{"id":14181,"date":"2017-04-24T14:41:50","date_gmt":"2017-04-24T17:41:50","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=14181"},"modified":"2017-05-15T13:42:20","modified_gmt":"2017-05-15T16:42:20","slug":"venezuela-tutela-e-assedio-internacional-formula-para-a-intervencao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/14181","title":{"rendered":"Venezuela: Tutela e ass\u00e9dio internacional, f\u00f3rmula para a interven\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" height=\"175\" width=\"300\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.resumenlatinoamericano.org\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/luisguevara-300x175.jpg?resize=300%2C175\" alt=\"imagem\" \/>Resumen Latinoamericano.<\/p>\n<p>O foco do conflito contra a Venezuela se localiza no \u00e2mbito internacional. <!--more-->Nada do que \u00e9 planejado e executado dentro do pa\u00eds (a agenda de viol\u00eancia e golpe em marcha) transcorre sem a proje\u00e7\u00e3o de que seus efeitos mais nocivos (destro\u00e7os, v\u00edtimas, feridos) sirvam de antessala e justificativa para um novo cap\u00edtulo do cerco internacional contra a Venezuela, muito mais agressivo e consistente com o objetivo de extorquir a na\u00e7\u00e3o venezuelana para que seja ela mesma a protagonista de sua pr\u00f3pria desgra\u00e7a.<\/p>\n<p>E por tr\u00e1s disto, se perfila um objetivo que caminha em paralelo ao desprop\u00f3sito (investido de fetiche) das \u201celei\u00e7\u00f5es gerais\u201d: pressionar uma interven\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da Venezuela (tutel\u00e1-la) para, n\u00e3o apresentar sua invi\u00e1vel exig\u00eancia, orden\u00e1-la economicamente aos ditames das corpora\u00e7\u00f5es que, ao final das contas, colocaram seu capital, institui\u00e7\u00f5es internacionais, operadores (Luis Almagro) e lobbistas professionais (Marco Rubio e companhia) \u00e0 medida de seus interesses no pa\u00eds com as maiores reservas de petr\u00f3leo do planeta Terra.<\/p>\n<p>Porque enquanto a exig\u00eancia mantiver sua inviabilidade, que por certo foi pensada assim para estimular um cen\u00e1rio de confronta\u00e7\u00e3o violenta, o outro objetivo se distingue como necess\u00e1rio e alternativo (a tutela). Um falso dilema que visa terminar em um mesmo ponto de agress\u00e3o coordenado contra a soberania do pa\u00eds, seja pela via do Estado violando sua pr\u00f3pria Constitui\u00e7\u00e3o, como pela via de que suas autoridades leg\u00edtimas endossem suas decis\u00f5es ao monitoramento de inst\u00e2ncias estrangeiras, totalmente atadas \u00e0s corpora\u00e7\u00f5es petroleiras e financeiras, que pressionam para apropriar-se dos recursos do pa\u00eds. \u201cCanal humanit\u00e1rio\u201d, \u201cmesa de negocia\u00e7\u00e3o com participa\u00e7\u00e3o da OEA\u201d, \u201celei\u00e7\u00f5es gerais\u201d e outros fatores de extors\u00e3o e chantagem, s\u00e3o os instrumentos de interven\u00e7\u00e3o solapada, sofisticada e silenciosa que se colocam sobre a mesa para tentar negociar o futuro imediato da sequestrada na\u00e7\u00e3o venezuelana por esta agenda de golpe continuado.