{"id":14334,"date":"2017-05-09T17:02:34","date_gmt":"2017-05-09T20:02:34","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=14334"},"modified":"2017-05-20T02:22:35","modified_gmt":"2017-05-20T05:22:35","slug":"indigenas-fecham-transamazonica-e-conquistam-vitoria-com-apoio-de-caminhoneiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/14334","title":{"rendered":"ind\u00edgenas fecham Transamaz\u00f4nica e conquistam vit\u00f3ria com apoio de caminhoneiros"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cimi.org.br\/pub\/PA\/Munduruku\/Munduruku_BR_Foto_MauricioTorres.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/>Depois de dois dias com a rodovia totalmente obstru\u00edda nos dois sentidos, no dia 28 o bloqueio adotou uma intermit\u00eancia, liberando o fluxo a cada 12 horas. Mas, a partir da manh\u00e3 do dia 3, <!--more-->a interrup\u00e7\u00e3o voltou a ser total, barrando inclusive viaturas de pol\u00edcia e abrindo exce\u00e7\u00f5es apenas a ambul\u00e2ncias.<\/p>\n<p>Lideran\u00e7a pol\u00edtica da Terra Ind\u00edgena Sawre Muybu, Antonio Munduruku, 35, falou a The Intercept Brasil sobre os dois motivos do bloqueio: \u201cQueremos que os funcion\u00e1rios da Funai que estavam trabalhando conosco voltem \u00e0s suas fun\u00e7\u00f5es. Precisamos deles. Eles s\u00e3o nossa ferramenta mais poderosa na luta pela demarca\u00e7\u00e3o das nossas terras. E n\u00e3o vamos sair de m\u00e3os vazias. O [ent\u00e3o] presidente da Funai nos disse, na sexta-feira, que ele iria resolver isso. Mas n\u00e3o acreditamos mais em palavras. Queremos que a recondu\u00e7\u00e3o deles seja publicada no Di\u00e1rio Oficial\u201d.<\/p>\n<p>Ele continua: \u201cEm segundo lugar, queremos que a terra ind\u00edgena Sawre Muybu seja demarcada direito. \u00c9 nossa terra, mas nada acontece. Madeireiros continuam a derrubar \u00e1rvores\u201d.<\/p>\n<p>O velho cacique Vicente Saw, que percorreu mais de 400 quil\u00f4metros de estradas de terra para chegar ao protesto, afirmou que interditar o tr\u00e1fego da rodovia \u00e9 uma medida efetiva: \u201cO cora\u00e7\u00e3o do governo est\u00e1 aqui nessa estrada\u201d.<\/p>\n<p>Os Munduruku n\u00e3o foram hostis aos caminhoneiros. A lideran\u00e7a ind\u00edgena Tomas Manhuary Munduruku afirma: \u201cSomos a favor dos caminhoneiros. Eles tamb\u00e9m precisam de apoio. N\u00e3o est\u00e1 certo o governo cortar a aposentadoria deles\u201d.<br \/>\nO mais surpreendente \u00e9 que, mesmo afetados pelo protesto, parte dos caminhoneiros tenham passado a apoiar os \u00edndios. \u201cEssa estrada \u00e9 fundamental para o Brasil, e o protesto precisa acabar. S\u00f3 que os direitos dos \u00edndios n\u00e3o est\u00e3o sendo respeitados, assim como os nossos tamb\u00e9m n\u00e3o est\u00e3o. Mas a gente est\u00e1 aqui carregando o Brasil nas costas. N\u00e3o d\u00e1 para parar. Precisamos que o governo resolva isso. Nenhum de n\u00f3s merece ser tratado desse jeito\u201d, diz o caminhoneiro M\u00e1rio Nascimento.<\/p>\n<p>Outro caminhoneiro preso no bloqueio, que n\u00e3o quis revelar seu nome, como \u00e9 comum nessa violenta regi\u00e3o, por temor de repres\u00e1lias, afirma: \u201cEles [os \u00edndios] est\u00e3o certos. N\u00e3o d\u00e1 para negar. E se tiver gente querendo me linchar porque estou dizendo isso, ent\u00e3o que me linchem\u201d.<\/p>\n<p>Tanto os caminhoneiros quanto os \u00edndios acusaram v\u00e1rias vezes o governo de n\u00e3o escut\u00e1-los: \u201cO maior problema \u00e9 o governo\u201d.