{"id":1435,"date":"2011-04-30T18:41:07","date_gmt":"2011-04-30T18:41:07","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=1435"},"modified":"2011-04-30T18:41:07","modified_gmt":"2011-04-30T18:41:07","slug":"estrategias-e-tecnicas-para-a-manipulacao-da-opiniao-publica-e-da-sociedade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1435","title":{"rendered":"Estrat\u00e9gias e t\u00e9cnicas para a manipula\u00e7\u00e3o da opini\u00e3o p\u00fablica e da sociedade"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>1- A estrat\u00e9gia da divers\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Elemento primordial do controle social, a estrat\u00e9gia da divers\u00e3o consiste em desviar a aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico dos problemas importantes e das mudan\u00e7as decididas pelas elites pol\u00edticas e econ\u00f4micas, gra\u00e7as a um dil\u00favio cont\u00ednuo de distra\u00e7\u00f5es e informa\u00e7\u00f5es insignificantes.<\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia da divers\u00e3o \u00e9 igualmente indispens\u00e1vel para impedir o p\u00fablico de se interessar pelos conhecimentos essenciais nos dom\u00ednios da ci\u00eancia, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibern\u00e9tica.<\/p>\n<p>&#8220;Manter a aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico distra\u00edda, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por assuntos sem import\u00e2ncia real. Manter o p\u00fablico ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar, voltado para a manjedoura com os outros animais&#8221; (extra\u00eddo de &#8220;Armas silenciosas para guerras tranquilas&#8221;).<\/p>\n<p>2- <strong>Criar problemas, depois oferecer solu\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Este m\u00e9todo tamb\u00e9m \u00e9 denominado &#8220;problema-rea\u00e7\u00e3o-solu\u00e7\u00e3o&#8221;. Primeiro cria-se um problema, uma &#8220;situa\u00e7\u00e3o&#8221; destinada a suscitar uma certa rea\u00e7\u00e3o do p\u00fablico, a fim de que seja ele pr\u00f3prio a exigir as medidas que se deseja faz\u00ea-lo aceitar. Exemplo: deixar desenvolver-se a viol\u00eancia urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o p\u00fablico passe a reivindicar leis de seguran\u00e7a em detrimento da liberdade. Ou ainda: criar uma crise econ\u00f4mica para fazer como um mal necess\u00e1rio o recuo dos direitos sociais e desmantelamento dos servi\u00e7os p\u00fablicos.<\/p>\n<p><strong>3- A estrat\u00e9gia do alongamento<\/strong><\/p>\n<p>Para fazer aceitar uma medida inaceit\u00e1vel, basta aplic\u00e1-la progressivamente, de forma gradual, ao longo de 10 anos. Foi deste modo que condi\u00e7\u00f5es s\u00f3cio-econ\u00f3micas radicalmente novas foram impostas durante os anos 1980 e 1990. Desemprego maci\u00e7o, precariedade, flexibilidade, deslocaliza\u00e7\u00f5es, sal\u00e1rios que j\u00e1 n\u00e3o asseguram um rendimento decente, tantas mudan\u00e7as que teriam provocado uma revolu\u00e7\u00e3o se houvessem sido aplicadas brutalmente.<\/p>\n<p><strong>4- A estrat\u00e9gia do diferimento<\/strong><\/p>\n<p>Outro modo de fazer aceitar uma decis\u00e3o impopular \u00e9 apresent\u00e1-la como &#8220;dolorosa mas necess\u00e1ria&#8221;, obtendo o acordo do p\u00fablico no presente para uma aplica\u00e7\u00e3o no futuro. \u00c9 sempre mais f\u00e1cil aceitar um sacrif\u00edcio futuro do que um sacrif\u00edcio imediato. Primeiro porque a dor n\u00e3o ser\u00e1 sofrida de repente. A seguir, porque o p\u00fablico tem sempre a tend\u00eancia a esperar ingenuamente que &#8220;tudo ir\u00e1 melhor amanh\u00e3&#8221; e que o sacrif\u00edcio exigido poder\u00e1 ser evitado. Finalmente, porque isto d\u00e1 tempo ao p\u00fablico para se habituar \u00e0 ideia da mudan\u00e7a e aceit\u00e1-la com resigna\u00e7\u00e3o quando chegar o momento.<\/p>\n<p>Exemplo recente: a passagem ao Euro e a perda da soberania monet\u00e1ria e econ\u00f4mica foram aceitas pelos pa\u00edses europeus em 1994-95 para uma aplica\u00e7\u00e3o em 2001. Outro exemplo: os acordos multilaterais do FTAA (Free Trade Agreement of the Americas) que os EUA impuseram em 2001 aos pa\u00edses do continente americano ainda reticentes, concedendo uma aplica\u00e7\u00e3o diferida para 2005.