{"id":14668,"date":"2017-06-05T18:23:47","date_gmt":"2017-06-05T21:23:47","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=14668"},"modified":"2017-06-20T21:13:06","modified_gmt":"2017-06-21T00:13:06","slug":"a-ascensao-das-torcidas-antifascistas-no-futebol","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/14668","title":{"rendered":"A ascens\u00e3o das torcidas antifascistas no futebol"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/ci3.googleusercontent.com\/proxy\/y3l6b80xZsjop6BAuasUVuywY2k1VO1h9BFwqZFSq_KWlisIAtDcn62LO_6hQRauigo3FT2FmAOjuYkF5zmdjZAA2_waM3C8jCrNhqn3UScpN4CmHq4XiQIqLmS8cXpIXeYDzukuu93Qu73p52Er_bmSboVUvHGU7Mk24oWybo033dHXwZdi5zOYnNSsCzvXHlzKjI1l5vu23mTvvsk=s0-d-e1-ft#http:\/\/outraspalavras.net\/outrasmidias\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/1496178570684-ultras-resistencia-coral_guerra-de-classes-485x273.jpeg\" alt=\"imagem\" \/><strong>Nos est\u00e1dios \u2014 um territ\u00f3rio visto muitas vezes como violento, machista e conservador \u2014 multiplicam-se os grupos libert\u00e1rios e cr\u00edticos ao capitalismo. Conhe\u00e7a alguns deles<\/strong><br \/>\n<!--more--><\/p>\n<p>Por Matheus Medeiros, na Vice<\/p>\n<p>O volante palmeirense Felipe Melo e o meia corintiano Jadson manifestaram, nas \u00faltimas semanas, apoio p\u00fablico ao pr\u00e9-candidato \u00e0 presid\u00eancia Jair Bolsonaro, do PSC. \u00c9 capaz que algu\u00e9m numa terra muito distante tenha curtido, mas a grande maioria criticou as declara\u00e7\u00f5es amistosas dos boleiros \u00e0 baixa toler\u00e2ncia de Bolsonaro. Por tabela, fez vir \u00e0 tona uma s\u00e9rie de agremia\u00e7\u00f5es com ideais contr\u00e1rios, isto \u00e9, mais tolerantes e a favor da inclus\u00e3o de minorias \u2014 as autodenominadas torcidas antifascistas.<\/p>\n<p>\u201cAcho que \u00e9 importante pros torcedores entenderem que o cara pode ser adorado pela torcida e tal, mas isso n\u00e3o impede que tenha posi\u00e7\u00f5es intolerantes e apoie um candidato neonazista\u201d, afirma A. T., um dos fundadores da Palmeiras Antifascista, que se protificou a repudiar o posicionamento agressivo de Melo nas redes sociais. \u201cN\u00e3o podemos fazer vista grossa pra um cara propagando a intoler\u00e2ncia s\u00f3 porque defende nossas cores.\u201d<br \/>\nAtualmente, al\u00e9m de Palmeiras, torcedores de pelo menos 27 clubes j\u00e1 se re\u00fanem em coletivos ativos que defendem pautas antifascistas: ABC-RN, Am\u00e9rica-RN, Atl\u00e9tico Mineiro, Bangu, Botafogo-RJ, Botafogo-SP, Corinthians, CRB, Cruzeiro, Ferrovi\u00e1rio-CE, Flamengo, Fluminense, Fortaleza, Gr\u00eamio, Guarani-SP, Internacional, Joinville, Londrina, N\u00e1utico, Paysandu, Remo, Santa Cruz, Santos, S\u00e3o Jos\u00e9-SP, S\u00e3o Paulo, Vasco e Vit\u00f3ria.<\/p>\n<p>\u201cTanto no Brasil, quanto na Europa, houve uma profus\u00e3o de torcidas antifascistas nos \u00faltimos anos\u201d, diz Victor de Leonardo Figols, doutorando em Hist\u00f3ria pela Universidade Federal do Paran\u00e1. \u201cEssas torcidas mais progressistas e antifascistas s\u00e3o muito importantes no cen\u00e1rio futebol\u00edstico atual, pois, ao se posicionarem, passam a disputar espa\u00e7o nas arquibancadas com os grupos conservadores que destilam preconceitos. Elas come\u00e7am a marcar territ\u00f3rio e passam a mensagem que certos comportamentos n\u00e3o ser\u00e3o aceitos ou tolerados no ambiente futebol\u00edstico e na sociedade.