{"id":1474,"date":"2011-05-14T21:49:47","date_gmt":"2011-05-14T21:49:47","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=1474"},"modified":"2011-05-14T21:49:47","modified_gmt":"2011-05-14T21:49:47","slug":"a-cidade-e-seus-conflitos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1474","title":{"rendered":"A cidade e seus conflitos"},"content":{"rendered":"\n<p>Ricardo Costa, conhecido como Rico, nascido em 1960, \u00e9 coordenador do curso de hist\u00f3ria da Faculdade de Filosofia Santa Dorot\u00e9ia, onde se graduou em 1993. Carioca, transferiu-se para Nova Friburgo em 1985. Fez o mestrado, em 1997, na Universidade Federal Fluminense (UFF), produzindo disserta\u00e7\u00e3o sobre Nova Friburgo \u201cno per\u00edodo republicano, com destaque para as disputas travadas entre os dois maiores grupos representativos das fra\u00e7\u00f5es da classe dominante local, cujos projetos de poder vinculavam-se a distintas vis\u00f5es acerca da cidade ideal a ser constru\u00edda\u201d, com o seguinte t\u00edtulo: Vis\u00f5es do \u201cPara\u00edso Capitalista\u201d: hegemonia e poder simb\u00f3lico na Nova Friburgo da Rep\u00fablica. No doutorado, tamb\u00e9m na UFF, em 2005, estudou um per\u00edodo da hist\u00f3ria do Partido Comunista Brasileiro (PCB), com a tese: Descaminhos da Revolu\u00e7\u00e3o: o PCB e a constru\u00e7\u00e3o da estrat\u00e9gia nacional libertadora (1958-1964).<\/p>\n<p>Rico, que participou do livro Teia Serrana, coordenado por Jo\u00e3o Raimundo de Ara\u00fajo e Jorge Miguel Mayer, com artigo baseado em sua disserta\u00e7\u00e3o de mestrado, conversou com A VOZ DA SERRA, na segunda-feira, 2 de maio, apresentando parte de sua reflex\u00e3o sobre Nova Friburgo.<\/p>\n<p><strong>A VOZ DA SERRA \u2013 H\u00e1 perspectiva de se retomar o trabalho do Teia Serrana, de ser feito um segundo volume?<\/strong><\/p>\n<p><strong> Ricardo Costa \u2013<\/strong> Primeiro, estamos tentando a reedi\u00e7\u00e3o do primeiro volume, que hoje s\u00f3 se encontra na Queijaria Su\u00ed\u00e7a, com um pre\u00e7o salgado. N\u00e3o se encontra mais em lugar nenhum. At\u00e9 estamos com os originais em CD e vamos procurar patroc\u00ednio ou tentar bancar essa segunda edi\u00e7\u00e3o. Mas h\u00e1 a perspectiva de se fazer o n\u00famero 2, j\u00e1 h\u00e1 autores posteriores ao Teia Serrana, que t\u00eam o que contribuir, novos trabalhos j\u00e1 realizados sobre a hist\u00f3ria de Friburgo.<\/p>\n<p><strong>AVS \u2013 Explique o que voc\u00ea abordou no Teia Serrana. <\/strong><\/p>\n<p><strong> Rico \u2013<\/strong> O artigo trata da hist\u00f3ria pol\u00edtica de Nova Friburgo, abordando os dois grandes grupos do s\u00e9culo 20, um que nasce com o Galdino do Vale Filho, que depois tem a continuidade com o grupo do Her\u00f3doto Bento de Mello, com a funda\u00e7\u00e3o da UDN [Uni\u00e3o Democr\u00e1tica Nacional], em 1945, e o outro grupo \u00e9 o que chamo de populista na aus\u00eancia de um termo melhor, ligado originalmente a Dante Laginestra, interventor do Get\u00falio Vargas na cidade, que depois tem continuidade com o Am\u00e2ncio M\u00e1rio de Azevedo e com a cria\u00e7\u00e3o do PSD [Partido Social Democrata] aqui em Friburgo. Esse foi o foco central de minha disserta\u00e7\u00e3o de mestrado, esses dois grupos, que v\u00e3o se revezar no poder at\u00e9 muito recentemente, afinal, o Her\u00f3doto est\u00e1 a\u00ed de novo. Mas em torno dessa disputa central tem tamb\u00e9m a hist\u00f3ria do PTB [Partido Trabalhista Brasileiro], a hist\u00f3ria dos comunistas, tem um pouco da quest\u00e3o da presen\u00e7a do nazismo na cidade. Vai at\u00e9 o golpe de 1964.