palestinos.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 o momento para que a comunidade internacional tome medidas concretas para garantir que Israel cumpra suas obriga\u00e7\u00f5es com o Direito Internacional e respeite os direitos dos prisioneiros\u201d, disse.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.hispantv.com\/noticias\/palestina\/339016\/presos-palestinos-pena-muerte-carcel-israel-inteligencia-katz\">Hispan TV<\/a><\/p>\n<p><strong>AI: Israel deve terminar com as pol\u00edticas \u2018ilegais e cru\u00e9is\u2019 para com os presos e presas palestinos<\/strong><\/p>\n<p><strong>A pol\u00edtica que Israel mantem h\u00e1 d\u00e9cadas de deter palestinos e palestinas da Cisjord\u00e2nia ocupada e da Faixa de Gaza em c\u00e1rceres de Israel e privados de visitas familiares peri\u00f3dicas n\u00e3o \u00e9 apenas cruel, mas tamb\u00e9m constitui uma flagrante viola\u00e7\u00e3o do direito internacional, disse a Anistia Internacional ante a greve de fome massiva dos presos e presas que come\u00e7ou ontem, 17 de abril, por conta do Dia do Preso Palestino.<\/strong><\/p>\n<p>Testemunhos de familiares e presos e presas palestinos detidos no sistema de pris\u00f5es israelense colhidos pela Anistia Internacional, colocam \u00e0 luz o sofrimento das fam\u00edlias que, em diversas ocasi\u00f5es, se viram privadas de ver seus entes queridos detidos durante muitos anos.<\/p>\n<p>\u201cA impiedosa pol\u00edtica israelense de manter nas pris\u00f5es situadas em Israel os presos e presas palestinos detidos nos Territ\u00f3rios Palestinos Ocupados \u00e9 uma flagrante viola\u00e7\u00e3o do IV Conv\u00eancio de Genebra. \u00c9 a\u00e7go ilegal e cruel, cujas consequ\u00eancias podem ser devastadoras para a pessoa encarcerada e seus entes queridos, que \u00e0s vezes s\u00e3o privados de se ver durante meses, anos\u201d, afirmou Magdalena Mughrabi, diretora adjunta do Programa para Oriente M\u00e9dio e Norte da \u00c1frica da Anistia Internacional.<\/p>\n<p>\u201cAo inv\u00e9s de transferir ilegalmente os presos e presas oara fora dos territ\u00f3rios ocupados, Israel deve garantir que todos os palestinos e palestinas que l\u00e1 foram detidos estejam reclusos em c\u00e1rceres e centros de deten\u00e7\u00e3o situados nos Territ\u00f3rios Palestinos Ocupados. At\u00e9 ent\u00e3o, as autoridades israelenses devem deixar de impor restri\u00e7\u00f5es excessivas aos direitos de visita como forma de castigar os presos e presas e suas fam\u00edlias, e assegurar-se de que as condi\u00e7\u00f5es penutenci\u00e1rias se ajustam plenamente \u00e0s normas internacionais\u201d.<\/p>\n<p>Os presos e presas palestinos que se encontram em greve de fome, em grande escala, planejam uma serie de exig\u00eancias. Uma dessas reivindica\u00e7\u00f5es \u00e9 que sejam suspensas as restri\u00e7\u00f5es \u00e0s visitas e o contato com familiares impostas por Israel. Os palestinos e palestinas detidos por motivos de seguran\u00e7a n\u00e3o t\u00eam permiss\u00e3o de telefonar para seus familiares. A greve de fome foi anunciada pelo dirigente do Fatah encarcerado Marwan Barghouthi. V\u00e1rios outros presos e partidos pol\u00edticos anunciaram que apoiar\u00e3o a greve.