<\/p>\n<p>Assim como os formatos de golpe de Estados mudaram do operativo para as sedes dos poderes legislativos e judici\u00e1rios, as interven\u00e7\u00f5es estrangeiras tamb\u00e9m, sobretudo no contexto latino-americano. Agora n\u00e3o s\u00e3o militares propriamente, mas sobre a base da supervis\u00e3o e monitoramento, aproximando-se de \u201cproblemas regionais\u201d como a viol\u00eancia, o tr\u00e1fico de drogas e a corrup\u00e7\u00e3o, pela via financeira e econ\u00f4mica, para homologar a Am\u00e9rica Latina a uma constela\u00e7\u00e3o uniforme de pa\u00edses obedientes e controlados pelos poderes f\u00e1ticos que governam os Estados Unidos.<\/p>\n<p>O v\u00eddeo publicado por Luis Almagro, onde se faz eco de falsos positivos como as bombas lacrimog\u00eaneas lan\u00e7adas por helic\u00f3pteros da GNB (fato desmentido pelas autoridades venezuelanas) e \u201cda repress\u00e3o aos manifestantes\u201d (encobrindo a vanguarda violenta que gera destrui\u00e7\u00e3o em meio a estas concentra\u00e7\u00f5es opositoras), n\u00e3o s\u00f3 define a urgente necessidade de ampliar o ass\u00e9dio e a necessidade de tutela, mas tamb\u00e9m que o Secret\u00e1rio Geral da OEA \u00e9 o \u00fanico fator de media\u00e7\u00e3o ante o concerto internacional para avaliar (e tomar a\u00e7\u00f5es de for\u00e7a) o que acontece na Venezuela. Se isto n\u00e3o \u00e9 uma tentativa de nos tutelarem, em apar\u00eancia e fundo se aproxima bastante.<\/p>\n<p>Isto que diz Almagro revela estas inten\u00e7\u00f5es de fundo. A tutela foi mencionada por atores da guerra contra a Venezuela no passado recente e volta a reluzir, precisamente, e com mais for\u00e7a, quando o conflito interno e externo se aprofunda. A que se referem com tutela? Quem a promoveu? \u00c9 nova? Algumas precis\u00f5es sobre um termo que volta a ganhar for\u00e7a desde as inst\u00e2ncias mais hostis \u00e0 Venezuela.<\/p>\n<p><strong>O termo<\/strong><\/p>\n<p>O dicion\u00e1rio afirma que a palavra tutela representa \u201ca autoridade que se concede a uma pessoa para cuidar de outra\u201d, incapacitada de exercer plenamente seus deveres e a cust\u00f3dia de seus bens. No \u00e2mbito internacional, esta mesma palavra recebe um significado parecido quando se refere a um Estado que est\u00e1 incapacitado de cumprir com suas fun\u00e7\u00f5es, como possuir o monop\u00f3lio da for\u00e7a, cobrar impostos e assegurar direitos b\u00e1sicos para sua popula\u00e7\u00e3o. \u00c9 considerado basicamente como um Estado falido.<\/p>\n<p>Os exemplos de tutela internacional mais vis\u00edveis dos \u00faltimos anos s\u00e3o os usados pelos Estados Unidos para ocupar a Som\u00e1lia e Iraque, considerados Estados fora da lei. No entanto, tamb\u00e9m existem outros vendidos como forma de proteger os povos de seus pr\u00f3prios governos, como ocorreu na L\u00edbia. Pela boca de funcion\u00e1rios, militares e chanceleres de outros pa\u00edses se tenta legitim\u00e1-la de diversas maneiras com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Venezuela.<\/p>\n<p><strong>A tutela internacional oferecida pelo MERCOSUL e a OEA<\/strong><\/p>\n<p>Durante as duas reuni\u00f5es ilegais sobre a Venezuela na OEA, pa\u00edses como Estados Unidos, M\u00e9xico e Peru falaram claramente de armar uma coaliz\u00e3o de na\u00e7\u00f5es que colaboraram com a resolu\u00e7\u00e3o da crise no pa\u00eds. Isto, no entanto, tomou um rumo ainda mais intervencionista quando esta coaliz\u00e3o de pa\u00edses de direita emitiu uma resolu\u00e7\u00e3o ilegal, na qual planejou a altera\u00e7\u00e3o da ordem constitucional na Venezuela. Avaliando explicitamente qualquer iniciativa que apontasse para a restaura\u00e7\u00e3o da ordem democr\u00e1tica, em um claro desconhecimento ao Estado venezuelano.