<\/p>\n<p><strong>AVS \u2013 Mas existe mesmo uma continuidade entre Galdino e Her\u00f3doto? Afinal h\u00e1 um grande intervalo de tempo entre as \u00e9pocas em que os dois se destacam.<\/strong><\/p>\n<p><strong> Rico \u2013<\/strong> S\u00e3o dois contextos diferentes, dois momentos hist\u00f3ricos diferentes, mas h\u00e1 um elo de liga\u00e7\u00e3o, que \u00e9 justamente a cria\u00e7\u00e3o da UDN, que \u00e9 fundada pelo Galdino.<\/p>\n<p><strong>AVS \u2013 Mas isto acontece em 1945 e atua\u00e7\u00e3o do Galdino tem o marco inicial em 1910.<\/strong><\/p>\n<p><strong> Rico \u2013<\/strong> Sim, mas o elo principal de liga\u00e7\u00e3o \u00e9 justamente o mito da Su\u00ed\u00e7a brasileira, a vis\u00e3o sobre a cidade, a ideologia constru\u00edda em torno da cidade, que vai se casar perfeitamente com os interesses pol\u00edticos do Her\u00f3doto nos anos 50 e 60, quando ele vem a representar um grupo de empres\u00e1rios. E o Galdino, no in\u00edcio de sua trajet\u00f3ria pol\u00edtica tamb\u00e9m est\u00e1 ligado ao empresariado local. O mito da Su\u00ed\u00e7a brasileira \u00e9 constru\u00eddo no momento da instala\u00e7\u00e3o das f\u00e1bricas, \u00e9 um mito que interessa tamb\u00e9m ao empresariado, \u00e0queles que v\u00e3o acabar construindo a cidade no sentido da ind\u00fastria, do progresso, com toda essa ideologia da raz\u00e3o, da ci\u00eancia, que vem com o positivismo, mas que tem acima de tudo o interesse desse empresariado e de at\u00e9 criar todas as condi\u00e7\u00f5es para um acomodamento das classes trabalhadoras a essa ideologia.<\/p>\n<p><strong>AVS \u2013 Apesar desse acomodamento, que voc\u00ea identifica, h\u00e1 uma grande inquieta\u00e7\u00e3o na vida desta cidade, voc\u00ea acha que existe essa inquieta\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong> Rico \u2013<\/strong> Existe, claro, mas faz parte do pr\u00f3prio processo social, n\u00e3o existe rela\u00e7\u00e3o social sem conflito e a cidade tem v\u00e1rios momentos de explos\u00e3o de conflitos. A quest\u00e3o do acomodamento, ou do amoldamento da classe trabalhadora, \u00e9 resultado do papel que o grupo dominante exerceu, de criar uma ideologia e formas de domina\u00e7\u00e3o para evitar o conflito, s\u00f3 que \u00e9 imposs\u00edvel evitar o conflito. Temos na pr\u00f3pria hist\u00f3ria da cidade diversos momentos de explos\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>AVS \u2013 Qual seria um desses momentos?<\/strong><\/p>\n<p><strong> Rico \u2013<\/strong> Em 1933, por exemplo, houve uma greve geral que abalou a cidade. Quando fiz a pesquisa para minha disserta\u00e7\u00e3o ainda estavam vivos os principais l\u00edderes do movimento sindical oper\u00e1rio do s\u00e9culo 20, o Costinha e o Chico Bravo, que participaram ativamente dessa greve. Outros movimentos aconteceram mas talvez n\u00e3o tenham sido t\u00e3o impactantes. Eles descreveram com detalhes aquele movimento e a respeito de acontecimentos mais recentes eles n\u00e3o guardavam muita mem\u00f3ria. Ent\u00e3o, essa greve de 33 foi algo realmente impactante. No Pr\u00f3-Mem\u00f3ria, h\u00e1 uma descri\u00e7\u00e3o do jornal Nova Friburgo sobre essa greve que \u00e9 com muitos detalhes. A greve come\u00e7ou na F\u00e1brica de Rendas Arp, por conta do clima mesmo de opress\u00e3o que tinha ali dentro, um regime prussiano, com disciplina