<\/p>\n<p>O direito internacional humanit\u00e1rio disp\u00f5e que os membros da popula\u00e7\u00e3o de um territ\u00f3rio ocupado no qual sejam detidos, devem estar reclusos dentro desse territ\u00f3rio e n\u00e3o no da pot\u00eancia ocupante. Al\u00e9m disso, deve ser permitido a eles receber visitas, especialmente de familiares pr\u00f3ximos, em intervalos regulares e com a maior frequ\u00eancia poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Segundo a ONG palestina Clube dos Presos Palestinos, atualmente existem 6.500 palestinos e palestinas \u2013 ao menos 300 deles menores de idade \u2013 detidos por motivos de seguran\u00e7a em c\u00e1rceres e centros de deten\u00e7\u00e3o geridos por Israel. Todos estes centros e pris\u00f5es est\u00e3o situados dento de Israel, exceto um. A imensa maioria dos presos s\u00e3o homens. Existem 57 mulheres, ente elas 13 meninas menores de 18 anos. Treze das pessoas encarceradas s\u00e3o membros do Conselho Legislativo palestino. Ao menos 500 est\u00e3o reclusas sem acusa\u00e7\u00f5es nem julgamento em regime de deten\u00e7\u00e3o administrativa, uma pr\u00e1tica que infringe as salvaguardas exigidas pelo direito internacional para evitar a deten\u00e7\u00e3o arbitr\u00e1ria. Hasan Abed Rabbo, porta-voz da Comiss\u00e3o de Assuntos de Presos Palestinos, afirmou que ao menos 1.000 presos t\u00eam proibidas as visitas familiares por \u201cmotivos de seguran\u00e7a\u201d, e acrescentou que atualmente existem entre 15 e 20 presos em regime de isolamento, aos quais se pro\u00edbe qualquer contato com os demais presos e as visitas familiares.<\/p>\n<p>\u201cAhmed\u201d (nome fict\u00edcio para proteger sua identidade), de 32 anos, que est\u00e1 em regime de deten\u00e7\u00e3o administrativa no c\u00e1rcere de Ketziot, no deserto do Negev\/ Naqab, s\u00f3 recebeu uma visita familiar, apesar de estar desde 2005 entrando e saindo da pris\u00e3o israelense, onde passou cinco anos e meio. O preso afirmou que faria a greve de fome massiva com a esperan\u00e7a de pressionar as autoridades para que permitam a visita de sua m\u00e3e. A m\u00e3e de \u201cAhmed\u201d tem 70 anos e negaram reiteradamente a permiss\u00e3o. O preso disse \u00e0 Anistia Internacional que foi detido sete vezes no total e que a renova\u00e7\u00e3o de sua ordem de deten\u00e7\u00e3o administrativa est\u00e1 prevista para 29 de julho.<\/p>\n<p>\u201cRecebi uma visita familiar durante o tempo em que estive no c\u00e1rcere. Em 2006, meus pais foram autorizados a virem me ver porque meu pai estava doente. Tinha 75 anos e foi a \u00faltima vez que o vi. Quando morreu, eu estava na pris\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o pude receber visitas. Minha m\u00e3e tem setenta anos e teve sua permiss\u00e3o negada por motivos de seguran\u00e7a [\u2026]. N\u00e3o sei quando me colocar\u00e3o em liberdade nem quanto tempo estarei preso. Quero poder ver minha fam\u00edlia. As autoridades israelenses utilizam as permiss\u00f5es para me castigar [\u2026]. N\u00e3o sei quanto tempo resta [a minha m\u00e3e] e se ainda poderei v\u00ea-la quando sair daqui, se \u00e9 que sairei\u201d.<\/p>\n<p>Najat al Agha, mulher de 67 anos, da cidade de Jan Yunis, na Faixa de Gaza, disse \u00e0 Anistia Internacional que seu filho, Dia al Agha, de 43, est\u00e1 h\u00e1 25 anos encarcerado em Israel. Quando tinha 19 anos, foi condenado \u00e0 pris\u00e3o perp\u00e9tua por assassinato. Est\u00e1 na pris\u00e3o de Nafha, na localidade meridional de Mitzpe Ramon.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o sei por que me negam a permiss\u00e3o de visita. Tenho 67 anos. Que amea\u00e7a apresento para a seguran\u00e7a de Israel? S\u00f3 quero v\u00ea-lo e assegurar-me de que est\u00e1 bem. N\u00e3o sei quanto viverei, qualquer visita pode ser a \u00faltima. Tenho medo de morrer sem v\u00ea-lo\u201d, disse a mulher.