{"id":14746,"date":"2017-06-13T13:49:43","date_gmt":"2017-06-13T16:49:43","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=14746"},"modified":"2017-07-03T13:59:10","modified_gmt":"2017-07-03T16:59:10","slug":"%e2%80%8b-brasil-pesquisa-mostra-que-a-precarizacao-do-trabalho-docente-e-maior-nas-escolas-mais-pobres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/14746","title":{"rendered":"\u200b Brasil: Pesquisa mostra que a precariza\u00e7\u00e3o do trabalho docente \u00e9 maior nas escolas mais pobres"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/gz.diarioliberdade.org\/media\/k2\/items\/cache\/103a1372c0d85faf62a335841437f102_XL.jpg?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"imagem\" \/>Estudo da Funda\u00e7\u00e3o Lemann mostra que docentes nas escolas mais pobres t\u00eam regime de trabalho prec\u00e1rio e vagas ociosas.<\/p>\n<p>O estudo da Funda\u00e7\u00e3o Lemann foi feito<!--more--> com base nas respostas de diretores aos question\u00e1rios da Prova Brasil de 2015, avalia\u00e7\u00e3o nacional mais recente que mede o desempenho dos col\u00e9gios brasileiros.<\/p>\n<p>Os resultados apontam que as escolas com alunos mais pobres do pa\u00eds t\u00eam mais rotatividade no quadro de professores, menos alunos interessados nas vagas existentes e diretores menos experientes, com menor sal\u00e1rio em rela\u00e7\u00e3o a outros col\u00e9gios.<\/p>\n<p>Em 80% das escolas de n\u00edvel socioecon\u00f4mico (NSE) muito baixo sobram vagas de alunos depois do processo de matr\u00edcula. Do lado oposto, nas de NSE muito alto, s\u00f3 13% t\u00eam sobra de vagas, segundo os diretores.<\/p>\n<p>O NSE \u00e9 calculado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais An\u00edsio Teixeira (Inep), \u00f3rg\u00e3o vinculado ao Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC), com base nas informa\u00e7\u00f5es fornecidas pelos estudantes em question\u00e1rios. \u00c9 dividido em sete n\u00edveis: muito baixo, baixo, m\u00e9dio baixo, m\u00e9dio, m\u00e9dio alto, alto e muito alto, determinados conforme a escolaridade dos pais e bens dispon\u00edveis em casa, como televis\u00e3o.<\/p>\n<p>Estabilidade<\/p>\n<p>O estudo aponta ainda que, entre os professores, falta estabilidade: das escolas de n\u00edvel muito baixo 30%, no m\u00e1ximo, t\u00eam 1\/4 do quadro docente est\u00e1vel, ou seja, contratado por meio de concurso. No n\u00edvel baixo, 21% das escolas t\u00eam o problema, que cai para 2% nas de n\u00edvel alto ou muito alto.<\/p>\n<p>Na cidade de S\u00e3o Paulo, as duas escolas com menor n\u00edvel socioecon\u00f4mico ficam no distrito de Parelheiros, no extremo sul da capital e, em ambas, a maioria dos professores n\u00e3o \u00e9 efetiva. Na Escola Estadual Rossine Guarnieri, dos 13 docentes, apenas cinco s\u00e3o efetivos &#8211; 38,4% do total. Em 2016, a unidade teve uma queda no desempenho no Saresp &#8211; avalia\u00e7\u00e3o anual feita pelo governo estadual. A propor\u00e7\u00e3o de alunos do 5.\u00ba ano que tinha conhecimento considerado adequado em Portugu\u00eas caiu de 48,5% para 39,1% e, em Matem\u00e1tica, de 31,3% para 27,4%.