{"id":14672,"date":"2017-06-05T18:33:25","date_gmt":"2017-06-05T21:33:25","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=14672"},"modified":"2017-06-20T21:13:12","modified_gmt":"2017-06-21T00:13:12","slug":"olhar-comunista-05062017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/14672","title":{"rendered":"OLHAR COMUNISTA \u2013 05\/06\/2017"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/7yLCfUF1Xy-ghkcUwcfyuopLYDWHWjCfdP57pwVXqKKgC309UzEYcXFbx-4nUMvN76rUz_9GCySYynHnzbZzqxkqJh0cAbLufAt5hl7nZ96yOViI_MJ92ROuM_GP2B_tTMfdGRwCeB_75tXGm8YSur7FkLA515_o84NkMYfr9xceWdCkAV-19bLjHqBfnSNsKIhRj-wOj7_bG_2Tw8-Tc7qeNY9WXrG_B5yMRcHqUfAUgWzt0NTGg0r0n_GCRmqciIKNYG_qUw-YZ8_FEYOFBRV2zf8y488Xvi4hSwTX1D22TW0SSwhlQKmYBkaJJYbm3e_3qud8lYkFftuTsy_rHgpb91jOr4wtMqkQ6KDZ-LktFvww-78sYI2nvjkYq2zcSRqi6W-BIDL4m2Lt7d0hzjLg785uUIzxjCaRaNoBaE5iSuHda2yU99X_6zKvVlHBi-cUEcBPv30O9Rwubv7jfb3CWOcCXK3WTGrvCRTVXgUju2Z3mqxOocdiqzvWGLxvZ4Ec_fwUW5vdRjbTteBqorraON2_YvdYuhkUSjgQ1aXrp7olgoyVnby8fNlFdLcdygQbOTuhSfPYZyzC0aeS9eJqh7QPhwlyMeZSI1K5W2v3gQc2LEsx=w458-h346-no\" alt=\"imagem\" \/><strong>Servidores p\u00fablicos ser\u00e3o o alvo priorit\u00e1rio da Reforma da Previd\u00eancia \u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Diante da grande mobiliza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores de todo o pa\u00eds na luta contra a reforma da Previd\u00eancia, <!--more-->somada \u00e0 perda quase total do apoio e da credibilidade do governo Temer, o ministro da fazenda, Henrique Meirelles, anunciou na semana passada que, para garantir a aprova\u00e7\u00e3o no Congresso, os servidores p\u00fablicos passar\u00e3o a ser o alvo maior dos ataques do governo. Ser\u00e3o retirados, na proposta defendida por Meirelles, os trabalhadores rurais, os idosos e os deficientes que recebem o Benef\u00edcio da Presta\u00e7\u00e3o Continuada (BPC-loas). \u00a0A idade m\u00ednima, no entanto, ser\u00e1 alterada para 65 anos.<\/p>\n<p>Para os servidores, ser\u00e3o alteradas a idade m\u00ednima para a aposentadoria &#8211; de 60 para 65 anos para os homens e de 55 para 60 anos para as mulheres. Aumentar\u00e1, tamb\u00e9m, de acordo com a nova proposta, o tempo de contribui\u00e7\u00e3o &#8211; de 15 para 20 anos, e uma nova f\u00f3rmula de c\u00e1lculo ser\u00e1 introduzida, para quem entrou depois de 2004 no servi\u00e7o p\u00fablico.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do claro recuo causado pela constata\u00e7\u00e3o da grande indigna\u00e7\u00e3o geral causada pela proposta de reforma em si, h\u00e1 o efeito da indigna\u00e7\u00e3o maior ainda gerada pela proposta de retirar benef\u00edcios de trabalhadores rurais, idosos e deficientes f\u00edsicos, numa clara demonstra\u00e7\u00e3o do total desprezo e da crueldade com que as classes dominantes tratam os trabalhadores em geral, e os mais vulner\u00e1veis, em particular. Vale lembrar que um deputado do PSDB chegou a propor, na discuss\u00e3o da reforma no Congresso, que o trabalhador rural poderia ser remunerado t\u00e3o somente com alimento e abrigo, o que reeditaria, de direito, o trabalho escravo no Brasil. A burguesia, com todas as suas contradi\u00e7\u00f5es e disputas internas, se une, neste momento, pela retirada de direitos dos trabalhadores com a finalidade de garantir maiores lucros.<\/p>\n<p>Os servidores p\u00fablicos, apontados como privilegiados pelos pol\u00edticos de direita, que se op\u00f5em a todo a qualquer direito social ou trabalhista, disp\u00f5em, na realidade, de alguns direitos, conquistados com muita luta e que deveriam ser de todos os trabalhadores. A luta contra as reformas trabalhista e da previd\u00eancia \u00e9 a mesma luta pela derrubada do presidente Temer, cada vez mais pr\u00f3xima e necess\u00e1ria.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Sexto Congresso do PT: mais do mesmo?