<\/p>\n<p>\u201cCada vez que solicito uma permiss\u00e3o, repudiam a solicita\u00e7\u00e3o. H\u00e1 quase um ano que n\u00e3o vejo meu filho. \u00c9 terr\u00edvel. Est\u00e3o nos castigando, tentando nos afundar\u201d.<\/p>\n<p>Segundo a normativa do Servi\u00e7o de Institui\u00e7\u00f5es Penitenci\u00e1rias de Israel, todos os presos t\u00eam direito a receber visitas familiares a cada duas semanas. No entanto, na pr\u00e1tica, como os palestinos dos Territ\u00f3rios Palestinos Ocupados devem solicitar permiss\u00f5es para entrar em Israel e essa frequ\u00eancia n\u00e3o \u00e9 cumprida. A normativa do Servi\u00e7o de Institui\u00e7\u00f5es Penitenci\u00e1rias de Israel tamb\u00e9m permite \u00e0s autoridades rescindir o direito de um preso a receber visitas familiares por motivo de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Os presos de Gaza continuam sendo os mais afetados pelas restri\u00e7\u00f5es israelenses, j\u00e1 que o ex\u00e9rcito de Israel s\u00f3 concede permiss\u00e3o a cada dois meses \u00e0s fam\u00edlias da Faixa. Esta pol\u00edtica afeta pelo menos 365 presos que atualmente est\u00e3o detidos em Israel. Al\u00e9m disso, aos presos do Hamas, junto com outros que vivem nos mesmos pavilh\u00f5es das pris\u00f5es, n\u00e3o \u00e9 permitido mais que uma visita mensal, independentemente de sua proced\u00eancia.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem100a\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/palestinalibre.org\/upload\/images\/64118a.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/><br \/>\n<em>Um menino palestino segura o retrado emoldurado de um familiar encarcerado, membro do Conselho Legislativo Palestino, em um protesto na cidade cisjordana de Ramallah, em 5 de julho de 2009, para pedir que os presos palestinos sa\u00edssem das pris\u00f5es israelenses. \u00a9 Fadi Arouri<\/em><\/p>\n<p>Desde 1969, o Comit\u00ea Internacional da Cruz Vermelha (CICR, sigla em espanhol) \u00e9 respons\u00e1vel pela media\u00e7\u00e3o e pela facilita\u00e7\u00e3o de todos os aspectos relacionados com as visitas familiares dos presos da Cisjord\u00e2nia e Gaza, sem nenhuma ajuda log\u00edstica nem econ\u00f4mica de Israel. Os residentes na Cisjord\u00e2nia e Gaza solicitam a permiss\u00e3o atrav\u00e9s do CICR, que se encarrega de organizar o transporte aos c\u00e1rceres de acordo com o Servi\u00e7o de Institui\u00e7\u00f5es Penitenci\u00e1rias de Israel. Em julho de 2016, o CICR reduziu o n\u00famero de visitas coordenadas para fam\u00edlias de presos da Cisjord\u00e2nia de duas visitas mensais e uma. Um representante do organismo disse \u00e0 Anistia Internacional que a decis\u00e3o tinha sido tomada para poder gerir melhor os recursos do CICR, dada a baixa assist\u00eancia de familiares \u00e0s visitas. A redu\u00e7\u00e3o n\u00e3o afeta mulheres, meninos, meninas e presos hospitalizados e, desde ent\u00e3o, o CICR introduziu tr\u00eas visitas anuais adicionais a todos os presos durante os principais per\u00edodos de f\u00e9rias.<\/p>\n<p>\u201cReham\u201d (nome fict\u00edcio), palestina de Ramallah, de 27 anos, tinha 12 quando detiveram seu irm\u00e3o, que cumpriu encarcerado em Israel 15 dos 30 anos a que foi condenado e, atualmente, est\u00e1 no centro de deten\u00e7\u00e3o de Hadarim. \u201cReham\u201d afirma que a incerteza de esperar o resultado de uma solu\u00e7\u00e3o para visita-lo sup\u00f5e uma consider\u00e1vel tens\u00e3o para sua fam\u00edlia. Desde outubro de 2016 tem suas permiss\u00f5es regulares negadas por motivos de seguran\u00e7a, e agora tem que renovar sua permiss\u00e3o ap\u00f3s cada visita. A sua m\u00e3e, que estava enferma, s\u00f3 concederam pemiss\u00e3o para visitar seu irm\u00e3o duas vezes em quatro anos e n\u00e3o permitiram a seu irm\u00e3o assistir \u00e0s honras f\u00fanebres maternas.