{"id":14756,"date":"2017-06-14T19:05:06","date_gmt":"2017-06-14T22:05:06","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=14756"},"modified":"2017-07-03T13:59:22","modified_gmt":"2017-07-03T16:59:22","slug":"esquecam-o-terrorismo-a-verdadeira-razao-da-crise-do-qatar-e-o-gas-natural","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/14756","title":{"rendered":"\u201cEsque\u00e7am o terrorismo\u201d: a verdadeira raz\u00e3o da crise do Qatar \u00e9 o g\u00e1s natural"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.mintpressnews.com\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/QatarTurkeyGasLine_01.png?w=747\" alt=\"imagem\" \/>Tyler Durden<br \/>\nPelo Socialismo &#8211; 06\/06\/2017<\/p>\n<p>Segundo a narrativa oficial, a causa da \u00faltima crise do Golfo, em que uma coliga\u00e7\u00e3o de Estados liderados <!--more-->pelos sauditas cortou as rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas e econ\u00f3micas com o Qatar, \u00e9 \u2013 para grande espanto de toda a gente \u2013 o fato de o Qatar financiar os terroristas, e surge depois da recente visita de Trump \u00e0 Ar\u00e1bia Saudita, durante a qual exigiu medidas urgentes contra o apoio financeiro ao terrorismo; e tamb\u00e9m depois do relat\u00f3rio do Finantial Times, segundo o qual o Qatar tinha concedido diretamente bilh\u00f5es de d\u00f3lares de financiamento ao Ir\u00e3 e aos restos da Al Qaeda.<\/p>\n<p>A Ar\u00e1bia Saudita tinha finalmente raz\u00f5es de queixa suficientes do \u201cpatife\u201d do seu vizinho, o qual, nos \u00faltimos anos, tinha tornado ideologicamente inaceit\u00e1vel qualquer abertura ao Ir\u00e3 shiita e \u00e0 R\u00fassia. Por\u00e9m, como muitas vezes acontece, a narrativa oficial \u00e9, tradicionalmente, uma conveniente cortina de fuma\u00e7a que esconde as tens\u00f5es subjacentes. A verdadeira raz\u00e3o por detr\u00e1s dos efeitos diplom\u00e1ticos do caso pode ser bastante mais simples e, mais uma vez, tem a ver com um t\u00f3pico muito antigo e controverso, nomeadamente o dom\u00ednio do g\u00e1s natural do Qatar.<\/p>\n<p>Recorde-se que muito se especulou (e as provas disso remontam t\u00e3o longe quanto 2012) sobre uma das raz\u00f5es da longa guerra da S\u00edria n\u00e3o ser nada de mais complicado do que a disputa pelos gasodutos, com o Qatar a querer ansiosamente utilizar o seu pr\u00f3prio gasoduto que liga a Europa aos seus grandes dep\u00f3sitos de g\u00e1s. Mas, como isso poria em perigo o monop\u00f3lio do g\u00e1s natural da Gazprom na Europa, a R\u00fassia manifestou-se firme e violentamente contra esta estrat\u00e9gia desde o in\u00edcio, e esta raz\u00e3o explica o firme apoio de Putin ao regime de Assad e o desejo do Kremlin de evitar a substitui\u00e7\u00e3o do governo s\u00edrio por um governo-fantoche.<\/p>\n<p>Agora, numa an\u00e1lise separada, a Bloomberg tamb\u00e9m desmascara a \u201cnarrativa oficial\u201d da crise do Golfo e sugere que o isolamento da Ar\u00e1bia Saudita em rela\u00e7\u00e3o ao Qatar, \u201ce o longo passado da disputa e, provavelmente, o seu prolongamento futuro, se explicam de modo mais claro pelo g\u00e1s natural\u201d. As raz\u00f5es para o g\u00e1s natural ser a fonte de disc\u00f3rdia s\u00e3o numerosas e come\u00e7am em 1995 \u201cquando a min\u00fascula pen\u00ednsula deserta estava prestes a fazer o seu primeiro embarque de g\u00e1s natural l\u00edquido do maior reservat\u00f3rio do mundo, o do Campo Norte. Este fornece virtualmente todo o g\u00e1s do Qatar e \u00e9 partilhado com o Ir\u00e3o, o odiado rival da Ar\u00e1bia Saudita\u201d.