{"id":1432,"date":"2011-04-29T22:20:56","date_gmt":"2011-04-29T22:20:56","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=1432"},"modified":"2011-04-29T22:20:56","modified_gmt":"2011-04-29T22:20:56","slug":"intervencao-de-a-papariga-secretaria-geral-do-partido-comunista-grego","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1432","title":{"rendered":"Interven\u00e7\u00e3o de A. Papariga, Secret\u00e1ria-Geral do Partido Comunista Grego"},"content":{"rendered":"\n<p><em><strong>Encontro Europeu de Partidos Comunistas e Oper\u00e1rios Bruxelas, 11 de abril de 2011<\/strong><\/em><\/p>\n<p>\u201c<em><strong>O fato de que a revolu\u00e7\u00e3o socialista n\u00e3o est\u00e1 na ordem do dia n\u00e3o significa que n\u00e3o h\u00e1 necessidade objetiva para o movimento oper\u00e1rio levantar a quest\u00e3o do socialismo como uma resposta para o caminho ultrapassado da produ\u00e7\u00e3o capitalista\u201d.<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Estimados camaradas;<\/p>\n<p>Com a eclos\u00e3o da crise econ\u00f4mica capitalista, o KKE (Partido Comunista Grego) foi ideologicamente e politicamente preparado, porque agimos a tempo baseados em pesquisas cient\u00edficas e de certas elabora\u00e7\u00f5es e previs\u00f5es, durante o curso do desenvolvimento capitalista na Gr\u00e9cia em termos de integra\u00e7\u00e3o na UE. Ao mesmo tempo, levamos a s\u00e9rio as contradi\u00e7\u00f5es inter-imperialistas no seio da UE (Uni\u00e3o Europ\u00e9ia) e internacionalmente no contexto do desenvolvimento desigual, a entrada din\u00e2mica no mercado global e o antagonismo inter-imperialista das novas pot\u00eancias capitalistas, como a China, \u00cdndia e Brasil, o papel da R\u00fassia no conflito, etc. Temos acompanhado de perto o papel regional que pretende desempenhar a Turquia, em particular atrav\u00e9s da sua participa\u00e7\u00e3o no famoso G20.<\/p>\n<p>Quando apareceram no horizonte as nuvens da crise, fizemos uma avalia\u00e7\u00e3o concreta da situa\u00e7\u00e3o e consideramos ainda mais urgente a quest\u00e3o da reunifica\u00e7\u00e3o do movimento oper\u00e1rio. Atrav\u00e9s de processos coletivos dentro do partido, que culminou com a Confer\u00eancia Nacional, desenvolvemos um marco de a\u00e7\u00f5es comuns para o movimento oper\u00e1rio <strong>e sua alian\u00e7a com os artes\u00e3os, os trabalhadores aut\u00f4nomos, comerciantes e camponeses pobres<\/strong>. Este quadro comum procedeu a um melhor desenvolvimento dos problemas dos jovens e mulheres, jovens casais, o papel do movimento estudantil e feminino. Temos tomado medidas adicionais para consolidar o trabalho do partido e das massas nas f\u00e1bricas, na ind\u00fastria em geral, porque \u00e9 a\u00ed que se avalia o desenvolvimento da luta de classes e as perspectivas de alian\u00e7a social. Neste contexto, procedemos a uma reestrutura\u00e7\u00e3o interna na coloca\u00e7\u00e3o dos membros do partido e <strong>a unifica\u00e7\u00e3o das organiza\u00e7\u00f5es partid\u00e1rias que t\u00eam uma a\u00e7\u00e3o comum<\/strong>.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 coincid\u00eancia que todos os partidos, sejam burgueses, pequeno-burgueses, oportunistas, votaram a favor do pacote de medidas impopulares, centrando as suas propostas sobre como reduzir a d\u00edvida, como concentrar o capital para investimento e como aumentar a massa de benef\u00edcios que podem ser melhor distribu\u00eddos e divididos. Suas propostas s\u00e3o um c\u00edrculo vicioso. Com algumas pequenas diferen\u00e7as secund\u00e1rias, todos os fatores levam inevitavelmente \u00e0 eclos\u00e3o da crise ap\u00f3s um per\u00edodo de elevada taxa de crescimento do PIB e da rentabilidade.