<\/p>\n<p>Segundo a Associa\u00e7\u00e3o Addameer, a maioria dos residentes da Cisjord\u00e2nia que visitam familiares detidos devem viajar entre oito e 15 horas para chegar \u00e0 pris\u00e3o, dependendo do centro penitenci\u00e1rio de que se trate e seu local de resid\u00eancia. Os familiares dos presos s\u00e3o submetidos a longos registros corporais, em muitas ocasi\u00f5es sendo exigido tirar a roupa.<\/p>\n<p>\u201cAs autoridades israelenses jogam com nossas emo\u00e7\u00f5es, nos torturam e nos castigam. Tentam fazer com que nos afundemos, que nos cansemos, para que queiramos fazer menos visitas a nossos familiares por todas as humilha\u00e7\u00f5es, registros, abusos e insultos dos soldados ou dos guardas penitenci\u00e1rios\u201d, afirma \u201cReham\u201d.<\/p>\n<p><strong>Informa\u00e7\u00e3o complementar<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m de pedir que se suspendam as restri\u00e7\u00f5es \u00e0s visitas de familiares, os presos e presas que colocaram em greve de fome apresentam uma serie de reivindica\u00e7\u00f5es, como a melhoria no acesso \u00e0 assist\u00eancia m\u00e9dica; o aumento da dura\u00e7\u00e3o das visitas (de 45 a 90 minutos); que as visitas familiares \u00e0s presas sejam sem barreiras de cristal para que as m\u00e3es possam tomar em seus bra\u00e7os os filhos; a melhoria das condi\u00e7\u00f5es de deten\u00e7\u00e3o, inclu\u00edda a redu\u00e7\u00e3o das limita\u00e7\u00f5es \u00e0 entrada de livros roupa, alimentos e outras lembran\u00e7as familiares; a restaura\u00e7\u00e3o de algumas instala\u00e7\u00f5es educativas e a instala\u00e7\u00e3o de telefones para que os presos e presas possam se comunicar com suas fam\u00edlias.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.amnesty.org\/es\/latest\/news\/2017\/04\/israel-must-end-unlawful-and-cruel-policies-towards-palestinian-prisoners\/\">Anistia Internacional<\/a><\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.resumenlatinoamericano.org\/2017\/04\/18\/palestina-israel-responde-con-aislamientos-confiscaciones-y-castigos-a-la-huelga-de-hambre-de-1-600-presos-palestinos-marwan-barguti-la-politica-desde-prision-israel-aisla-a-barguti-y-can\/\">http:\/\/www.resumenlatinoamericano.org\/2017\/04\/18\/palestina-israel-responde-con-aislamientos-confiscaciones-y-castigos-a-la-huelga-de-hambre-de-1-600-presos-palestinos-marwan-barguti-la-politica-desde-prision-israel-aisla-a-barguti-y-can\/<\/a><\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"18 de abril de 2017 \u2013 As autoridades penitenci\u00e1rias israelenses responderam com isolamento de presos, confiscos de bens e outros castigos no come\u00e7o, \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/14164\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":true,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[78],"tags":[],"class_list":["post-14164","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c91-solidariedade-a-palestina"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-3Gs","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14164","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14164"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14164\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14164"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14164"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14164"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}