<\/p>\n<p>O resultado para as finan\u00e7as do Qatar foi semelhante aos enormes ganhos que a Ar\u00e1bia Saudita colheu da sua vasta riqueza em petr\u00f3leo. A riqueza extra\u00edda dali tornou o Qatar n\u00e3o apenas a mais rica na\u00e7\u00e3o do mundo, com um rendimento anual per-capita de $130 000, mas tamb\u00e9m o maior exportador mundial de g\u00e1s natural liquefeito. A sua especializa\u00e7\u00e3o no g\u00e1s colocou-o \u00e0 parte dos seus vizinhos produtores de petr\u00f3leo no Conselho de Coopera\u00e7\u00e3o do Golfo e permitiu-lhe libertar-se do dom\u00ednio da Ar\u00e1bia Saudita, que na sua declara\u00e7\u00e3o de queixa de 2.\u00aa feira descreveu os qataris como \u201cuma extens\u00e3o da sua irmandade no Reino\u201d, ao mesmo tempo em que cortava as rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas e fechava a fronteira. Em resumo, no espa\u00e7o de duas d\u00e9cadas, o Qatar tornou-se simplesmente a maior pot\u00eancia do g\u00e1s natural na regi\u00e3o, e apenas a Gazprom russa consegue desafiar a influ\u00eancia do Qatar nas exporta\u00e7\u00f5es do g\u00e1s natural liquefeito.<\/p>\n<p>O Qatar \u00e9 o maior exportador de g\u00e1s natural liquefeito e tem um papel menor no mercado do petr\u00f3leo. Certo \u00e9 que o Qatar tem mostrado uma capacidade not\u00e1vel para mudar a sua fidelidade ideol\u00f3gica, dizendo o Finantial Times, numa reportagem de 2013, que ao princ\u00edpio o Qatar era um convicto apoiante e financiador dos rebeldes s\u00edrios, encarregados de derrubar o regime de Assad, um processo que poderia culminar na cria\u00e7\u00e3o do t\u00e3o caluniado gasoduto trans-s\u00edrio. O min\u00fasculo Estado do Qatar rico em g\u00e1s gastou tanto como 3 000 milh\u00f5es de d\u00f3lares nos \u00faltimos dois anos para apoiar a rebeli\u00e3o na S\u00edria, ultrapassando qualquer outro governo, mas agora ele est\u00e1 sendo ultrapassado pela Ar\u00e1bia Saudita como principal fonte de armas dos rebeldes.<\/p>\n<p>O custo da interven\u00e7\u00e3o do Qatar, a sua \u00faltima tentativa de apoiar uma revolta \u00e1rabe, ascende a uma fra\u00e7\u00e3o do portfolio do seu investimento internacional. Mas o seu apoio financeiro \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o que se tornou numa perversa guerra civil ofusca dramaticamente o apoio ocidental \u00e0 oposi\u00e7\u00e3o. \u00c0 medida que os anos passavam, o Qatar foi compreendendo que a R\u00fassia n\u00e3o permitiria que o seu gasoduto atravessasse a S\u00edria e, em resultado disso, virou-se estrategicamente numa dire\u00e7\u00e3o pr\u00f3-R\u00fassia tendo o fundo soberano do Qatar concordado em investir, no \u00faltimo ano, 2,7 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares na estatal russa Rosneft Oil, mesmo sendo o Qatar o hospedeiro da maior base militar dos EUA na regi\u00e3o, o Comando Central dos Estados Unidos. Esta manobra em particular deve ter tamb\u00e9m aumentado os receios de que o Qatar se tornasse um mais ativo apoiante do eixo R\u00fassia-Ir\u00e3-S\u00edria na regi\u00e3o, apesar do seu recente apoio financeiro e ideol\u00f3gico ao Ir\u00e3.<\/p>\n<p>Em resultado do crescimento financeiro e pol\u00edtico da \u201cindepend\u00eancia\u201d desta na\u00e7\u00e3o min\u00fascula, os seus vizinhos est\u00e3o cada vez mais frustrados e preocupados: \u201cO Qatar costumava ser uma esp\u00e9cie de vassalo do Estado saudita, mas usou a autonomia que a riqueza do g\u00e1s criou para assumir um papel independente\u201d disse Jim Crane, investigador de energia no Instituto Baker, da Rice University, citado pela Bloomberg. Al\u00e9m disso, a produ\u00e7\u00e3o de g\u00e1s natural do Qatar tem estado \u201clivre de embara\u00e7os\u201d \u2013 e de press\u00e3o pol\u00edtica \u2013 na OPEP, o cartel do petr\u00f3leo que a Ar\u00e1bia saudita domina. \u201cO resto da regi\u00e3o tem estado \u00e0 procura de uma oportunidade de cortar as asas do Qatar\u201d. E como acrescenta a Bloomberg, \u00aba oportunidade chegou com a recente visita do presidente Donald Trump \u00e0 Ar\u00e1bia Saudita, quando apelou a todas as \u201cna\u00e7\u00f5es conscientes\u201d que isolassem o Ir\u00e3.