<\/strong><\/p>\n<p>A elei\u00e7\u00e3o da senadora Gleisi Hoffman, do Paran\u00e1, para a presid\u00eancia do Partido dos Trabalhadores, foi a maior novidade do sexto Congresso do PT. N\u00e3o foi apresentada autocr\u00edtica alguma a respeito da postura dos petistas no per\u00edodo em que estiveram \u00e0 frente do governo federal, nenhum programa pol\u00edtico foi discutido com vistas \u00e0 retomada do desenvolvimento do pa\u00eds, tampouco alguma proposta de luta contra os ataques dos capitalistas aos direitos dos trabalhadores. Mesmo a bandeira das elei\u00e7\u00f5es diretas j\u00e1 parece ter sido aprovada formalmente, pois declara\u00e7\u00f5es de Lula e outras lideran\u00e7as petistas apontam somente para as elei\u00e7\u00f5es de 2018 como aquelas que podem levar a uma virada pol\u00edtica no Brasil. O PT ainda deve \u00e0 classe trabalhadora uma sincera autocr\u00edtica de sua atua\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos 14 anos, de sua pol\u00edtica de concilia\u00e7\u00e3o de classes, e deve tamb\u00e9m uma defini\u00e7\u00e3o mais clara, mais transparente, do seu projeto pol\u00edtico.<\/p>\n<p>Mais do mesmo n\u00e3o d\u00e1!<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>1% de crescimento do PIB: o voo da galinha?<\/strong><\/p>\n<p>O an\u00fancio, feito com muito alarde pelo governo, de que o PIB brasileiro havia crescido 1% no \u00faltimo trimestre, em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo no ano passado, pode n\u00e3o indicar um movimento constante de alta. O n\u00famero deveu-se ao crescimento do setor farmac\u00eautico e ao maior volume de exporta\u00e7\u00f5es de commodities agr\u00edcolas. Com o desemprego elevado, caiu o consumo das fam\u00edlias e n\u00e3o h\u00e1 sinais claros de retomada dos investimentos.<\/p>\n<p>A economia capitalista reage a diversos fatores, como a taxa de juros, a infla\u00e7\u00e3o, ao saldo da balan\u00e7a comercial, \u00e0 varia\u00e7\u00e3o dos investimentos privados e p\u00fablicos. Mas h\u00e1 uma vari\u00e1vel-chave, identificada nos estudos iniciados por\u00a0John Maynard Keynes: os investimentos, que, assim como o consumo e o saldo comercial, t\u00eam efeito multiplicador na economia. Um milh\u00e3o a mais gera mais 3 ou 4 milh\u00f5es, dependendo de alguns fatores espec\u00edficos. Os investimentos privados podem vir devido ao &#8220;ambiente&#8221;, induzidos ou estimulados diretamente pelo governo Sem essa\u00a0indu\u00e7\u00e3o, o capital s\u00f3 se movimenta para as \u00e1reas onde h\u00e1 alta expectativa de ganhos. A crise, que por um lado &#8220;barateia&#8221; os sal\u00e1rios e incentiva o investimento, por outro lado, gera incertezas e cautela dos capitalistas quanto a investimentos privados em volume suficiente para a retomada do crescimento econ\u00f4mico dentro da l\u00f3gica burguesa.<\/p>\n<p>A burguesia jamais se colocar\u00e1 \u00e0 frente de um processo de desenvolvimento voltado para a igualdade, que atenda \u00e0s necessidades dos trabalhadores e da maioria da popula\u00e7\u00e3o. Esse \u00e9 um bonde que j\u00e1 passou na hist\u00f3ria brasileira. Para que haja esse desenvolvimento, o Estado deveria investir nas \u00e1reas sociais e geradoras de empregos, promovendo a reestatiza\u00e7\u00e3o de \u00e1reas estrat\u00e9gicas. Somente as esquerdas, no poder, podem realizar esse projeto, que, na vis\u00e3o dos comunistas, tem um limite claro: ser\u00e1 superado com a constru\u00e7\u00e3o do socialismo.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>C\u00f3digo Florestal: legaliza\u00e7\u00e3o dos desmatamentos e favorecimento ao latif\u00fandio<\/strong><\/p>\n<p>A discuss\u00e3o e a vota\u00e7\u00e3o do C\u00f3digo Florestal, em 2008, foi marcada pela dura disputa entre propriet\u00e1rios rurais e defensores do meio ambiente. Est\u00e1 em jogo a prote\u00e7\u00e3o de nascentes, a extens\u00e3o das matas ciliares ao longo dos rios e lagos, os limites para a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola nas encostas, as \u00c1reas Permanentes de Preserva\u00e7\u00e3o &#8211; APPs &#8211; e outros temas, como a anistia das multas sobre desmatamentos ilegais realizados at\u00e9 ent\u00e3o. A vers\u00e3o final aprovada pendeu claramente para os ruralistas, que conquistaram a anistia das multas e condi\u00e7\u00f5es mais favor\u00e1veis para o agroneg\u00f3cio.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, voltou a aumentar o desmatamento &#8211; 29% entre 2015 e 2016. H\u00e1 diversas A\u00e7\u00f5es Diretas de Inconstitucionalidade em tramita\u00e7\u00e3o, e press\u00f5es para a revis\u00e3o geral do C\u00f3digo. Um conflito que se destaca \u00e9 a sobreposi\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis rurais com \u00e1reas ind\u00edgenas e Unidades de Preserva\u00e7\u00e3o, detectadas pelo sistema de Cadastramento Ambiental Rural &#8211; CAR &#8211; um instrumento previsto no novo C\u00f3digo Florestal, j\u00e1 completo em 96%. H\u00e1 den\u00fancias de uso desse instrumento para legalizar a grilagem, de invas\u00e3o e desmatamento de \u00e1reas florestais para cadastramento como propriedade agr\u00edcola e de claras amea\u00e7as \u00e0s comunidades ind\u00edgenas, que v\u00eam sendo acompanhadas, como sempre, de muita viol\u00eancia.