\u201d<\/p>\n<p>Para Flavio de Campos, professor do curso de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Hist\u00f3ria Sociocultural do Futebol na USP, o envolvimento da pol\u00edtica com o futebol de hoje \u00e9 diferente do percebido no passado, principalmente no ambiente dos torcedores. \u201cAntes, as manifesta\u00e7\u00f5es pol\u00edticas sempre partiam de pessoas ou setores espec\u00edficos de dentro das torcidas. Nunca existiram movimentos que se pautassem pela pol\u00edtica como existem atualmente.\u201d<br \/>\nPara os especialistas, a ascens\u00e3o dessas torcidas acontece como consequ\u00eancia do acirramento das disputas e discuss\u00f5es pol\u00edticas que tomam conta da rotina do brasileiro \u2013 nas redes sociais, nos grupos de WhatsApp, nos almo\u00e7os de fam\u00edlia ou nas manifesta\u00e7\u00f5es populares. A dupla tamb\u00e9m concorda que \u00e9 curioso observar que, ao mesmo tempo em que as arquibancadas se tornam ambientes de disputas pol\u00edticas, os tradicionais espa\u00e7os de discuss\u00e3o pol\u00edtica se parecem com disputas entre torcidas organizadas: h\u00e1 fanatismo desenfreado, cantos de guerra, piadas e xingamentos com o \u201coutro lado\u201d, vestimentas e cores oficiais. \u201c\u00c9 significativo que a luta pol\u00edtica no Brasil se assemelhe com uma disputa de torcidas. Veja a divis\u00e3o de espa\u00e7o entre apoiadores de diferentes lados em momentos como o depoimento do Lula em Curitiba, antes s\u00f3 vista entre torcidas organizadas em dias de cl\u00e1ssico. Existe uma mimetiza\u00e7\u00e3o dos comportamentos, vestimentas, gestualidades e palavras de ordem das arquibancadas para as ruas\u201d, afirma o professor da USP.<\/p>\n<p>Mas, se j\u00e1 \u00e9 dif\u00edcil definir o que \u00e9 fascismo, como especificar o que \u00e9 uma torcida antifa? Para tentar entender os diferentes anseios desses grupos, falamos com representantes de diferentes regi\u00f5es: da Palmeiras Antifascista, da Ultras Resist\u00eancia Coral, do Ferrovi\u00e1rio, e do Gr\u00eamio Antifascista. Abaixo, os resumos das conversas.<\/p>\n<hr \/>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/ci5.googleusercontent.com\/proxy\/pHdKxYkSdtieTvWLF5PTuUhYx1QYRdAnClvud2QKRcVoUtDpDUdRqO-cuKAS_RhFqvDqhsh6C-ZmfTvLQG5I0OK9PGzD8Xb1hkAZJqI3ouMdLADPfdmHGNUC8wcEZj0TaYNPmTRZLtsMmTLO-SLbLulfH5P0pqbPuhw_SIM=s0-d-e1-ft#https:\/\/video-images.vice.com\/_uncategorized\/1496178474699-bandeira_palmeiras-antifascista_estadio.jpeg\" alt=\"imagem\" \/><strong> Palmeiras Antifascista<\/strong><\/p>\n<p>\u2018Estamos na arquibancada para mostrar que futebol n\u00e3o \u00e9 espa\u00e7o para \u00f3dio e segrega\u00e7\u00e3o\u2019<\/p>\n<p>A Palmeiras Antifascista surgiu em 2014 a partir da uni\u00e3o de dois torcedores. Eles criaram uma p\u00e1gina no Facebook com a ideia de debater a intoler\u00e2ncia na arquibancada. \u201cQuando vimos que a parada tinha uma consist\u00eancia, fizemos um chamado para novos moderadores e administradores, estabelecendo uma esp\u00e9cie de \u2018cota\u2019, tentando equilibrar ao m\u00e1ximo o n\u00famero de mulheres e homens na p\u00e1gina\u201d, explica A. T.