r\u00edgida, diferencia\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rios entre alem\u00e3es e brasileiros, estes ganhando menos, e muita explora\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, a coisa explodiu ali e, depois, as outras f\u00e1bricas aderiram. E \u00e9 nesse movimento, inclusive, que morreu o oper\u00e1rio Lic\u00ednio Teixeira, que depois foi homenageado, no governo Brizola, que deu seu nome ao Ciep de Olaria. Pelo relato do Chico Bravo o movimento acabou se espalhando e se tornando um movimento geral dos trabalhadores da cidade, envolvendo as principais f\u00e1bricas que j\u00e1 estavam aqui, a Rendas, a Ypu e algumas outras f\u00e1bricas t\u00eaxteis. O movimento se centrou na ind\u00fastria t\u00eaxtil, mas o Chico Bravo, por exemplo, era dirigente do sindicato dos trabalhadores da constru\u00e7\u00e3o civil. O Partido Comunista j\u00e1 estava organizado, tinha uma fra\u00e7\u00e3o sindical, liderou e organizou o movimento, apresentou uma carta de reivindica\u00e7\u00f5es, que inclu\u00eda uma s\u00e9rie de propostas, que depois seriam absorvidas pela legisla\u00e7\u00e3o trabalhista, como a licen\u00e7a maternidade, por exemplo. H\u00e1 um relato interessante do Costinha que diz que alguns oper\u00e1rios n\u00e3o entendiam e diziam: \u201ca gente faz o filho e o patr\u00e3o que vai cuidar?\u201d. Existe essa fala.<\/p>\n<p>O movimento adquiriu uma for\u00e7a para al\u00e9m da F\u00e1brica de Rendas Arp, que era o caldeir\u00e3o que fervia mais, e houve greve mesmo, com alguns dias de paralisa\u00e7\u00e3o, manifesta\u00e7\u00f5es, passeata pelas ruas, ganhando uma envergadura tal que foi chamada a pol\u00edcia de Niter\u00f3i [,ent\u00e3o capital do estado], que chegou aqui atirando a esmo contra uma manifesta\u00e7\u00e3o na pra\u00e7a do Paissandu e acabou matando o Lic\u00ednio [Teixeira]. No dia seguinte, em outra grande passeata, em protesto contra essa morte, uma faixa dizia: \u201cO sangue de Lic\u00ednio clama por vingan\u00e7a\u201d. As letras estavam em vermelho e muita gente achou que eram escritas com o sangue do pr\u00f3prio Lic\u00ednio. Foi um movimento forte. Outros aconteceram, mas n\u00e3o com essa for\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>AVS \u2013 E tudo isso deixa marcas na alma da cidade.<\/strong><\/p>\n<p><strong> Rico \u2013 <\/strong>Isso. Esse foi um dos problemas para a efetiva\u00e7\u00e3o da ideologia do mito da Su\u00ed\u00e7a brasileira como uma cidade sem conflito. \u00c9 o movimento oper\u00e1rio que estava se organizando nos anos 30 e provocou alguns transtornos nessa ideia de um cidade harmoniosa. Depois, veio a ditadura do Estado Novo, que iria interromper esse processo, mas logo depois voltaram os movimentos. No final dos anos 40, anos 50, j\u00e1 havia uma s\u00e9rie de greves pipocando na cidade. O n\u00facleo da organiza\u00e7\u00e3o oper\u00e1ria vai passar a ser a Fil\u00f3. O jornal Nova Friburgo d\u00e1 detalhes, inclusive com entrevistas com oper\u00e1rios reclamando pelo tratamento recebido.<\/p>\n<p><strong>AVS \u2013 Voc\u00ea poderia falar dos movimentos sociais de hoje e sobre esse abalo provocado pela trag\u00e9dia das chuvas de janeiro? Mudou alguma coisa na alma da cidade?