<\/p>\n<p>Nesta dire\u00e7\u00e3o, quem emitiu as palavras mais intervencionistas contra o pa\u00eds foi a chanceler argentina Susana Malcorra no marco de uma coletiva de imprensa realizada depois de se apresentar outra declara\u00e7\u00e3o ilegal do MERCOSUL, na qual solicita a aplica\u00e7\u00e3o da cl\u00e1usula democr\u00e1tica contra a Venezuela devido \u00e0 \u201cfalta de separa\u00e7\u00e3o de seus poderes\u201d.<\/p>\n<p>Nessa coletiva de imprensa, Malcorra afirmou o seguinte sobre seu papel como representante da Argentina, Uruguai, Paraguai e Brasil na OEA: \u201cIsto \u00e9 algo in\u00e9dito. Assim, vamos trazer aqui a perspectiva do MERCOSUL, porque nos parece que \u00e9 preciso uma tutela, uma forma de aproxima\u00e7\u00e3o para nos assegurarmos, sobretudo, de que o cumprimento do cronograma eleitoral ser\u00e1 priorizado e se concretizar\u00e1\u201d.<\/p>\n<p>Como vemos, esta declara\u00e7\u00e3o em nada se diferencia do que pediram os Estados Unidos na OEA sobre a necessidade de que se estabele\u00e7am metas claras no di\u00e1logo entre governo e oposi\u00e7\u00e3o, cujo cumprimento seja monitorado pelos pa\u00edses considerados como o grupo de amigos da Venezuela, encabe\u00e7ados por Luis Almagro como operador estrela.<\/p>\n<p><strong>A tutela financeira como forma de saquear um pa\u00eds<\/strong><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 uma forma de apresentar a tutela o oferecimento que o sic\u00e1rio financeiro Ricardo Haussman realizou ao empres\u00e1rio Lorenzo Mendoza em 2015 para intermediar ante organismos internacionais de cr\u00e9dito, com a finalidade acessar uma linha de financiamento de ao menos 40 bilh\u00f5es de d\u00f3lares. Isso, segundo sua opini\u00e3o, serviria para estabilizar a economia venezuelana e dar respaldo a um eventual governo de direita atrav\u00e9s de uma ajuda econ\u00f4mica do Fundo Monet\u00e1rio Internacional.<\/p>\n<p>Ambas iniciativas encobrem o que acontece quando os organismos internacionais de cr\u00e9dito e os grandes bancos do mundo se oferecem para resgatar uma na\u00e7\u00e3o apresentada como em quebra. O antecedente imediato mais pr\u00f3ximo para compreender isto se encontra nas miss\u00f5es do Fundo Monet\u00e1rio Internacional enviadas \u00e0 Venezuela (e ao resto dos pa\u00edses da regi\u00e3o) durante fins dos anos oitenta e noventa do s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p>N\u00e3o existem, por outro lado, muitos antecedentes nos quais estes tipos de iniciativas n\u00e3o terminem saqueando a na\u00e7\u00e3o credora, submetendo-a a um c\u00edrculo de d\u00edvida e cr\u00e9dito impag\u00e1vel. Uma din\u00e2mica que obriga o pa\u00eds credor a fazer constantemente mais cortes e privatiza\u00e7\u00f5es para realizar os pagamentos a seus credores, sem que se veja uma sa\u00edda fora deste t\u00fanel.<\/p>\n<p><strong>Tutela militar do Comando Sul para intimidar<\/strong><\/p>\n<p>Durante os \u00faltimos tr\u00eas anos, foi intensa a maneira com que as m\u00eddias internacionais e nacionais deram \u00eanfase \u00e0 suposta \u201ccrise humanit\u00e1ria\u201d que atravessa o pa\u00eds por conta do desabastecimento de alimentos e rem\u00e9dios. Nem um dia pararam de propagandear esta matriz de opini\u00e3o err\u00f4nea e mal intencionada, chegando ao extremo de validar a proposta da MUD de estabelecer um canal humanit\u00e1rio para o envio de alimentos e rem\u00e9dios \u00e0 Venezuela.