<\/p>\n<p><strong>5- Dirigir-se ao p\u00fablico como se fossem crian\u00e7as pequenas<\/strong><\/p>\n<p>A maior parte da publicidade destinada ao grande p\u00fablico utiliza um discurso, argumentos, personagens e um tom particularmente infantilizadores, como se o espectador fosse uma crian\u00e7a pequena ou um d\u00e9bil mental. Exemplo t\u00edpico: a campanha da TV francesa pela passagem ao Euro (&#8220;os dias euro&#8221;). Quanto mais se procura enganar o espectador, mais se adota um tom infantilizante. Por qu\u00ea?<\/p>\n<p>&#8220;Se se dirige a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos de idade, ent\u00e3o, devido \u00e0 sugestibilidade, ela ter\u00e1, com uma certa probabilidade, uma resposta ou uma rea\u00e7\u00e3o t\u00e3o destitu\u00edda de sentido cr\u00edtico como aquela de uma pessoa de 12 anos&#8221;. (cf. &#8220;Armas silenciosas para guerra tranquilas&#8221; )<\/p>\n<p><strong>6- Apelar antes ao emocional do que \u00e0 reflex\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Apelar ao emocional \u00e9 uma t\u00e9cnica cl\u00e1ssica para curtocircuitar a an\u00e1lise racional e, portanto, o sentido cr\u00edtico dos indiv\u00edduos. Al\u00e9m disso, a utiliza\u00e7\u00e3o do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para ali implantar ideias, desejos, medos, impulsos ou comportamentos&#8230;<\/p>\n<p><strong>7- Manter o p\u00fablico na ignor\u00e2ncia e no disparate<\/strong><\/p>\n<p>Atuar de modo a que o p\u00fablico seja incapaz de compreender as tecnologias e os m\u00e9todos utilizados para o seu controle e a sua escravid\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;A qualidade da educa\u00e7\u00e3o dada \u00e0s classes inferiores deve ser da esp\u00e9cie mais pobre, de tal modo que o fosso da ignor\u00e2ncia que isola as classes inferiores das classes superiores seja e permane\u00e7a incompreens\u00edvel pelas classes inferiores&#8221;. (cf. &#8220;Armas silenciosas para guerra tranquilas&#8221; )<\/p>\n<p><strong>8- Encorajar o p\u00fablico a comprazer-se na mediocridade<\/strong><\/p>\n<p>Encorajar o p\u00fablico a considerar &#8220;natural&#8221; o fato de ser idiota, vulgar e inculto&#8230;<\/p>\n<p><strong>9- Substituir a revolta pela culpabilidade<\/strong><\/p>\n<p>Fazer crer ao indiv\u00edduo que ele \u00e9 o \u00fanico respons\u00e1vel pela sua infelicidade, devido \u00e0 insufici\u00eancia da sua intelig\u00eancia, das suas capacidades ou dos seus esfor\u00e7os. Assim, ao inv\u00e9s de se revoltar contra o sistema econ\u00f4mico, o indiv\u00edduo se auto-desvaloriza e auto-culpabiliza, o que engendra um estado depressivo que tem como um dos efeitos a inibi\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o. E sem a\u00e7\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 altera\u00e7\u00e3o!&#8230;<\/p>\n<p><strong>10- Conhecer os indiv\u00edduos melhor do que eles se conhecem a si pr\u00f3prios<\/strong><\/p>\n<p>No decurso dos \u00faltimos 50 anos, os progressos fulgurantes da ci\u00eancia cavaram um fosso crescente entre os conhecimentos do p\u00fablico e aqueles possu\u00eddos e utilizados pelas elites dirigentes. Gra\u00e7as \u00e0 biologia, \u00e0 neurobiologia e \u00e0 psicologia aplicada, o &#8220;sistema&#8221; chegou a um conhecimento avan\u00e7ado do ser humano, tanto f\u00edsica como psicologicamente. O sistema chegou a conhecer melhor o indiv\u00edduo m\u00e9dio do que este se conhece a si pr\u00f3prio. Isto significa que na maioria dos casos o sistema det\u00e9m um maior controle e um maior poder sobre os indiv\u00edduos do que os pr\u00f3prios indiv\u00edduos.<\/p>\n<p>Fonte: http:\/\/perso.wanadoo.fr\/metasystems\/Manipulations.html<\/p>\n<p>Extraido de: http:\/\/resistir.info\/varios\/manipulacao.html<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: 3.bp.blogspot.com\n\n\n\n\n\n\n\n\nSylvain Timsit\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1435\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-1435","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-n9","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1435","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1435"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1435\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1435"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1435"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1435"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}