<\/p>\n<p>Na Escola Estadual Professora Renata Menezes dos Santos, a propor\u00e7\u00e3o de efetivos \u00e9 ainda menor &#8211; apenas 2 dos 22 docentes. Segundo os professores, a unidade j\u00e1 tinha dificuldade em atrair efetivos por ser muito longe e de dif\u00edcil acesso, j\u00e1 que fica em um local sem rua asfaltada. A situa\u00e7\u00e3o foi agravada depois que a unidade pegou fogo em 2014 e alunos e funcion\u00e1rios foram alocados em outro col\u00e9gio estadual da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;A nossa unidade j\u00e1 ficava longe, s\u00e3o duas horas de \u00f4nibus do Terminal Santo Amaro [na zona sul], por isso n\u00e3o atra\u00eda muitos professores. Depois do inc\u00eandio, nos colocaram em uma escola ainda mais longe, que ficou apertada para todos os alunos e tem uma estrutura prec\u00e1ria. As salas t\u00eam goteira e, h\u00e1 um m\u00eas, um peda\u00e7o do teto caiu em uma delas&#8221;, disse Amadeusa Portella, professora da escola h\u00e1 quase 20 anos.<\/p>\n<p>Segundo Amadeusa, desde a mudan\u00e7a para a unidade provis\u00f3ria, os alunos e professores ficaram desestimulados. &#8220;Aquela era a nossa escola, n\u00f3s t\u00ednhamos nossos projetos, nossos espa\u00e7os e os alunos se reconheciam ali. T\u00ednhamos at\u00e9 lousa digital, que foi queimada no inc\u00eandio. Perdemos tudo&#8221;, disse. O desempenho da escola no Saresp caiu de 2015 para 2016. A propor\u00e7\u00e3o de alunos do 5.\u00ba ano que tinha conhecimento considerado adequado em Portugu\u00eas caiu de 55,2% para 28,2% e, em Matem\u00e1tica, de 49,1% para 27,6%.<\/p>\n<p>Diretores<\/p>\n<p>Mesmo os diretores enfrentam a desigualdade da rede. A maioria dos profissionais que atendem as escolas mais pobres (56%) est\u00e1 formada h\u00e1, no m\u00e1ximo, sete anos, enquanto que nas unidades de NSE alto este porcentual \u00e9 de 10%. Com rela\u00e7\u00e3o aos sal\u00e1rios, 49% dos diretores de escolas mais pobres recebem at\u00e9 R$ 2.364, ante s\u00f3 7% com essa remunera\u00e7\u00e3o m\u00e1xima no NSE alto. Outro problema apontado pelos diretores \u00e9 a falta de pessoal de apoio pedag\u00f3gico: 21% dos diretores das escolas mais pobres destacaram a situa\u00e7\u00e3o, ante 8% nas mais ricas.<\/p>\n<p>A precariza\u00e7\u00e3o do trabalho docente n\u00e3o \u00e9 novidade no Brasil,\u00a0tampouco em S\u00e3o Paulo, onde a pol\u00edtica dos tucanos \u00e0 frente do governo estadual nas \u00faltimas d\u00e9cadas tem sido de fazer da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica uma verdadeira terra arrasada, aumentando exponencialmente o n\u00famero de professores precarizados (os chamados &#8220;categoria O&#8221;), al\u00e9m da deteriora\u00e7\u00e3o de todas as condi\u00e7\u00f5es de trabalho e de aprendizado nas escolas. Por sua vez, o sindicato dos professores da rede estadual, APEOESP, \u00e9 controlado h\u00e1 d\u00e9cadas por uma verdadeira m\u00e1fia ligada \u00e0 CUT e ao PT, com Maria Isabel Noronha (a &#8220;Bebel&#8221;) conduzindo a entidade, que n\u00e3o faz nada para lutar seriamente contra esses ataques. Nas \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es, denunciamos no Esquerda Di\u00e1rio as fraudes, amea\u00e7as, agress\u00f5es f\u00edsicas e outros m\u00e9todos de g\u00e2ngster utilizados por esse grupo para permanecer \u00e0 frente do sindicato.<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do jornal O Estado de S. Paulo.<\/p>\n<p>http:\/\/esquerdadiario.com.br\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Estudo da Funda\u00e7\u00e3o Lemann mostra que docentes nas escolas mais pobres t\u00eam regime de trabalho prec\u00e1rio e vagas ociosas. 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