<\/p>\n<p>Quando o Qatar discordou publicamente, numa declara\u00e7\u00e3o posterior, o governo afirmou que se tinha tratado de um produto da pirataria inform\u00e1tica, seguiu-se a retribui\u00e7\u00e3o dos sauditas e seus aliados\u00bb. A verdade \u00e9 que, numa s\u00e9rie de tweets, o pr\u00f3prio Trump insistiu na \u201cnarrativa oficial\u201d, dando for\u00e7a ao isolamento do Qatar (talvez esquecendo-se que a base dos EUA est\u00e1 implantada na pequena na\u00e7\u00e3o). Os c\u00ednicos podem ser perdoados por assumirem que, se Trump est\u00e1 tuitando que o motivo do isolamento de Qatar \u00e9 \u201cacabar com o horror do terrorismo\u201d, apesar de os EUA acabarem de assinar um acordo de armamento de mais de 100 bilh\u00f5es de d\u00f3lares com o maior defensor do terrorismo no mundo, a Ar\u00e1bia Saudita, ent\u00e3o, efetivamente, a \u201cnarrativa\u201d adotada por Trump deve ser completamente descartada.<\/p>\n<p>O que nos leva de novo ao g\u00e1s natural, onde o Qatar emergiu rapidamente como o produtor dominante e mais barato, ao mesmo tempo que os seus vizinhos come\u00e7aram a exigir a mercadoria para si, dando ao pequeno estado toda a alavancagem. Como a Bloomberg acrescenta: \u201ca procura de g\u00e1s natural para produzir eletricidade e energia para a ind\u00fastria cresceu nos Estados do Golfo. Eles t\u00eam de recorrer a importa\u00e7\u00f5es mais caras de GNL [1] e de explorar dif\u00edceis forma\u00e7\u00f5es de g\u00e1s dom\u00e9sticas, cuja explora\u00e7\u00e3o \u00e9 dispendiosa, de acordo com a investiga\u00e7\u00e3o. O g\u00e1s do Qatar tem os menores custos de extra\u00e7\u00e3o do mundo\u201d.<\/p>\n<p>Claro, com a riqueza financeira, veio a necessidade de aumentar a influ\u00eancia pol\u00edtica: \u201cA riqueza do g\u00e1s do Qatar permitiu desenvolver pol\u00edticas externas que acabaram por irritar os seus vizinhos: apoio \u00e0 Irmandade Mu\u00e7ulmana, no Egito, ao Hamas, na Faixa de Gaza e a fa\u00e7\u00f5es armadas opositoras dos Emirados \u00c1rabes Unidos ou da Ar\u00e1bia Saudita, na L\u00edbia e na S\u00edria. O g\u00e1s tamb\u00e9m pagou uma rede global de televis\u00e3o, a Al Jazeera, que, em v\u00e1rios momentos, embara\u00e7ou ou irritou a maioria dos governos do M\u00e9dio Oriente\u201d. E, acima de tudo, \u201co g\u00e1s levou o Catar a promover uma pol\u00edtica regional de engajamento com o Ir\u00e3 xiita para garantir a fonte de sua riqueza\u201d.<\/p>\n<p>E daqui surgiu a fonte de tens\u00e3o: porque, como Steven Wright, Professor doutor associado da Universidade do Qatar disse \u00e0 Bloomberg: \u201cpode questionar-se por que raz\u00e3o o Qatar n\u00e3o esteva disposto a fornecer os seus pa\u00edses vizinhos, tornando-os pobres de g\u00e1s\u201d, disse Wright, o acad\u00eamico, a falar ao telefone da capital de Qatar, Doha. \u201cProvavelmente havia uma expetativa de que o Qatar lhes vendesse g\u00e1s com um desconto\u201d. Isso n\u00e3o aconteceu e, em vez disso, o Qatar deu um passo atr\u00e1s, em 2005, quando declarou uma morat\u00f3ria sobre o posterior desenvolvimento do Campo Norte, que poderia ter fornecido mais g\u00e1s para exporta\u00e7\u00e3o local, aumentando as frustra\u00e7\u00f5es de seus vizinhos. O Qatar disse que precisava testar como o campo estava respondendo \u00e0 sua explora\u00e7\u00e3o, negando que estivesse a ceder \u00e0s sensibilidades do Ir\u00e3, que tinha sido muito mais lento a extrair g\u00e1s do seu lado do campo compartilhado.