<\/p>\n<p>Havia uma preocupa\u00e7\u00e3o de que a fome, a sede e o calor amaz\u00f4nico afetassem os \u00edndios e os caminhoneiros \u2013 e, com isso, os humores tamb\u00e9m esquentassem. Um caminhoneiro que n\u00e3o quis se identificar chegou a amea\u00e7ar: \u201cVamos passar por cima dos \u00edndios, um por um, com nossos caminh\u00f5es. Se esse governo horroroso n\u00e3o conseguir acabar com o bloqueio, \u00e9 que vamos fazer\u201d.<\/p>\n<p>Em tom de deboche, outro caminhoneiro afirma: \u201cEst\u00e1 ficando insuport\u00e1vel para todo mundo. N\u00e3o tomo banho h\u00e1 mais de 24 horas, nesse calor. Estou com vontade de jogar minha cueca no rio. A\u00ed vai matar os peixes. E a\u00ed os \u00edndios n\u00e3o v\u00e3o ter peixe para comer, e a gente tamb\u00e9m n\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Como a fila de caminh\u00f5es se estendia por muitos quil\u00f4metros, era dif\u00edcil medir o humor dos caminhoneiros. Mas, na tarde de quarta-feira, houve uma reviravolta. Um grupo significativo deles se reuniu com os \u00edndios sobre o leito da rodovia. Os dois lados expressaram apoio m\u00fatuo, reafirmando que a principal queixa de ambos \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o ao atual governo.<\/p>\n<p>Apesar de n\u00e3o ser unanimidade entre os caminhoneiros, essa \u00e9 a vis\u00e3o de um n\u00famero representativo deles \u2013 o que \u00e9 uma novidade extraordin\u00e1ria pois, no passado, a\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas como o bloqueio de estradas causavam indigna\u00e7\u00e3o, principalmente por parte desses trabalhadores. Um sintoma da alt\u00edssima taxa de rejei\u00e7\u00e3o ao atual governo por eleitores dos mais diferentes tipos. O presidente Temer tem o apoio de apenas 9% da popula\u00e7\u00e3o, uma marca in\u00e9dita.<\/p>\n<p>Viol\u00eancia no Maranh\u00e3o<\/p>\n<p>Em 30 de abril, jagun\u00e7os comandados por fazendeiros <a href=\"http:\/\/cimi.org.br\/site\/pt-br\/?system=news&amp;action=read&amp;id=9250\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=http:\/\/cimi.org.br\/site\/pt-br\/?system%3Dnews%26action%3Dread%26id%3D9250&amp;source=gmail&amp;ust=1494445599358000&amp;usg=AFQjCNFLbbipfHL7IyNBZ61H-MNQrLot6w\">atacaram \u00edndios do povo Gamela<\/a>, que ocupavam uma parte de sua Terra ind\u00edgena (n\u00e3o demarcada pelo governo) que estava ilegalmente ocupada por fazendeiros. O massacre aconteceu no munic\u00edpio de Viana, a 214 quil\u00f4metros de S\u00e3o Lu\u00eds, no Maranh\u00e3o, estado dominado h\u00e1 d\u00e9cadas por grileiros e latifundi\u00e1rios, liderados pela fam\u00edlia Sarney (um dos membros do cl\u00e3 \u00e9 Jos\u00e9 Sarney Filho, atual ministro do Meio Ambiente).<\/p>\n<p>Trata-se de um territ\u00f3rio que era tradicionalmente dos Gamela, que foram expulsos pela ditadura militar. Fazendeiros ocuparam a \u00e1rea e derrubaram a floresta para criar gado e n\u00e3o demorou para que come\u00e7assem a se arrogar como leg\u00edtimos donos da terra.<\/p>\n<p>No entanto, cerca de 300 fam\u00edlias Gamela permaneceram na regi\u00e3o, determinadas a retomar o territ\u00f3rio apesar dos riscos a\u00ed implicados. A despeito da legitimidade de sua reivindica\u00e7\u00e3o, os \u00edndios n\u00e3o conseguiram que as autoridades cumprissem suas obriga\u00e7\u00f5es constitucionais: demarcar a terra ind\u00edgena. Pressionada pelos fazendeiros, a Funai se recusou a dar in\u00edcio ao processo de demarca\u00e7\u00e3o das fronteiras do territ\u00f3rio Gamela.