<\/p>\n<p>Sobre esta \u00f3tica, \u00e9 preciso ler as \u00faltimas declara\u00e7\u00f5es do chefe do Comando Sul, Kurt Tidd, no Senado estadunidense, nas quais considerou que \u201ca crise humanit\u00e1ria na Venezuela poderia requerer uma resposta regional imediata\u201d. O que \u00e9 bastante claro e preciso sobre as inten\u00e7\u00f5es de desembarcar amparado em uma crise humanit\u00e1ria que lhe d\u00ea a for\u00e7a militar que falta \u00e0 dire\u00e7\u00e3o antichavista, incapacitada de influenciar nas For\u00e7as Armadas Nacional Bolivariana. No caso do Comando Sul dos EUA, se mistura n\u00e3o s\u00f3 a inten\u00e7\u00e3o de tutelar militarmente e controlar o acesso de alimentos e rem\u00e9dios em uma situa\u00e7\u00e3o hipot\u00e9tica, mas no imediato o terrorismo e a intimida\u00e7\u00e3o pela via das armas que se tenta aplicar contra o governo e a popula\u00e7\u00e3o venezuelana.<\/p>\n<p><strong>Alguns apontamentos provis\u00f3rios e matizes importantes<\/strong><\/p>\n<p>Embora estas tr\u00eas formas de tutela revelem um alto grau de agressividade contra o pa\u00eds, a impossibilidade de leva-las a cabo na pr\u00e1tica as revelam mais como uma amea\u00e7a que como propostas que possam ser colocadas em pr\u00e1tica pelo problema que se apresenta na hora de gerar o clima interno que as propicie. Os \u00faltimos pronunciamentos internacionais relacionados com a inabilidade de Henrique Capriles Radonski demonstram justamente esta barreira que se apresenta para aumentar a agressividade contra o pa\u00eds. Raz\u00e3o que explica porque Luis Almagro, desesperadamente, fala que \u201co regime venezuelano sacrifica a vida das pessoas para manter-se no poder\u201d. Chegando a esse extremo, fala tamb\u00e9m da imperiosa necessidade de que o clima internacional tamb\u00e9m arda em <em>guarimbas<\/em> contra a Venezuela, ante os centristas comunicados dos pa\u00edses que respaldaram Henrique Capriles.<\/p>\n<p>Outro fator que deve ser considerado \u00e9 a quantidade de capital pol\u00edtico que requerem estas formas de tutela se internamente n\u00e3o s\u00e3o legitimadas, de uma forma ou de outra, como formas necess\u00e1rias para causar o conflito pol\u00edtico venezuelano. Nesse sentido, o Governo Bolivariano, junto ao chavismo atuante, tem tido \u00eaxito justamente em identificar estas novas formas de interven\u00e7\u00e3o, e isolar politicamente os atores que as prop\u00f5em. Apesar disso, n\u00e3o se pode perder de vista as amea\u00e7as que se encerram contra o pa\u00eds por tr\u00e1s do discurso do antichavismo regional.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/misionverdad.com\/columnistas\/tres-formas-de-tutelaje-que-se-le-proponen-a-venezuela\">Misi\u00f3n Verdad<\/a><\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.resumenlatinoamericano.org\/2017\/04\/19\/venezuela-tutelaje-y-asedio-internacional-formula-para-la-intervencion-por-mision-verdad\/\">http:\/\/www.resumenlatinoamericano.org\/2017\/04\/19\/venezuela-tutelaje-y-asedio-internacional-formula-para-la-intervencion-por-mision-verdad\/<\/a><\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Resumen Latinoamericano. 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