<\/p>\n<p>Uma coisa \u00e9 lutar para aliviar temporariamente os trabalhadores e outra coisa \u00e9 transformar isso em uma teoria e considerar alternativas como a chamada redistribui\u00e7\u00e3o mais justa e divis\u00e3o independente da rela\u00e7\u00e3o entre economia e pol\u00edtica no sistema capitalista.<\/p>\n<p>Hoje, h\u00e1 uma oportunidade hist\u00f3rica no campo da luta de classes incessante: conduzir o pensamento e as a\u00e7\u00f5es dos povos que lutam, com a classe trabalhadora na cabe\u00e7a, atrav\u00e9s do poder da classe oper\u00e1ria.<\/p>\n<p>Deve ser entendido que mesmo se em um determinado pa\u00eds a maioria do povo elege um parlamento em que uma maioria seja a favor dos trabalhadores, assim como um respectivo governo, este \u00faltimo n\u00e3o ser\u00e1 capaz de superar os limites da lei b\u00e1sica do capitalismo, se n\u00e3o resolver a quest\u00e3o da socializa\u00e7\u00e3o dos meios b\u00e1sicos de produ\u00e7\u00e3o, a elimina\u00e7\u00e3o da UE e da OTAN, o planejamento central e o poder de controle dos trabalhadores, de baixo para cima.<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio, percebemos o \u00f3bvio, ou seja, que o s\u00fabito agravamento dos problemas econ\u00f4micos e sociais, o aumento do desemprego e da pobreza n\u00e3o s\u00e3o suficientes para que se desenvolva a luta de classes se a a\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 combinada com o agravamento da luta ideol\u00f3gica e pol\u00edtica realizado pelo partido, pelo movimento sindical e pelas organiza\u00e7\u00f5es radicais em geral.<\/p>\n<p>Devemos dar respostas \u00e0s v\u00e1rias tentativas de ocultar a causa da crise deliberadamente apresentada como uma crise da d\u00edvida e do d\u00e9ficit, devido \u00e0 m\u00e1 gest\u00e3o, a um setor estatal inchado, ao partidismo, etc.<\/p>\n<p>No entanto, n\u00e3o estamos limitados a uma contra-propaganda. T\u00ednhamos preparado o terreno em uma ampla coopera\u00e7\u00e3o com as for\u00e7as radicais e demos um impulso para a forma\u00e7\u00e3o de um quadro nacional de parceria social com uma luta comum. Esta \u00e9 a primeira vez na Gr\u00e9cia em tal dire\u00e7\u00e3o. A PAME foi uma das organiza\u00e7\u00f5es que responderam de forma positiva, assim como a Frente Militante dos Trabalhadores Rurais (PASY) e da Frente Anti-monopolista de Aut\u00f4nomos e Pequenos Comerciantes (PASEV). Em seguida, o grupo expandiu-se com a participa\u00e7\u00e3o da Frente Militante de Estudantes (MAS) e da Federa\u00e7\u00e3o das Mulheres Gregas (OGE). N\u00e3o se trata de um agrupamento fracionista estreito, mas de uma alian\u00e7a social que inclui as organiza\u00e7\u00f5es de orienta\u00e7\u00e3o classista, radical e militante.<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio, destacou-se a import\u00e2ncia da forma\u00e7\u00e3o de comit\u00eas populares da alian\u00e7a nos bairros, comit\u00eas de a\u00e7\u00e3o nos locais de trabalho, comiss\u00f5es nos sindicatos setoriais. Uma organiza\u00e7\u00e3o de luta de classe e do povo com \u00eanfase principal na base e com um esfor\u00e7o planejado para adquirir um n\u00edvel regional e nacional.