<\/p>\n<p>H\u00e1 tr\u00eas anos, os \u00edndios entraram na Justi\u00e7a para obrigar os fazendeiros a abdicar do territ\u00f3rio, mas o caso n\u00e3o andou por conta de atrasos burocr\u00e1ticos. As condi\u00e7\u00f5es de vida foram piorando ano ap\u00f3s ano, e os Gamela se convenceram de que s\u00f3 sobreviveriam se o povo reagisse. Eles deram ent\u00e3o in\u00edcio a uma s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es de retomada da terra que era tradicionalmente deles.<\/p>\n<p>Essa \u00faltima ocupa\u00e7\u00e3o foi feita para coincidir com os protestos em Bras\u00edlia e com a primeira Greve Geral em 21 anos, organizada pelas centrais sindicais contra as severas medidas de austeridade do governo Temer. Entretanto, como diziam os velhos caciques que comandavam a a\u00e7\u00e3o, \u201cpara \u00edndio Munduruku a Greve Geral s\u00f3 acaba quando a gente resolve o problema\u201d.<\/p>\n<p>Era uma estrat\u00e9gia arriscada, tendo em vista o forte anti-indigenismo vigente em Bras\u00edlia e que ecoa, potencializando a viol\u00eancia nos campos mais remotos. Os fazendeiros locais responderam rapidamente. De acordo com um relato, eles trocaram mensagens via WhatsApp e convocaram colegas e pistoleiros a se reunir perto do acampamento.<br \/>\nMensagens de apoio aos fazendeiros inundaram a m\u00eddia. Em entrevista a uma r\u00e1dio local, o deputado federal Aluisio Mendes Filho (PTN\/MA), secret\u00e1rio de Seguran\u00e7a P\u00fablica do Maranh\u00e3o no governo Roseana Sarney, acusou os Gamela de serem \u201carruaceiros\u201d e estimulou a viol\u00eancia contra eles.<\/p>\n<p>\u201cEle botou gasolina na fogueira\u201d, definiu um dos \u00edndios.<\/p>\n<p>Os fazendeiros fizeram um churrasco, beberam muito \u00e1lcool e foram ficando agressivos ao falar dos \u00edndios. Estava claro que um ataque estava sendo planejado. Mas quando ele de fato aconteceu, a pol\u00edtica militar (que tinha chegado mais cedo ao local) n\u00e3o interveio.<\/p>\n<p>Os \u00edndios estavam em minoria e, ao serem atacados por homens empunhando rifles e fac\u00f5es, n\u00e3o puderam fazer muito mais do que fugir para a floresta.<\/p>\n<p>De acordo com o Conselho Ind\u00edgena Mission\u00e1rio (Cimi), treze \u00edndios ficaram feridos. Cinco foram baleados, dois deles tiveram as m\u00e3os decepadas, outros foram espancados, um teve traumatismo craniano. Kum \u2018Tum Gamela, ex-padre que j\u00e1 recebeu in\u00fameras amea\u00e7as de morte, tamb\u00e9m ficou ferido.<\/p>\n<p>A vontade de resistir<br \/>\nOs Munduruku ficaram chocados, mas n\u00e3o surpresos, com o que o aconteceu com os Gamela: \u201cEles s\u00e3o de uma etnia diferente, mas s\u00e3o nossos irm\u00e3os, do mesmo sangue\u201d, afirma Jairo Saw Munduruku. \u201cO governo parou de demarcar terras ind\u00edgenas, as que existem n\u00e3o s\u00e3o fiscalizadas e est\u00e3o destruindo a Funai. O resultado s\u00f3 pode ser esse mesmo. N\u00f3s lutamos hoje para que n\u00e3o aconte\u00e7a com a gente o que aconteceu hoje com os Gamela.