<\/p>\n<p>O coletivo \u2013 que atualmente re\u00fane mais de 15 mil pessoas na sua p\u00e1gina e conta com atua\u00e7\u00e3o frequente, tanto virtual quanto presencial nos jogos do clube \u2013 tem membros que tamb\u00e9m fazem parte de torcidas organizadas, mas A. T. aponta que essas n\u00e3o v\u00eam cumprindo o papel de representar os torcedores em termos pol\u00edticos.<\/p>\n<p>\u201cReconhecemos os m\u00e9ritos das organizadas. Mas acreditamos que as brigas entre torcidas n\u00e3o levam a absolutamente nada e que o futebol seria muito mais forte se essas se unissem e fizessem frente aos verdadeiros inimigos: Federa\u00e7\u00f5es, Confedera\u00e7\u00e3o, Pol\u00edcia Militar, Minist\u00e9rio P\u00fablico etc. De certa forma, as torcidas antifascistas est\u00e3o preenchendo uma lacuna deixada por elas, que acabaram estigmatizadas pelo sensacionalismo da m\u00eddia.\u201d<\/p>\n<p>Para o torcedor, o grande objetivo do movimento \u00e9 mostrar que o futebol n\u00e3o \u00e9 um espa\u00e7o independente da sociedade, em que se pode promover o \u00f3dio e a segrega\u00e7\u00e3o. \u201cO futebol, n\u00e3o s\u00f3 por estar inserido na sociedade brasileira, mas tamb\u00e9m por carregar um lastro espec\u00edfico de intoler\u00e2ncia e conservadorismo, \u00e9 terreno f\u00e9rtil para a propaga\u00e7\u00e3o do \u00f3dio. Estamos na arquibancada pra mostrar que n\u00e3o \u00e9 assim.\u201d<\/p>\n<p>Segundo A. T., torcedores e jornalistas que pregam que esporte e pol\u00edtica n\u00e3o devem se misturar negam o car\u00e1ter cultural do esporte e a sua hist\u00f3ria na luta da classe trabalhadora. \u201cPalmeiras e Corinthians realizaram, em meados dos anos 1940, um amistoso para arrecadar fundos para o Partido Comunista Brasileiro. Nenhuma das agremia\u00e7\u00f5es tinha qualquer v\u00ednculo com o comunismo, mas o fizeram pelo bem da democracia. Como reagiriam os torcedores de hoje se algo parecido fosse consumado? Ser\u00e1 que esses que pregam o ambiente \u2018apol\u00edtico\u2019 t\u00eam a no\u00e7\u00e3o de que um dia seu clube se posicionou politicamente?\u201d<\/p>\n<hr \/>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/ci4.googleusercontent.com\/proxy\/tfY7xS7Ho9GArfoRZWACohFonIyihSVcy_8LEv9t0NYQD1G9tdrjbJhNszO1q02Sw76SP3iWWXNFCuXf8XqKuivU-YLVK6Y3-TOdVAOFFzH0APYS_ke_t2O9NVY=s0-d-e1-ft#https:\/\/video-images.vice.com\/_uncategorized\/1496178718929-ULTRAS.jpeg\" alt=\"imagem\" \/><strong>Ultras Resist\u00eancia Coral<\/strong><\/p>\n<p>\u2018Ficamos felizes em ver torcidas de outros clubes se mobilizando nesse sentido\u2019<\/p>\n<p>Em 31 de julho de 2005 surgia a primeira \u201ctorcida politizada\u201d do Brasil. E n\u00e3o pense que foram torcedores de um clube do autointitulado G12 que fundaram esse movimento. A Ultras Resist\u00eancia Coral nasceu no Cear\u00e1, reunindo torcedores do Ferrovi\u00e1rio, terceiro maior campe\u00e3o do estado, com nove t\u00edtulos cearenses.<\/p>\n<p>\u201cTudo come\u00e7ou a partir da idealiza\u00e7\u00e3o de dois torcedores do clube, um anarquista e o outro comunista, que j\u00e1 militavam por essas causas. Vendo a forma como as torcidas tradicionais se comportavam no est\u00e1dio, pregando \u00f3dio aos advers\u00e1rios, com manifesta\u00e7\u00f5es preconceituosas, eles se reuniram para criar um movimento diferente, com outros moldes, que n\u00e3o enxergasse as outras torcidas como inimigas e que n\u00e3o tivesse cantos machistas, racistas e homof\u00f3bicos\u201d, explica Leonardo Carneiro, representante do coletivo.