<\/p>\n<p>Os Estados t\u00eam, agora, a tarefa de implementar o Programa de Regulariza\u00e7\u00e3o Ambiental. O governo federal dever\u00e1 anunciar as Cotas de Reserva Ambiental, como previsto na lei. \u00c9 fundamental que a classe trabalhadora e os movimentos populares se mobilizem, n\u00e3o apenas para a den\u00fancia dos desmandos nesse setor, que, al\u00e9m da injusti\u00e7a social e da viol\u00eancia no campo, atacam tamb\u00e9m, e diretamente, o meio ambiente, mas para o enfrentamento com a classe propriet\u00e1ria, a grande benefici\u00e1ria do uso dos bens ambientais.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Donald Trump se isola ainda mais, ao retirar o apoio dos Estados Unidos ao Acordo de Paris sobre o clima<\/strong><\/p>\n<p>O presidente estadunidense Donald Trump caminha ainda mais para o isolamento: ap\u00f3s o an\u00fancio da retirada de apoio ao Acordo de Paris, de 2015, governos da grande maioria dos pa\u00edses signat\u00e1rios se manifestaram contra a atitude de Trump. Grandes empresas, inclusive petrol\u00edferas como a Exxon, e muitos quadros que comp\u00f5em o governo americano se manifestaram igualmente em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 medida.<\/p>\n<p>O Acordo, assinado por 196 pa\u00edses e j\u00e1 ratificado por 147, entrou em vigor em novembro de 2016 (com 55% de ratifica\u00e7\u00f5es) e prev\u00ea a\u00e7\u00f5es volunt\u00e1rias dos pa\u00edses para que o aquecimento global n\u00e3o passe de 2% at\u00e9 2050. H\u00e1 um compromisso, ainda, de se realizar um esfor\u00e7o a mais para que a eleva\u00e7\u00e3o da temperatura m\u00e9dia do planeta n\u00e3o passe de 1,5%, no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p>A sa\u00edda dos EUA deve-se aos compromissos de Trump com os setores petrol\u00edfero e carvoeiro norte-americanos, setores que est\u00e3o entre os maiores emissores de CO\u00b2. O presidente alega ainda que os EUA sairiam perdendo em sua competitividade\u00a0ao aderir ao Acordo.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de mais uma demonstra\u00e7\u00e3o de sua incapacidade de lidar com as agendas mundiais, com destaque para a quest\u00e3o ambiental, crucial para o futuro da vida na Terra, Trump, ao isolar-se, abre caminho para o fortalecimento da China como lideran\u00e7a ambiental no cen\u00e1rio internacional (\u00e9 o pa\u00eds que mais emite CO\u00b2, mas, ao mesmo tempo, \u00e9 o que mais investe em energias alternativas e outras a\u00e7\u00f5es ambientalmente amig\u00e1veis). Trump acaba se afastando de muitos setores da pr\u00f3pria iniciativa privada, que veem como oportunidades para novos neg\u00f3cios e amplia\u00e7\u00e3o de lucros o atendimento a certas demandas\u00a0da sociedade por a\u00e7\u00f5es ambientais, e de grande parte da opini\u00e3o p\u00fablica norte-americana e mundial, que apoia a iniciativa de Paris.<\/p>\n<p>De nossa parte, continuamos a considerar que a forma mais eficaz de se tentar preservar o meio ambiente em todo o mundo \u00e9 lutar contra o capitalismo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Servidores p\u00fablicos ser\u00e3o o alvo priorit\u00e1rio da Reforma da Previd\u00eancia \u00a0 Diante da grande mobiliza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores de todo o pa\u00eds na luta \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/14672\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[100],"tags":[],"class_list":["post-14672","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c113-a-semana-no-olhar-comunista"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-3OE","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14672","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14672"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14672\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14672"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14672"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14672"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}