\u201d<\/p>\n<p>Jairo \u00e9 bastante consciente do que importa ao branco em suas terras: \u201cO governo tem que demarcar nosso territ\u00f3rio. Se n\u00e3o, grandes madeireiras, grandes mineradoras v\u00e3o invadir. E v\u00e3o dar in\u00edcio a conflitos, v\u00e3o nos atacar, assassinar nossos l\u00edderes. \u00c9 o que o governo quer, mas precisamos impedir que isso aconte\u00e7a. N\u00e3o temos ningu\u00e9m para falar por n\u00f3s no Congresso. N\u00f3s mesmos temos que nos defender\u201d. Ao longo das \u00faltimas semanas, The Intercept Brasil tentou contato com o governo brasileiro para comentar o caso, mas n\u00e3o obteve resposta.<\/p>\n<p>Na tarde do dia 4, os Munduruku obtiveram de Paulo de Tarso Oliveira, procurador da Rep\u00fablica em Itaituba, a not\u00edcia de que a exonera\u00e7\u00e3o do respons\u00e1vel pela coordena\u00e7\u00e3o da Funai na regi\u00e3o, Ademir Macedo da Silva, havia sido revertida. Todo o tr\u00e2mite estava encaminhado e a publica\u00e7\u00e3o no di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o seria quest\u00e3o de tempo. Em fun\u00e7\u00e3o da grande confian\u00e7a do grupo no procurador, o bloqueio foi desmobilizado ap\u00f3s as dan\u00e7as de guerra que celebram a vit\u00f3ria do grupo.<\/p>\n<p>Poucas horas depois, publicam mais uma nota, bem direcionada e contundente:<br \/>\n\u201cEssa ocupa\u00e7\u00e3o foi s\u00f3 uma demonstra\u00e7\u00e3o do que a for\u00e7a guerreira do povo Munduruku pode fazer. Continuamos tendo nossas reivindica\u00e7\u00f5es e j\u00e1 avisamos que iremos voltar se n\u00e3o nos ouvirem. Vamos novamente retornar para interditar a estrada e com maior grupo de guerreiros Munduruku e tamb\u00e9m seguiremos \u00e0 capital do Brasil.\u201d<\/p>\n<p>Em nota \u00e0 imprensa, o ministro da Justi\u00e7a, Osmar Serraglio, prometeu investigar \u201co incidente envolvendo pequenos agricultores e supostos ind\u00edgenas no povoado de Bahias\u201d. O termo \u201csupostos\u201d gerou uma onda de indigna\u00e7\u00e3o por parte dos ind\u00edgenas e foi rapidamente retirado da nota. Logo depois, o termo \u201cpequenos agricultores\u201d, criticado por se tratar de um eufemismo para mil\u00edcias armadas pagas por fazendeiros, tamb\u00e9m foi apagado. No fim das contas, a nota se resumiu a dizer que o minist\u00e9rio iria investigar um \u201cconflito agr\u00e1rio\u201d. A Comiss\u00e3o de Direitos Humanos da OAB deve pedir ajuda \u00e0 Anistia Internacional para resolver a disputa.<\/p>\n<p>Uma diverg\u00eancia crescente<\/p>\n<p>Protestos no Maranh\u00e3o e no Par\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o casos isolados. De 24 a 28 de abril, o Acampamento Terra Livre reuniu em Bras\u00edlia mais de 4 mil lideran\u00e7as ind\u00edgenas na maior manifesta\u00e7\u00e3o, em n\u00fameros de participantes, do pa\u00eds. Os \u00edndios exigiam que o governo voltasse atr\u00e1s e atendesse \u00e0s demandas ind\u00edgenas. Os manifestantes foram recebidos com g\u00e1s lacrimog\u00eaneo.<\/p>\n<p>Por todo o territ\u00f3rio brasileiro, \u00edndios expressam seu medo do futuro. Paulo Marubo, \u00edndio do Vale do Javari (AM), regi\u00e3o pr\u00f3xima \u00e0 fronteiro com o Peru, diz que a Funai, dizimada por cortes or\u00e7ament\u00e1rios, ter\u00e1 de fechar muitas das Bases de Prote\u00e7\u00e3o Etnoambiental, as Bapes, que t\u00eam um papel fundamental no monitoramento do territ\u00f3rio ocupado por \u00edndios isoladas.<\/p>\n<p>\u201cSe as equipes de prote\u00e7\u00e3o forem desativadas, vai ser que nem antes, quando os \u00edndios eram massacrados e morriam de novas doen\u00e7as. Se os madeireiros se instalarem, v\u00e3o fazer contato com os \u00edndios isoladas, v\u00e3o espalhar doen\u00e7as e mat\u00e1-los\u201d, conta Marubo \u00e0 Survival International.