{"id":14298,"date":"2017-05-04T17:59:46","date_gmt":"2017-05-04T20:59:46","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=14298"},"modified":"2017-05-15T13:43:42","modified_gmt":"2017-05-15T16:43:42","slug":"reforma-trabalhista-do-agronegocio-pode-provocar-violencia-e-caos-no-campo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/14298","title":{"rendered":"Reforma trabalhista do agroneg\u00f3cio pode provocar viol\u00eancia e caos no campo"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/ci4.googleusercontent.com\/proxy\/vJsfwv_zM8q_7VDaViAWUEdmZP8UYBp9yi4Og2N6VzVjE6dafRkFNf9cPOsfxLKiJ5thqp8DLSXVtqqwIF_ZWPsIUhLvJaaVhrleA--hq0Hm5dWYQlc=s0-d-e1-ft#https:\/\/farm3.staticflickr.com\/2950\/34299751201_ca422cfd9f_z.jpg\" alt=\"imagem\" \/><strong>Reforma trabalhista do agroneg\u00f3cio pode provocar viol\u00eancia e caos no campo<\/strong><!--more--><\/p>\n<p>Tiago Pereira<\/p>\n<p>O\u00a0projeto de reforma trabalhista para o meio rural\u00a0apresentado pelo deputado federal N\u00edlson Leit\u00e3o (PSDB-MT)\u00a0pode agravar a viol\u00eancia no campo. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 da\u00a0Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores Assalariados Rurais (Contar).\u00a0\u00a0O\u00a0Projeto de Lei\u00a06.442\/2016\u00a0guarda o mesmo esp\u00edrito da\u00a0reforma trabalhista\u00a0j\u00e1 aprovada pela C\u00e2mara para o conjunto dos trabalhadores, em que &#8220;acordos&#8221; entre patr\u00f5es e empregados possam prevalecer sobre a legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Sem legisla\u00e7\u00e3o, vai ter uma situa\u00e7\u00e3o de instabilidade legal. Vai ter no campo a viol\u00eancia comendo solta. Se n\u00e3o tem lei para regulamentar as coisas, a viol\u00eancia toma conta. O campo j\u00e1 \u00e9 bastante violento, vai ficar pior&#8221;, afirma o presidente da Contar, Ant\u00f4nio Lucas Filho. Ele\u00a0lembra que Leit\u00e3o \u00e9\u00a0l\u00edder da Frente Parlamentar da Agropecu\u00e1ria (FPA). &#8220;Juntou uma s\u00e9rie de projetos ruins em um s\u00f3. Deveria ganhar uma medalha de t\u00e3o ruim&#8221;, critica. O presidente da Contar ressalta a possibilidade da &#8220;remunera\u00e7\u00e3o em qualquer esp\u00e9cie&#8221; ao trabalhador rural, em vez do sal\u00e1rio em dinheiro. Para ele, trata-se de um retrocesso de mais de um s\u00e9culo.<\/p>\n<p>&#8220;O cara pode receber coisas que n\u00e3o s\u00e3o sal\u00e1rio em troca do sal\u00e1rio. \u00c9 a volta ao s\u00e9culo 19, para uma \u00e9poca em que o trabalhador trabalhava na fazenda em troca de uma roupa usada, de uma botina ou da comida. Um per\u00edodo muito ruim que j\u00e1 passamos na hist\u00f3ria, e que a gente quer esquecer.&#8221;<\/p>\n<p>Segundo o diretor t\u00e9cnico do\u00a0Dieese, Clemente Ganz L\u00facio, que tamb\u00e9m classifica o projeto como &#8220;absurdo&#8221;, iniciativas como a do deputado Leit\u00e3o &#8220;indicam claramente que partes da nossa elite, do setor empresarial, ainda acredita que a escravid\u00e3o ou pr\u00e1ticas semelhantes a ela s\u00e3o pertinentes para realizarmos a produ\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica.&#8221;<\/p>\n<p>Para ele, esse projeto promove &#8220;acintosa precariza\u00e7\u00e3o&#8221; para os trabalhadores do campo e institui o escambo. &#8220;S\u00e3o concep\u00e7\u00f5es de sociedade que buscam reduzir o padr\u00e3o civilizat\u00f3rio. \u00c9 importante que possamos ter atitude frontalmente contr\u00e1ria a esse tipo de iniciativa. Visam a transformar em lei as p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es de trabalho e a precariza\u00e7\u00e3o&#8221;, diz Clemente, em coment\u00e1rio \u00e0\u00a0R\u00e1dio Brasil Atual.<\/p>\n<p>&#8220;Querem deixar o meio rural sem lei. Tudo passa a ser negociado entre patr\u00e3o e empregado. Imagina uma empresa pequena, com cerca de 50 empregados, voc\u00ea falar para o empregador que voc\u00ea quer negociar. Ele simplesmente vai dizer &#8216;se n\u00e3o querem trabalhar do jeito que est\u00e1, v\u00e3o-se embora que eu pego outros'&#8221;, interpreta o presidente da Contar.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o \u00e9 negocia\u00e7\u00e3o mais, \u00e9 barganha. Na barganha, o trabalhador sempre perdeu. Aonde o trabalhador conseguir fazer um movimento mais forte, conseguir\u00e3o alguma coisa. Aonde n\u00e3o puder fazer, v\u00e3o levar pancada. V\u00e3o ser oprimidos. \u00c9 o caos no campo&#8221;, ressaltou.<\/p>\n<p>Outra medida grave \u00e9 a revoga\u00e7\u00e3o da\u00a0norma regulamentadora do Minist\u00e9rio do Trabalho espec\u00edfica para seguran\u00e7a e sa\u00fade no campo, a chamada NR-31. Lucas Filho lembra que essa \u00e9 a conquista hist\u00f3rica para os trabalhadores rurais, que antes eram submetidos a normas de seguran\u00e7a do trabalhador urbano.<\/p>\n<p>Os trabalhadores assalariados rurais pretendem dialogar, durante esta semana, com os demais deputados para mostrar o &#8220;n\u00e3o&#8221; ao projeto de Leit\u00e3o e querem envolver o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira.<\/p>\n<p>Procurado pela\u00a0RBA, o deputado Nilson Leit\u00e3o enviou nota da\u00a0Frente Parlamentar da Agropecu\u00e1ria que afirma que o projeto &#8220;nunca levantou a hip\u00f3tese de diminuir o sal\u00e1rio em troca de casa e comida&#8221;. A\u00a0FPA diz que &#8220;o que o projeto prev\u00ea s\u00e3o acr\u00e9scimos beneficiando o trabalhador por conta de acordos previamente firmados&#8221;.<\/p>\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: RBA<\/p>\n<p>http:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/trabalho\/2017\/05\/reforma-trabalhista-do-agronegocio-pode-provocar-violencia-e-caos-no-campo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Reforma trabalhista do agroneg\u00f3cio pode provocar viol\u00eancia e caos no campo\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/14298\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[190],"tags":[],"class_list":["post-14298","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-fora-temer"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-3IC","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14298","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14298"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14298\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14298"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14298"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14298"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}