<\/p>\n<p>Segundo Carneiro, torcidas europeias foram a inspira\u00e7\u00e3o para a cria\u00e7\u00e3o do movimento. Entre elas est\u00e3o a Brigate Autonome Livornesi, do Livorno (It\u00e1lia); a Bukaneros, do Rayo Vallecano (Espanha); al\u00e9m dos torcedores do St. Pauli (Alemanha).<\/p>\n<p>Assim como estas, a torcida luta por um esporte inclusivo e livre de preconceitos. \u201cDefendemos um futebol que comporte as torcidas organizadas nos est\u00e1dios, que seja popular e de f\u00e1cil acesso ao p\u00fablico \u2013 tanto em termos financeiros, quanto em respeito \u00e0 cultura do povo. Dentro dos est\u00e1dios, acreditamos que se deve torcer livremente, mas sem ferir a liberdade e o direito do outro, por isso, lutamos contra o racismo, o machismo e a homofobia.\u201d<\/p>\n<p>Indicada como refer\u00eancia por praticamente todos os outros movimentos politizados do futebol brasileiro, a Ultras Resist\u00eancia Coral aponta que o crescimento desse debate \u00e9 essencial. \u201cN\u00f3s ficamos felizes em ver torcidas de outros clubes se mobilizando nesse sentido. Perceber que existem esfor\u00e7os em combater essa l\u00f3gica do sistema atual levanta nossas esperan\u00e7as. Ainda \u00e9 pouco e est\u00e1 aqu\u00e9m do que deveria ser, at\u00e9 em compara\u00e7\u00e3o com o cen\u00e1rio europeu, mas esses primeiros passos s\u00e3o essenciais.\u201d<\/p>\n<p>Para Carneiro, a pol\u00edtica perpassa todas as esferas da sociedade, inclusive o esporte e o lazer, e por isso a politiza\u00e7\u00e3o do futebol \u00e9 importante. \u201cO que acontece na pol\u00edtica interfere, por exemplo, no pre\u00e7o dos ingressos, na maneira em que se d\u00e3o os acessos aos est\u00e1dios, nas permiss\u00f5es e proibi\u00e7\u00f5es de maneiras de torcer e na pr\u00f3pria l\u00f3gica da elitiza\u00e7\u00e3o do futebol.\u201d<\/p>\n<hr \/>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/lh5.googleusercontent.com\/nksL3mwsOnAlGstEgCRtyOl-TxxesKNeXIRgIQAOHSdXcvp6zSWPcKuAL5QMIWQW6UTF2SPCiukTvM6t4UUQxTF6YEg9HJrB70HARveMvF5M8_VF1R0Be1e3xq-GRbpFGD9b39oxwq5gMenp1A\" alt=\"imagem\" \/><strong>Gremio Antifascista<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u2018O antifascismo \u00e9 um dispositivo problematizador das pr\u00e1ticas de poder\u2019<\/strong><\/p>\n<p>Em 28 de agosto de 2014, em jogo pela Copa do Brasil contra o Santos, torcedores gremistas proferiram uma s\u00e9rie de insultos racistas ao goleiro advers\u00e1rio Aranha. Assim como o jogador nessa partida, torcedores do rival Internacional s\u00e3o, tradicionalmente, chamados de \u2018macacos\u2019 por parte da torcida gremista. Justamente para questionar isso, nasceu a Gr\u00eamio Antifascista.