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, apresentamos ao parlamento e ao movimento propostas concretas imediatas e objetivos de luta contra o desemprego e para a prote\u00e7\u00e3o dos desempregados, trabalhadores com rela\u00e7\u00f5es de trabalho prec\u00e1rias, pequenos empres\u00e1rios e agricultores pobres, os pensionistas e aposentados, ao sistema de seguran\u00e7a social , sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, sobre os problemas de habita\u00e7\u00e3o dos trabalhadores, atrasos significativos na prote\u00e7\u00e3o contra terremotos, a d\u00edvida das pessoas aos bancos, etc.<\/p>\n<p>Os comit\u00eas populares devem ser formados de uma maneira bem preparada, atrav\u00e9s de processos de massas amplos, para que n\u00e3o sejam uma &#8220;etiqueta&#8221;; devem ser dirigidos \u00e0s grandes massas populares que se deslocam em torno de um problema espec\u00edfico ou uma s\u00e9rie de temas . Cada parte desta alian\u00e7a continua a sua atividade no campo, setor, local de trabalho, \u00e1reas industriais, nos bairros, faculdades e escolas. N\u00e3o se trata de uma agrupa\u00e7\u00e3o temporal, mas sim de uma for\u00e7a que visa trazer os trabalhadores e outras camadas populares pobres para a luta organizada em rela\u00e7\u00e3o ao anti-imperialismo, contra o poder dos monop\u00f3lios.<\/p>\n<p>A for\u00e7a da alian\u00e7a se julga nas f\u00e1bricas, nos locais de trabalho onde se manifesta direta e claramente a contradi\u00e7\u00e3o entre capital e trabalho. Tem havido alguns resultados positivos que t\u00eam a ver com a reintegra\u00e7\u00e3o dos trabalhadores demitidos, o pagamento de sal\u00e1rios e subs\u00eddios, a religa\u00e7\u00e3o da energia el\u00e9trica \u00e0s fam\u00edlias que n\u00e3o tenham pago as contas por causa da pobreza. Houve grandes manifesta\u00e7\u00f5es e continuam a ocorrer para a aboli\u00e7\u00e3o de ped\u00e1gios nas auto-estradas nacionais, contra o pagamento para entrada em hospitais p\u00fablicos e contra o aumento do custo dos exames m\u00e9dicos, contra o fechamento de escolas e a diminui\u00e7\u00e3o de leitos nos hospitais.<\/p>\n<p>Depois de analisar as resolu\u00e7\u00f5es da reuni\u00e3o do PIE (Partido da Esquerda Europeia), que teve lugar em Atenas, podemos ver claramente que por tr\u00e1s da forte fraseologia promove uma vis\u00e3o da gest\u00e3o da crise que deixa intacta a ess\u00eancia da pol\u00edtica burguesa. Suas propostas dissociam a pol\u00edtica da economia, distinguem os credores capitalistas e os mutu\u00e1rios, separam as causas da crise de suas consequ\u00eancias. Neste contexto, se inclui a suposta proposta radical para a socializa\u00e7\u00e3o dos grupos banc\u00e1rios ou mesmo o sistema financeiro mais amplo, ou mudando a natureza do cr\u00e9dito. Se essa utopia n\u00e3o decorre do desconhecimento do papel do cr\u00e9dito no sistema capitalista, ent\u00e3o se trata de enganar os povos. Infelizmente, de fato temos o segundo caso.<\/p>\n<p>A transforma\u00e7\u00e3o da d\u00edvida de consequ\u00eancia a causa, cria uma atmosfera entre o povo, ou seja, deve-se aceitar alguns sacrif\u00edcios, porque a d\u00edvida \u00e9 um problema nacional e que, em geral, \u00e9 uma quest\u00e3o da economia nacional.