<\/p>\n<p>A morat\u00f3ria de dois anos foi levantada em abril, uma d\u00e9cada mais tarde, depois de o Ir\u00e3, pela primeira vez, ter alcan\u00e7ado as taxas de extra\u00e7\u00e3o do Qatar. \u00c0 medida que Qatar se recusava a ceder, o ressentimento cresceu. \u201cAs pessoas aqui est\u00e3o perplexas, co\u00e7ando a cabe\u00e7a, exatamente como os sauditas esperavam que o Qatar fizesse\u201d, disse Gerd Nonneman, professor de rela\u00e7\u00f5es internacionais e estudos do Golfo, no campus de Doha da Universidade de Georgetown. \u201cParece que eles querem que o Qatar se afunde completamente, mas este n\u00e3o vai tratar a Irmandade Mu\u00e7ulmana como organiza\u00e7\u00e3o terrorista, porque n\u00e3o o \u00e9. E n\u00e3o vai excomungar o Ir\u00e3, porque isso poria em risco uma rela\u00e7\u00e3o que \u00e9, de fato, t\u00e3o fundamental para o desenvolvimento econ\u00f4mico do Qatar\u201d.<\/p>\n<p>Se o g\u00e1s natural \u00e9 a fonte do isolamento do Qatar depender\u00e1 dos pr\u00f3ximos passos da Ar\u00e1bia Saudita e do Ir\u00e3. A Ar\u00e1bia Saudita, os Emirados \u00c1rabes Unidos e o Egito s\u00e3o altamente dependentes do g\u00e1s do Qatar por via de gasoduto e do GNL. Segundo a Reuters, os investidores, assustados com este desenvolvimento, come\u00e7aram a planejar todas as eventualidades, especialmente qualquer transtorno de abastecimento de g\u00e1s canalizado do Qatar para os Emirados \u00c1rabes Unidos. Os Emirados \u00c1rabes Unidos consomem 1,8 bilh\u00f5es de p\u00e9s c\u00fabicos\/dia de g\u00e1s do Qatar, atrav\u00e9s do gasoduto do Dolphin [golfinho] e t\u00eam acordos de compra de GNL com o seu vizinho, deixando-o duplamente exposto \u00e0s medidas de olho por olho, dizem as fontes e investidores da ind\u00fastria.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora, os fluxos atrav\u00e9s do Dolphin n\u00e3o est\u00e3o sendo afetados, mas os investidores dizem que, mesmo uma paralisa\u00e7\u00e3o parcial, provocaria ondas de choque nos mercados globais de g\u00e1s, for\u00e7ando os Emirados \u00c1rabes Unidos a procurar a substitui\u00e7\u00e3o do fornecimento de GNL, \u00e0 medida que a sua procura dom\u00e9stica atingisse os picos. Com os mercados de GNL em clima de baixa e fraca procura, os Emirados \u00c1rabes Unidos podiam lidar com o Qatar suspendendo o seu fornecimento de GNL de dois a tr\u00eas meses, apelando aos mercados internacionais, mas os fluxos do gasoduto Dolphin s\u00e3o muito grandes para serem totalmente substitu\u00eddos. \u201cUma diminui\u00e7\u00e3o no fornecimento do Dolphin teria um enorme impacto nos mercados de GNL\u201d, disse um dos investidores, analisando os desenvolvimentos. E uma vez que tudo se resume a quem tem a maior alavancagem, \u00e0 medida que esta \u00faltima crise regional de \u201cequil\u00edbrio de poder\u201d se desenrola, o Qatar poderia simplesmente seguir a rota de Destrui\u00e7\u00e3o M\u00fatua Garantida e interromper todas as remessas do gasoduto para os seus vizinhos, prejudicando os interesses econ\u00f3micos de ambos (deles e de si pr\u00f3prio) no processo, para encontrar exatamente o ponto da \u201cm\u00e1xima dor\u201d.<\/p>\n<p>Notas [1] GNL: G\u00e1s natural liquefeito. \u2013 [NT]<\/p>\n<p>http:\/\/www.pelosocialismo.net\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Tyler Durden Pelo Socialismo &#8211; 06\/06\/2017 Segundo a narrativa oficial, a causa da \u00faltima crise do Golfo, em que uma coliga\u00e7\u00e3o de Estados \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/14756\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-14756","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-3Q0","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14756","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14756"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14756\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14756"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14756"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14756"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}