<\/p>\n<p>\u201cMuito embora ainda haja grande resist\u00eancia de parte da torcida com esse tipo de pauta \u2013 e toda sorte de malabarismos intelectuais para defender o indefens\u00e1vel que \u00e9 chamar outra pessoa de \u2018macaco\u2019 e assegurar que n\u00e3o haja nenhuma conota\u00e7\u00e3o racista nisto \u2013, o debate \u00e9 urgente e necess\u00e1rio. Por isso, acreditamos que \u00e9 extremamente importante o fortalecimento de movimentos que problematizem e proponham outros modos de se relacionar em um est\u00e1dio de futebol, afinal, n\u00e3o deixamos nossos c\u00e9rebros e valores na catraca quando entramos para assistir um jogo\u201d, explica R. J., representante do movimento.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o a torcida cresceu nas redes sociais e tamb\u00e9m passou a ocupar os est\u00e1dios, por meio da Tribuna 77, torcida que leva para o campo pautas \u00e9ticas, sociais e pol\u00edticas, negando-se a cantar m\u00fasicas racistas e homof\u00f3bicas. \u201cUm dos nossos grandes esfor\u00e7os \u00e9 fazer (o torcedor) perceber que muitas vezes aderimos sem pensar a uma s\u00e9rie de valores e discursos que j\u00e1 nos inserem em determinada posi\u00e7\u00e3o discursiva e de poder.\u201d<\/p>\n<p>Segundo R. J., para a torcida, o antifascismo \u00e9 um dispositivo problematizador das pr\u00e1ticas de poder. \u201cIsso significa que nossa preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 com aquilo que compreendemos como fascismo em todos os \u00e2mbitos: nega\u00e7\u00e3o da diferen\u00e7a, supress\u00e3o do outro, afirma\u00e7\u00e3o de uma verdade \u00fanica, imposi\u00e7\u00e3o de determinados modos de existir e se relacionar em detrimento de outros. Compreendemos ent\u00e3o nossa luta contra o fascismo em suas mais variadas formas, desde a repress\u00e3o policial que o estado opera, as subjuga\u00e7\u00f5es e exterm\u00ednio que o capitalismo coloca em marcha, o machismo, LGBTfobia, racismo e toda sorte de nega\u00e7\u00e3o, diminui\u00e7\u00e3o e exterm\u00ednio da diferen\u00e7a e do outro.\u201d<\/p>\n<hr \/>\n<blockquote data-secret=\"fZebhfZo5E\" class=\"wp-embedded-content\"><p><a href=\"http:\/\/outraspalavras.net\/outrasmidias\/destaque-outras-midias\/a-ascensao-das-torcidas-antifascistas-no-futebol-brasileiro\/\">A ascens\u00e3o das torcidas antifascistas no futebol<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" src=\"http:\/\/outraspalavras.net\/outrasmidias\/destaque-outras-midias\/a-ascensao-das-torcidas-antifascistas-no-futebol-brasileiro\/embed\/#?secret=fZebhfZo5E\" data-secret=\"fZebhfZo5E\" width=\"600\" height=\"338\" title=\"Post do WordPress incorporado\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Nos est\u00e1dios \u2014 um territ\u00f3rio visto muitas vezes como violento, machista e conservador \u2014 multiplicam-se os grupos libert\u00e1rios e cr\u00edticos ao capitalismo. Conhe\u00e7a \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/14668\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-14668","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s8-brasil"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-3OA","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14668","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14668"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14668\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14668"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14668"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14668"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}