<\/p>\n<p><strong>Propostas<\/strong> <strong>para<\/strong> <strong>a\u00e7\u00e3o e<\/strong> <strong>dire\u00e7\u00e3o<\/strong> <strong>comum<\/strong><\/p>\n<p>1. INTERVEN\u00c7\u00c3O COORDENADA A N\u00cdVEL IDEOL\u00d3GICO-POL\u00cdTICO PARA CLAREAR O CAMPO DE LUTA<\/p>\n<p>\u0391. Acreditamos que os partidos comunistas na Europa, tanto os que operam nos Estados Membros da UE ou n\u00e3o, devem realizar uma avalia\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica e, se chegar a um acordo, estabelecer um trabalho conjunto para enfatizar que <strong>a origem da crise reside na produ\u00e7\u00e3o e na esfera da circula\u00e7\u00e3o de dinheiro exibindo as contradi\u00e7\u00f5es, paradoxos e as defici\u00eancias do modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista<\/strong>. Da\u00ed vem a verdade que a classe oper\u00e1ria, o movimento obreiro \u00e9 a for\u00e7a mais subversiva e vanguardista da sociedade, a for\u00e7a que pode unir a outros setores populares em uma parceria din\u00e2mica e de massas.<\/p>\n<p>Consideramos que isto \u00e9 absolutamente necess\u00e1rio para desenvolver um verdadeiro contra-ataque ideol\u00f3gico na luta contra os problemas que s\u00e3o agravados para compreender tanto quanto poss\u00edvel, especialmente na classe oper\u00e1ria, a quest\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o entre economia e pol\u00edtica.<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio divulgar amplamente as nossas opini\u00f5es sobre a economia capitalista, a sua lei fundamental, o desenvolvimento das contradi\u00e7\u00f5es internas do sistema, a lei da queda da taxa de lucro, as rela\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o, o papel do cr\u00e9dito na produ\u00e7\u00e3o capitalista.<\/p>\n<p>Se isso n\u00e3o for compreendido, ser\u00e1 dif\u00edcil para o movimento sindical e seus aliados avan\u00e7arem e assimilarem a l\u00f3gica de gest\u00e3o do sistema.<\/p>\n<p>A divulga\u00e7\u00e3o \u00e9 uma necessidade vital com argumentos e dados sobre os antagonismos inter-imperialistas, com rela\u00e7\u00e3o ao que acontece nas uni\u00f5es inter-imperialistas a n\u00edvel regional ou global. A experi\u00eancia das massas n\u00e3o \u00e9 formada espontaneamente por muito que se agravem os problemas, se n\u00e3o intensificarmos o debate ideol\u00f3gico e pol\u00edtico.<\/p>\n<p>\u00c9 uma boa oportunidade para compreender os limites hist\u00f3ricos do capitalismo, a anarquia da produ\u00e7\u00e3o, o desenvolvimento desigual, a grande redu\u00e7\u00e3o do capital industrial em rela\u00e7\u00e3o ao financeiro, o escopo e a velocidade das transa\u00e7\u00f5es e t\u00edtulos de circula\u00e7\u00e3o do capital financeiro. A instabilidade pol\u00edtica que emerge objetivamente pode ser utilizado pelo movimento em favor de seus interesses. N\u00e3o podem ser utilizados para implementar os cen\u00e1rios de coalis\u00e3o governamental que fortalecer\u00e3o o ataque aos direitos dos trabalhadores com v\u00e1rios cortes alegadamente de esquerda, &#8220;renovadas&#8221; ou centristas.<\/p>\n<p><strong>O fato de que a revolu\u00e7\u00e3o socialista n\u00e3o est\u00e1 na ordem do dia n\u00e3o significa que n\u00e3o h\u00e1 necessidade objetiva para o movimento oper\u00e1rio levantar a quest\u00e3o do socialismo como uma resposta para o caminho ultrapassado da produ\u00e7\u00e3o capitalista.