<\/strong><\/p>\n<p><strong> Rico \u2013 <\/strong>Acho que mudou. Desde que estou em Nova Friburgo, na d\u00e9cada de 80, sempre percebemos uma grande dificuldade de realizar manifesta\u00e7\u00f5es, mobiliza\u00e7\u00f5es mais populares, mais massivas. D\u00e1 a impress\u00e3o de que o friburguense \u00e9 muito voltado para dentro de casa. Participei de v\u00e1rias manifesta\u00e7\u00f5es em Friburgo, acompanhando inclusive o contexto nacional, como a Campanha das Diretas, quando comecei minha milit\u00e2ncia em Friburgo. Houve uma participa\u00e7\u00e3o grande, foram dois \u00f4nibus participar daquele com\u00edcio das diretas, l\u00e1 na Candel\u00e1ria. Depois, o impeachment do Collor e outros movimentos, como 1\u00ba de Maio. At\u00e9 determinado momento, faz\u00edamos 1\u00ba de Maio da rua, hoje n\u00e3o se consegue mais. Mas, depois da trag\u00e9dia, em virtude at\u00e9 da dificuldade das pessoas de verem os problemas resolvidos \u2014 porque n\u00e3o houve a\u00e7\u00e3o efetiva, principalmente nos bairros mais atingidos \u2014 a manifesta\u00e7\u00e3o do dia 12 de abril teve um aspecto bastante interessante: concentrou-se na pra\u00e7a [Dermeval Moreira] e ali j\u00e1 se percebia que havia mais de 300 pessoas. Depois, houve a passeata pela [Avenida] Alberto Braune, onde cresceu a participa\u00e7\u00e3o \u2014 ali deu umas 500 pessoas \u2014 e parou em frente \u00e0 prefeitura. O que eu achei mais interessante foi que as pessoas dos bairros, dirigentes ou n\u00e3o de associa\u00e7\u00f5es de moradores, estavam usando o microfone e falando abertamente o que pensavam, sem nenhum freio.<\/p>\n<p><strong>AVS \u2013 E isto \u00e9 novo?<\/strong><\/p>\n<p><strong> Rico \u2013<\/strong> Isto para mim \u00e9 uma novidade, as pessoas terem a disposi\u00e7\u00e3o de ir para a rua e botar para fora o que est\u00e3o vivenciando e com cr\u00edticas, mesmo, \u00e0 ina\u00e7\u00e3o dos governos. Percebe-se que ainda existe um discurso contr\u00e1rio \u00e0 presen\u00e7a dos partidos pol\u00edticos de esquerda, com suas bandeiras. H\u00e1 um senso-comum antipartidos forte. S\u00f3 que, na hora dos discursos, o que se ouviam eram discursos politizados.<\/p>\n<p><strong>AVS \u2013 Existem movimentos sociais que representam os conflitos das rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, das rela\u00e7\u00f5es sociais em geral. Mas existem outros movimentos que aparentemente n\u00e3o representam conflitos, mas que s\u00e3o protestos diante de determinadas situa\u00e7\u00f5es, como os hippies americanos diante da Guerra do Vietn\u00e3, por exemplo. Aqui, em Nova Friburgo, n\u00f3s tivemos a Gera\u00e7\u00e3o Bendita, o primeiro filme hippie do Brasil. Como voc\u00ea v\u00ea esse tipo de movimento?<\/strong><\/p>\n<p><strong> Rico \u2013 <\/strong>Hoje a gente at\u00e9 estuda isto na faculdade. O Jo\u00e3o Raimundo costuma passar esse filme para os alunos de hist\u00f3ria regional. \u00c9 um momento importante da vida da cidade, justamente expressando a inquieta\u00e7\u00e3o daquela juventude da \u00e9poca, que at\u00e9 por falta de outras formas de se manifestar e organizar acompanhou o movimento hippie internacional. Ent\u00e3o, tem uma hist\u00f3ria na cidade, que \u00e9 importante. \u00c9 o per\u00edodo da ditadura, algumas dessas pessoas que participaram desse movimento at\u00e9 contribu\u00edram de alguma forma para o movimento estudantil mais organizado. O Jo\u00e3o Carlos Teixeira, que fez parte do filme, participou desse movimento. E daqui saiu um estudante que chegou a participar, no Rio, da luta armada [contra a ditadura], que foi o M\u00e1rio Prata, que hoje d\u00e1 o nome ao DCE [Diret\u00f3rio Central dos Estudantes] da UFRJ [Universidade Federal do Rio de Janeiro]. Na \u00e9poca, as coisas acabaram se misturando um pouco, mas essa vertente do movimento hippie tamb\u00e9m foi importante para a contesta\u00e7\u00e3o daquela moral r\u00edgida da \u00e9poca. \u00c9 uma vertente mais cultural, que tamb\u00e9m ajudou a contestar a ditadura e toda a press\u00e3o militar da \u00e9poca.