<\/p>\n<p>O governo federal parece estar dando as costas \u00e0s demandas ind\u00edgenas. Ap\u00f3s 55 dias no cargo, o ministro da Justi\u00e7a, Osmar Serraglio, n\u00e3o teve sequer uma reuni\u00e3o com um \u00edndio. Mas achou espa\u00e7o na agenda para se encontrar a portas fechadas com 100 propriet\u00e1rios de terras e executivos acusados de corrup\u00e7\u00e3o na Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato.<\/p>\n<p>Durante a grande manifesta\u00e7\u00e3o em Bras\u00edlia, Serraglio e o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, demoraram para propor uma reuni\u00e3o aos \u00edndios, que recusaram o convite. Os dois ministros s\u00e3o conhecidamente respons\u00e1veis por tra\u00e7ar a estrat\u00e9gia anti-ind\u00edgena do governo. Sem nenhuma possibilidade de acordo sobre a mesa de negocia\u00e7\u00f5es, os l\u00edderes ind\u00edgenas n\u00e3o viram raz\u00e3o para se encontrar com eles.<\/p>\n<p>Esse ataque aos direitos dos \u00edndios \u00e9 o mais grave desde o fim da ditadura militar, em 1985. O Instituto Socioambiental (ISA) afirma que, desde que Temer assumiu o governo, observa-se \u201cum aumento exponencial da viol\u00eancia no campo\u201d: \u201cA circunst\u00e2ncia de estar Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a ocupado por [Osmar Serraglio,] um militante da injusti\u00e7a refor\u00e7a essa sinistra sinaliza\u00e7\u00e3o\u201d, avalia a entidade.<\/p>\n<p><span class=\"embed-youtube\" style=\"text-align:center; display: block;\"><iframe loading=\"lazy\" class=\"youtube-player\" width=\"747\" height=\"421\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/t_9LP3nYsKM?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent\" allowfullscreen=\"true\" style=\"border:0;\" sandbox=\"allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox\"><\/iframe><\/span><\/p>\n<p><span class=\"embed-youtube\" style=\"text-align:center; display: block;\"><iframe loading=\"lazy\" class=\"youtube-player\" width=\"747\" height=\"421\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/_i4JOJu2wfY?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent\" allowfullscreen=\"true\" style=\"border:0;\" sandbox=\"allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox\"><\/iframe><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>http:\/\/www.cimi.org.br\/site\/pt-br\/index.php?system=news&#038;action=read&#038;id=9257<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Depois de dois dias com a rodovia totalmente obstru\u00edda nos dois sentidos, no dia 28 o bloqueio adotou uma intermit\u00eancia, liberando o fluxo \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/14334\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[163],"tags":[],"class_list":["post-14334","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-movimento-indigena"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-3Jc","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14334","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14334"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14334\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14334"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14334"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14334"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}