<\/strong><\/p>\n<p>B. A maneira pela qual um governo burgu\u00eas &#8211; independentemente de sua composi\u00e7\u00e3o \u2013 gesta a crise tem um sentido e um car\u00e1ter determinado. A ado\u00e7\u00e3o de medidas que levam \u00e0 intensifica\u00e7\u00e3o da explora\u00e7\u00e3o de classe, tornando a for\u00e7a de trabalho cada vez mais barata. Crise significa desvaloriza\u00e7\u00e3o &#8211; destrui\u00e7\u00e3o do capital financeiro ou do capital real. No entanto, o Estado burgu\u00eas, o poder do capital, toma medidas para assegurar que esta desvaloriza\u00e7\u00e3o seja t\u00e3o baixa quanto poss\u00edvel em termos de redu\u00e7\u00e3o da massa de benef\u00edcios ou para a sua recupera\u00e7\u00e3o o mais r\u00e1pido poss\u00edvel.<\/p>\n<p>C. A gest\u00e3o burguesa ser\u00e1 acompanhada pela instabilidade pol\u00edtica, conflitos locais e interven\u00e7\u00f5es militares que refletem o conflito entre as pot\u00eancias do sistema imperialista internacional.<\/p>\n<p>A guerra contra a L\u00edbia, as interven\u00e7\u00f5es imperialistas no Egito e na Tun\u00edsia, na S\u00edria, no Bahrein, e no I\u00eamen hoje \u00e9 a continua\u00e7\u00e3o de interven\u00e7\u00f5es imperialistas e as guerras contra a Iugosl\u00e1via, Iraque, Afeganist\u00e3o, Som\u00e1lia e Sud\u00e3o, a fim de melhor controlar decisivamente o petr\u00f3leo e o g\u00e1s natural, os recursos minerais, para evitar levantes populares e, especialmente, o despertar da classe trabalhadora, para alterar e impor outros governos que s\u00e3o mais amig\u00e1veis com um ou outro imperialista.<\/p>\n<p><strong>Portanto, a luta do movimento contra a guerra imperialista deve adquirir caracter\u00edsticas anti-capitalistas<\/strong>. Isto \u00e9 verdade tanto para o movimento que se desenvolve no pa\u00eds agressor e para o movimento nos pa\u00edses que est\u00e3o no centro das aten\u00e7\u00f5es do ataque. A luta contra a ocupa\u00e7\u00e3o estrangeira n\u00e3o deve perder de vista as caracter\u00edsticas da classe burguesa, pois, ganhando ou perdendo, n\u00e3o ir\u00e1 abandonar o seu principal objetivo que \u00e9 atacar e derrotar o movimento oper\u00e1rio, o movimento popular em geral.<\/p>\n<p>2. A ESTRAT\u00c9GIA COMUM CONTRA A UE<\/p>\n<p>Independentemente da forma assumida pela UE, haver\u00e1 um campo com uma pol\u00edtica acordada em comum, unificada, sem contradi\u00e7\u00f5es e diverg\u00eancias entre estes: a estrat\u00e9gia da barb\u00e1rie contra a classe oper\u00e1ria, contra os trabalhadores de todos os Estados-membros, a participa\u00e7\u00e3o na guerra imperialista, a &#8221; paz imperialista&#8221;. Esta pol\u00edtica contra os povos ser\u00e1 servida por qualquer tipo de mecanismo da pol\u00edtica comum que a UE adotar. Este \u00e9 o conte\u00fado de classe da federaliza\u00e7\u00e3o europeia, que tem sido proposta por v\u00e1rios estados e for\u00e7as pol\u00edticas. O Estado-na\u00e7\u00e3o como um organismo que garanta a concentra\u00e7\u00e3o e centraliza\u00e7\u00e3o do capital em um feroz antagonismo entre os Estados membros n\u00e3o ser\u00e3o quebrados ou destru\u00eddos.<\/p>\n<p>A pol\u00edtica de ruptura e desarticula\u00e7\u00e3o da UE \u00e9 um pr\u00e9-requisito para que o desfecho da luta seja favor\u00e1vel para a classe trabalhadora, para a perspectiva do socialismo, por uma Europa socialista unida. Esta perspectiva n\u00e3o pode ser executada automaticamente e simultaneamente em toda a Europa. Ser\u00e1 o resultado de sucessivos golpes em cada fase, e coordenada nacionalmente.<\/p>\n<p>Os povos devem lutar contra os estados burgueses, os monop\u00f3lios, a n\u00edvel nacional e europeu.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: KKE\n\n\n\n\n\n\n\n\nInterven\u00e7\u00e3o de A. 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