<\/p>\n<p><strong>AVS \u2013 E muitas dessas pessoas, daqui de Friburgo, est\u00e3o por a\u00ed. <\/strong><\/p>\n<p><strong> Rico \u2013 <\/strong>Est\u00e3o, \u00e9 o Carlos Bini, o Renato, professor da Candido Mendes e da Santa Dorot\u00e9ia.<\/p>\n<p><strong>AVS \u2013 Essa gente n\u00e3o tinha um projeto, um programa pol\u00edtico para chegar em algum lugar &#8230;<\/strong><\/p>\n<p><strong> Rico \u2013<\/strong> &#8230; n\u00e3o se vinculava a qualquer partido&#8230;<\/p>\n<p><strong>AVS \u2013 &#8230; e talvez fosse at\u00e9 mais dif\u00edcil para a repress\u00e3o controlar.<\/strong><\/p>\n<p><strong> Rico \u2013 <\/strong>Isso me lembra de quando fiz a pesquisa para o mestrado e descobri, atrav\u00e9s de um caderninho de anota\u00e7\u00f5es de Tarc\u00edsio Tupinamb\u00e1, escritor que esteve em um per\u00edodo aqui em Friburgo dando aulas, em que ele conta a hist\u00f3ria de um grupo que se reunia durante a ditadura do Estado Novo, tamb\u00e9m com essa conforma\u00e7\u00e3o de rebeldia, de preocupa\u00e7\u00e3o com a quest\u00e3o cultural, que tamb\u00e9m se envolveu na luta pela retomada das liberdades democr\u00e1ticas. Era um grupo que teve uma import\u00e2ncia em um momento em que a C\u00e2mara Municipal estava fechada, n\u00e3o havia partidos. Mesmo a Associa\u00e7\u00e3o Comercial assumiu o papel de reunir grupos, principalmente de empres\u00e1rios, porque n\u00e3o havia media\u00e7\u00e3o entre governo e sociedade civil. E havia esse grupo de professores, de intelectuais, gente ligada \u00e0 cultura, artistas, que se reuniram e tiveram papel importante na luta conta a ditadura do Estado Novo, nos anos 40.<\/p>\n<p><strong>AVS \u2013 Hoje existem v\u00e1rios grupos de pessoas se reunindo por a\u00ed, pretendendo pensar a cidade. Isto vai ter algum resultado, n\u00e3o \u00e9?<\/strong><\/p>\n<p><strong> Rico \u2013<\/strong> Espero que sim.<\/p>\n<p>Rico conta que, para reprimir a greve de 1933, em Nova Friburgo, \u201cfoi chamada a pol\u00edcia de Niter\u00f3i, que chegou aqui atirando a esmo contra uma manifesta\u00e7\u00e3o na pra\u00e7a do Paissandu\u201d. Um dos resultados foi a morte do trabalhador Lic\u00ednio Teixeira, que hoje d\u00e1<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.avozdaserra.com.br\/noticias.php?noticia=14387\" target=\"_blank\">http:\/\/www.avozdaserra.com.br\/noticias.php?noticia=14387<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: A Voz da Serra\n\n\n\n\n\n\n\n\nMaur\u00edcio Siaines\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1474\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[50],"tags":[],"class_list":["post-1474","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c61-cultura-revolucionaria"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-nM","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1474","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1474"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1474\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1474"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1474"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1474"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}